domingo, 7 de agosto de 2016

Será que Hitler tinha razão?

Óbvio que não...

O ódio antissemita disseminado por séculos na Europa, e sistematizado como máquina político-ideológica, e como em método de etnocídio em escala industrial, jamais se justificará nas infâmias cometidas pelos judeus que sobreviveram ao Holocausto nos anos que se seguiram...

Mas toda vez que surge uma ou outra história escaborsa dos crimes praticados pelos judeus-israelenses, contra palestinos ou qualquer outra nacionalidade, a gente se pergunta se, no fim das contas, o preconceito e ódio contra judeus não tem certa razão de ser...

Não tem, repito, e boa parte dos crimes judaico-israelenses são resultado direto da expiação de culpa mundial, principalmente estadunidenses e ingleses, que hesitaram enquanto puderam a atacar as posições alemãs nos campos da morte, deixando o "resgate" para o final...

Uns argumentam questões logísticas da guerra, porque se salvassem os judeus logo no começo da virada aliada na Europa, teriam que dar conta de alimentar e alocar milhões de pessoas, o que poderia atrasar a vitória ou até mesmo mudar o resultado do conflito...

Outros argumentam que o antissemitismo presente nas sociedades aliadas determinou a sorte dos judeus nos campos...

Eu acho que nenhuma das questões é excludente...

Voltando à vaca fria, o certo é que a criação do Estado de Israel cumpriu a tarefa de remediar essas decisões, e punir o Islã por ter se aliado ao esforço nazista, além da necessária presença de um aliado fortemente armado na região, que já pontificava como fonte de petróleo...

Então, de certa forma, os crimes judaico-israelitas são praticados com a omissão cúmplice do Ocidente, desde 1948...

Agora (mais) uma história escabrosa vem à tona...

Milhares de adultos israelenses acabam de descobrir que toda sua vida foi uma mentira...Tal e qual os sequestrados da ditadura argentina, essas pessoas souberam que seus pais não eram seus pais biológicos, como acreditavam, mas que foram abduzidos por médicos e autoridades de Israel, que diziam aos pais das vítimas que as crianças morreram na hora do parto...

A maioria das crianças é, provavelmente, de origem iemenita, mas há tantos outros de tantos outros países, naquilo que pode ser considerado o maior caso de tráfico de crianças da História, e o que é pior, estruturado como política oficial de um país...assim como fez a ditadura argentina...

Leia o texto aqui na Al Jazeera...

O pior da ignomía de casos como esse é nos deixar a tentação de imaginarmos que o mundo seria bem melhor sem judeus...

11 comentários:

Anônimo disse...

Cara, de você se espera tudo. Até um texto sem conhecimento de causa e cheio de amargura. Sim, amargura judaico-cristã. Quem odeia DEUS, como você odeia e deixa escrachado desrespeitosamente, só pode trazer embutido em seu texto essa disfarçada vontade de ter visto Hittler acabando com todos. Mas fique você sabendo, meu caramarada, colega quase imperceptível ( por mim), que todos os que vão contra judeus se ferram de alguma forma. Estude mais sobre isso naquele Livro que você odeia, e verá quem é quem na História.

Não assino, senão vc me assassina. rsrs! (Tão perto de você.)

Ah, saudade? De quem? Claro, não tenho nada com isso.

Ah, qual foi o país na História que indo contra Israel se deu bem? Pode me dizer? Meu filho, a História do mundo é divida em Israel, Ismael e cristãos. Queira a gente ou não. Israel é filho da promessa. Ismael é filho da escrava. Todos filhos de Abraão, sim. Mas onde tem promessa tem cumprimento, sabia? E estamos chegando no final do capítulo desta História. Ismael são os árabes que odeiam Israel. Israel tem esse ódio por Ismael? Quem manda bala nas escolas dos Judeus são alguns desses árabes jumentos bravos! Vai ler.Vai ler. E STOP de trazer textos cheios de ódio e sangue, ok?

seu colega ali pertinho.

Anônimo disse...

Douglas, sou estudante de políticas públicas na UENF. Mas este mundo caótico de esquerda meio tonta sem saber de onde vem e nem para onde vai nos dá a perspectiva de um momento de buscar sim outras leituras. E se formos honestos daremos a mão à palmatória no sentido de que somos bem preconceituosos sim, quando não buscamos ver outras verdades. Neste mundo caótico onde a esquerda só busca os evangélicos quando quer votos, neste final de tempos onde as Escrituras tem respostas claras para compreendermos este "contexto final apocalíptico", pelo menos compreendermos, deveríamos ter a humildade de reconhecermos que ficaremos na contra mão da História. Afinal, História é História da Humanidade. E estamos muito desumanos, não?

