domingo, 28 de fevereiro de 2016

Da série: As coisas como funcionam...

Da pena do Ota, para quem esqueceu ou não conheceu, aquele da seção nacional da revista MAD...

Amy Winehouse Live In London 2007





A primeira impressão que tive ao assistir o documentário, exibido na noite de ontem, às 23 horas, em canal fechado, foi a que já tinha antes:



A deterioração de um ídolo da indústria de bens culturais de massa é um processo calculado e com etapas definidas...Para o "capitalismo cultural", se o cara é bom moço e dá lucro, ótimo, mas se é um gênio e é um porralouca, melhor ainda...



Claro que  isso não exime o ídolo de suas escolhas, mas é necessário dizer que a medida que o sucesso aumenta, essas "escolhas" são cada vez menos livres, e se estabelecem as instâncias de auto-degradação como causa e efeito: O círculo, o hábito, o símbolo e o gesto...



Até que não reste mais nada, a não ser memórias cuidadosamente exploradas como "homenagens" ou e/ ou curiosidade mórbida...

O bispo e a rainha rosa: Reflexões no xadrez do "fisiologismo"...

Não é novidade para ninguém que as eleições municipais de Campos dos Goytacazes vão ter um componente novo...quer dizer, nem tão novo assim...

O fato é que a dinastia dos patetas da lapa terá que buscar um nome que não seja "puro sangue", ou na linguagem adolescente harrypottiana, um "trouxa"...

Essa transição trará variáveis mais dramáticas a escolha do candidato do grupo, e do outro lado, poderá acender as esperanças das viúvas do garotismo...

Temos por "viúvas" o grupo político de ressentidos que se autodenomina "oposição", mas não consegue apresentar nada além no campo de propostas que seja mais que uma requentada assepsia moralista e hipócrita, sem tocar nos problemas estruturais da gestão da cidade...

Na verdade, o ponto central que torna governistas e opositores a mesma merda é que ambos os lados compartilham uma visão de cidade parecida, ou seja, que se fodam os mais pobres...ainda que os governistas façam mais sucesso entre os mais necessitados...

A diferença reside no carisma e na maior eficiência na comunicação com as expectativas do eleitorado...condição facilitada pela operação da ação executiva ("máquina")...

Há anos atrás, desembarcou na cidade uma nova liderança regional da igreja dos seguidores do carpinteiro bastardo (ICAR, ou Igreja Católica Apostólica Romana)...

Essa liderança que é chamada de bispo foi incensada por grupos locais, pela mídia, etc, como portador de um "novo discurso", que poderia ser a plataforma de lançamento de uma agenda política que atacasse de frente a dinastia pentecostal da lapa, chamada por ele de fisiológica...

A construção teórica que se define como anti-fisológica é uma armadilha encurralou boa parte do pensamento da esquerda moderna no último século e em boa parte desse, e confesso, ocupou boa parte do meu tempo, quando acreditava que havia uma relação direta e determinante entre o chamado "favor" e a correspondência eleitoral...

Minha culpa, minha máxima culpa, como gostam os adeptos do culto ao carpinteiro bastardo...

Já na época da chegada do bispo esse blogueiro já tinha enxergado o erro conceitual e bateu firme no representante local da franquia católica...

Supor que a parte mais pobre, nesse caso, os eleitores da rainha rosa, os peões, se movimentam no tabuleiro por necessidades fisiológicas é falso, preconceituoso e porque não dizer, cínico...

A práxis política e a ciência nos ensinam que uma parcela da ação de convencimento e da luta pela hegemonia se dá no campo da legitimação...

Assim, para capturar a agenda é preciso manter a dianteira e o domínio do discurso, pautando o outro pela reação...nesse processo é preciso legitimar a si e seu grupo (os que consideramos iguais), deslegitimando o outro (desigual, estrangeiro, etc).

Seja em Foucault ou Bordieu encontraremos a necessidade de situar o outro para controlar as referências nas quais se dará o jogo...

Nesse sentido, setores médios e da elite brasileira (ou de qualquer lugar desse mundo) tendem a classificar as camadas mais pobres para mantê-las em uma situação de "controle" ideológico...

Claro que no seio dessas classes populares o processo também se repete, dada a heterogeneidade de cada estrato social...e as hierarquias que se formam em cada estrato...

Mas é de "cima para baixo" que os efeitos são mais trágicos...

Quando o bispo chega em nossa cidade e classifica as escolhas populares (nesse caso o sufrágio no casal líder dos patetas da lapa) como fisiológicas ele coloca na pauta o discussão de que essas escolhas não são voluntárias, ou melhor dizendo, não são totalmente voluntárias e livres, mas impulsionadas por necessidades básicas de sobrevivência (fisiológicas) que são trocadas por apoio eleitoral...

Essa noção é de uma cretinice sem par, pelo simples fato de que não há escolha política que não se paute por escolhas movidas a interesses...Seja um subsídio de 50 reais seja uma isenção fiscal de 50 milhões...

