quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Campos dos Goytacazes: o prefeito-coxinha e o dá-ou-desce...

Essa semana, estive com um velho amigo, e conversamos animadamente sobre o resultado das eleições em Campos dos Goytacazes...

Diante das declarações e ações do "novo" grupo que ocupará a Prefeitura em 01 de janeiro, ele me disse algumas coisas que considerei relevantes, e me contou uma velha piada (do inesquecível Costinha), que eu já não me lembrava, mas que ilustra com exatidão o perfil do coronelzinho-prefeito...

Vamos às suas considerações sobre as eleições e a eleição da Mesa Diretora da Câmara:

"01- Nunca se viu uma partidarização tão grande da justiça e do ministério público, e a ação desses órgãos pode ter influenciado o resultado;

02- A tese da fraude é choro de perdedor do napô sim, mas não significa dizer que não tenha havido manipulação do resultado, algo como, "não é porque somos paranoicos que não estão nos perseguindo", e como toda suspeita deveria ser apurada, desde que haja indícios e fundadas suspeitas apresentadas pelo napô...

03- Há fundada suspeita de que as ações de investigação eleitoral, que pesam sobre os vereadores eleitos (todos da "nova" oposição), serão determinantes na eleição da mesa diretora, ou seja, quem votar com o napoleão da lapa poderá ficar mandato;"

No entanto, o raciocínio do colega é bem mais sofisticado que uma leviana conclusão de que promotores e juízes estão a chantagear vereadores eleitos para votar com o candidato a Presidência da Mesa Diretora do recém eleito coronel-coxinha-jacobino...

O meu amigo me disse:

"Olha, os autos das AIJE contêm declarações contundentes das assistentes sociais, embora não haja ali nenhuma prova derivada através desses meios (de prova), isto são, as declarações, colhidos durante o processo eleitoral..."

"Mas o fato é que os vereadores perderão seus mandatos, mesmo que digam que votarão no candidato do "novo" governo"...

"Porém, a tática é fazê-los acreditar que se votarem com o "novo" governo, poderão salvar suas peles"....

"Depois de entregue a rapadura (os votos na eleição da Mesa Diretora), os vereadores ainda assim serão descartados, e desse modo ninguém poderá suspeitar dos promotores do dos juízes"..."Claro que para isso, a mídia de coleira do "novo" governo, e alguns interlocutores, chamados de "privilegiados", difundirão essa "mensagem" cifrada durante o processo de eleição da nova Mesa Diretora"...

"Parte dessa mensagem cifrada está, por exemplo, escondida no "Câmara Limpa", ou melhor, no argumento da urgência popular como propulsão da máquina inquisitória, dando ao edil a impressão de que seu destino poderá ser antecipado..., só restando a adesão como remissão dos pecados"...

"E por derradeiro: Não é o devido processo ou as regras processuais que definem o desenrolar das investigações, mas sim o senso de urgência de juízes, mídia e da opinião publicada"...

O meu amigo foi além na maldade maquiavélica:

"Com certeza, dentre os vereadores sob investigação, poderão ser salvos um ou dois afortunados, ou "traidores mais convincentes", com forma de preservar a "isonomia" das decisões"...

Como a justiça e o mp se transformaram em um órgão de Inquisição monolítica, e pior, com cores partidárias definidas, o recado fica dado aos outros vereadores: Qualquer defecção poderá implicar em novas investigações...

Aliás, com suposta minoria na Casa de Leis, restará ao coxinha-jacobino governar com o apoio de juízes e promotores amigos...

Agora vamos relaxar e lembrar o saudoso Costinha para ilustrar a situação do jacobino-prefeito:

"Joãosinho (é sempre ele) estava descarregando em uma moita perto de um terreno baldio, quando ouviu um carro parando, e de dentro dele saíam vozes daquilo que parecia ser um casal:

- E aí, dá ou não dá? disse a voz masculina.
- Não! respondeu a voz feminina.
O homem diz:
- Ou dá ou desce. 
- Então eu desço.
Respondeu a mulher.

Joãsinho logo pensou: "Ahhh, então é assim que se faz".

Logo no outro dia convenceu a Mariazinha a ir com ele naquele lugar ermo, ele no pedal e ela na garupa da bicicleta...

Chegando lá, Joãosinho emendou:

- Então, ou dá ou desce!
E Mariazinha respondeu:
- Oba, eu dou!
Ele:
- Como assim, ou dá ou desce!
Ela:
- Já disse que dou...
E ele, após resmungar:
- Ihhh, então fazemos o seguinte, eu fico aqui e você pega a bicicleta e vai embora...


Claro que a piada contada por Costinha é muito melhor que tentar reproduzi-la por escrito, mas fica a representação da nossa atual realidade...

O novo (velho) prefeito é como o Joãosinho, que depois de conseguir o que quer não tem a menor ideia do que fará depois...Mais ou menos como:

"ihhh, caralho, ganhei e agora?"



2 comentários:

Anônimo disse...

Eu não votei nele e acho que o rapaz será mais napoleônico que o próprio Napô da Lapa. Se há quem reclame de autoritarismo, espere para ver o que vem por aí...
Mas você e seu amigo, ao invés de analisar o quadro ora com propriedade, ora como dois relógios quebrados, deveriam é sair do blá, blá, blá e por vossos nomes à prova. Nas urnas ou na política partidária de verdade.

douglas da mata disse...

A sua "sugestão" só esqueceu de "combinar com os russos", ou seja, esqueceu de perguntar se eu desejo me candidatar a algo, não é?

Pois é, mesmo sem perguntar eu respondo: Não!

Quanto aos comentários sobre meus palpites, você está correto: são só palpites, e oscilarão, com certeza, entre a propriedade e o achismo...

Mas também para isso é preciso coragem, inclusive para se submeter a crítica de quem além de não colocar nome a prova, também não utiliza argumento algum que possa ser debatido.

Um abraço.