quarta-feira, 30 de março de 2016

Desculpas? A hora que divide os homens dos meninos...

Uai, então é assim? Exponho a maior autoridade do país, passo por cima da Corte Suprema, prolato decisão com tom de panfleto, e depois, peço desculpas?

Ah, sim, vou tentar aplicar isso, será que terei sucesso?

Pior do que um cretino é um cretino dissimulado...pelo menos deveria ter a macheza de manter o que fez até o fim...

Não duvidem, estamos lidando com um tipo de covarde da pior espécie...Depois que viu a reação da sociedade, enfiou o galho dentro...

Se a resistência ao golpe aumentar, ele pede asilo na embaixada dos EUA...

3 comentários:

douglas da mata disse...

Leiam de novo, ele está pedindo arrego ao Supremo..logo, das duas uma:

Ou fez merda e agora tá cagando no pau para não ter que responder,

Ou acha que tá certo mas tá com medo de tomar no cú, ou as duas hipóteses, o que leva a crer que é um bunda mole...

Se fosse macho, bateria no peito e mandava todo mundo se fuder, mas quem tem cú tem medo, embora goste de aparecer e dizer o contrário...

Bundão...pedir desculpas é dose, coisa de neném mimado...

Anônimo disse...

O WATERLOO DE SÉRGIO MORO

Está claro agora que Sérgio Moro enfrenta seu Waterloo.

Ele acreditou na Globo e achou que poderia voar. Só que se espatifou.

A contundente derrota que ele sofreu ontem no SFT na questão dos grampos foi um marco na mudança de sua imagem.

O juiz superstar de quem ninguém ousava falar por ele parecer simbolizar a luta contra a corrupção ficou para trás. Em seu lugar emergiu a figura de um juiz partidário, descontrolado e sócio da Globo na aventura macabra de destruir a democracia pelas vias jurídicas.

Moro cruzou as fronteiras do tolerável ao impor a Lula um depoimento coercitivo sem qualquer propósito que não fosse produzir um espetáculo circense na mídia.

Foi aí que vozes insuspeitas de petismo ou esquerdismo começaram a questioná-lo fortemente, o que não ocorria até então. Começava o que em inglês se chama de backlash – o refluxo dos elogios a Moro.

O juiz Marco Aurélio Mello se destacou aí. Depois de explicar didaticamente a aberração cometida por Moro ao coagir alguém sem antes convidá-lo a depor, Marco Aurélio zombou da miserável justificativa apresentada pelo ofensor.

Moro afirmou que agiu para “proteger” Lula. “Este tipo de proteção eu não quero para mim”, disse ele. Brasileiro nenhum quer.

O segundo passo em falso de Moro veio dias depois, quando grampeou e vazou para a Globo conversas telefônicas de Lula, algumas delas com Dilma.

Mais uma vez, não houve motivo nenhum que não fosse o de provocar alarido e o de levar inocentes úteis a acharem que Lula cometera mais um crime.

Pouco tempo depois, o próprio Moro confirmou isso ao dizer que Lula parecia saber que estava sendo grampeado pelo teor dos áudios gravados.

O que Moro disse é que nada do que se gravou de Lula era incriminador. Ora: por que, então, divulgar? Para posar de herói, para constranger Lula, para ajudar no golpe, ou por todas estas alternativas?

Fico com a última hipótese.

A imprensa silenciou, como era de esperar. Mas o STF, pelas mãos do ministro Teori, deu um basta a Moro.

Chega, passou do limite, acabou a farra: foi este o sentido do gesto de Teori de retirar Lula das mãos, ou garras, de Moro e reprovar categoricamente os grampos.

Moro foi intimado a explicar a invasão telefônica por Teori, e apresentou um pedido de desculpas tão patético quanto o de Lobão para Chico.

O desprezo com que as “escusas”, para usar a palavra pomposa de Moro, foram recebidas ficou patente na sessão de ontem do STF.

Teori foi seguido por todos os seus colegas, excetuado Gilmar, que estava numa viagem em Lisboa por motivos golpistas.

Fora dos círculos jurídicos, o ator Wagner Moura – sem nenhuma conexão com o petismo – disse o que muitos pensam mas poucos ousam dizer. Moro, segundo ele, se comporta como promotor, e não como juiz. E parece não ter noção da monstruosidade que é se deixar fotografar ao lado de políticos do PSDB.

Numa palavra, Moro cansou. Deu.

O Moro tal como se tornou conhecido, um colosso do bem, está morto.

Começou o caminho de volta rumo ao que ele é: um juiz provinciano cuja visão de justiça é atacar um lado só.

Anônimo disse...


SKAF E PAULINHO NO GOLPE DA LIQUIDAÇÃO DA CLT

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, queimou as caravelas. É um aventureiro que se derrotou. A extrema irresponsabilidade com que jogou o empresariado industrial paulista, com a força da persuasão do dinheiro do Sesi, na aventura do impeachment ficará como marca indelével de sua arrogância. Seu projeto individual de ser governador de São Paulo a qualquer custo esgotou-se nessa tentativa de golpe. Se o impeachment passar, Skaf terá mergulhado empresários e trabalhadores num clima de confrontação social sem paralelo, onde todos perderão. Se não passar, Skaf simplesmente desaparecerá do mapa como um trapo inútil.

A suprema imbecilidade de Skaf foi pensar que, fazendo um acordo pessoal com Paulinho da Força, tinha uma base de aliança com a classe trabalhadora. É um desinformado. Assim como a Fiesp tende a rachar depois da votação do impeachment, a Força Sindical escapará das mãos gananciosas de Paulinho para reencontrar-se com seus tempos gloriosos em que aceitou, numa situação de crise tão terrível como agora, negociar um pacto social com os empresários. Naquele tempo, a central organizada por Medeiros pensava em termos não só individuais mas também em termos de interesse público. Hoje está condenada a um racha.

Na verdade, no caso de Paulinho, como mostram as investigações da Lava Jato o interesse dele não é muito diferente do de Skaf, a saber, assaltar algum caixa disponível, público ou privado, para atender a ambições pessoais. Esse trânsfuga do movimento sindical cedo ou tarde pagará por sua traição aos trabalhadores na medida em que se retirou, como Skaf, de qualquer projeto de articulação de retomada da economia passando para o lado do golpismo político puro e simples, sem medir consequências, inclusive através de inserções na televisão cujo financiamento seria oportuno investigar.

Entretanto, o peixe grande da atual conspiração não é Paulinho, mas Skaf. Ele é um industrial sem indústria: tem um galpão onde vende produtos de fabricantes verdadeiros. Não tem nenhum compromisso com a economia nacional. É abertamente um vendilhão da pátria e um carrasco do trabalhador. No entendimento que fez com essa figura patética de Michel Temer, para comprar o impeachment, ignorou a economia, a ser internacionalizada pelo suposto futuro presidente, para concentrar-se num único ponto: obter de Temer o compromisso de liquidar com a legislação trabalhista da era Vargas pela mão de Moreira Franco no Ministério do Trabalho. Temer topou.