E não venham com a absurda e calhorda lorota de que favores fiscais movimentam economias e geram renda e prosperidade...Foi o subsídio pago as famílias (Bolsa Família) que mudaram o Nordeste, e não os favores fiscais e perdões de dívidas oficiais que por séculos irrigaram as fortunas dos "coronéis"....

Mesmo assim, nossa "valente oposição" embarcou no sermão do padre (bispo) e foi atrás com a nossa bandinha da udn local, onde "tocam" observatórios, e outros segmentos da "sociedade civil (arghh!!!)...

Essa lógica (do bispo inimigo do "fisiologismo") tem vários contrabandos, senão vejamos:

- Considera que as políticas destinadas ao público pobre é "favor", mas as políticas  voltadas ao mais ricos são direitos...

- Considera que antes de dar "o peixe" tem que ensinar a pescar, mas não diz que quando o pobre tiver a vara e o conhecimento, "todo o peixe" terá sido antes retirado do rio pelos mais ricos... ou seja, a falácia de "ensinar a pescar" é uma versão mais "humana", digamos, do vamos crescer o bolo para depois dividir, tão cara aos neoliberais...

- E por fim, determina que o pobre votará pelo estômago ou por algum sentimento "menos racional", enquanto os mais ricos "pensam para votar"...


Vamos destruir essa noção, passo a passo:

Quanto maior o grau de escolaridade nesse país (talvez em outros também) implica em uma opção cada vez mais conservadora, então, se o bispo imagina que escolaridade trará a luz da consciência solidária, é bom esquecer...nem por milagre...

Por outro lado, é certo que aspectos econômicos tenham certa influência na decisão eleitoral, mas não é causa determinante, pois se assim  fosse, o conforto econômico proporcionado aos mais pobres pelo PT garantiria um consenso mais duradouro, e não é o que se vê...

Ao contrário, quanto mais se aproxima dos estratos superiores da pirâmide social, mais se parecem (ou imitam) com o ethos da "velha classe média", e  repetem os mesmos "chavões moralistas" que fazem o orgasmo dos porcalistas do esgoto midiático nacional e local...

Há farta produção teórica tentando entender os humores de classes na gestão petista, que vão de Singer (André), passando por Pochman (Márcio) e Jessé de Souza...e ainda não trouxeram nada decisivo...

(Será que o bispo teve uma visão que supere toda ciência? Oh, por certo, ele "crê", então basta!)

O que o bispo e os "opositores" do regime da lapa não enxergam, até porque não podem, pois compartilham a mesma matriz ideológica anti-popular com os governantes locais (embora esses vistam a eficiente roupagem do acesso direto às massas), é que a pergunta crucial para ser levada ao eleitor é (ou deveria ser):

A quem serve a cidade e quem se serve dela...?

Essa é a questão (anterior) primordial que derivará em tantas outras como a simples questão das calçadas, passando pela mobilidade urbana, isonomia de tratamento dos bairros, reforma tributária que, se de todo não impeça, ao menos atrapalhe a especulação imobiliária, e que também prestigie a noção basilar do direito tributário constitucional, que diz: quem pode mais, paga proporcionalmente mais, dentre outras premissas

A seu lado, o PT local (e também o nacional) deveria mergulhar seriamente no debate sobre as contradições que enfrentamos para lançar uma plataforma anti-capitalista, sem abandonar os avanços já proporcionados pela "guaribada" que tentamos dar no sistema capitalista-patrimonialista nacional, porém enxergando os limites dessas "reformas" e a impossibilidade de construir uma cultura solidária e coletiva em cima de pressupostos do mercado e do consumo...e mais:

Enxergando os próprios limites de nossa intervenção nesse cenário, como nos tem ensinado a (dura (realidade)...

É possível dizer ao morador do Parque Santa Rosa que lá não tem esgoto tratado e ruas decentes porque a opção primeira é dotar esse aparato urbano aos bairros mais ricos...

É possível dizer que ele é empurrado para tão longe porque por trás da "localização" das moradias há um jogo que interesses destinado a fazer gente rica a ganhar dinheiro com o exílio de uns para o conforto de outros...E depois, boa parte da grana que poderia reverter em condições melhores no seu bairro é gasta para transportá-lo até onde os ricos o emprega (e lucra com isso)...

É possível dizer que a cidade poderia estar bem melhor se o dinheiro dos impostos fosse gasto atendendo a uma hierarquia social, isto, primeiro a quem mais precisa...

Enfim, é preciso derrubar a rainha rosa e o bispo...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A Gestapo paranaense e seu DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).

Para quem não se recorda, a Gestapo (Geheime Staatspolizei, ou Polícia Secreta do Estado) era a famigerada instituição que assombrou os opositores do regime alemão na década de 30/40, durante aquilo que se chamou III Reich...

