sábado, 17 de setembro de 2016

Pobre campista.

Tenho, por vários motivos de ordem pessoal, evitado falar de eleições.

Em linhas gerais, depois do golpe consumado com o afastamento da Presidenta Dilma, deixei de ter interesse por formas de outorga de mandatos.

Creio que basta perguntar a um juiz ou promotor, e algum instituto de quiromancia eleitoral (que gostam de se imaginar "de pesquisa"), e depois, acertado com os interesses da banca e da mídia, decidirmos quem governará municípios, estados e o país, assim como teremos definidos quem serão os parlamentares.

Na planície lamacenta não é diferente...

Muito pelo contrário.

Como contraposição ao continuísmo governista e oposicionista (sim, boa parte dos "adversários" foram paridos no ventre do "monstro"), temos o ovo da serpente...

A encarnação daquilo que vem destruindo esse país de cima a baixo...

O neto do ex-prefeito ZB, filho de ex-vereador racista (aquele que ofendia Lula, recorrendo a velhos estereótipos contra nordestinos), é o mais fiel e acabado exemplo da nossa velha mocidade coxinha...

Trejeitos ensaiados supostamente para dar ideia de algum dinamismo, o rapaz se movimenta na TV como um boneco de posto a agitar braços e balançar a cabeça, diz "modernidade" em 11 de cada 10 palavras, mas portador da mensagem mais hipócrita que há disponível no imaginário e cultura política atuais: 

A moralidade...o chamado combate a corrupção!

Gosta também da fala firme, tipo olho no olho, bem parecido com outro fenômeno que conhecemos, o então caçador de marajás...

Truque manjadíssimo, e de certa forma, eficaz, é verdade.

Do outro lado, o médico bonachão, o cara tranquilo que manterá tudo do jeito que está...

Mentira deslavada...

Não há no horizonte próximo a menor garantia de que as coisas vão estar nos eixos, e o prazo de validade das estripulias financistas do grupo da lapa, tomando dinheiro por receitas que não sabem se virão, é bem curto...

Pobre campista...

Bem, eu gosto de acreditar que o eleitor não é vítima apenas, mas um tipo de cúmplice-vítima...

Nesse pleito, eu vou de Dr Nulo ou de Branco da Silva...

4 comentários:

Anônimo disse...

Dr. ChEcão... rsrs

douglas da mata disse...

O seu comentário traz, apesar da boa intenção, um crítica desqualificada do candidato.

Todos os setores da sociedade, sem exceção, e principalmente os mais ricos, locupletam-se de benefícios do Erário, aliás, essa é a essência do ato de administrar: Atender demandas.

Os favores fiscais concedidos a empresários e as classes mais abastadas, que se manifestam também na injusta forma de cobrar tributos (em Campos como no Brasil todo, quem ganha menos paga mais) superam quaisquer "checões".

Os cheques são estigmatizados porque são restituições tributárias dadas aos mais pobres, só isso.

Pode-se questionar, e eu concordo com esse questionamento, a forma de concessão do benefício, se ficar provado que há algum condicionamento (voto).

Mas ilações não devem ser levada ao pé da letra, inclusive se forem ventiladas pelos grupos de mídia que sorveram verbas públicas como ralos, e pelos torquemadas do mp e outros coxinhas-vigilantes.

Anônimo disse...

Douglas, também fiquei muito decepcionado com a nossa política e muito desanimado em participar de qualquer eleição depois do golpe de estado que sofremos no país. É como se o nosso voto não valesse mais nada, pois se os derrotados conseguirem manipular as informações e organizar interesses escusos, é possível passar por cima da vontade popular e das regras do jogo.
Mas ao mesmo tempo, fico me perguntando... Se não for através do voto e da militância na luta pela "outorga de mandatos", como poderemos reverter esse estado de coisas? Passo à você essa reflexão, que tem muito mais bagagem e conhecimento para nos ajudar.

douglas da mata disse...

Bem, caro amigo, não ousaria em apontar soluções prontas...

Mas creio que estão esgotadas as possibilidades de ação dentro dos limites da institucionalidade "permitida" pelos arranjos do Capital e da chamada "democracia liberal".

A luta passa pelo fortalecimento dos mecanismos conhecidos (e outros que possam aparecer):

Tensionamento pelas ruas, greves, paralisações, desobediência civil (não pagamento de impostos), e etc.