sábado, 7 de janeiro de 2017

Campos dos Goytacazes: decreto de emergência ou...abriu a porteira!

Uma das maneiras conhecidas de impor suas demandas é utilizar-se dos cretinos da mídia para criar um clima de catástrofe...

No caso do atendimento público na Saúde isso é fácil...

Umas imagens de macas no corredor, reclamações de usuários, umas mortes ali, outras aqui, tudo tocado a sensacionalismo irresponsável...

Qual foi o resultado prático e legal de cada "denúncia" apresentada pelo então pasquim de oposição, e hoje diário oficial?

Nada...

Bem, o fato é que esse "jornalixo" é sempre seletivo...Você nunca viu ou verá matéria com usuário de plano de saúde reclamando de estar 4 horas esperando, embora fique...

Muito menos da dificuldade, ou quase impossibilidade, de marcar consulta com seu médico de escolha, que agora "abre agenda" em um dia específico do mês, e você só vai ver o médico dois ou três meses depois...mais ou menos como as famigeradas filas de marcação de consulta...

E lembrem, todos os processos de atendimento de urgência/emergência, e outros de média e alta complexidade, ainda são bancados pelo SUS, e nunca foram cobrados dos planos de saúde quando seus usuários utilizam o sistema público...

Voltando ao tema inicial,  certo é que os abutres do diário oficial criaram a justificativa para o novo (velho) prefeito abrir as comportas das verbas públicas para contratações sem licitação, o que é um bálsamo para as empresas e fornecedores do setor...além de possibilitar o bom e velho calote seletivo nos contratos anteriores...

Como mandam os manuais do vale-tudo liberal, crise é sempre uma oportunidade...

Nada temam, o nosso "libertador" dará jeito em tudo!

O que mais me espanta é o silêncio dos cruzados da justiça e ministério público para a banalização dos decretos de emergência, sim, porque não é plausível que tal instrumento seja embasado apenas por "notícias pseudo-jornalísticas", uma vez que nenhuma administração, por mais eficiente que fosse, reuniria dados para apurar e concluir que há emergência em qualquer setor...

Uai, esses cruzados não se imiscuíram em cada ato discricionário dos governos anteriores, por que o cuidado agora?

Imagine se cada passageiro de um voo, descontente com o serviço de bordo, ou com medo de voar, resolvesse abrir a saída de emergência?

É mais ou menos isso que está acontecendo aqui em Campos dos Goytacazes (e quem sabe em São João da Barra), só para beneficiar "os vendedores de paraquedas"...


7 comentários:

Anônimo disse...

Da mata, desculpa adentrar aqui nesta postagem para falar de outra coisa, que não é outra.
Será que Diniz e Andrade fizeram uma dobradinha disfarçada para os dois alegrarem as duas categorias: Taxistas e urbe?

Que coisa.

Este governo está tão atípico que já temos certeza de que não foi um governo para ser a favor do povo, mas contrário aos garotinhos. O que eu não ouvia falar, agora ouço pelo comércio: Rosinha fez muito por Campos, mas querem abafar!

Isso ainda vai dar samba. E te garanto que não é no carnaval. Será que o povo neste tempo está mesmo querendo circo?

Anônimo disse...

Trata-se da manjada estratégia da política da terra arrasada, para justificar decretos de emergência

Anônimo disse...

Há , nas postagens, fatos indiscutíveis. Porém , espanta-me tantas críticas e a tentativa de cunhar um vulgo para onerem eleito administrador. Pergunto ao blogueiro : das opções dadas, se havia melhor , porque não foi eleita? A oposição , como a nacional , estava desunida. Outro ponto, concordo com as críticas, mas porque não apresentar soluções, vai que alguém lê e resolve tentar?
Vamos levantar teorias da conspiração , pregando que Rafael era candidato da Lapa? Se assim o for, palmas para o menino do Rio, pois conseguiu ter vários candidatos numa mesma eleição.
Como classe merdia que sou, penso pouco e pago muito, mas, resolvi dar tempo ao governo, até porque , na planície não tem golpe; ou tem?

douglas da mata disse...

Bem, caro amigo classe mérdia...

Para mim não havia opções, por isso votei nulo.

Outro ponto, a crítica, em si, já é um bom sinal para que se avalie o que deve ser feito, e lembre, isso é um blog, não é uma instância oficial ou estatal para apresentar soluções, mas ainda assim, se tiver tempo e paciência, leia algumas postagens e verá ali algumas dicas:

Como o uso do gps para aferir a quilometragem da frota de coletivos para cálculo das tarifas, ao invés da achometria de hoje, com cálculo por estimativa de fluxo de passageiros e outros indicadores obscuros.

As questões jurídicas que debati, já trazem em si (intrínsecas) o que deve ser feito: revogadas, como a absurda lei sancionada proibindo a remoção de veículo na presença do condutor com multa para o agente público.

Há outras questões onde apresento "soluções", mas esse não é meu compromisso, assim como não foi o do atual prefeito quando cornetava na oposição.

A cobrança principal é por isso.

Agora quanto golpe, tenho minhas dúvidas sobre o que de fato ocorreu com a intervenção do judiciário no jogo, dando vantagem considerável ao atual prefeito.

Eu diria que por aqui foi um semi-golpe.

Dê o tempo que quiser ao governo, é seu direito...agora não me cobre essa postura, porque também pago muito, mas não abro mão de pensar muito...

Anônimo disse...

Mas, peraí. Você não é classe média também? Anhn, sei. Igual ao Cazuza, em Ideologia: "eu sou burguês mas eu sou artista. Estou do lado do povo".
Sei...
Pô, Chacal, a Madame Min da Filosofia uspiana (Marilena Chauí) tem ódio da gente cara. Se liga!

douglas da mata disse...

Fiote, o fato de pertencer ao estrato inferior da classe mé(r)dia não me obriga a compartilhar suas concepções de classe, muito ao contrário...

Quanto às suas considerações sobre Marilena Chauí, nem vou perder tempo...até porque, como classe mé(r)dia que ela também integra, ela tem toda razão em nos odiar...

jose geraldo moreira chaves Jgeraldo disse...

Douglas, suas reflexões são de fato pertinentes. E concordo quanto ao decreto de emergência, que abre portas pra todo tipo de situações. E o pior, não temos Santos nem Freiras nesses dois lados. Promessa de político deveria ser dívida cobrável pela população eleitora e demais, NO CURTO PRAZO.