quinta-feira, 29 de junho de 2017

E na terra dos filhotes da cachorra de guarus: a mentira contada mil vezes é meia-verdade!

Ninguém duvida que a retração econômica trouxe vários problemas para os orçamentos públicos de todo o país, e pior, de toda a geografia da periferia capitalista...

Os motivos são conhecidos, e em suma se resumem a dinâmica de fluxos e contra-fluxos de liquidez financeira, que correspondem, grosso modo, aos ciclos capitalistas de expansão e depressão...

Claro que cada país periférico é atingido de uma forma, mas o mais importante é que as reações são diferentes, e podem gerar resultados diferentes, como fez Portugal, por exemplo, que resistiu a receita ortodoxa dos banqueiros e "analistas" que atuam a soldo dos primeiros...

O mundo não vai acabar se ignorarmos o que diz a cretina da míriam leitão, ou outros canalhas travestidos de "analistas econômicos"...

É certo que é preciso dizer que o problema "de caixa" de Campos dos Goytacazes é em parte estrutural (crise de 2008), mas deve ser olhado com certo cuidado, porque ao contrário da maioria das cidades (do mundo), a planície lamacenta surfou em um gigantesca onda de recursos: os royalties e as participações, que poderiam dotar essa cidade de um colchão para amortizar a queda...

No entanto, TODA essa elite hipócrita, junto com a classe mérdia histérica, e inclusive a população mais pobre, sempre REJEITARAM nas urnas qualquer modelo que se afastasse da gastança desenfreada e supérflua...

Acabou o milho, acabou a pipoca...

Os patetas da lapa têm, por óbvio, uma enorme responsabilidade pelo atual estado das coisas...isso ninguém negará...

Mas e daí?

Todos, eu repito, TODOS os principais grupos políticos antagonistas desse Estado, eu cito o pessoal da lapa e a quadrilha de cabral, pezão e picciani, recorreram aos mesmos dispositivos financeiros para mover suas administrações, gerando déficits fiscais e depois os refinanciando a taxas elevadas com gordas comissões e juros para as bancas...

Tais estratagemas não se devem a engorda milionária de ganhos do funcionalismo, e/ou explosão de investimentos em saúde, educação, etc...

Foram peças de ficção (orçamentária) que privatizaram enormes montanhas de dinheiro público, que saíram de orçamentos públicos para as gavetas dos empresários,  bancos e operadoras de valores...


Bom, dito isso, o que fazer?

Antes de ficar dando chilique em feicebuqui, o prefake do melado deveria pensar, apesar de eu duvidar que ele seja capaz desse gesto tão importante...

As medidas de enxugamento fiscal que propôs e aprovou junto com sua base de "jênios" parlamentares são , além de paliativas, politicamente impróprias, se considerarmos que atingem quem tem menos força para reagir...são assim, pura covardia... 

Se acabou dinheiro, o prefake deveria ter colhões para propor aquilo que é a única solução: quem tem mais grana deve arcar com os custos da municipalidade, sob a forma de uma ampla reforma tributária municipal, dando a estrutura tributária uma cara progressiva (como manda a Constituição), e não regressiva como é hoje...

Ou seja, quem ganhou e fez fortuna quando jorravam bilhões, deve ser chamado agora para pagar a conta...

Para fazer isso não precisa chamar ninguém para briga, ou "olho no olho"...Basta ter coragem, de verdade!

Ah, e certamente, deveria começar a governar, ajuda um bocado também...


7 comentários:

Anônimo disse...

Ótima análise. Como sempre.Abç

Anônimo disse...

Douglas,

Se "TODA essa elite hipócrita, junto com a classe mérdia histérica, e inclusive a população mais pobre, sempre REJEITARAM nas urnas qualquer modelo que se afastasse da gastança desenfreada e supérflua..." seria possível concluir que nós, como sociedade, não queremos mudar o modelo? Ou, por outra, o que a gente quer é mesmo que o estado nos dê tudo de mão beijada?
Na sua análise todos estamos no mesmo barco clientelista e transclassista? Sejam os ricos, que se apoderam da agenda pública para continuar a ganhar muito, sejam os médios que são loucos por uma boquinha e só reclamam quando não estão se locupletando, e sejam os pobres que adoram uma benesse, um programa social, uma dentadura, um saco de cimento?
E os bancos? aqueles que verdadeiramente ganham? Quando vão pagar a conta?

Anônimo disse...

você colocar Garotinho nessa mixórdia toda é só para confirmar seu tema. Sim, uma mentira dita muitas vezes...

