terça-feira, 26 de julho de 2016

Terrorismo sob encomenda para midiotas 4...

A patacoada promovida pelos golpistas é um escracho frente ao problema que o mundo enfrenta...Talvez os golpistas, no afã de abaixarem as calças para os EUA, estejam querendo importar  para o Brasil os conflitos que eles (os EUA) semearam pelo mundo...

Instantes atrás, terroristas do ISIL (ISLAMIC STATE OF IRAQ and the LEVANT), fizeram vários reféns em uma igreja católica francesa, dentre eles o próprio pároco, que foi ferido a facadas no pescoço, no momento da invasão policial...


Veja aqui na página da Al Jazerra...

Terrorismo sob encomenda para midiotas 3...

Desculpem a insistência no tema...Mas é que a coisa anda passando dos limites...

Bem, não é coincidência que a OAB mantenha silêncio, afinal, as digitais da entidade de classe estão todas gravadas no golpe que deu origem ao estado de exceção...]

E justiça seja feita, a lei antiterrorismo foi aprovada no governo Dilma, comprovando o que sempre dissemos: O PT e a esquerda não tem a menor noção de como lidar com os temas corporativos das polícias, judiciário, ministério público e segurança...

As administrações petistas só produziram desastres nesse setor, piorando o que já era horrível...

Agora o ovo da serpente começa a chocar, e o que parecia uma somente uma palhaçada para distrair o populacho, também é o ensaio para testar os limites da tolerância do público com a supressão de direitos que vem por aí...

Essa observação não é minha, mas de um comentarista no texto publicado no blog do Nassif, que traz o protesto do deputado petista Padre João, presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal frente a proibição de que advogados se avistem com os "terroristas perigosíssimos", presos em unidade de segurança máxima, em Mato Grosso...

Eu discordo, pois acho que a tolerância do senso comum para atos autoritários é historicamente larga e complacente...

Leia o texto aqui...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Terrorismo sob encomenda para midiotas 2...

O blog se orgulha de andar em boa companhia...Dia 23 de julho escrevemos algo sobre a canalhice irresponsável dos golpistas que se autointitulam ministros da defesa e justiça, e você pode ler aqui...

Ontem Janio de Freitas e Wilson Ferreira, com muito mais cabedal e talento, ratificaram nossa impressão sobre essa palhaçada...

Compartilhamos o texto do Wilson, aí embaixo e do Janio aqui...

O evento-encenação da "célula amadora" dos terroristas de paintball


Saem bolivarianos e comunistas e agora entram terroristas islâmicos. Sim! Nós também temos terroristas. “Células amadoras” onde o batismo é feito através de webcam, compram armas do Paraguai pela Internet e pretendem fazer “treinos de lutas marciais” a poucos dias dos jogos olímpicos, suposto alvo dos intolerantes religiosos. Isso quem disse foi Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, em uma coletiva convocada numa atmosfera de pompa e gravidade. Uma “investigação sigilosa” que, ao mesmo tempo, pode ser divulgada à Imprensa. E a grande mídia repercute com seus correspondentes no Exterior para que, definitivamente, esse País seja levado à sério. Esse é mais um exemplar de uma longa história de “eventos-encenação” (Umberto Eco) que começa com o casamento de Lady Di e Príncipe Charles, passando pelos mísseis jogados no Sudão e Afeganistão por Bill Clinton para desviar a atenção de um escândalo sexual em 1998 até essa desajeitada estratégia do governo Temer repleta de contradições, timing e oportunismo, com direito a foto de um “terrorista de paintball”.


No ápice do escândalo sexual do presidente Bill Clinton envolvendo uma estagiária e charutos em pleno Salão Oval da Casa Branca em 1998 e a ameaça de sofrer um impeachment, o Governo respondeu ao ataque terrorista a duas embaixadas norte-americanas na África com um ataque de mísseis de cruzeiro contra alegadas posições terroristas no Sudão e Afeganistão. Muitos analistas viram nessa ação uma estratégia para derrubar a pauta midiática do escândalo. O Departamento de Estado falou que tudo foi “mera coincidência”.

E naquele mesmo ano era lançado o filme Mera Coincidência (Wag The Dog) que acompanha um presidente também envolvido em escândalos sexuais que precisa reverter a agenda da mídia a poucas semanas do final da campanha da reeleição. Contrata um conselheiro de relações públicas e um produtor de Hollywood para produzir uma guerra fictícia envolvendo supostos terroristas albaneses em guerra cenográficas em chroma key e muitos vídeos “vazados” para os telejornais – sobre o filme clique aqui.