Onde chegaremos?

Um aluno curioso com este tempo, num ambiente de crentes enclausurados com medo dos esquerdistas das ciências políticas.


Que mundo, não?
Podemos dialogar?

douglas da mata disse...

Caro amigo da UENF,

Vou tentar ser o mais cuidadoso quanto possível:

01- O preconceito é um traço humano, e como tal, pode servir para várias coisas, ainda mais se considerarmos que temos a memória genética influindo em nossa capacidade de formular cultura, influenciar o meio e sermos influenciado por ele, dialeticamente falando.

Em suma, o preconceito é uma percepção que serviu para nos antecipar perigos, por isso é pré (antes).

Veja bem, não defendo o determinismo biológico como explicação ou justificativa para atitudes preconceituosas.

...............


A esquerda não busca evangélicos só quando quer votos. Mas todos os segmentos só se procuram mutuamente quando dessas alianças pode surgir algo que seja do interesse de todos.

Aliás, a maior tradição da esquerda é aproximar-se da ICAR (Igreja Católica). Esse arranjo esquerda e evangélicos é algo recente.

O ruído entre esquerda (parte dela) e os evangélicos decorre principalmente da crença (equivocada) que há um senso único (monolítico) em cada grupo social, partido político, e/ ou estrato que se defina por afinidade (como a religião).

A Esquerda imaginou que o conforto econômico e ascensão social da classe C (onde está grande parte dos neo-pentecostais)traria uma adesão e solidariedade política automática. Não trouxe, e nunca trará. Isso é um erro economicista clássico.

Por sua vez, grupos religiosos tendem a aderir e rejeitar alianças de forma mais rápida e pragmática, porque seu interesse primordial é transformar dogmas (religioso) em leis para todo o estamento normativo da sociedade (o que é legítimo, mas que eu não concordo, e não concordarei nunca, porque tenho o direito a um Estado sem influência religiosa ALGUMA).

Ou seja, ora evangélicos estão junto com a esquerda, ora pendem para a direita.

Geralmente, e isso não é regra, os "evangélicos" apoiam políticas de redistribuição de renda e tocadas no âmbito executivo (presidente, governadores e prefeitos) e que são mais próximas da esquerda, e por outro lado, são mais conservadores na agenda moral (aborto, drogas, etc), se aproximando da base parlamentar de direita.

Você tem o direito a acreditar que as "escrituras" explicam o momento histórico. Eu não concordo.

Assim como não concordo que as "escrituras" sejam base teórica que autorizem-nos a tirar conclusões como "estamos muito desumanos", isso é, na minha opinião, tolice.

Não confunda a rapidez e capilaridade de informação, que nos dá a sensação da barbárie com a barbárie de fato, pois:

a) Hoje vivemos entre 75 anos (países como o Brasil) e 85 anos (países como os EUA) em média, ao contrário dos "tempos bíblicos", quando vivíamos 35, 40 anos. Do ponto de vista "evolutivo", avançamos muitíssimo.

b) Ao contrário do que se pensa, proporcionalmente (considerando a população mundial de antes e de agora), conflitos armados, guerras, violência, e doenças matavam muito mais que hoje.

c) O termo "contramão da História" não quer dizer nada. Se é História, como sujeitos e atores dela, sempre estaremos na direção do seu fluxo, por mais que esse movimento pareça dramático ou "apocalíptico".

Vou desconsiderar o exagero da expressão "crentes enclausurados como medo, etc"...essa expressão parece se encaixar perfeitamente no Mito da Caverna, de Platão.


douglas da mata disse...

Ao outro comentarista, com quem não perderei tanto tempo:

Foda-se você e suas crenças primitivas e primatas...Eu não odeio deus, porque não odeio aquilo desconheço a existência.

O texto não traz ódio aos judeus, mas só permite a reflexão de que uma parcela dominante deles acaba por praticar atos bárbaros em nome de todos, o que alimenta um ódio secular que sempre existiu contra eles.

Sugiro assistir o filme de Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios) para que você tenha uma noção simplificada do que eu quis dizer, embora eu duvide que você vá conseguir perceber a mensagem do roteiro.

E pessoas inteligentes (não é o seu caso) sabem que esses atos, embora se disfarcem de luta religiosa, são praticados em nome de interesses e luta por poder hegemônico e geopolítico.

