sexta-feira, 7 de julho de 2017

Campos dos Goytacazes na encruzilhada: ou dá ou desce!

A despeito das tentativas (fake) dos patetas do melado em recuperar as pregas perdidas, depois da (ph)oda dada pelos garotinhos na cidade, fica a impressão que o passaralho está sendo lubrificado para terminar o serviço...

Há solução? Não se sabe, mas o papel de um governante é tentar na direção certa, e não ficar enchendo linguiça e pauta dos pocilgas editoriais...

O que fazer? Como nos perguntou Vladimir Ilyich Ulyanov, o popular Lênin?

A primeira premissa a ser adotada, e esse governo não tem nem caráter, nem coragem para isso, é cobrar a conta de quem tem mais grana, e por óbvias razões, se deu bem quando a vaca jorrava royalties pelas tetas...

Em resumo, poderíamos dizer que as melhores obras e aparelhos públicos sempre foram instalados nos locais mais ricos, aumentando os lucros e a concentração de  riqueza na roda da especulação imobiliária...

Ali ficaram as melhores vias, a iluminação, etc...

Foram também os empresários que deitaram e rolaram na farra das isenções fiscais e subsídios concedidos pela mamata chamada Fundecam...

Temos ainda outros "favores", como os "apoios" aos eventos da elite, e claro, de outro lado temos um dos principais gargalos do financiamento da saúde pública local, a renúncia da Secretaria de Saúde e da Fazenda em cobrar dos planos de saúde pelos atendimentos feitos pela rede pública municipal aos usuários cobertos por essas empresas...

Então, para começar, se quer mesmo encontrar algum fluxo de caixa que no médio e longo prazo revertam a pindaíba, é bom começar por uma ampla reforma tributária, onde:

- Os mais ricos e proprietários de imóveis deverão ter suas alíquotas progressivamente aumentadas, revertendo a estrutura regressiva que vigora hoje, quando contribuintes mais pobres e médios pagam pelos ricos;

- Instituir uma escala de cobrança adicional para segundas propriedades em diante, inibindo a acumulação e concentração imobiliária;

- Instituir a cobrança das contribuições de melhoria, onde empresários e moradores dos bairros mais ricos favorecidos por grandes obras de melhoria na infraestrutura urbana devem arcar com parte dos custos, baseado proporcionalmente na valorização dos bens imóveis que tais intervenções públicas proporcionam;

- Instituir a cobrança de pedágio para circulação de veículos de passeio nas áreas centrais (nos moldes de cidades europeias) e parquímetros, colocando parte do ônus da propriedade de veículos para quem deve arcar com ela: os donos de veículos, que andam por módicos 4% de IPVA e exigem espaços cada vez mais amplos para transitar e estacionar, segurança, atendimento médico, ar para poluir, etc, etc;

- Essa medida acima viria junto co a total reformulação do sistema de ônibus (aliás, o presidente do IMTT é um completo zero, um nada, um pastel de vento, que ninguém sabe a que veio, e SE veio a algo) e das malhas de ciclovias e ciclofaixas...O aumento do número de passageiros, por sua vez, aumentaria o recolhimento de tributos pelas empresas concessionárias (o ISS);

- Aumentar progressivamente a cobrança do ISS, nos mesmos moldes do IPTU, ou seja, quem pode mais, paga mais...

- Fim de todas as isenções e benefícios;

- Fim de todos os "apoios" a eventos prestados pela PMCG, seja com recursos humanos (guarda municipal) ou material (grana, bens e serviços);

- Cobrar dos planos de saúde aquilo que nos devem, ou seja, os atendimento gratuitos pela rede municipal aos usuários dessa empresas.


É mais ou menos isso...

11 comentários:

Anônimo disse...

Você está maluco Douglas? Ele foi eleito para agradar a playboizada da Pelinca, resto é falácia.

Anônimo disse...

Há uma questão já antiga e bem grave, na minha humilde opinião: a inércia da fazenda pública municipal em dar andamento aos processos de execução fiscal. Já vi pessoalmente diversas situações de extinção do processo por prescrição ou por prescrição intercorrente. O governo anterior sempre fez pouco caso, o atual segue o mesmo modelo. E ainda ficam divagando falácias sobre venda de futuro e herança maldita. Se esquecem de olhar para o que deve ser feito.

Wanderson Oliveira Batista disse...

Douglas, eu tenho notado que o discurso desse (des)governo não está coerente com as atuais medidas que eles estão tomando em alguns episódios.Como contratações de lanches milionários, fotos super valorizadas, licitações para geradores milionários, contrato na Saúde sem licitação. Será que a caixa não pode ultilizar isso em sua defesa para cobrar a sua dívida. Ou nem precisa disso p/ tomar o que por direito é lhe devido?

