segunda-feira, 4 de abril de 2016

Comentários que merecem destaque...

Não podia ficar submerso na caixa de comentários esse bom texto sobre o juiz-coxinha:

"O WATERLOO DE SÉRGIO MORO

Está claro agora que Sérgio Moro enfrenta seu Waterloo.

Ele acreditou na Globo e achou que poderia voar. Só que se espatifou.

A contundente derrota que ele sofreu ontem no SFT na questão dos grampos foi um marco na mudança de sua imagem.

O juiz superstar de quem ninguém ousava falar por ele parecer simbolizar a luta contra a corrupção ficou para trás. Em seu lugar emergiu a figura de um juiz partidário, descontrolado e sócio da Globo na aventura macabra de destruir a democracia pelas vias jurídicas.

Moro cruzou as fronteiras do tolerável ao impor a Lula um depoimento coercitivo sem qualquer propósito que não fosse produzir um espetáculo circense na mídia.

Foi aí que vozes insuspeitas de petismo ou esquerdismo começaram a questioná-lo fortemente, o que não ocorria até então. Começava o que em inglês se chama de backlash – o refluxo dos elogios a Moro.

O juiz Marco Aurélio Mello se destacou aí. Depois de explicar didaticamente a aberração cometida por Moro ao coagir alguém sem antes convidá-lo a depor, Marco Aurélio zombou da miserável justificativa apresentada pelo ofensor.

Moro afirmou que agiu para “proteger” Lula. “Este tipo de proteção eu não quero para mim”, disse ele. Brasileiro nenhum quer.

O segundo passo em falso de Moro veio dias depois, quando grampeou e vazou para a Globo conversas telefônicas de Lula, algumas delas com Dilma.

Mais uma vez, não houve motivo nenhum que não fosse o de provocar alarido e o de levar inocentes úteis a acharem que Lula cometera mais um crime.

Pouco tempo depois, o próprio Moro confirmou isso ao dizer que Lula parecia saber que estava sendo grampeado pelo teor dos áudios gravados.

O que Moro disse é que nada do que se gravou de Lula era incriminador. Ora: por que, então, divulgar? Para posar de herói, para constranger Lula, para ajudar no golpe, ou por todas estas alternativas?

Fico com a última hipótese.

A imprensa silenciou, como era de esperar. Mas o STF, pelas mãos do ministro Teori, deu um basta a Moro.

Chega, passou do limite, acabou a farra: foi este o sentido do gesto de Teori de retirar Lula das mãos, ou garras, de Moro e reprovar categoricamente os grampos.

Moro foi intimado a explicar a invasão telefônica por Teori, e apresentou um pedido de desculpas tão patético quanto o de Lobão para Chico.

O desprezo com que as “escusas”, para usar a palavra pomposa de Moro, foram recebidas ficou patente na sessão de ontem do STF.

Teori foi seguido por todos os seus colegas, excetuado Gilmar, que estava numa viagem em Lisboa por motivos golpistas.

Fora dos círculos jurídicos, o ator Wagner Moura – sem nenhuma conexão com o petismo – disse o que muitos pensam mas poucos ousam dizer. Moro, segundo ele, se comporta como promotor, e não como juiz. E parece não ter noção da monstruosidade que é se deixar fotografar ao lado de políticos do PSDB.

Numa palavra, Moro cansou. Deu.

O Moro tal como se tornou conhecido, um colosso do bem, está morto.

Começou o caminho de volta rumo ao que ele é: um juiz provinciano cuja visão de justiça é atacar um lado só"

3 comentários:

Anônimo disse...


Paulo Skaf é um farsante. Não preside uma verdadeira instituição de empresários, a Fiesp, mas um conjunto de prateleiras onde guarda os nomes e as credenciais formais de sindicatos de gaveta que lhe garantem os números de eleitores fictícios para se eleger presidente. A verdadeira indústria paulista, da Anfavea, automobilística, à Abimaq, de máquinas e equipamentos, não se sente representada na Fiesp, mesmo porque cada uma delas teria, nas decisões, o mesmo peso de uma indústria de cabo de guarda-chuva.

A Fiesp é uma instituição anacrônica, que viabiliza dirigentes anacrônicos. A chave para ter o comando dela, assim como de outras federações patronais, é controlar sindicatos fictícios facilmente compráveis nas eleições. Há coisas tão extravagantes como Sindicato de indústria de estopa. Só de padarias há cinco sindicatos em São Paulo, cada um com seu voto. A lista completa é um acinte. É com essa representação de circo que Paulo Skaf se apresenta ao Estado e ao país como grande paladino na luta pelo impeachment de Dilma. Não obstante, comanda recursos públicos da ordem de R$ 3 bilhões anuais.

Nem industrial esse arremedo de empresário é. Vendeu a indústria da família e tornou-se exclusivamente um rentista. Como pode ser contra a alta taxa de juros, que tanto incomoda os produtores industriais, se isso contraria seus interesses próprios? Seus negócios pessoais não rendem um único emprego. E como um empresário que não gera empregos pode tornar-se um sócio ideológico de um dirigente trabalhista, a não ser pelo fato de que Paulinho da Força foi persuadido, por algum caminho suspeito, a aliar-se a ele pelo impeachment?

Entretanto, Paulo Skaf é um sujeito de sorte. Encontrou no Rio de Janeiro um parceiro à altura, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, outro industrial sem indústria, com quem estabeleceu parceira bilionária para saquear o Sesi e o Senai em favor de interesses próprios. No caso de Skaf, sua obsessão é tornar-se governador de São Paulo a qualquer custo, mesmo que isso custe o último centavo da caixa do Sesi e do Senai, cujos recursos públicos estão sendo investidos em campanhas eleitorais permanentes nas barbas do governo e do TCU.

Os prédios do Sesi e do Senai, principalmente as escolas de aprendizagem industrial e as escolas comuns, estão sendo cobertos em São Paulo e no Rio com as cores da bandeira nacional que eles apropriaram como um convite ao impeachment. Os professores estão intimidados. Os que se alinham às chefias, contudo, por algum interesse, passaram a ensinar aos alunos palavras de ordem como “Lula é ladrão”, num violento ataque à liberdade de opinião e à imparcialidade de cátedra, mediante a manipulação de mentes jovens.

No Rio, a Firjan está nas mãos de Geraldo Coutinho, seu vice presidente executivo, que é quem efetivamente manda na instituição, enquanto Eduardo Eugênio faz péssima política. Coutinho pertence ao Sindicato de Açúcar e Álcool de Campos, em cuja biografia denunciada por testemunhas encontra-se a acusação de ter usado seus fornos para cremar no mínimo dez opositores na ditadura. É esse tipo de gente que representa a indústria paulista e fluminense. Já é hora de acabar com essa farra corporativa que, por circunstâncias variadas e exclusivo interesse pessoal, tornou-se golpista com dinheiro do contribuinte.

Anônimo disse...


E eis que aparece o primeiro nome brasileiro nos chamados Panama Papers – o vazamento de 11 milhões de documentos de uma empresa de advocacia chamada Mossack Fonseca, dedicada a evitar que seus clientes pagassem impostos.

É o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, o menino humilde que, segundo a Veja, mudou o Brasil.

O caso está relacionado à compra de um apartamento em Miami em 2012.

douglas da mata disse...

Os comentários foram retirados pelo administrador da plataforma, mas repetimos: O juiz é um bunda mole!