Tanto na realidade como na ficção, esses exemplos tratam de dois elementos fundamentais na política: o timing e o oportunismo. E quando esses dois elementos estão presentes simultaneamente em um fato político há 99% de possibilidade de tudo ter sido manufaturado, seja em uma False Flag, Inside Job, factoide, pseudo-evento ou um evento-encenação.

Filme "Mera Coincidência" (1998): terrorismo em chroma key

A poucos dias do início das Olimpíadas no Rio, o ministro da Justiça Alexandre de Moraes convoca a imprensa e anuncia que a Polícia Federal prendeu um grupo de dez brasileiros que conversavam em aplicativos de comunicação, como o WhatsApp, sobre intolerância racial, ódio e islamismo. E finalmente foram presos quando os comentários passaram para “atos preparatórios”  como comprar arma pela Internet de uma loja paraguaia e planejar fazer treinamentos de artes marciais.

Uma célula do Estado Islâmico no Brasil? Sim, e para o ministro trata-se de uma “célula amadora”.

A coletiva à imprensa foi cercada com toda pompa e atmosfera de gravidade necessárias – o ministro levantou a bola para ao longo do dia a grande mídia chutá-la para frente através dos seus correspondentes internacionais, ávidos pela possibilidade do Brasil também estar no circuito do terrorismo internacional e ser um país respeitado. Sim! Nós também temos terroristas. Embora ainda “amadores”.

A coletiva: pompa e atmosfera de gravidade

Eventos-encenação, telegenia e canastrice


Umberto Eco em seu texto clássico Televisão: a Transparência Perdida(texto do livro Viagens na Irrealidade Cotidiana, Nova Fronteira, 1983) descrevia como a irrealidade cotidiana estava sendo progressivamente transmitida por uma nova forma de TV: a “neotevê” - aquela televisão onde a realidade deixou de ser menos os fatos imprevisíveis e espontâneos do que aqueles habilmente produzidos para se encaixar confortavelmente no script pré-estabelecido da grande mídia – sobre esse conceito clique aqui.

Para Eco, o casamento da família real inglesa (o “Royal Wedding”) em 1981 teria sido o acontecimento inaugural:  produzido e roteirizado para ser telegênico e encaixado na grade de programação da BBC.

São os “eventos-encenação” onde relações públicas, marqueteiros e jornalistas transformam-se em consultores para a produção de eventos que consigam juntar em um único lance timing e oportunismo.

Contando com a rápida repercussão pela Neotevê. Afinal, os eventos-encenação têm appeal, telegenia e canastrice com design cuidadosamente planejado para a mídia – reparem no personagem canastrão criado pelo ministro Alexandre de Moraes:  um misto de Kojak com um estudado olhar grave que frequentemente entra em conflito com sua fala gaguejante e engasgos constantes. Mas diferente do ministro, o velho Kojak da série dos anos 1970 era um policial que não se levava a sério...

Ministro da Defesa: pronto para a ação em seu colete de campanha...

Eventos-encenação são contraditórios


De início, um evento-encenação apresenta muitas contradições pela sua natureza esquizofrênica: embora encenada, tem que aparentar espontaneidade e a fatalidade do destino.

(a) A expressão “célula amadora” ‘e uma contradição de termos: “célula”, um conceito tático de um movimento político organizado, com característica “amadora”. O ministro teve que criar um conceito inusitado para a mídia engolir a história de jovens se comunicando no WhatsApp e comprando armas pela Internet;

(b) O ministro declarou que nomes dos brasileiros seriam mantidos em sigilo para, segundo ele, assegurar o êxito das novas fazes de investigação. Como é possível sigilo em uma ação já amplamente repercutida na mídia pelo próprio ministro. Na Europa e em países acostumados a lidar com atos terroristas, as investigações são sempre mantidas em sigilo para que não sejam atrapalhadas e nem crie pânico desnecessário.

(c) A necessidade da prisão do grupo suspeito veio a partir do momento em que passaram para “atos preparatórios”. A poucos dias das Olimpíadas a “célula” decide (ou foi “acionada”) partir para ação, comprando armas pela Internet e decidindo treinar “artes marciais”. Tudo em cima da hora, numa ação que, mesmo para aqueles que assistem a filmes de ação (provavelmente a formação da “célula amadora”), sabem que uma ação terrorista num evento dessa magnitude levaria meses para ser planejada.