Como todo modelo ditatorial, o nazismo servia-se fartamente de um poderoso esquema de propaganda...Não é exagero dizer que o marketing político assumiu sua face moderna com Goebbels, o poderoso ministro da comunicação, 2º na hierarquia, abaixo apenas do Führer...

No Brasil, o modelo foi adaptado para o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, criado na fase estadonovista de Getúlio Vargas...

Agora temos um monstrengo ainda mais poderoso, porque revestido do cinismo formal-jurídico..

Do Blog do Eduardo Guimarães vem a prova de que agentes de Estado estão à serviço de um propósito partidário, ou seja, selecionar alvos (petistas) e divulgar informações sigilosas, provocando o desgaste cotidiano no capital político do governo e do partido que lhe dá sustentação...

Vejamos:

Confira prova de que Lava Jato e mídia formam uma polícia política

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moro globo

No post anterior, o Blog antecipou que divulgaria provas de que um conclave ilegal foi formado por órgãos de controle do Estado e por entes privados com a finalidade exclusiva de caçar petistas – e só petistas – em um processo golpista e literalmente ditatorial.
A partir daqui, o leitor receberá prova inquestionável de que a Operação Lava Jato (entenda-se, o juiz Sergio Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal) atuam em simultaneidade com grupos privados de comunicação para desmoralizarem o Partido dos Trabalhadores, o governo Dilma Rousseff e, acima de todos esses, o ex-presidente Lula.
Sem mais delongas, portanto, vamos aos fatos.
Na última terça-feira (23), uma fonte procurou o Blog afirmando que na próxima segunda (29) ou na próxima terça-feira (01/03) será deflagrada a 24a fase da Operação Lava Jato. Nessa fase, serão quebrados os sigilos fiscal e bancário de 43 pessoas e entidades.
Supostamente, essa operação deveria ser sigilosa. As investigações da Lava Jato correm em segredo de Justiça. Nenhum ente privado deveria ter acesso aos próximos passos da operação. Essa é a teoria. Porém, a prática é outra.
A fonte desta página provou ter informações privilegiadas de que na nova fase da Lava Jato serão quebrados os sigilos de Lula, de Marisa, de todos os filhos deles, de suas empresas, do Instituto Lula, da empresa de palestras de Lula, de Fernando Bittar etc.
O mais estarrecedor, porém, foi a informação de que todos os veículos de uma dita “imprensa simpatizante” (como são conhecidos na Lava Jato os veículos que cumprem determinações dos investigadores no sentido de fustigar petistas) já dispunham de cópia da decisão de Moro quebrando o sigilo das 43 pessoas e entidades que o leitor irá conhecer em seguida.
Pedi à fonte que me enviasse a cópia. Travou-se, então, o seguinte diálogo:
[23/2 23:08] ‪+55 41 ‬: É isso. Pode fazer chegar as suas fontes no instituto?
[23/2 23:09] Eduardo Guimarães: Me manda a decisão.
[23/2 23:09] ‪+55 41 ‬: Não posso, coloco em risco a fonte.
[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Se tantos jornalistas têm não há por que
[23/2 23:10] ‪+55 41 ‬: Posso ditar a decisão, se quiser.
[23/2 23:10] Eduardo Guimarães: Copia a parte do texto sem timbre
[23/2 23:11] ‪+55 41 ‬: Colocaram códigos em cada cópia para rastrear quem vazar
[23/2 23:11] ‪+55 41 : Se eu puder falar ao fone eu leio a decisão pra vc. É uma lauda.
[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Posso ler aqui no zap. gravar
[23/2 23:12] Eduardo Guimarães: Pode gravar um áudio? Isso
[24/2 23:12] ‪+55 41 ‬: O que acha?
[23/2 23:12] ‪+55 41 ‬: Sim.
[24/2 23:12] Eduardo Guimarães: Isso. Grava
[23/2 23:13] Eduardo Guimarães: Se tiver número de processo. Dá todas as informações possíveis
[23/2 23:14] ‪+55 41 : Vou pra rua gravar. Na rua não tenho web. Então vc vai receber em mais ou menos meia hora. Ok?
[23/2 23:15] Eduardo Guimarães: Ok
Enviado pelo UOL Mail Android
Como se vê, são informações sigilosas que agentes do Estado estão repassando a entes privados (grupos de mídia) de forma absolutamente ilegal e com a finalidade de montar um esquema publicitário para atingir investigados à margem da lei.
O que dirá o STF, por exemplo, sobre esses métodos do juiz Sergio Moro?
Chegamos, portanto, ao ponto de comprovar o que está sendo dito acima. A partir daqui o leitor poderá ler a degravação do áudio enviado pela fonte com todos os dados da decisão do juiz Moro, inclusive com o número da decisão.
DEGRAVAÇÃO
— Essas pessoas e entidades deverão ser alvo da fase 24 da Lava Jato, que deve ser detonada na próxima segunda ou terça