Marcelo Siqueira disse...

Não entendi quando disse "o fim de todas isenções e benefícios". Te acompanho e acho que não ficou claro, já que entendo que algumas pessoas devem ter isencões, e acho que você também pensa assim. Na verdade acho que entendi, apenas por te acompanhar, mas acho que não ficou claro.

Anônimo disse...

Quero ver ter culhões para mexer no vespeiro dos gargalos dos recursos públicos que ocorre nos hospitais públicos e privados de Campos. Fuder pobre é fácil.

douglas da mata disse...

Marcelo,

As isenções e incentivos, com toda intervenção estatal no domínio privado dos administrados, é fruto de uma escolha política.

A atual política de isenção obedece a uma lógica predatória e desconectada de qualquer lógica, ainda que consideremos a opção por tornar o Erário como sócio (de risco) de empreendimentos privados,sob a justificativa (distorcida) da "criação de empregos", quando sabemos que o custo desses empregos não é coerente com os alegados benefícios que trazem à economia local, com ficou comprovado: na crise, todo mundo vai embora e a contrapartida (emprego) vira fumaça.


Ainda que eu torça o nariz para iniciativas de microcrédito (como aqueles exemplos da índia e Bangladesh, etc), por acreditar que se tratem apenas de paliativos, o fato é que incentivos e subsídios devem primeiro atender aos mais pobres.

Depois, em tempos de crise fiscal, nenhum subsídio a empresários se justifica, ao contrário, nessa hora, quem lucra mais deve contribuir com mais e não receber favores fiscais.

Um abraço.

douglas da mata disse...

Wanderson,

A CEF não precisa de nada disso, porque ela já comprou o direito de receber os royalties, é isso que diz a sentença do juiz do TRF que cassou a liminar conseguida pelos idiotas do melado...

Anônimo disse...

O governo municipal corta dos pobres e arrecada mais com a classe média e os ricos, no tal sistema de parceria público-privada. Veja, por exemplo, o tal festival de cerveja no Jardim do Liceu, em que, pelo que sei, a prefeitura não entrou com muito além de banheiros químicos. Aí uma empresa privada organiza a coisa, cobrando valores a partir de 360 reais dos comerciantes, mais 20% sobre as vendas. Mas será que nada disso vai para o poder público? O pior é que o evento deveria ocorrer no CEPOP, se valesse a vontade do presidente do IMTT. Mas os cervejeiros bateram o pé e conseguiram a praça. Só que para o pessoal que, de forma mais espontânea (sem conchavo com a prefeitura), organiza uma vez por mês o Samba na Praça vale a pressão para que o evento vá para o Parque Alberto Sampaio, sob a alegação de que o local em que o encontro é realizado estaria sendo depredado. E olha que o grosso do público nem é formado pelos pé-rapados que dependem de programas sociais...
No próximo final de semana tem festival de cerveja e blues em torno do Trianon. E as barracas mais baratas terão de pagar 600 reais por três dias, para ocuparem o espaço do (poder) público. Pesquise e confira: você vai encontrar esses dados e muitos mais! A pergunta é: pra onde está indo esse dinheiro? Não sei por que toda vez que me faço essa pergunta lembro que 2018 é ano eleitoral...

douglas da mata disse...

A pressão pelo Alberto Sampaio, agora rebatizado de Kapi, se deve ao motivo elencado por você: uma questão de classe social, ou seja, para os ricos visibilidade e para os pobres os guetos e cantos da cidade.

Mas há outro motivo: justificar as obras que serão feitas ali, e dar relevância aquela merda de espaço que o avô do chefe dos idiotas do melado construiu no lugar do patrimônio arquitetônico que era o Jardim de Alah...

Um abraço.

Anônimo disse...

Não me chamem de rosáceo ou defensor dos Garotinhos, pois não acho que eles são santos, mas o empréstimo junto a Caixa Econômica foi feito antes das eleições de 2016 e se por acaso o candidato Chicão fosse eleito ano passado? Rosinha e Garotinho estariam armando uma armadilha para o seu próprio grupo político?

douglas da mata disse...

Caro comentarista:

A tônica dos patetas da lapa nunca foi cuidar de seus sucessores, haja vista as repetidas "traições" das quais o napoleão reclama...

É claro que se o chicão fosse eleito, eles não estariam na mídia reclamando, o que não significa que a situação estivesse melhor...

E é preciso dizer: perto do idiota do melado, o napô parece Einstein, e com certeza, acharia alguma solução...

Eu mesmo, um semi-analfabeto já elenquei um monte de saídas...

Agora, uma certeza eu tenho: litigar contra a CEF e reter os valores que são dela (da CEF) e não mais da Prefeitura é uma tolice sem par...

Abraços...