(d) As prisões foram feitas com base em uma única evidência: conversas em aplicativos como WhatsApp. Mas não estamos no país onde juízes tiram o serviço do aplicativo do ar como sanção pelo serviço não fornecer à Justiça os registros de conversas entre usuários? Essa contradição foi apresentada ao ministro na coletiva. Alexandre de Moraes gaguejou mais do que o normal.

Agora vamos ao núcleo político de um evento-encenação: timing e oportunismo. Evento que de tão conveniente, passamos a nos perguntar: quem sai ganhando?

O terrorista de paintball: uma questão de corte do enquadramento

Evidências de encenação


Manchetes de jornais e imagens telejornalísticas morderam a isca oferecida pelos ministros da Defesa e Justiça e desenvolveram a habitual narrativa clichê: brasileiros barbudos, convertidos ao islamismo e, ainda, um deles respondia dúvidas sobre aulas de árabe em um grupo no WhatsApp.

Mas chega a forçar a barra no limite da irresponsabilidade ao transformar um “terrorista de paintball” em ameaça real aos jogos olímpicos. Em rede social um internauta mostrou a foto utilizada por veículos de comunicação e autoridades na qual um dos suspeitos parece empunhar uma arma de grosso calibre. Essa foto é comparada com a original, sem o corte de enquadramento. Percebemos que a arma é nada mais do que um equipamento usado em paintball para disparar pequenas bolas de tinta nos adversários do jogo - sobre isso clique aqui.

Nada como uma arma escura e um rosto barbado e “étnico” para criar uma ameaça pública...

Timing


A convocação emergencial de coletiva a imprensa veio em momento perfeito - com direito a imagens na TV com o ministro da Defesa Raul Jungmann vestindo uma espécie de colete de campanha e dando novas declarações esquizofrênicas (falava em “calma” e “segurança” após a fala grave e gaguejante de Alexandre de Moraes) acompanhado de militares com roupas de camuflagem como “papagaios de pirata”.

Tudo acontece após o massacre em Nice e a poucos dias dos jogos olímpicos. E também em meio a um ataque em um shopping em Munique, Alemanha. Isso após um outro ataque a machado em um trem em Würzburg, também Alemanha – e, como sempre, o “terroristas” ou se matam ou são mortos no final pela polícia – sobre como identificar o script de um False Flag clique aqui.

Como sabemos, um Estado autoritário deve sempre contar com um inimigo externo para criar legitimidade pelo medo e terror. O atual governo interino de Michel Temer sabe que a sua missão é amarga e ingrata: enfiar goela abaixo do populacho todas as medidas neoliberais antipopulares, antissociais e anti-trabalhistas – Estado mínimo e financismo máximo.

Bolivarianos e comunistas perderam a força de apelo que levou milhares de camisas amarelas às ruas. Agora é o momento de criar um novo inimigo: o poder do Estado Islâmico arregimentar brasileiros através da Internet. Terroristas e homens-bombas estariam entre nós. Muito embora eles já estejam há anos aqui com o crime organizado (PCC) que explode caixas eletrônicos e corrompe a Polícia Militar.

Desviar a atenção da mídia internacional?

Oportunismo – quem ganha?


O impeachment da presidenta Dilma deve ir a julgamento final em agosto, em meio aos jogos olímpicos do Rio. Elevar o alerta de terrorismo é a clássica estratégia de desvio da atenção no momento em que jornalistas e o mundo inteiro estarão olhando para o Brasil.

O fato de Dilma não ter renunciado e ter se convertido em uma “denúncia viva” do golpismo brasileiro ao viajar pelo País e dar entrevistas a correspondentes estrangeiros, transformou-se num problemas de relações públicas para o governo interino.

Um alerta de terrorismo é conveniente para derrubar a pauta midiática atual  concentrada em impeachment + crise econômica + Lava Jato.

Além disso, ganha também a grande mídia, principalmente a TV Globo. Nos últimos anos de queda de audiência vertical pela concorrência da Internet e tecnologias de convergência, é facilmente perceptível no seu telejornalismo a demonização da Internet: terra de ninguém onde ocorrem golpes financeiros, pedofilia, pornografia, pirataria vício, dependência, Deep Web etc.

E agora, além de torcidas organizadas de futebol que marcam encontros violentos pelas redes sociais, temos o Estado Islâmico cooptando brasileiros com “batismos virtuais” diante de um estandarte negro  transmitido por webcam.

Para uma emissora como a Globo que sempre sentou em cima de mercados de novas tecnologias para evitar concorrência com a TV aberta (vide o caso da TV por assinatura nos anos 1990-2000), o governo Temer poderá trazer as condições ideais: crise econômica e recessão para forçar todos, com dinheiro curto, ficarem em casa e ter a TV como única fonte de entretenimento; e demonização das ameaçadoras novas tecnologias.

sábado, 23 de julho de 2016

Terrorismo sob encomenda para o midiotas e outras bombas semióticas...