–Continuando. Encerrado aqui. Expediu ofício, etc., etc. A quebra de sigilo inclui todos os dados sobre as contas e transações inclusive a origem do crédito e destino do débito. Outras informações, aqui, orientação ao MP pra implementar a quebra, Receita, comunicação à autoridade policial… Datado de 23 de fevereiro de 2016. Sergio Fernando Moro…
— Decisão 5005896-77.2016.404.7000
— Datada de 23 de fevereiro de 2016
— Sessão judiciária do Paraná. 13a
— Vara Federal de Curitiba.
— Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos.
— Requerente: Ministério Público Federal
— Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passsa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa.
— Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de:
LILS palestras, eventos e publicações (período 2011 a 2016)
Instituto Luiz Inácio Lula da Silva (período 2005 a 2016)
Luiz Inácio Lula da Silva (período 2003 a 2016)
Marisa Letícia Lula da Silva (período 2003 a 2016)
Fábio Luiz Lula da Silva (2004 a 2016)
G4 entretenimento e tecnologia digital (2004 a 2016)
BR4 participações ltda (2004 a 2016)
Game Corp (2004 a 2016)
LLF participações (período de 2004 a 2016)
FFK participações ltda (2004 a 2016)
Sandro Luiz Lula da Silva (2007 a 2016)
Flex BR tecnologia ltda (2007 a 2016)
Luiz Claudio Lula da Silva (2011 a 2016)
Marcos Claudio Lula da Silva (2007 a 2016)
Fernando Bittar (2004 a 2016)
TV Araras ltda (2004 a 2016)
Costinha assessoria empresarial ltda (2004 a 2016)
M7 produções e comércio de equipamentos ltda (2004 a 2016)
Jonas Leite Suassuna Filho (2004 a 2016)
Editora Go ltda (2004 a 2016)
Imobiliária Zarpar ltda (2004 a 2016)
Go Games ltda (2004 a 2016)
Zapt comércio e serviços ltda (2004 a 2016)
Go [incompreensível] disco ltda (2004 a 2016)
Banco Banca consultoria e projetos ltda (2004 a 2016)
Go mídia participações ltda (2004 a 2016)
Go Mobile produtos e serviços de tecnologia da informação (2004 a 2016)
Go Clean projetos ambientais e energéticos ltda (2004 a 2016)
Imobiliária Go ltda (2004 a 2016)
PJA empreendimentos ltda (2004 a 2016)
Nipo Sistema representação e lançamento (2004 a 2016)
Paulo Tarcísio Okamoto (2004 a 2016)
Oca 2 consultoria e gestão empresarial (2004 a 2016)
Guadelupe comércio de roupas e assessórios ltda (2004 a 2016)
José Filipi Junior (2006 a 2016)
Instituto Diadema de Estudos Municipais (2006 a 2016)
AFC3 engenharia ltda (2006 a 2016)
Adriano Fernandes dos Anjos (2010 a 2011)
Ignes dos Santos Irrigarai Neto (2010 a 2011)
Fernandes dos Anjos e Porto Montagens de estruturas metálicas ltda (2010 a 2011)
Elcio Pereira Vieira (2010 a 2016)
Edvaldo Pereira Vieira (2010 a 2016)
***
Sobre os dois últimos nomes da relação, vale explicar que Elcio é o caseiro do sítio de Atibaia do qual acusam Lula de ser dono e Edvaldo é o irmão dele, que nada tem que ver com o assunto.
Segundo o instituto Lula, ambos foram procurados há poucos dias por quatro procuradores do Ministério Público. Os procuradores não tinham mandato, mas, assim mesmo, interrogaram os dois trabalhadores, que sentiram-se ameaçados.
A primeira grande pergunta que se faz, é a seguinte: quem, diabos, deu poder de polícia para Globos, Folhas, Vejas e Estadões para atuarem conjuntamente com o Ministério Público, a Polícia Federal e, acima de todos, com o juiz Moro?
A Globo, por exemplo, é alvo da Operação Zelotes e é acusada de sonegação de centenas e e centenas de milhões de reais em impostos. Como pode agir como polícia ao lado de Sergio Moro e sua trupe?
O número da decisão de Moro e a relação dos que terão os sigilos quebrados na 24a fase da Lava Jato, a ser desencadeada na semana que vem, comprova que dados sigilosos da Operação vêm sendo sistematicamente vazados para entes privados.
O esquema é tão sofisticado que os vazadores colocam códigos nas cópias que distribuem para saberem que veículo vazou antes da hora, se houver vazamento.
Surge, então, nova pergunta: qual é a finalidade de vazar uma decisão sigilosa da Justiça (com grande antecedência) para grupos privados de mídia? Seria para que fossem fustigando os alvos com matérias, deboches, acusações para que quando essa 24a fase da operação for desencadeada o público já esteja predisposto?
Eis o que o Blog chama de PPA, a Polícia Política Antipetista cujo único objetivo é acusar e prender petistas sem julgamento, sem condenação, em um show midiático com objetivos meramente políticos, dos quais o combate à corrupção passa longe, apesar da retórica.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Por que não decapitar os "culpados" sem essa lenga-lenga de processo legal?

