domingo, 13 de novembro de 2016

O pinóquio do pé grande: pezão!

Tenho acompanhado as manifestações públicas do (des) governador do Rio de Janeiro...

Em que pese ter interesse direto na questão, uma vez que as decisões políticas do (des)governador e seu grupo causaram danos aos direitos dos servidores, e em última instância, da população fluminense, apesar das expressões (justificadas) de revolta, busquei, na semana passada, ouvir as declarações do (des)governador...

Engoli até o meu asco, e tentei ouvir os programas de entrevista da mídia cretina...

O (des)governador foi ouvido pela canalha míriam leitão, e tenho que concordar que ela até foi mais contundente nas perguntas do que eu esperava, embora a pouca insistência diante das evasivas do (des)governador sugerisse um "rigor" ensaiado...

Em determinado momento, a porcalista questionou a política do incentivos fiscais do (des)governo do Estado...

Ele contra-atacou com argumentos pífios, escondendo-se atrás do fatalismo cínico, de que se não arriar as calças fiscais às empresas, elas não se instalariam no Estado...

Ora bolas, que conta é essa?

Ainda que eu considere todas as possibilidades de impostos indiretos advindos da arrecadação em toda a cadeia produtiva dos setores beneficiados, eu com certeza tenho que colocar nessa conta os valores que o Estado terá que desembolsar para que essas pessoas tenham emprego, como transporte, educação, atendimentos de saúde, moradia, etc, que aumentam na proporção que as pessoas integram a produção...

Mesmo que essa conta seja favorável ao Estado, fica a pergunta: se tais empregos seriam suficientes para manter a dinâmica econômica do Estado, porque estamos parados?

Não, a queda dos valores recebidos dos royalties não é a resposta, e os estudos dos auditores do TCE já revelaram isso, e mais:

Porém, se aceitarmos essa balela, e consideremos a queda da receita dos royalties com o fator de desequilíbrio, como entender que uma administração estadual tivesse todo seu planejamento estruturado em receitas flutuantes e incertas, e que desde alguns anos atrás encontrava-se ameaçada de nova forma de distribuição com a ação que tramita no stf?

Bem, se eu considerasse tudo isso, e ainda assim desse um crédito ao mentiroso compulsivo que (des)governa o Estado do Rio, eu teria minhas esperanças destroçadas ao comparar suas respostas e suas ações, pois veja:

Durante a entrevista a porcalista do pig, a leitão, o pinóquio do pé grande disse que o incentivo às cervejarias foi crucial para manutenção da atividade por aqui...citou o caso na Nova Schin e da Inbev...

Ok, ok, ok...

Mas no seu pacotassaralho, o (des) governador aumenta a alíquota de ICMS do setor de bebidas alcoólicas...como assim?

Vai aumentar imposto também de quem já beneficiou?

Ou vai manter a benesse, aumentando a desproporção competitiva causada entre agraciados e não-agraciados?

Afinal de contas, que conta é essa?

É a conta do mentiroso, do canalha servil aos interesses do grande empresariado, pois:

- Qualquer economista mequetrefe, desses que infestam o "mainstream" do pig, seja local ou nacional, sabe informar (embora os cretinos não o façam), que a simples implantação de um parque industrial ou de uma cadeia de atividades econômicas não resolve o problema social, ou pior, só o agrava...

- O funcionamento do sistema capitalista é gerador direto da desigualdade, que só é minorada quando o Estado (lato sensu) atua para atenuá-las, através de seu principal recurso ou ferramenta, os tributos, ou seja, quando se exime de cobrar impostos, o Estado (lato sensu) e o nosso Estado (strictu sensu), aumentam as desigualdades, e assim, aumentam ainda mais seus gastos públicos com as vítimas do aumento da desigualdade gerada pela atividade econômica...

E assim como o boneco da estória trocou o essencial (educação e livros) por diversão, o pinóquio do pé grande trocou o bem estar dos servidores e da população para "divertir" seus amigos empresários...

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