quarta-feira, 27 de abril de 2016

Entre a recatada do temer e o avião do Ministro do Turismo, a imbecilidade dos cretinos...

Um falso debate ocorre entre os imbecis da internet, tão bem identificados por Umberto Eco...

Ontem mesmo me deparei com um tipo comum de asno: O relativista...Supostamente para defender seu machismo escamoteado, ele contrabandeia:

Ué, a mulher de temer não pode ser recatada e "do lar"?

Respondemos: Pode, idiota, claro que pode, mas a pergunta que fica é: 

Quantas mulheres têm essa escolha?

Poucas, e durante muito tempo, o recato e o lugar (o lar) eram signos de dominação, e não de dedicação...Claro que o cretino desconhece ou esconde tal premissa...

É mais ou menos o mesmo argumento-excremento dos racistas que justificam suas posições porque os próprios negros são racistas quando escolhem parceiras (os) brancos, ou porque eles gostam de viver segregados...

Se o vice-presidente tem condições de sustentar uma boneca de luxo em casa (Palácio do Jaburu, que ironia não?) e ela aceita, ok, mas uma revista publicar um perfil colocando essa condição como virtude a ser imitada pelas mulheres, sugerindo sorrateiramente, que as que têm poder e mandam são menos femininas que as outras é de doer os olhos...

Assim como dói os olhos a defesa cretina da "reportagem", tipo revistas caras que o esgoto editorial dos civita produziu...

O mais assustador é que os mesmos que publicam e defendem o "direito" da mulher do temer de ser a sua teúda e manteúda, desde que fique quietinha, desancaram a mulher do Ministro do Turismo, justamente por ela querer mostrar seus atributos...

Uai, se pode ser débil mental e submissa em casa, não pode ser safada e gostosona, exibicionista? O que retira ou coloca qualidades em uma ou na outra?

Ahhh, a resposta é a nossa boa e velha hipocrisia...

A hipocrisia dos que acusam sem poder fazê-lo, dos que pregam uma moral que não praticam...

Enfim, recatada, gostosona, exibida, bissexual, sádica, masoquista, lésbica, mãe, solteira, brigona, mandona, submissa, a mulher pode ser o que quiser, e não precisam de nós (homens) para "permitirmos" o que ela deve (ou deveria) ser...

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