Sairia bem mais barato e mais honesto cortar as cabeças dos acusados da 125437ª etapa da operação lava demorado, bem demorado...

Nem Kafka suporia algo assim...

Vamos às considerações de Janio de Freitas:

A falta de sustentação no decreto de prisão de João Santana, por Janio de Freitas

Jornal GGN - Em sua coluna na Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas questiona a 23a fase da Operação Lava Jato e as acusações de que o marqueteiro João Santana recebeu propinas da Odebrecht, já que ele não teria relação com a intermediação de contratos da Petrobras. Janio também afirma que o juiz Sergio Moro e os procuradores da força tarefa não levantaram indícios de que o dinheiro da construtora no exterior teria sido proveniente da Petrobras. "A falta até de mínima sustentação das exposições de Sergio Moro, no próprio decreto de prisão de Santana e Mônica, como nas falas dos procuradores e policiais é nada menos do que escandalosa", diz o colunista. Leia mais abaixo:
Da Folha
 
Janio de Freitas

Um mistério, mas nem tanto. O juiz Sergio Moro expôs por escrito, os procuradores falaram à vontade, representantes da Polícia Federal falaram também, mas ninguém disse o essencial para dar sentido a essa operação 23 da Lava Jato: por que, afinal de contas, o marqueteiro João Santana "recebeu propina" US$ 3 milhões da Odebrecht, se nada tem a ver com intermediação de contratos da Petrobras, nem se sabe de outras atividades suas que expliquem comissões da empreiteira?
Também não há, nas tantas palavras daquelas vozes da Lava Jato, nenhum indício, consistente ou não, de que o dinheiro da Odebrecht no exterior seja proveniente da Petrobras, como "desconfiam". Nem que tenha qualquer relação com campanha no Brasil.
A falta até de mínima sustentação das exposições de Sergio Moro, no próprio decreto de prisão de Santana e Mônica, como nas falas dos procuradores e policiais é nada menos do que escandalosa. Ou deveria sê-lo.
O jornalista Fernando Molica levantou, para sua coluna no carioca "O Dia", o uso de determinadas palavras no decreto de prisão do casal. Sergio Moro diz ser algo "possível" 19 vezes. "Já 'possivelmente' foi escrita em 3 ocasiões, 'provável' em 5. Moro utilizou alguns verbos no futuro do pretérito: 'seria' aparece 14 vezes; 'tentar/tentariam' merecem 16 aparições".
Ou seja, o piso do decreto de Moro é o texto das vaguidões, das inexistências e dos pretendidos ilusionismos.
Anterior por poucos dias, o outro caso gritante na última semana fez Hélio Schwartsman considerar cabível a hipótese de que, suscitada em momento de ataque mais agudo a Lula, a história de Fernando Henrique com Mirian Dutraemergisse como um chamariz das atenções. Em tal limite, e sem ameaçar suas veracidades, a hipótese é admissível. E, por força, desdobra-se em outra.
Ainda que Sergio Moro, os procuradores e a PF dispusessem de elementos convincentes para a prisão de Santana e Mônica, seria preciso fazê-la com a urgência aplicada? Nenhum fato a justificou. O risco de fuga era zero, já estando ambos no exterior. Mas o problemático assunto das remessas e contas externas de Fernando Henrique foi sufocado com mais facilidade. Não que se pudesse esperar um tal assunto levado a sério: a Procuradoria Geral da República, os procuradores e a Polícia Federal não foram capazes de emitir, dirigida à população como devido, sequer uma palavra a respeito. Mas sempre poderia ocorrer algum desdobramento a exigir mais para sufocá-lo.
Além disso, a oportunidade foi perfeita para o fato consumado de ampliar o alcance de Sergio Moro e da Lava Jato, apesar da duvidosa legalidade do novo alcance. O âmbito legal das ações de Moro e da Lava Jato não inclui eleição, campanhas, Santana, e atividades das empreiteiras fora do sistema Petrobras. Extendê-lo já foi tentado, mas o Supremo Tribunal Federal barrou-o. Mas é por aqui que se pode entender o serviço prestado por tanto "possível" e "possivelmente" e "seria": misturam o marqueteiro com dinheiro da Petrobras. E com as campanhas de Lula e de Dilma, que assim são postas na jurisdição das ações da Lava Jato e de seu poderoso juiz.
Sergio Moro, os procuradores e policiais federais falaram muito sem dizer o essencial. Mas já se entende parte dele.
FANTASMAS
Não tenho apreço por João Santana. Sua demissão da campanha eleitoral na República Dominicana me parece positiva para os dominicanos. Com isso, porém, a funcionária fantasma de José Serra pode voltar, também, a Brasília. Para ganhar outra vez, que tristeza, só como fantasma do Senado. Um efeito secundário da ação de Sergio Moro. 


domingo, 21 de fevereiro de 2016

Só rindo mesmo...

