segunda-feira, 24 de abril de 2017

A UENF somos nós? Nós quem, caras-pálidas?

Seria cômico se trágico não fosse...

Na busca de algum elemento agregador, a direita campista, assim como parcela da direita nacional, elege causas eloquentes para tentar posar de porta-voz da civilidade...

Avessa às dicotomias, dilemas, trilemas e polifonias sociais (melhor deveria ser na ditadura, não é?), reivindicam uma instância, uma causa que mascare os interesses de sempre...

Qual é o sentido da mídia cretina de esgoto pregar a favor de uma Universidade Pública quando ataca, diuturnamente, políticas púbicas de inclusão que têm o Ensino Público e de qualidade em todos os níveis como consequência virtuosa sim, mas nunca como causa...?????

Como é possível defender a UENF ao mesmo tempo que se difunde o receituário mais vil e excludente da agenda tacanha da direita mórbida desse pais golpeado?

Mais uma vez a mídia local descortina sua hipocrisia, através dessa sua visão utilitarista da Universidade...

É bom lembrar que os primeiros movimentos pró-Universidade foram duramente rechaçados pelos feudos locais de negócios da educação superior, mancomunada com a mídia local e suas elites, que viram na possibilidade de ampliação do acesso ao ensino superior uma ameaça ao seu nefasto monopólio cultural (seja lá o nome daquele paroquialismo adocicado por melado...

Depois, como irreversível e instalada a Universidade, passaram a um apoio meia-boca e cínico, que oscilava ora entre a crítica a um suposto distanciamento da Universidade em relação a comunidade, ora no regojizo a feitos da pesquisa uenfiana relativos ao esforço de reverter nosso estágio pré-industrial, e enfim, como deleite estético provinciano de conversas empoladas em saraus na Vila Maria...

Quando a UENF se abriu às cotas, essa mídia cretina e seus debiloides leitores passaram ao ataque, até que os fatos revelassem que cumprida a tarefa de incluir os desiguais que disputavam em pé de desigualdade segregadora, os incluídos respondiam com desempenho igual ou superior aos filhos da classe mérdia branca e da classe "A"...

Setores que babavam as bolas de eike batista, e/ou fingiam não ver a orgia fiscal de cabral, pezão e seus amigos laureados com incentivos que agora faltam às Universidades Públicas do RJ, não podem pretender defesa alguma da UENF...

Desnecessário lembrar que os abjurados e desconjurados desvios de corrupção tiveram como destino provável os inseparáveis esquemas de mídia e caixa-dois publicitários, tudo ainda soterrado em toneladas de silêncio cúmplice...

Deputados que aprovaram a venda da CEDAE e se preparam para comer o cu dos servidores  estaduais NUNCA poderão posar de defensores da UENF...

É preciso que a UENF se erga, e mesmo machucada e ferida não caia no conto de que "todo apoio é válido", porque não é!

Caso contrário, se embarcar nesse oba-oba midiático, se igualará aos abutres que tentam aproveitar seus últimos suspiros como causas de aluguel...

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