sábado, 25 de junho de 2016

Rio de Janeiro e o calote nos servidores...

Meus caros colegas servidores, eu sei que o desespero provoca o embaçamento dos sentidos, e dificuldades de enxergar o óbvio...Aliás, essa foi a criminosa tática do atual governo do Estado para nos colocar na defensiva, ou seja: Na perspectiva de ficar sem receber, qualquer migalha é bem-vinda, e ninguém pensaria em questionar ou lutar pela manutenção ou avançar na conquista de direitos...

Crise é uma palavra sob medida no terrorismo-de-gestão praticado por liberais e outros cretinos...

A verdade é que o dinheiro da União e os acordos de renegociação dos "papagaios e penduras" do RJ (e de outros estados) só mudaram o bode de lugar...

E como o bode perigava cheirar mal quando a sala estaria cheia de visitas (Olimpíada), houve o corre-corre para colocá-lo no quintal...

Não se animem, depois da festa, o pau vai entrar com força no rabo dos servidores, sem vinho, sem conversa, nem cuspe...

Afinal, as causas do rombo não foram alteradas, e o nosso estado segue financiando o lucro de empresários com renúncia de receitas fiscais, assim como mantém os pagamentos dos juros à banca...

Então, meus caros, preparem-se...

2 comentários:

Anônimo disse...

Você disse tudo, a situação é de total desespero para os servidores estaduais. É uma grande covardia deixar os servidores sem salários. Canalhice! E nossas contas? E a comida de nossos filhos? As concessionárias de serviço de água e luz vão esperar para receber as contas quando o governador me pagar? E se eu ficar sem luz, a quem vou recorrer?
Acho uma indecência também nenhum dos outros poderes entrarem de verdade nessa luta à favor dos servidores. A Alerj está praticamente calada e o Judiciário faz-se de desentendido. Aqui o ativismo judicial não aparece, né?! Nessa questão eles são comedidos.

douglas da mata disse...

Nessa caso o Judiciário é neutro, até porque os governadores sempre subservientes a quem lhes pode admoestar, mantiveram intactos os vencimentos de promotores, juízes e ALERJ, tudo sob o argumento cretino da "autonomia orçamentária".

Uai, se a fonte primária orçamentária é uma só (tributos) e quem recolhe e repassa é o Executivo, como dizer que há autonomia?

Não me consta que o recolhimento de taxas e emolumentos judiciais (contrapartidas para serviços) consigam rodar a folha dos juízes e seus apaniguados, muito menos que a ALERJ gere alguma receita.

Então, é sacanagem seletiva mesmo...todos acumpliciados para botar no cú dos barnabés...