Presos da Lava Jato mudam nome para Aécio para terem acusações arquivadas


No Sensacionalista*
Após o STF ter arquivado as acusações que envolviam o senador Aécio Neves na Lava Jato, diversos presos pela operação mudaram seus nomes para “Aécio” e tiveram seus processos arquivados.
Entre os presos que fizeram a mudança de nome estão os agora chamados: Aécio Dirceu, Aécio Vaccari Neto, Aécio do Amaral e Aécio Odebrecht.
“Quem deu a ideia foi o advogado do Dirceu. Ele percebeu que, sempre que o nome Aécio é citado em uma delação premiada, a acusação não dá em nada”, disse Vaccari.
Outra tática que será usada em breve pelos presos da Lava Jato será chantagear seus delatores, ameaçando espalhar na mídia que eles são amigos de Lula.
Bruno Machado
*O Sensacionalista é um jornal de humor com notícias fictícias

Sem Eco...Por Orlando...

Não é O golpe, são OS golpes...

Qualquer imbecil sabe hoje em dia (salve Umberto Eco) que golpes de Estado, processos revolucionários e outras rupturas institucionais não acontecem da noite para o dia, embora haja uma inclinação óbvia de datarmos esses eventos...

Não haverá golpe contra Dilma e seu governo...Dilma e o PT são um detalhe (importante, é verdade) para atrapalhar a retomada da hegemonia rentista do Estado, sem saltos, sobressaltos ou sustos...

deuzolivre de uma queda de juros como aconteceu em 2010/2011 que retirou da teta rentista algo em torno de 70 bilhões de dólares.

Não é o dinheiro, é a mensagem, o sinal...

Dinheiro do Estado é para pagar juros e dane-se o resto...

Então, não haverá golpe, mas haverá golpes, todos os dias, não contra Dilma, mas contra a Democracia, até que ela vista o figurino da elite, ou morra de anorexia...

Duas notícias díspares, que (aparentemente) não se relacionam...

A mídia divulga a PEC que propõe a redução do Congresso, de mais de 500 deputados para menos de 400.

Jogada na arena dos imbecis, a "notícia" vai ser devorada e regurgitada como nova panaceia nacional...

Rumamos à plutocracia, onde um único deputado "representará" um contingente maior de eleitores, e ao contrário do que se possa imaginar, terá muito menos representatividade...

Com o aumento do coeficiente eleitoral (o número de votos por cadeira parlamentar), a eleição vai ficar muito, mas muito mais cara...Logo, a medida pretendida (fim da corrupção, lato sensu) vai ser soterrada na hipocrisia de quem propõe e na imbecilidade de quem acredita...

Não há receita mágica: Democracia é mais gente decidindo, e não o contrário, ainda que os consensos sejam mais difíceis...

É engraçado imaginar que o Brasil, com seu tamanho terá 300 e poucos deputados e o Parlamento Inglês tenha mais de 600, resguardada a impropriedade das comparações simplistas...


Outra notícia:

A FECOMÉRCIO, entidade patronal dos sindicatos dos empresários comerciantes e afins paga mais de 40 milhões/ano ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de convênio, para DETERMINAR (eu repito: DETERMINAR) quais as áreas deverão ser patrulhadas por agentes de segurança pública.

Como prova desse regime de exceção, os policiais militares e outros agentes (militares aposentados e guardas municipais) vestem coletes com as insígnias do "programa".

O alvo? Os de sempre: Os indesejáveis que "sujam as ruas" e "amedrontram" os consumidores.

Pelo menos é mais realista, porque todos sabemos que a coisa já funciona assim desde muito tempo...a cada pizza, a cada pneu para viaturas ou cabine de policiamento reformada a soldo dos comerciantes...ou por ordem direta dos governantes, que sabem que a "periferia só dá problema"...e que comerciantes e empresários amigos não dão votos, mas dão grana necessária para obtê-los de forma mais fácil...

Não há golpe em curso...

Há vários golpes...

E não adianta chorar para o seu deputado federal, que estará cada vez mais longe de você e de sua comunidade...Não adianta chamar a polícia...Chame o gerente da loja de conveniência, e quem sabe ele não te dê segurança, mas aprove seu crediário?


Desculpem, eu esqueci a outra notícia nefasta, que atualizo agora, 11h46min:

O STF oficializou aquilo que já vigora há muito: A possibilidade de prisão sem trânsito em julgado da sentença (quando o processo acaba realmente)...

Claro que para os pretos e pobres isso era uma realidade, e dos mais de 800 mil presos (a 4ª maior população carcerária do planeta), 240 mil são provisórios (sem sentença definitiva), e nem sabemos dentre todos esses 240 mil quantos estão presos sem sentença alguma (prisão temporária ou preventiva)...

Mas então o STF avançou e abriu a chance de prender os mais ricos?

Calma, muita calma...Como temos um novo P (de petistas e aliados) entre os já conhecidos 3P (pretos, putas e pobres), está na cara que essa é uma chancela dirigida.

