quarta-feira, 17 de maio de 2017

A (in)justiça na terra dos filhotes da cachorra de guarus: uma aberração que é franquia nacional!!!

Eu sei, eu sei, eu sei que corro o risco de me tornar repetitivo...

E sou...

Assim como corro o risco de ouvir de amigos bem próximos um questionamento: 

"cara, você foi processado pelo casal de patetas da lapa por danos morais (e fui condenado), você é adversário dos caras, eles não respeitam ninguém, e ainda assim você os defende?"...

Primeiro é bom que se diga: não defendo o casal de patetas da lapa, mas sim os direitos que estão sendo violados, diuturnamente pela facção local da república dos paranazi que deseja transformar esse país em um cenário de algum conto (mal) copiado de Kafka...

Não poupo adversários, mas isso não implica em aplicar a eles medidas com as quais não concordo...

Querem um exemplo? Circulou nesses dias um fotografia do atual prefeito-morcego com militantes da causa GLBT...

Houve várias publicações das redes sociais transbordando homofobia, questionando os grupos religiosos que apoiam a atual gestão acerca do comportamento do pequeno alcaide...

Na minha opinião, a despeito de sua tendência inequívoca do prefeito-morcego de instrumentalizar as lutas sociais em benefício do lustro ao seu ego enorme, o prefeito-morcego acertou em cheio ao mostrar seu apoio ao grupo em questão...

É preciso certa coragem para ter coerência...


Bem, voltando a vaca fria, vamos aos fatos:

Desde quando os vereadores da base do napoleão da lapa foram impedidos "cautelarmente" de assumirem seus mandatos, assim como foi proibida a manifestação do investigado e réu napoleão da lapa sobre seu próprio processo, esse blog levantou-se contra essa aberração...

Aliás, há muito tempos advogamos que a justiça eleitoral é, em si, uma distorção gravíssima que pretende tutelar juridicamente (o que é impossível) conflitos de natureza essencialmente política...

Não há similar de existência de uma justiça eleitoral orgânica e estruturada em países com tradição democrática mais amadurecida que a nossa...

Sendo assim, hoje temos decisões judiciais que valem mais que o voto que dizem querer proteger, e mais ainda, resoluções com força e natureza de lei, em completa afronta ao princípio constitucional pétreo da reserva e limites dos poderes...

O estrago feito pelos juízes de piso raso nunca mais poderão ser consertados, porque os vereadores passaram quase seis meses da atual legislatura impedidos de exercerem aquilo para o qual receberam a outorga mais importante que temos: o voto...

Tudo aquilo que foi decidido sem a presença deles é irreversível, por óbvio...e agora?

É sintoma nefasto a total inversão da presunção de não-culpabilidade (não erremos com a tola reivindicação de presunção de inocência, que não existe), quando como aconteceu em Campos dos Goytacazes (e acontece hoje no Brasil todo), e mandatários tiveram suas penas (atributos da culpa) antecipadas com a suspensão dos mandatos e até a privação de liberdade...

Nos casos de servidores públicos comuns, ainda que na presença dos mais hediondos (outra classificação equivocada, mas ratificada pelos nosso populismo jurídico) dos crimes raramente têm suas funções públicas suspensas até que tenhamos uma sentença definitiva, porque esse afastamento é resultado direto da aferição de culpa, que traz em seu bojo a determinação da pena correspondente...

Só em casos excepcionalíssimos deveriam ser consideradas o afastamento "cautelar" de mandatários do exercício de seus mandatos!

Mas o que tivemos foi o justicialismo vingador populista, que trouxe em seu bojo até o retorno da inédita e vergonhosa censura...

Antes, os animais que zurram nas cocheiras da mídia local diziam que a Juíza Luciana Lóssio, que cuidava, minimamente, da preservação dos princípios do Estado de Direito, estava em conluio com os pacientes da lapa...

Nada falaram quando essa Juíza decidiu a favor de um  vereador que lhes é simpático...

Também limitaram-se a grunhir diante da unanimidade da instância última da (in) justiça eleitoral...

Será que o napoleão da lapa traz todos em seus bolsos?

E agora? E os direitos dos réus que foram violados, como no caso da censura ao napô?

Ora, sua manifestação ampla e pública, inclusive por sua profissão (radialista) é (ou deveria ser) considerada como patrimônio inalienável de sua defesa...E agora, como desdizer o que não foi dito...?

Lutarei cada dia da minha vida para derrotar os patetas da lapa e seu chefe, o napoleão da lapa, dentro das regras da política, ainda que eles nunca tenham agido desse modo, e tenham se utilizado, quando puderam, dos meios judiciais para achacar e/ou extorquir adesões ou punir adversários...

É a máxima popular: "se o burro te escoiceia, não abaixe e devolva o coice"...



Um comentário:

Anônimo disse...

A operação golpista Lava Jato, que segundo os coxinhas é uma dádiva de Deus para perseguir corruptos, está se mostrando uma operação que produz uma corrupção industrial na campo jurídico.

No Brasil já é conhecida a tese de que para o advogado ser bom, não basta conhecer o processo, as leis e saber defender o seu cliente, mas principalmente ser conhecido pelo juiz, e se o magistrado for seu “chapinha” é melhor ainda.

No caso da Lava Jato, essa questão virou norma, com a instituição arbitrária da deleção premiada realizada pelo juiz Sérgio Moro e demais procuradores que participam dessa farsa golpista, esse instrumento jurídico se transformou em um bem valioso, custando milhões de reais para quem conseguir usá-lo adequadamente para seus clientes.

E como a delação premiada não é base do processo penal brasileiro, ele está à mercê do entendimento subjetivo dos inquisidores (juízes e procuradores) da operação golpista Lava Jato.

Diante disso, os presos da operação golpista (empreiteiros da Camargo Corrêa, Pedro Corrêa do PP, Gim Argelo PTB-DF e até Renato Duque da Petrobrás entre outros) começaram a procurar os escritórios jurídicos de advogados ligados à família de Sérgio Moro e Dallagnol, como o escritório de Marlus Arns, aonde trabalha a mulher de Sérgio Moro (Rosângela Moro), pagando verdadeiras fortunas, de 15 a 50 milhões de reais para que esses escritórios intermediassem essas delações.

Sérgio Moro, o Mussolini de Maringá e sua equipe da operação golpista Lava Jato tem profundos laços com a família Arns, que está também envolvida nas denúncias de desvio de dinheiro público da APAE do Paraná. O Irmão de Marlus, Henrique Arns de Oliveira, é diretor geral do Centro de Estudos Jurídicos Luiz Carlos, onde contratou para ser professor de Direito Penal Econômico o próprio Sérgio Moro e seu parceiro, o procurador Deltan Dallagnol.

A operação golpista Lava Jato é mais uma daquelas hipocrisias nacionais sustentadas pela burguesia, que se apresenta como os defensores da moralidade pública, ao mesmo tempo em que os participantes e seus pares estão se enriquecendo de forma imoral da suposta luta contra a corrupção.