É profícua a historiografia no quesito uso político de ataques ou ameaças (verdadeiras ou falsas) para criar consensos baseados no pânico e justificando a supressão de direitos ou na demonização de grupos ou pessoas, os populares "bois de piranha" ou "inimigos números 1"...

Com a conluio sempre obediente e cúmplice da mídia, fabricam-se histórias ou se manipulam eventos...O o verbo sempre a serviço de alguma verba e de algum tipo de pensamento hegemônico...

Quer seja o incêndio do Reichstag alemão pelos próprios nazistas, o ataque japonês a Pearl Harbor, o plano Cohen de Vargas, as torres gêmeas de NY, as "armas químicas de Saddam", determinados eventos dramáticos têm o condão de alterar rumos da História...

Outro nem tanto, quer seja pela própria ausência de ambiente propício, quer seja pela pequenez nos atores e seus interesses...

No afã de agradar seus patrões (os EUA), os golpistas temerários, que se autointitulam governo interino, fabricaram uma palhaçada para distrair a audiência, e testar a hipótese de uso da famigerada lei antiterrorismo, criada sob encomenda para criminalizar movimentos sociais...

Engraçado que mensagens de ódio e ataques contra sedes partidárias (PT) aconteceram à larga, e nem o MP ou a PF acharam se tratar de crimes de terrorismo, embora seu modo de operação e execução se encaixem perfeitamente em delitos dessa natureza, muito mais esses bobocas que falam asneiras pela rede...

A ação do golpista que ocupa a pasta da Justiça (argh!) é digna de um tipo surrado de sensacionalismo barato...

O grande perigo, no entanto, dessas patacoadas feitas com dinheiro público para convencê-lo de que a enorme gama de dinheiro gasto com porcarias "antiterroristas" e o clima de exceção se justificam, é justamente a criação em alguns lunáticos idiotas do desejo e da coragem de agir, de verdade...

Especialistas sérios em segurança, logo após o atentado da Maratona de Boston, indicaram que foi justamente a ação dos núcleos antiterror do FBI, alguns infiltrados, que dispararam o gatilho dos irmãos desajustados...

De acordo com esses analistas, os agentes não só estimularam essas células de malucos para dar relevância a própria existência dos grupos antiterroristas, bem como "comeram mosca", e subestimaram a capacidade dos débeis mentais de executar o atentado...

Deu no que deu...

Não foi à toa que mesmo encurralados e sob custódia, os autores foram fuzilados, sem dó, nem piedade...Com eles morreram suas conexões e os segredos obscuros do FBI no caso...

No Brasil, alexandre de moraes parece não ter a dimensão daquilo que anda brincando...seria bom que ele continuasse a brincar de rambo nas selvas paraguaias, queimando plantações de maconha para entretenimento da classe mé(r)dia midiota...

Já na Alemanha, os delírios semióticos são divulgados com roteiro conhecido...

Em Charleston, nos EUA, quando negros foram atacados em uma igreja por um supremacista branco, em ato de ódio político definido nos manuais como terrorismo, a mídia correu a isolar o assunto como manifestação patológica, afinal, na definição corriqueira (e midiota) de terrorismo só há lugar para o Islã...

O engodo se repete da Alemanha, e o ataque inspirado nos assassinatos da Noruega, movidos por ódio de extrema-direita, também está sendo tratado como um caso de "loucura", assim como o caso do co-piloto alemão que espatifou a aeronave durante um voo rumo a Berlim...

Ou seja: Terrorismo é só coisa de muçulmano, assim como tráfico é só coisa de preto e favelado...Se for meia tonelada de pó em helicóptero de senador é só um azar da porra...coitado, não deu sorte com o piloto, tadinho...

E cuidado, meus poucos leitores, não mencione Islã, Isis, Estado Islâmico ou Al Qaeda, nem muito menos xingue os EUA ou qualquer outro país do "eixo-do-bem"....



terça-feira, 19 de julho de 2016

Cadê a Justiça, o MP e o escambal?

Pois bem, caçar petistas virou moda...Achincalhar servidores públicos pegos em qualquer desvio de conduta idem...

Ótimo, se vacilou, que sejam processados, e uma vez culpados, cada qual pague pelos seus crimes...