E tem mais: Por óbvio que a situação pré-medieval dos outros 3P que mofam nas masmorras do sistema prenitenciário brasileiro só vai piorar...Sistema prisional tão "eficiente" que de lá nasceram as maiores facções criminosas que aterrorizam o Estado e a sociedade...

Como disse, O golpe não é um moço solteiro...Tem amigos, famíla e procria...


SELEÇÃO TIM MAIA - A MELHOR DE TODAS + DOWNLOAD





Trocamos essa postagem para uma versão com menor número de propagandas...



Eis o texto original da anterior:



Saudações a quem tem coragem...


Já dissemos por aqui que a mistura óbvia de distúrbios comportamentais alimentados a doses cavalares de drogas, lícitas ou não, embarcados em cérebros geniais é (quase) sempre fadada ao desfecho trágico...


E pior, o mercado de produção de bens culturais de massa vive dessa estranha e instável fusão, como relação de causa e efeito recíprocas...


Resta a memória...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Velhas Virgens (As 25 Melhores) - full álbum





Escatologia divertida...Vale a pena...Mas advertimos, não serve a ouvidos hipócritas e puritanos...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

The Cult - Lil Devil





Outra para fechar a noite...Lil Devil é outra daquelas declarações de amor carregadas de rebeldia fingida e culto à estética diabólica...Do tipo amor bandido, profano...

Mas justiça seja feita, o verso que traduzimos é fantástico...



Lil Devil


Livin in a shack in a one-horse town
Trying to get to heaven 'for the sun goes down

Lizard in a bottle
Dizzy in a haze for 40 days
Hey there little devil

Come on little devil be my little angel
Come on little devil be my angel

She came on with an alligator smile
Dynamite lover scorpion child
She came on with a cyclone kiss
Hey there baby you don't never miss

(Ela veio com sorriso de crocodilo
Amante dinamite criança escorpião
Ela veio com um sorriso de ciclone
Hey, existe uma garota que você nunca esquece)

Lizard in a bottle

Hey there little devil

Come on little devil be my little angel
Come on little devil and be my angel

(Venha minha pequena demônio, seja meu pequeno anjo)

Come on little devil be my little angel
Come on little devil and be my angel

Link: http://www.vagalume.com.br/the-cult/lil-devil.html#ixzz40TkXC3Pr

The Cult - Wild Flower





Wild Flower é um dos ícones de minha geração...Ai, ai, ai carai...lá se vão 30 anos...



The Cult é uma dessas bandas intermediárias, mas com bons momentos...Também recomendo Love Removal Machine...



Pelo que me lembro, mantinha dois álbuns em vinil do grupo: Eletric e Love...



Memória afetiva é isso aí...



Valia a tradução para impressionar as meninas... mas não tentem agora, isso é do tempo do LP...



Wild Flower


Hey you 
You're a wild honey child
I'm out of control 
Every time you are near me
I'm a wolf child, baby 
And I'm howlin' for you
My heart beats faster, hrrrr
Hey hey, and it's overpowered, wow

I'm a wolf child, girl
Howlin' for you
Wild flower 
Star of my dreams
The most beautiful thing, yeah

Yeah you 
Sweet sensation of a nation
Oh, my soul 
You're a perfect creation
You're an angel, baby
And I'm cryin' for you
My heart beats faster, hrrrr
Yea hey, and I'm overpowered

I'm a wolf child, girl
Howlin' for you
Wild flower 
Star of my dreams
The most beautiful thing
Wild flower 
I love you every hour
Wild flower 
Burning down the night
Set the world alight, yeah

Wild flower 
I'm a wolf child, girl
Howlin' for you
Wild flower 
You're the star of my dreams
Most beautiful thing
Wild flower
I love you every hour
Wild flower 
I love you every hour

Crazy 'bout you, yeah
Crazy 'bout you, girl
Crazy 'bout you, yeah
Crazy 'bout
Crazy 'bout you, yeah

Link: http://www.vagalume.com.br/the-cult/wild-flower.html#ixzz40Thtw46U

Nirvana Live at Reading 1992(full concert) 1080p





Vale a pena rever o bom-humor de Cobain, como  moldura para sua acidez artistica e seu refinado senso de autodestruição...



No fim  das contas, não dá para censurá-lo por explodir a cabeça...No fim, não faz diferença se é você ou o acaso...É uma questão de escolha...

Fim do ciclo do ouro negro...a indigência dos governantes, a mídia cretina, a cobiça das elites e os eleitores-macunaímas...

O Brasil teve vários ciclos extrativistas ou monocultores...Desde a madeira do pau brasil, que foi reduzida a extinção, passando pelo açúcar, ouro, café, soja, minério, borracha, etc, nosso país, em escalas diferentes, sempre esteve posicionado como provedor de commoditites no jogo internacional das trocas comerciais...

