terça-feira, 20 de setembro de 2016

A caça ao cidadão e ao cheque: Com inimigos desses, o napô da lapa nada de braçada...

Segue a sanha criminalizadora da política varrendo a planície de lama...

A bordo do discurso moralista e hipócrita mais escroto possível, adversários dos patetas da lapa dão a munição que falta para que o candidato governista deslanche no fim do pleito...

Ao tentar transformar o ataque ao cheque-cidadão em pièce-de-résistance da artilharia dos candidatos órfãos do napô, e do candidato coxinha-vigilante-golpista, o pig local confere ao eleitorado mais pobre a coesão necessária para formar um horda de vítimas, justamente o terreno emocional que o napô e os marqueteiros adoram...

Se tinham dúvidas sobre votar no governo, agora detêm certeza, baseados na crença de que há um lado dos ricos (a oposição) e o lado dos pobres (o governo)...

Nada como um bom plebiscito...

Se a estratégia de pulverizar candidaturas poderia (ou pode) levar o pleito para um segundo turno, com certeza o bombardeio de preconceitos e lugares-comuns (e claro, desinformação) sobre benefícios concedidos vai no sentido inverso...

E não se trata de renunciar, como eu já mencionei, a fiscalização e correção dos mal feitos na concessão dos benefícios...

O tom dado pelos cretinos do pig não disfarça que não se trata de uma crítica, ou uma ação para moralizar ou melhorar a distribuição dos recursos, mas sim acabar com aquilo que consideram "fisiologismo"...

Quer dizer, dinheiro para pobre é fisiologismo, mas para rico é "subsídio, incentivo ou política de desenvolvimento"...

Durante anos o pig local quase rasgou o c* pedindo dinheiro para instalar empresas no Açu, em Barra do Furado, e em outras paragens...

Lembram da Schultz, da Usina Cana Brava, da Fábrica de Sucos Bela Joana? 

Pois é, o verbo esteve alugado com força ao despejo e desperdício de toneladas de dinheiro público que não deu o menor retorno...

Analistas "sérios", "economistas" e outras espécies de imbecis cantaram a ladainha por meses e até anos...

Esse pessoal rezou aos pés do governo estadual, que deu grana com força, e hoje está quebrado, sem receita que renunciou antes...

E cadê os impostos indiretos que seriam gerados na cadeia produtiva?

Cadê os empregos?

Bando de loroteiros...

E agora se voltam contra uns trocados empregados na assistência ao mais pobres... 

2 comentários:

Ralf Manhães disse...

Eu estava com receio de que uma decisão judicial que suspendesse todos beneficiários pudesse simplesmente jogar os mais humildes que dependem do bolsa família contra os oposicionistas, favorecendo assim o candidato dos garotinhos. Porém, a decisão judicial me pareceu bastante ponderada. O Juiz agiu com celeridade e primeiramente destacou muito bem a importância do benefício para os mais pobres. O magistrado reconheceu o benefício como importante instrumento de política social, deixando claro que a ação não será pretexto para atacar um programa de transferência de renda. Por outro lado, suspendeu os benefícios que concedidos desde junho pra cá, que possuem fortes indícios de desvio de finalidade, combatendo a utilização indevida do programa social como moeda de troca. Penso que dois candidatos, tanto Chicão quanto Rafael Diniz vão fazer uma reflexão sincera sobre essa decisão os o judicia, vão aprender com ela. #SQN

douglas da mata disse...

Caro Ralf,

Reconheço a validade dos seus argumentos, mas, respeitosamente, os refuto a todos:

Princípio básico da Democracia e Estado de Direito:

Há discricionariedade do gestor para determinar, dentro dos limites legais/constitucionais e dos preceitos da ordem administrativa, o que fazer e quando fazer.

Ora, o juiz, ou qualquer outro torquemada que esteja a serviço da partidarização das da justiça, em conluio com o pig local, não podem determinar a suspensão de um ato do Executivo, a não ser que esteja aquele ato eivado de ilegalidade:

1- Havia dentre os cadastrados quem não precisa do benefício?
2- Foi concedido sem lastro orçamentário?
3- Foi concedido mediante alguma extorsão ou flagrante condicionamento ilegal?

Veja, eu falo de provas.

E cada prova incidiria sobre cada beneficiado indevidamente, não erga ominis...

Não se adota uma medida dessas sem o devido processo, até porque, se provado ficar a lesão ao Erário e ao resultado das eleições, existem os remédios judiciais aplicáveis.

Agora, "julgar" que as bondades são feitas próximo às eleições é de um hipocrisia sem par, até porque, no jogo das representações democráticas e nos processos eleitorais inerentes a elas, cada um vota naquele que irá atender sua demanda.

Adjetivar as demandas dos mais pobres é um erro, é um crime histórico que nos leva ao autoritarismo dos burocratas não eleitos.

Então por que não auditar as benesses fiscais concedidas aos mais ricos? Uai, só por que tiveram o "cuidado" de aprová-las "fora" do tempo eleitoral?

E por fim, esse macartismo judicial parece ratificar a noção fascista que o povo irá "se vender" por benefícios, substituindo o pensar popular e a necessidade do debate junto ao eleitor sobre possível benefício em troca de votos pelo paternalismo judicial...

Justiça não é lanchonete de fast-food...

A sentença do juiz é hipócrita porque não diz o que realmente quer fazer: Atacar a ideia que está embutida no programa, e que sim, gera solidariedade política...

Da mesma forma como empresários e os canalhas da classe mé(r)dia esperam governos que atendam seus interesses!