quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Atenção: alerta máximo em Bangu...

Autoridades do sistema penitenciário estão preocupadas...

Da última vez que presos ligados a política foram misturados com presos comuns, no então Presídio de Ilha Grande, década de 70, surgiu a facção criminosa Falange Vermelha, depois transformada em Comando Vermelho...

Agora, com a chegada do Comando do Chuvisco e dos Amigos dos Amigos do Leblon (ou República dos Guardanapos) em Gericinó, é possível que a segurança pública do Rio de Janeiro passe por uma nova guerra intra-muros para estabelecer o domínio do Estado...

Dizem os agentes que a nível de sofisticação e "contatos" dos líderes dessas novas facções farão os atuais chefes do tráfico parecerem monges capuchinhos...

Já há entre as autoridades o desejo de isolar esse pessoal nos presídios federais de segurança máxima...

Um comentário:

Anônimo disse...

Embora não tenham relação jurídica entre si, a prisão quase que simultânea de dois grandes caciques políticos do Rio tem grande impacto político no estado, praticamente tirando os ex-governadores da corrida eleitoral pelo Palácio Laranjeiras em 2018.

Também não é nenhuma coincidência o fato das prisões ocorrerem após a vitória do bispo Crivella na prefeitura da capital fluminense e da profunda crise financeira que atravessa o estado.

Cabral um dos chefes nacionais do PMDB, foi alçado ao governo do estado pelo seu antigo padrinho político, Garotinho. Sentado nas Laranjeiras Cabral logo tratou de criar sua própria quadrilha política, livrando-se de Garotinho, um traidor contumaz que teve origem no PDT de Leonel Brizola.

O atual governador Pezão, filhote de Cabral, apenas seguiu a trilha do saque financeiro ao governo do estado, levando finalmente ao completo "default" a segunda unidade econômica mais importante da União. Portanto Garotinho, Cabral e Pezão (do qual Eduardo Cunha é subproduto) representam um fio de continuidade que quebrou totalmente o Rio, ameaçando a vida dos funcionários públicos e da própria população fluminense carente dos serviços prestados pelo governo. Entretanto o judiciário estava plenamente consciente da falência e assalto do estado há pelo menos dois anos, deixando para intervir após o golpe parlamentar que afastou a presidente Dilma.

Como operadores da vontade dos rentistas, a Lava Jato busca recompor forças políticas no Rio capazes de garantir o pagamento da dívida do estado, está absolutamente cristalino que o PMDB de Cabral e Pezão não tem mais condições de gerenciar o governo, isto para não falar do "chamuscado" Garotinho e de seus aliados corruptos do PR.

Por isso a Lava Jato resolveu atuar tardiamente contra a máfia do Cabral, embora Moro saiba do risco de sua ação ser invalidada pelo ministro Luiz Fux do Supremo, um afilhado do PMDB fluminense. Tudo leva a crer que o justiceiro Moro prepara uma base sólida de apoiadores para suas pretensões eleitorais em direção ao Planalto , e nada melhor do que a Universal e seu reacionário partido (PRB) governando o Rio de Janeiro em 2018. Por outro lado a prisão dos dois ex-governadores que quebraram o estado teria o efeito de tentar acalmar a fúria do funcionalismo público, passando a imagem que a "justiça" estaria realizando a "limpeza ética" na vida política do país.

O movimento de massas não pode se deixar enganar por este engodo fascista da Lava Jato e seus juízes conservadores que patrocinam a impunidade para eles próprios e promovem aliança com forças obscuras do antigo regime militar, a invasão da Câmara dos Deputados ontem foi uma demonstração viva desta perigosa simbiose política.