sábado, 15 de outubro de 2016

Campos dos Goythacaazes:De volta ao passado!

No ano de dois mil e dezesseis da graça de Nosso Senhor, o Sinhôzinho-Coxinha-Jacobino, recém eleito Alcahyde da Vylla de Campos dos Goythacaazes, manda a dizer aos seus munícypes que determinou a sua equipe (?) que acelere os estudos sobre a retomada da indústria sucro-alcooleyra nessa terra plana, às margens do Parahyba do Sul...

Os estudos dos especialistas não descartam o uso de nossa vasta experiência em trabalho escravo, propondo que a choldra ignara troque seu labor por alimentação, e pela dádiva de poder enricar nossa terra e seus senhores...

Em tempo modernos não se cogita castigos físicos, a não ser que extremamente necessários...

"É chegado o tempo de recolohcar as coisas em seus devidos lugares", como asseverou um dos aussilyares do Alcahyde, e ainda de acordo com ele: "essa terra saiu do rumo quando a pretaiada pobre perdeu a noção e achou que era portadora de direitos"...

Ainda em curso estão os "modernizantes e profundos" estudos para determinar que passagem subsidiada só para quem precisa...

Um dos maiores influenciadores do novo Alcahyde não escondeu sua admiração pela tese do darwinismo sócio-econômico (cada um por si, ganhe o mais adaptado, e que se phoda o resto), pilar da teoria da meritocracia...

Nada mais havendo, lido e passado a termo, vai por mim assinado...

4 comentários:

Anônimo disse...

Caro Douglas, sua crítica a filial campista do partido do ministério público e bastante certeira, oportuna e necessaria. Mas sua tentativa de reduzir a mudança política representada pela vitória de Rafael ao movimento conservador e autoritário que tomou o poder central e um tiro no pe e reflete o velho esquerdismo infatil que em nada ajuda a esquerda. Sua ansiedade diária em confirmar este tese mostra o quao frágil e reducionista ela é. Uma pena.

douglas da mata disse...

Meu caro amigo,

A atuação partidária do mp e do judiciário em Campos dos Goytacazes pela candidatura mal pode ser disfarçada...

Minha crítica nada tem de esquerdista, ao contrário: Quem se elegeu na onda anti-política foi o novo(velho)prefeito, e suas declarações só confirmam nossas presunções.

Ou essa história de "auditoria", reerguer a indústria escravagista do açúcar e do álcool, o fim da universalidade de direitos, como a passagem subsidiada não são indícios de retrocesso?

Apresente os contrapontos que revelam a "fraqueza" de minha tese...e vamos ao debate...caso contrário, o meu reducionismo torna-se bem mais claro que meu...

A essência do discurso e das ações do grupo que o cerca é elitista, autoritária e conservadora...

O líder do seu governo na Câmara é um traidor cretino oportunista que pulou fora do PT, escapando do barco quando a onda moralista se tornou mais forte, logo ele, mestre dos esqueminhas eleitorais no IPS e adjacências, herdeiro do legado do seu mentor (renato barbosa), que morreu faz alguns anos...

Nesse governo que se anuncia, não há nenhum outro papel para esquerda senão a oposição sistemática...

Quem se cerca de canalhas


Anônimo disse...

Meu caro

desculpe se fui agressivo. Na verdade concordo com a maior parte de suas opiniões. Incluindo a de que a esquerda faça oposição ao governo Rafael.

Meu ponto de discordância é o seguinte: porque o governo do grupo da lapa foi um desastre em termos de politica social - lembrar que Campos não avançou nada em indicadores educacionais e nada em termos de distribuição de renda - não podemos descartar a chance de Rafael fazer muito mais e melhor para os pobres - em contradição com seu ambiente social de origem. Os governos petistas fizeram o milagre de politica social que fizeram também porque investiram na criação e melhoria da gestao da politica social. O Bolsa Família é um case de excelência neste aspecto, dificil de replicar sem as formas de gestão - cadastro, busca ativa, criterios, intersetorialidade etc. - que sustentam seu vigor na maquina do Estado e na sociedade. O Cheque cidadão é precário, sem nada disso. Vamos esperar, com parcimônia...

Um abraço

douglas da mata disse...

Meu caro, respeito, democraticamente, com suas expectativas, mas não compartilho delas...

Não tem nada a ver com origem, mas sim com os compromissos e dos discursos...quem tem como plataforma de interlocução o pig local, usineiros, e viúvas do napô não detém credenciais para atender aos mais pobres...

Concordo com suas argumentações que elencam as enormes diferenças entre a universalidade do bolsa família e o cheque local, mas ainda assim, com toda a instrumentalização sugerida por você (e por mim), é melhor do que não ter nenhuma política social, principalmente se considerarmos os largos benefícios fiscais dados ao andar de cima, com critérios ainda piores.

E o mito do cheque por voto caiu por terra, porque a população mais carente acabou por votar no jacobino-coxinha...

Não espero nada do (des)governo que vem por aí, mas se algo de bom acontecer, não tenho nenhum problema em voltar atrás e refazer minhas considerações.

Um abraço.