sexta-feira, 6 de maio de 2016

Alea jacta est

Como bem disse o Professor Roberto Moraes (acesse aqui), as manobras em curso são óbvias, e só não as enxergam o s trouxas e os cínicos...

Está na hora da "limpeza", já que a equipe de demolições acabou o serviço sujo...

Eduardo Cunha não é idiota, e sendo quem é sabe desde o princípio o seu papel nessa História: Fazer o trabalho sujo, e negociar uma "pena branda", como recompensa pelos trabalhos prestados...

É assim no mundo do crime que, afinal de contas, nem é tão distinto do que imaginamos ser o "mundo das pessoas de bem"...Bem e mal são categorias que criamos para legitimar nossos pecados e abrandar nossas culpas...

O cronograma da "crise" estava roteirizado há tempos, assim como os seus motivos: 

Os opositores que perderam as eleições tentariam golpear a Presidenta, qualquer que fosse a "causa", pois viam a possibilidade concreta de um próximo governo do PT, que esticasse em 20 anos a permanência no Planalto de uma agenda mais simpática ao distributivismo, ainda que paradoxalmente vinculada a teorias economicistas, rentistas e ortodoxas...

Cunha vai sofrer um pouco, e ele sabe disso, mas seu capital de troca é imenso, e ele vai usar quando for preciso...

Ninguém nunca saberá, incluindo aí boa parte dos envolvidos, o que é planejado e o que vai fugir do controle...Esse é o perigo para acordos dessa natureza, e não se assustem se o jogo, aparentemente perdido para Dilma & Cia, sofrer uma alteração brusca e repentina a favor dela...

O vice-Presidente da Câmara Federal é deputado-de-coleira da tropa de Cunha, mas ali todo mundo sabe: "amigo é o pau, que está perto do cú e não nos come"....o resto é resto, e salve-se quem puder...

Para o bem desse pessoal, o assassinato como ferramenta de dissolução de conflitos dessa natureza não é tradição nesse país, salvo nas esferas mais regionais, muito por conta do poder "coronelístico", geralmente impondo regimes de terror nos seus domínios, e covardemente, contra os que consideram muito mais fracos...

Ao contrário dos EUA, por exemplo, onde facções opostas de poder tramam e executam seus opositores de mesma grandeza e em nível nacional... Como Lincoln, Luther King, e os mais famosos, os Kennedy...

Não é à toa que dois projetos de poder se engalfinharam até a morte (de 600.000 mil pessoas) em 1865, na famosa Secessão entre Norte e Sul...

Sorte de Cunha e dos demais, porque seu extermínio agradaria muita gente...Mas sempre é tempo de começarem, quem sabe?

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