Mas o que dizer quando as autoridades governamentais, nesse caso as do Estado do Rio de Janeiro, justamente aquelas que deveriam dar o exemplo, cometem um crime contra os servidores e contra as instituições financeiras que emprestam a esses servidores?

Pois bem há tempo essa é uma prática recorrente na administração pública, e agora o rombo veio à tona:

Cerca de 500 milhões de reais foram descontados dos vencimentos dos servidores, a título de pagamento das parcelas devidas dos empréstimos consignados, mas não foram repassados pelo governo estadual aos credores (bancos)...

Isso se chama apropriação indébita, crime definido no artigo 168 do Código Penal...

Uai, nossos valorosos juízes e promotores, todos ávidos pelos holofotes do protagonismo judicial estão tão silentes por quê?

Será que o (des)governador e seu secretário de fazenda (o "muy bueno") vão sair impunes?

Será que a tocha vai entrar só no r*abo dos funcionários, que inclusive já estão recebendo notificações dos credores?

E agora?

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quem vai pagar o pato? Você midiota!

O maior devedor individual de impostos do Brasil é diretor da FIESP, aquele antro de cretinos-golpistas que adoram falar em impostos e conspirou pelo golpe...

O cara-de-pau deve 6,9 bi de reais, mais que a dívida de Pernambuco, Bahia e outros 16 estados da Federação...

Com certeza, parte do dinheiro roubado dos impostos ajudou a financiar o golpe, mas isso não si na "grobo" (ela mesma uma sonegadora), nem é alvo de juiz-torquemada 

Nesse país onde só preto, pobre, puta e petista vai para cadeia, o cretino a FIESP já foi condenado e recorreu, por crime contra a ordem tributária...Seus irmão não negam a genética, e devem também algo em torno de 6,6 bi de reais cada um, figurando no topo dos sonegadores, logo abaixo do "mano"...

Da soma de cerca de 1 trilhão devidos por milhares de sonegadores a fisco brasileiro, uma pequena parte (a elite, como sempre) deve 2/3, ou algo em torno de 890 bilhões, valores muito maiores que os chamados rombos orçamentários do Brasil, o que aliás, é, em si, uma auto-explicação...

O silêncio sepulcral da mídia (do planalto à planície) tem motivo: Solidariedade, porque boa parte dos grupos de mídia e seus donos não resistem a 2 segundos de devassa fiscal...

Leia mais sobre o assunto aqui...

Hipocrisia é o doping do capitalismo...

Enquanto a geopolítica vai dando o tom da caçada a Vladimir Putin, as grandes corporações do esporte seguem manipulando resultados e avançando sobre os imbecis das agências anti-doping...

Alguém duvida que empresas de material esportivo e outras vinculadas a indústria do entretenimento esportivo utilizem mecanismos proibidos para manter seus patrocinados no topo?

Mas o engraçado é que as investigações apenas tratem do caso russo...

As declarações e supostas sanções ao Comitê Olímpico Russo e aos atletas são uma aberração jurídica sem precedentes, porque qualquer calouro-bosta de Direito sabe que a pena (sanção) não pode ultrapassar a pessoa, ou seja, a culpa e os atos têm que ser individualizados...

Punição em grupo e antecipada só me lembro de Nuremberg, que "julgou" nazistas pelas atrocidades de guerra, mas esqueceu, confortavelmente, as matanças aliadas, como o covarde bombardeio de Dresden (em 13/02/1945) ou as bombas de Hiroshima e Nagasaki...

Xico Sá: "Precisamos falar sobre o golpe!"

O jornal El País é conservador, disso não se tem a menor dúvida...Mas o que faz um jornal conservador publicar um texto que afronta diretamente sua posição política (sim, imbecis, jornais têm dono e seus donos têm posição política que orientam suas redações)????

Eu nem gosto muito do Xico Sá, salvo algumas boas sacadas a respeito das relações de gênero...

Mas na sua coluna de hoje no jornal espanhol, ele acertou na veia, e com vocês eu compartilho:

"Precisamos falar sobre o jornalismo brasileiro que só julga puta, preto e petista, quase sempre atendendo um juiz moral de primeira instância. O resto é só tornozeleira eletrônica ou, se for tucano, inimputável, jamais cadeia. Resta uma pergunta sobre a ideia de justiça: todos iguais perante a lei, não sei?
Rapaz, que prendam os petistas, mas por que só os petistas? Por que o juiz Sérgio Moro, o mesmo do escândalo do Banestado, rombo maior que o Petrolão, nunca prendeu um tucano, ave tão envolvida quanto? O Banestado talvez seja o maior roubo de todos os tempos no Brasil, mas quem diz que isso interessa à imprensa brasileira!
Chega de pergunta. Para. Parei. Moro deve ter suas razões nesse caso, que se explique.
Precisamos falar sobre o jornalismo brasileiro que só julga puta, preto e petista Não sou puta, quem dera...
Não sou porra nenhuma, mas já votei com muito gosto em Lula, o maior presidente da República do Brasil de todos os tempos, o cara que botou o Nordeste na bonita roda da ciranda do avanço, só Luiz Inácio fez a grandeza, repito, que fodido (sic), com todo respeito.
Só há uma ideia de justiça: a que vale para todos. Se não for assim, não há justiça, a humanidade toda sabe disso. Não adianta a TV foder só e sempre um lado, minha mãezinha tá de olho e sabe das coisas da vida, caro Vonnegut. Não adianta.
Deixa quieto, fica a provocação de fato, meu meu amado Kurt? Sofreria deveras se me interessasse, por exemplo, sobre como o jornalismo brasileiro cobre a realidade. Deixa o sorvete da vida popular sem cobertura. Não cobre.
Sim, andei lendo o “número zero”, livro de Umberto Eco, que porrada no jornalismo mentiroso, mas deixa quieto. Prefiro falar sobre outro tipo de ficção. O amor de fato, por exemplo, se vinga, moçada.

Golpe do golpe

Assim como no amor e na vida, o Brasil que se vê na tevê e nos jornais, ave, é um país que escolheu a fantasia do golpe político. Que triste. Óbvio que a esquerda brasileira, de tão desunida, nossa!, acaba referendando, a maior sacanagem de direita, com ajuda midiática golpista, de todos os tempos.
Deixa quieto um caralho. Epa! Sem palavrão, seu cronista. Cadê o lirismo de Paulo Mendes Campos, cadê?
Yes, sempre careço da ajuda do velho Kurt Vonnegut. Ele que me deixa instigado. Também me segura. Já iria mandar a direita pra puta q o...
Como pode, por exemplo, o golpe seguir com esse silêncio todo? O golpe parlamentar sem um editorial contra essa safadeza, sem um jornal digno contra essa escrotidão toda.
O Brasil vive o maior golpe de Estado silencioso de todos os tempos...
O que mais intriga é que o golpe, com ajuda midiática, não tenha mais ninguém nas ruas contra essa barbárie.
Perdão. Tem sim. Os brasileiros de verdade, os sem-teto e os sem terra, num país que não conseguiu fazer reformar agrária desde 1500, estão na peleja. Estou com eles, sempre."
Xico Sá, escritor e jornalista, é autor de “Big Jato” (editora Companhia das Letras), e comentarista do “Redação Sportv”.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

ATocha!

Enquanto passam a tocha, o governador atocha nos servidores!

O PT de Campos dos Goytacazes: Cabeça de mosquito ou rabo de elefante?

A velha síndrome acomete o PT local...

E não venham dizer que o problema é recente, resultado das possíveis repercussões da caçada ao partido, promovida pelos cretinos da mídia e pelos torquemadas do Paraná...

Não é nada disso...

O PT dessa cidade de lama, assim como sua instância regional, sempre padeceram da síndrome de vira-latas, algo como preferir sempre ser rabo de elefante a cabeça de mosquito...

Eu nem sei se é preguiça, inabilidade política atávica, ou uma auto-referência sempre negativa...acho que é tudo junto...

Silentes após o golpe, como se concordassem com ele, incapazes de tentar qualquer articulação com os movimentos sociais que ainda apoiam a Presidenta, transformando assim um revez gigantesco em motivação para a reorganização e retomada de espaço perdido, o PT do RJ e de Campos dos Goytacazes vivem à espera de uma "janela", ou como disse o napoleão da lapa, uma "boquinha"...

Com todo respeito ao vereador Gil Vianna, um desses caras que é difícil não gostar, embora nem sempre concordemos com seus métodos, trajetórias e trejeitos políticos, o fato é que aliar-se ao herdeiro do casal canecão, trazendo com ele o legado do desperdício do dinheiro público, é uma trágica decisão...

Nem dá para atacar os detratores e proxenetas da mídia, pois o PT local só quer mesmo leiloar o que lhe resta: tempo de TV...

Quem dá mais?

domingo, 10 de julho de 2016

A coisificação das pessoas e a personalização dos objetos.

Um truque manjado dos ideólogos do capitalismo, revelado há muito pelo "Velho", é a constante perturbação da percepção que as pessoas têm de si mesmas, dos outros e de tudo que as cerca.

