sábado, 16 de dezembro de 2017

Bah, tchê...

Faz muito tempo que não escrevo sobre football, o esporte bretão...

Confesso que o mar de lama que afoga a empresa da famiglia marinho, a fifa, confederações, o capo ricardo teixeira e tantos outros envolvidos me fez perder um bocado do interesse...

Outro fator que esmoreceu meu fervor torcedor foi a violência dos animais que se auto intitulam "organizados"...

Mas como nada havia de interessante na TV na tarde de hoje, sintonizei em um dos canais que transmitia o match entre Grêmio Football Porto-alegrense...

Muito se evocou os "brios dos pampas gaúchos", e alguns speakers chegaram a dizer que o tricolor do sul seria o mais argentino dos teams sul-americanos, tal o empenho demonstrado no final match da Libertadores...   

Pois bem, vamos lá...

O que tivemos na tarde de hoje foi apenas mais do mesmo:

Uma total e flagrante assimetria técnica e tática entre dois teams...

O Real Madri Club de Fútbol desfilava sua total indiferença com o championship que ali se disputava, aos olhos dos donos dos petrodólares, ávidos por divulgar seus emirados como destino turístico com credenciais de cidades (mega) evento...

Um match chato para cacete!

Deu pena dos rapazes comandados pelo falastrão Renato Gaúcho...dentre eles só destaco o goalkeeper e a linha de backs...

Dali para frente, ou seja, da linha média até os forwards nada aconteceu...quer dizer, para não dizer nada, o Grêmio deu um shoot em direção a meta do goalkeeper merengue...

Enquanto isso, ainda que sonolento, o Real mandou 20 shoots em direção ao goal tricolor...

O time espanhol, até na comemoração após o aceno final de Vossa Senhoria, pareceu demonstrar que estava ali a passeio, e ao menos dessa vez fingiram-se de contentes com o score...

Cristiano Ronaldo e seus colegas mantiveram seus uniformes na mesma alvíssima cor que estavam quando entraram na cancha...quase não suaram...

Uma vergonhosa e humilhante constatação de que não há mais lugar para o Brasil no cenário global do football...

A tal de Copa do Mundo, além de configurar uma espécie de feira de ativos para futuras transações bilionárias, é só uma tentativa de dar um verniz nacionalista em um esporte apátrida...

Com esse circo quadrienal, juntam-se players sob "bandeiras nacionais", que por quase nunca jogarem juntos, uma vez que os melhores (e selecionados) sempre se espalham pelo mundo, acabam por nivelar por baixo o nível técnico dessa competição...

Nem aí o Brasil consegue se impor, haja vista os últimos vexames...






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