Pois é, vamos ser humildes e arcar com nossa "precipitação homogênea em fim de papo". Vamos separar bem as coisas.
Afinal os patetas da Lapa não são tão patetas assim, haja vista estar nadando de braçadas. E quem disse não foi um mentiroso.
E tem mais, ele não tem medo de denunciar com ´PROVAS'.
Sem essa de estar dizendo mentira repetida para parecer meias verdades, ok?

vai postar?

douglas da mata disse...

Só uma coisa é pior que um pateta da lapa...é um pateta da lapa tentando escrever algo...

Vamos desenhar:

O prefake do melado é um zero, um nada...No entanto, o modelo herdado por ele destruiu essa cidade e qualquer perspectiva de futuro, tudo por obra e graça do napoleão da lapa e seus discípulos (que depois viraram inimigos, depois amigos, depois inimigos, enfim...)

Foram quase 20 bilhões de reais, e uma cidade de merda...

E claro, agora os patetas da lapa nadam de braçadas nesse rio de merda que eles mesmo criaram...

Provas???

Ixi, eu acho que as "provas" foram inutilizadas, rsrsrs...

É triste a sina dessa cidade, de um lado, os coxinhas do melado, um bando de débeis mentais, de outro, os patetas da lapa, uma vara de mentecaptos...

Resumindo: se juntar todos eles, não dá um copo...

douglas da mata disse...

Ao outro comentarista:

Meu caro amigo, nenhum modelo que privilegie os bancos subsiste sem um pacto (ainda que informal) da sociedade que o legitime...

Claro que as responsabilidades são, por assim dizer, assimétricas, se considerarmos as urgentes necessidades dos mais pobres, mas nem assim podemos dizer que não sejam decisões autônomas, é só ver o exemplo da última eleição, quando os programas chamados pelas elites locais de fisiológicos ("cheque-cidadão") foram derrotados nas urnas...

No caso específico de Campos dos Goytacazes, a população mais pobre reagiu a estigmatização (penso eu), depois de ser alvo de preconceito sistemático por causa do atendimento social que recebia (no meu ver, justíssimo) e acabou por se afastar do grupo da lapa...

Mas a opção não veio acompanhada de uma reflexão, e acabou por instalar no poder um grupo ainda pior, pois atende apenas às elites...

Em resumo:

Eu não acho que as populações mais pobres devam renunciar a satisfação de suas demandas através dos programas sociais...Esses programas NÃO SÃO FAVORES, MAS DIREITOS!

O que é grave é a postura do governo dos patetas da lapa que sempre insistiram em instrumentalizar essas demandas e seu atendimento como um favor, um privilégio concedido a quem acatava suas ordens...

Os patetas da lapa ao invés de universalizarem o atendimento, dando um caráter de impessoalidade exigida pela lei, acabaram por particularizar o atendimento...

Tal e qual fizeram com seus "amigos" das elites e setores médios...

Já o pessoal do sinhozinho do melado, ficou claro que farinha pouca, só vai ter pirão para os ricos...

Anônimo disse...

Oi Douglas.
Concordo que os programas sociais são necessários. Em alguns casos são a única esperança. Em outros não, mas... como saber? E esta não é exatamente a minha pergunta para você, e ela não tem a ver com o napô nem com o prefake, pelo menos não vejo assim.
Eu entendo os programas como altamente necessários, e, concordo, favores não são. Quem os troca como favor é um cão vil. Mas... direitos?
É isso que queria perguntar: são direitos mesmo? como você justifica a inclusão dos programas como DIREITOS? E, se são direitos, quem escolhe quem tem mais direito que o outro?

douglas da mata disse...

Olha, não sou especialista no tema, mas as tecnologias sociais desenvolvidas em anos de melhoramento do Estado de Bem Estar Social determinam categorias de risco social e medidas cabíveis, nesse caso, paliativas...

São paliativas sempre porque o sistema (capitalista) cria muito mais desigualdade e situações de risco que o Estado é capaz de prover com os impostos...

Somos todos cães vis, porque todos nós recompensamos nossas expectativas através daquilo que reivindicamos como "direitos"...

Claro que a legitimação maior ou menor dessa classificação (direito ou privilégio - favor) depende de filtros de classe e políticos, SEMPRE!

Resumindo:

Pessoas não são pobres por escolha ou por deficiência "competitiva"...Não vivemos em um mundo onde as regras darwinistas devem imperar (o maior engole o menor ou se adapta ou morre)...

Quem escolhe o que é direito e qual a ordem de prevalência (quem deve ser atendido primeiro) é a sociedade, através da luta política...