O conceito da alienação formulado pelo "Velho" nos remete ao processo de desprendimento e despertencimento que as classes mais pobres experimentam quando integradas às diferentes camadas de realização do trabalho e ao mercado de bens e consumo, dando a cada uma uma "cultura própria", geralmente distorcida em relação ao papel que cada qual exerce nessa estrutura...

Não é um conceito tão simplista como eu acabei de descrever, mas em linhas gerais, o mundo experimentou a dramática sofisticação com o advento das mudanças e modernizações no jogo ideológico de manutenção de poder pelas classes dirigentes ao redor do planeta...

É verdade que em Marx o conceito tem um viés predominantemente econômico, mas o marketing apropriou-se dele como ferramenta indispensável na disseminação de ideias...

Por esse motivo, o controle dos meios de produção de informação e conhecimento são cruciais para as elites mundiais...tanto as estatais (onde se destaca a escola), como as para-estatais, nesse caso, com foco principal nas mídias comerciais...

Só o fato da produção e venda de informação ser denominada comercial já revela o caráter de classe que a reveste...O resto deriva disso....

Bem, todo mundo já ouviu falar em deus-mercado, deus-dinheiro ou outros termos caros a propaganda, que dão ao público uma impressão que as coisas têm vida e personalidade, e como tais, merecem nossa "atenção afetiva", que em última instância, nos impede de perceber porque alguns têm mais coisas que os outros...

Brinquedos ou carros que ganham vida (filmes de animação comoToy Story, Carros, etc) são apenas pistas de um martelar lento e perene...

Junte-se nessa receita a culpa, estigmatização, autorreferências distorcidas e preconceitos e voilá, chegamos ao ser humano adulto ocidental: 

Individualista ao mesmo tempo que se expõe ao máximo, conectado mas isolado, sexualmente sobrecarregado de informações, mas conservador, chauvinista e violento, politicamente hipócrita, imerso em um oceano de palavras e textos, mas incapaz de manter a atenção de discernir, dentre outras contradições...

Essas características imprimem nas pessoas um  automatismo semi-consciente, quase um piloto automático, despersonificando e "despessoalizando" o pensar e o conviver em sociedade, transformando gente em colônias, em coisas que andam e falam...

Somos enfim, descartáveis...

Mas como em todo e qualquer processo humano, não há uma lineariedade, e as manifestações são múltiplas, com múltiplas causas e efeitos...

No caso dos confllitos raciais, seja nos EUA, no Brasil, ou nos confins de algum conflito fratricida africano, temos um forte componente de coisificação das pessoas...No entanto, como sempre, a coisificação depende de escalas hierárquicas, que colocam os pretos pobres no último degrau de "utilidade" como coisas...

No caso dos negros, há um ingrediente a mais, ou como gostam os sociólogos, uma dupla clivagem...

Hoje, ao contrário do que acontecia ontem (até o século XIX), a coisificação dos negros não é formal (legal), como na escravidão, mas sim determinada por uma diluição consciente da questão racial em um sistema muito mais engenhoso...

Durante um bom tempo, a tese racista baseava-se em uma percepção visual, ou seja, quanto mais negro, pior o preconceito e menor os direitos...

Com o advento das mobilizações, que resultaram na instalação de dispositivos legais que impedem (ao menos formalmente) a discriminação, os ideólogos da elite enxergaram outras maneiras de manter os "negros em seu lugar", criando a (falsa) noção de que haveria um sistema de oportunidades, dividindo as sociedades em uma dicotomia perversa: 
Ganhadores (winners) e Perdedores (loosers), revestindo o darwinismo racial em conceitos como meritocracia...

Se antes criava-se a desigualdade entre os desiguais dando um chicote ou uma arma na mão de algum negro mais sádico, hoje amliou-se a síndorme do capitão do mato, mesclando-a com a síndrome do Pai Tomás, onde os negros que ascendem enxergam nos seus pares um "bando de preguiçosos", e mais ainda, "marginais"...

Mais ao longe no horizonte, criou-se a percepção de que os problemas da África são a endêmica tendência dos negros a se matarem entre si,] em brigas tribais e étnicas...

Cuidadosamente são escondidas pelas mídias comerciais as origens econômicas dos conflitos, onde aparecem as mãos das corporações transnacionais ávidas por recursos naturais, enquanto posam de socialmente responsáveis e caridosas com os "refugiados"... 

Ou seja: A culpa é dos negros...que agem como "animais", que portanto, não são humanos (são coisas)...

