segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Campos dos Goytacazes: Os jacobinos e o Terror...

O Terror foi um período de expurgos e violência durante a Revolução Francesa, quando liderados por Robespierre, os revolucionários trataram de executar qualquer rastro de oposição a seus desígnios revolucionários...

Como em qualquer período que se assemelhe na História, o Terror foi marcado pelo denuncismo, pela pelas traições, enfim, foi um deus-nos-acuda...

Mais ou menos como se anuncia com a chegada ao poder dos jacobinos-coxinhas em Campos dos Goytacazes!!!

Ora, como vereador que foi (foi?), e como sempre reivindicou respeito e autonomia dos poderes entre si (era sério?) é de pasmar assistir o show de mágica do futuro prefeito...

Quem deve auditar as contas (e aprovar ou não) do exercício é a próxima legislatura que assumirá seus postos no ano que vem...

Começa mal o "delfim da Corte da Pelinca"...

Sem qualquer respeito ou liturgia em relação aos novos edis, os quais terá que cortejar para não cair do cargo...A não ser que, junto com a república do paraná (franquia local) resolva governar por decretos e bulas!

É a mesma falastrice de sempre!

E tem gente que acredita!

3 comentários:

Anônimo disse...

Ouso discordar da leitura.

Como falar que se trata do candidato dos" ricos" se ele teve 151 mil votos?

Se a oposição fizer " burrinha" e quiser sabotar o governo você não acha q seria( ou poderia ser) um tiro no pé? Ora, com essa votação expressiva de Rafael é intuitivo ( 100% certeza) que os eleitores dos vereadores opositores foram também de Rafael . Não acha?

Sinceramente, acho um exagero a sua análise, me parece que é mais vontade que ocorra do que efetivamente achar que vai ocorrer.

douglas da mata disse...

Meu caro comentarista:

Em um país onde a esmagadora maioria é pobre, é tolice sua imaginar que o fato de ter eleitores situados nas camadas mais pobres o torna o candidato dos pobres, ou o contrário (é verdade).

O candidato vencedor sempre será com o voto dos mais pobres, embora isso não signifique dizer que ele os representa ou aos seus interesses (dos mais pobres).

Eu o coloco como candidato dos ricos pelo projeto que ele verbaliza, pelos apoios que recebeu(principalmente dos canalhas do pig) e pela sua herança, que ele faz questão de realçar (o "legado" coronelístico do avô). Além do discurso coxinha-moralista-hipócrita ded sempre...

Não, eu não acho que uma oposição que quiser sabotar o governo dará, necessariamente, um tiro no pé!

A maioria parlamentar é crucial para governar, e tendo atacado o legado garotista como fez, resta a ele duas alternativas:

- Honrar o que falou e não se aproximar desse legado que ele nomeou como nefasto em todo seu mandato de vereador (será que os vereadores que o massacraram viraram "maravilhas", como que por encanto?);

- Ou fazer o jogo político (que ele diz abominar) e cortejar a oposição com os mimos de sempre, entubando o que disse antes daqueles que agora terá que adular!

Seu raciocínio sobre o perfil (duplo) do eleitorado sugerir uma pressão dos vereadores para "ajudar" o prefeito eleito é infantil, porque:

- O eleitorado não delimita esse campo de análise, e vota em vereador e em prefeito por motivos bem distintos. Esse fenômeno é comum em se tratando de eleições majoritárias e proporcionais em outras esferas.

Agora sobre minhas vontades e análises, cabe dizer:

Não sou correligionário do prefeito eleito (e nem dos patetas da lapa).

Espero, sinceramente, que o governo do atual prefeito seja um rotundo fracasso, embora saiba que o esforço de mídia em torno dele, e a hipocrisia da classe mé(r)dia que o apoia nunca irão repercutir o desastre que virá como faziam antes com os patetas da lapa.

Espero que seja um fracasso, e tenho certeza que será...O prefeito eleito é como um pastel de vento: E do nada, sabemos todos, nada vem...

Anônimo disse...

Para a direita, a voz das urnas só é boa quando seus partidos ganham

Não é preciso ir longe para dizer que desacredito completamente nas eleições burguesas como um instrumento de validação da vontade da maioria pobre da população brasileira. Um sistema eleitoral como o nosso, onde quem tem dinheiro carrega chances muito maiores do que os que não tem não pode efetivamente construir governos que estejam efetivamente antenados com a realidade da maioria. Esse é claramente um sistema voltado para manter os privilégios de uma minoria que é privilegiada desde que os portugueses encostaram as suas naus na costa brasileira. O famoso pessoal do 1% dos mais ricos que adora passear na Europa, mas quer nosso povo vivendo eternamente em favelas e guetos.

Mas de vez em quando são eleitos determinados partidos que se afastam um pouco da cartilha que defendem apenas os interesses daquele 1% que fica com quase toda a riqueza gerada pelo trabalho da maioria. Quando isso acontece normalmente a culpa é dos mais pobres que se deixaram levar por promessas populistas e vantagens passageiras. No caso de Campos dos Goytacazes, essas “vantagens” (que na verdade são medidas meramente paliativas voltadas para suavizar o profundo social criado pela concentração da renda) incluem a passagem a R$ 1,00 e o Cheque Cidadão. Nestes momentos em que os partidos do 1% perdem, as eleições são apontadas como viciadas e controladas por populistas. E o pobre, coitado do pobre, é um ser vil e venal.

Entretanto, quando ganham os partidos que, por exemplo, apoiaram o golpe de estado que apeou a presidente Dilma Rousseff ilegalmente do poder, o que se vê é que as eleições mudaram magicamente a condição política do país e das cidades. Esse fenômeno está presente aqui mesmo em Campos dos Goytacazes com a vitória de Rafael Diniz do Partido Popular e Socialista (sic!) que foi um dos mais ativos organizadores do golpe de estado “light” contra Dilma Rousseff. Agora, os antes manipulados pelas benesses populistas estão sendo transformados em iluminados defensores da democracia.

Qual é a lição que eu tiro dessa repentina aclamação do voto dos pobres em candidatos da direita? Que a voz das urnas só é boa quando eles ganham. Mas, me perdoem os mais entusiasmados, vamos ver como a coisa fica quando em nome da governabilidade que só serve aos membros do 1% forem cortados os programas sociais que tem melhorado a vida dos mais pobres. E não tenho dúvidas, esses programas serão cortados em Campos dos Goytacazes, como já estão sendo cortados em nível federal. A ver!

Blog do Pedlowski


https://blogdopedlowski.com/2016/10/04/para-a-direita-a-voz-das-urnas-so-e-boa-quando-seus-partidos-ganham/