Em resumo: foda-se você e os falcões-sionistas

douglas da mata disse...

PS: Alah salam maleikum...

Anônimo disse...

"Estado sem influencia religiosa alguma."

Quanta ingenuidade, meu camarada!

Estado sem influência religiosa alguma...

Quer dizer que marxismo não é religião? hein?

Quer dizer que sendo o homem o ser espiritual, não tem sua influência espiritual na sociedade?

Quer dizer, meu camarada, que as culturas africanas ( sem preconceito, ok? não sou contra as mesmas na cultura) não são influências religiosas?

Você quer dizer que o estado é mesmo laico?

Essa pseudo cultura está sendo, cada dia mais, exposta como a maior manifestação religiosa de todos os tempos, únicas aceitas pelos esquerdistas marxistas.

Estado laico?
Contra outra, que está já está ultrapassada. O mundo roda mas parece que você(s) insistem em ficar parados.

Desculpa colega, mas não assino ainda meu nome.
Quem sabe, após saber que você não é tão nocivo assim.

Aprende com seu amigo pedrowisk, o professor marxista maneiro apesar também de arretado com os religiosos não africanos. Mas pelo menos, respeita seus doutorandos... rsrsrs.

Anônimo disse...

você quis dizer:

Alah salam Aleikum.


ass.: mahuamed ali, ali perto de você.

Anônimo disse...

Ah, nem teve coragem de postar o link que te enviei, né?

Sabe nada, inocente de uma leitura só!

Mas admiro sua inteligência de uma leitura só.

douglas da mata disse...

Comentarista de 11/08, 21:36,

Minha paciência esgotou...Eu poderia te dizer que ser espiritual é a casa do caralho...

Como poderia dizer que reconheço a influência religiosa das pessoas nas suas interações sociais e nas fenômenos sociais.

Poderia dizer também que, justamente, as sociedades mais "avançadas" (ou com menos conflitos) conseguiram afastar essa esfera de influência privada da religião (religare, ligar alguém com)das leis e das normas do Estado.

Poderia dizer que essa é uma tendência civilizadora, na medida que o Estado se impõe sobre todos, logo, impossível abarcar no Estado orientações religiosas que vão ditar regras (públicas e universais).

Eu poderia até admitir que certas influências religiosas, em certo tempo, quando o Estado era um ente disperso e fraco, e as sociedades menos complexas e mais primitivas, houve necessidade de que regras religiosas de convívio virassem leis, como não matar, por exemplo...

Ou a proibição do aborto quando havia necessidade da Europa em povoar seu território, que vivia sob ameaça dos "bárbaros".

Mas assim como o Estado deve ampliar o sentido de suas regras para que sejam legitimadas por todos, e não apenas por grupos, as religiões avançam quando se tornam mais tolerantes e se aproximam do senso mais universal.

No entanto, esse é um paradoxo dramático para as religiões: Se é verdade que avançam quando se suavizam e flexibilizam seus dogmas, o fato que esse movimento dilui suas certezas e ameaça suas tradições e o monopólio a verdade (interpretação da vontade de deus) que defendem.

Por isso deve se afastar religião e Estado, até para proteger a religião em seu sentido mais importante: O de ser uma instância de consciência e comportamento pessoal, privadíssimo, e que não se mistura com esferas públicas.

Mas esse tempo acabou, e eu poderia te explicar tudo isso...de novo, de novo, de novo...

Poderia até concordar que alguns seguem Marx como religião, e se tornam tão imbecis como os fanáticos religiosos (tipo você)...o que não implicaria, cientificamente, que Marx pode ser desprezado pelo mau uso ou desentendimento do que escreveu.

Meuz zeus, o cara se diz estudante de um Universidade e fala uma asneira dessas, tentando misturar e desmerecer a ciência marxista ou o teor científico do Marxismo porque alguns idiotas usam ciência como religião...???????

Mas como eu disse, estou com pouca paciência, e vá dar sugestões a puta que te pariu, seu filha da puta arrombado...

Rosangela Teixeira disse...

Que matéria interessante! Li a matéria da Al Jazeera do seu link e só não fiquei mais chocada porque já havia lido no livro A História Judaica, a religião judaica, o peso de 3000 anos, do judeu Israel Shahak, que Maimonides autorizava o rapto de crianças gentias para o tráfico de escravos na Idade Média. A desconfiança e o medo que os gentios nutriam pelos judeus jamais foram gratuitos. Obrigada!

douglas da mata disse...

Obrigado Rosângela...