terça-feira, 15 de março de 2016

Caiu na rede é...?

Bem, um vereador local, que desertou do PT recentemente, justificou seu ato como sendo uma resposta às vozes das ruas, que entoam a caça às bruxas pela "moralidade seletiva..."

Pois bem, eu fico imaginando o que o grande marco da moralidade, o vereador-fujão vai dizer aos seus filhos quando tiver que justificar a convivência com a "famiglia" bonhausen , aliados de última hora da joana d'arc da floresta, dona marina silva...

Entre Paulo Bornhausen (à esq.) e seu vice, Marina visita a capital de Santa Catarina

Esta fotografia mostra a animada cacique junto ao herdeiro dos "alemães" (paulo bonhausen, candidato ao Senado, durante a campanha em 2014)...

Claro que todos nós sabemos que os eixos da política, das alianças táticas e estratégicas são variáveis...Não seríamos hipócritas de negar à cacique da rede esse direito de exercer as suas...

Mas o problema é querer andar cagado e reclamar do cheiro alheio...

Como comentou um de meus sete leitores, é por isso que o napoleão da lapa nada de braçada nessa terra plana e lamacenta...





4 comentários:

Anônimo disse...

Mas ninguém viu Napô no mensalão e nem no petrolão.

douglas da mata disse...

Napô já foi condenado antes por quadrilha ou bando (artigo 288 do CP). O negócio dele é mais "heavy", quadrilha e bando com emprego de arma de fogo, como derivação das peraltices de seu chefe de polícia, álvaro lins e Cia.

Anônimo disse...

É verdade que o vereador mostrou-se oportunista, mas sem querer justificar seu ato, o oportunismo é quase uma regra no mundo da política, inclusive na terra goitacá, e exatamente por isso sua "traição" não vai parecer "nada de mais" no errôneo senso comum da sociedade brasileira hoje. Acho até que em tempos de criminalização e massacre do PT pela mídia comercial, sus retransmissores locais vão abraçá-lo e parabenizá-lo pelo feito. Enfim, ele apenas confessou ser mais um em nossa política, e provavelmente vai encerrar sua carreira sem deixar lembranças.

Outro ponto também válido de se debater nessa história é o seguinte... O vereador em questão, é, indiscutivelmente, um parlamentar inexperiente, tem pouca ou nenhuma capacidade e bagagem para os grandes debates da política e passa longe de ser uma liderança, nem vocação ele tem para isso. Soma-se a isso o fato de que ele não tem história no PT, não representa as bases e nem os movimentos sociais. Não tem a cara do partido. Isso tudo o impediria, mesmo se ele quisesse, de entrar nessa guerra em defesa do PT. Falta a ele legitimidade e capacidade para isso. Ele acabaria atrapalhando.

Anônimo disse...

Acho que ele não deveria pagar pelo desgaste da imagem dos outros, mesmo que seja do mesmo partido. Se ele não se adequa mais com os caminhos tomados pelo PT ele não é obrigado a ficar, não tem que se afogar junto nesse barco que está à deriva. Ele não tem nada a ver com os escândalos que estão ocorrendo. Não foi ele quem disse em conversa telefônica que nomearia um ministro para que este escapasse da prisão, que era iminente. Aliás, ninguém conseguiu explicar essa da presidente! Os juristas estão escandalizados com a atitude do juiz Moro, que interceptou ilegalmente e entregou tudo para a TV. Também acho que ele errou. Acho até que deveria pagar por isso. Mas teses jurídicas à parte, nada disso vai apagar a culpa da presidente que usou seu poder para proteger o Lula. Ficou muito claro na conversa deles que ela nomeou Lula para ele não ser preso, e isso é inexplicável para uma presidente. Se ele não tem culpa porque tanto medo? Se ele não tem culpa porque precisa ser ministro? Dilma usou ilegalmente seu poder de chefe do executivo para proteger uma pessoa da investigação do Estado. Até a conversa do Eduardo Paes com Lula supõe que o sítio é dele. O que um vereador do interior tem com isso tudo, porque ele precisa suportar todo esse desgaste? Acho que ele não agiu errado em sair da legenda.