Na África, levas e levas de negros são empurrados para Europa como toneladas de carne preta a caminho do trabalho precário, em condições muito piores das que seus ancestrais experimentaram nos navios negreiros, tudo graças às maravilhas do mundo globalizado atual...

Essa indústria do tráfico, ligada como siamesa aos esforços de produção de bens e consumo chamados legais, terceirizou o trabalho sujo do tráfico de gente a máfias especializadas, lavando as mãos da elite em um misto de cinismo humanitário e a xenofobia declarada (dependendo do viés mais a esquerda ou a direita)...

Ao mesmo tempo, nos EUA e na periferia (Brasil, por exemplo), temos a criminalização de largas faixas populacionais como justificativa para um tratamento desumano e, tanto lá como aqui (aqui muito mais, diga-se) letal...

Se na África são as corporações mudiais que provocam conflitos tribais, étnicos e nacionais desde o século XV, alimentando o fluxo de gente para sustentar o modo de vida europeu e estaduindense, nos EUA e periferia são as elites (brancas) que comandam os aparatos legais, judicias e policiais que atacam, prendem e matam trabalhadores ilegais de marcados ilegais (drogas), sendo eles a ponta de cadeias produtivas comandadas por essas mesmas elites...

Imaginem se o "helipóptero" dos Perrela tivesse sido derrubado com violência policial, ou se a descoberta tivesse ensejado uma invasão armada dos policiais em uma de suas propriedades, com direito a chute na porta, tapa na cara e "sacolada"?

Alguém imagina uma cena de Tropa de Elite rodada na sala do senador, com o capitão Nascimento torturando a esposa ou filha dele para saber onde ele estaria escondido?
Nunca, até porque, não há razão alguma para fugir, não é mesmo?

Pois é...

Não custa lembrar, a demanda por drogas e armas foi artificialmente criada pela CIA, na década de 80, durante a Era Reagan, quando na época havia um estacionamento das estatisticas criminais nos EUA, principalmente com o descréscimo de prisões por comércio, uso e abuso de drogas ...

A CIA usou essas rotas (Colômbia, Panamá e Afeganistão) para financiar seus jogos geopolíticos (IrãGate, Contras, Noriega, Al Qaeda, etc)...

De quebra, os falcões de Reagan deram aos EUA e ao mundo uma nova guerra (War on Drugs) e inimigos externos (colombianos, e agora mexicanos) e internos (negros) que justificassem intevenções, mortes, cassação de direitos e alijamento político de vastas camadas de pobres...

Aí estão as principais causas do aumento da letalidade policial, que têm alvo certo e determinado... 

No fim, somos só coisas, umas mais caras, outras mais baratas, umas mais, outras menos descartáveis...

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Branquinha - Caetano Veloso





Um pouquinho de concessão...Como disse Tinhorão (José Ramos) eis o baiano de miolo mole...

Na época desse álbum, lançado na carona do "sucesso" que ilustrava a produção global da Obra de Jorge Amado, Tieta, em 1989, teve um show do miolo mole no Automóvel Clube, em pleno intervalo do 1º e 2º turnos da eleição presidencial, quando Lula enfrentava Collor...

A plateia, quase totalmente pró-Lula, cantou e impôs ao cantor que oscilava, e contrariado cedeu ao "Olê-olê-ole-olá-Lulá"...

Desde então, passei a desconfiar do miolo mole...

Ah, detalhe, essa capa de disco (lançado em vinil), que eu ainda possuo, é uma das mais bonitas que já vi, com essa arte näif...

terça-feira, 5 de julho de 2016

A rede globo e a agenda dos cretinos...

Não se trata apenas de diluir as verdadeiras causas da crise financeira do Estado do RJ em um caldo corrosivo de lugares-comuns, como a já desmascarada balela dos royalties...

A g(r)obo trabalha, como sempre, na defesa de seus interesses corporativos e de seus sócios...

Na iminência de uma paralisação dos policiais em plena Olimpíada, o que poderia afetar seus ganhos publicitários, a rede g(r)obo deu certa repercussão aos apelos dos servidores, impelindo o governo estadual a apagar o incêndio, pelo menos até a tocha (olímpica) ser apagada...

Não se enganem, pois com já disse, depois dos jogos, é cada um por si e deus contra todos...O governo estadual vai dar um "foda-se" aos servidores, e a rede g(r)obo vai descer a lenha no movimento dos servidores, usando a chantagem e coação de sempre, tentando colocar a população contra os paredistas...

É bem provável que até o ex-governador, o napoelão da lapa, seja lembrado como instigador das reivindicações...

Aguardem.