segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A "agenda" segue seu curso!

A "agenda" dos donos do mundo nunca é acidental, por mais que tentem fingir que há uma série de eventos descontrolados e aleatórios entre si...

Por mais que o cretino do trump dê vazão a ilusão de que ele é apenas um histriônico personagem, oscilando entre a misoginia, xenofobia e racismo (e de verdade, ele é), o fato é que suas decisões atendem uma pauta calculada...

O atentado na estação Times Square do metrô de Nova York é apenas a ratificação dramática dessa premissa acima...

Quem assiste com um pouco mais de atenção as jogadas geopolíticas dos EUA já percebeu que o atentado tem o timing perfeito para justificar o "endurecimento" interno e externo do discurso do representante do maior país do mundo...

Não iria ao exagero de dizer que os atentados são fabricados dentro do aparato de segurança dos EUA, como gostam os teóricos da conspiração, mas é certo que as ações do presidente dos EUA têm o ingrediente necessário para excitar células terroristas, sejam as que genuinamente se reivindicam a militância anti-EUA (fundamentalistas islâmicos), seja os extremistas de direita, aproveitando para disseminar pânico e colocar a culpa nos indesejáveis (imigrantes)...

É óbvio associar o atentado como reação ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos EUA...

Eu imagino, no entanto, que o reconhecimento da capital Jerusalém é mais que isso...

Serve primeiro como um aviso aos sauditas...Há um movimento nas embrulhadas sucessórias locais que sugerem um pequeno deslocamento do poder saudita, senão para mais longe, ao menos mais "autônomo" em relação a influência dos EUA...

Outra ponta desse quebra-cabeças é o crescimento da influência russa na região, e a rearrumação da situação dos curdos...

Israel cobrou a fatura para continuar a fazer o papel de cão de guarda de Washington na região...

Somando tudo isso, vem os interesses da gigantes do petróleo...

Depois que promoveram o "dumping" dos preços dos ativos do setor, e compraram imensas jazidas a pereço de banana (ver o caso brasileiro, onde teve de tudo, desde venda aviltada até renúncia fiscal trilionária), agora os EUA "endurecem" o discurso na região do Oriente Médio...

O resultado imediato?

Alta dos preços por causa da "instabilidade" pós apoio a Israel...

O novo ciclo especulativo se anuncia, com os barris alcançando a casa de 80, 90 dólares, com viés de alta...

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