Erram feio aqueles que enxergam aí uma maldição, per si...Outros países (poucos, é verdade) souberam tirar proveito da acumulação proporcionada pelos preços altos, poupando recursos para os investimentos necessários ao desenvolvimento de economias menos dependentes dos humores globais...

Mas essa opção, nos países onde funcionou, não se deu sem uma gama dramática de conflitos internos (os EUA, por exemplo, se mataram na ordem de mais de 600 mil na Secessão, apenas para definir o modelo de desenvolvimento que teriam), que resultasse em escolhas incômodas para setores de cada sociedade envolvida...

Estruturas tributárias mais justas implicam em mexer com  interesses de quem tem mais...

Fortalecimento das classes mais pobres significa ter que exercitar a Democracia de forma mais acidentada e complexa, longe dos consensos forjados à manipulação e acordos espúrios...

O fato é que a morte de um ciclo não resulta no fim da atividade...O petróleo que irrigou nossos cofres públicos vai voltar a jorrar, mas é certo que a hegemonia econômica que exercia sobre nossos orçamentos está, por assim dizer, com os dias contados...

Até porque, o cenário mais previsível é que os outros Estados da Federação alterem a partilha dos royalties, lastreados por um argumento imbatível: Torramos essa grana toda, e não saímos das "cavernas"...

Por outro lado, é verdade que se não fossem os royalties, certamente estivéssemos piores, mas essa tese não ganha força nem entre nós...

Irônico é que essa terra maldita chamada de Campos dos Goytacazes, que se orgulha de ter sido a primeira a ter luz elétrica, mas esquece, cuidadosamente, as trevas da escravidão, quando era a cidade que mais tinha escravos em relação a homens livres em 1854 (Hemeroteca da Biblioteca Nacional, Alamanque Mercantil de Campos dos Goytacazes), experimentou a punjância e tragédia do ciclo monocultor da cana, e agora com o ciclo extrativista do petróleo...

E tanto naquela época, como agora, tivemos a "liderança" de uma elite escroque, sempre tendo a frente como prepostos os médicos e advogados, cujos anéis e diplomas adquiridos por descendência (outro traço fortíssimo por aqui) legitimam o conluio para manter um pé na modernidade macaqueada da Europa (e agora dos EUA), e outro pé na Idade Média...

Agora acabou a festa...

E o que temos?

Expansão imobiliária rentista, aprofundamento da cisão urbana que empurra os mais pobres para cada vez mais longe, deixando ônus para o Erário, que massacrado pela compressão tributária da sonegação e elisão dos grandes, nunca dá conta de atender a todos, então, atende aos poucos e afortunados de sempre...

Coincidência ou não, o fim do ciclo do ouro negro converge com o colapso daquilo que se chamou "Muda Campos", movimento político carismático de origem na baixa classe média, e setores "conservadores esclarecidos", que previram o ocaso do modelo anterior, o da oligarquia rural...

Na medida que o Capital se recicla e se adapta, o movimento foi sendo tragado pela agenda dos interesses corporativos, na mesma medida que experimentava grande sucesso eleitoral...

Não há problema algum nisso...

Esse acordo foi mais ou menos o que ocorreu em 2002 no plano federal...

A questão é: Como ficou a situação da população mais pobre de Campos dos Goytacazes? 

O quanto de interferência das gestões locais pode ser considerada na melhora ou piora dos níveis de desenvolvimento humano?

Como estamos no plano educacional, sanitário, mobilidade, melhorias urbanas nos setores mais pobres, etc, etc, etc,?

Tudo que arrecadamos per capita durante esse tempo correspondeu em inclusão e ascensão social?

Creio que mesmo que sejamos complacentes com a dinastia de patetas da lapa e sua legião de dissidentes e "viúvas mal amadas", a resposta não terá grandes variações:

Campos dos Goytacazes está um lixo!

A sensação que temos ao olhar a administração local é de um paciente terminal cuja fotografia insiste em dizer que ele está bem, lembram de algo?

Resultado de imagem para foto de tancredo no hospital

Podre por dentro,  como as vísceras de Tancredo Neves,  o governo atual perambula e se arrasta a olhos vistos, incapaz de propor qualquer saída política para a crise que era não só previsível, mas certa para qualquer imbecil que soubesse contar dois mais dois...

Inistem em textos e lamúrias econômicas, quando todos sabemos que a única possibilidade de contornar os limites da carência orçamentária é cobrar a conta de quem ganhou quase tudo quando a vaca estava gorda...Mas heresias das heresias, mexer no bolso dos ricos jamais...

Por esse motivo, "vestem" a cidade em um roupão de seda e posam para a fotografia fatal...

Agora falta achar um "porta-voz" do tipo Antonio Britto para a comoção local...

O problema é que falta talento aos cretinos da mídia daqui para tal encenação...

Não se enganem: A gestão da prefeita e do prefeito-marido já está em decomposição!

Rage Against the Machine - Full Concert - 07/24/99 - Woodstock 99 East S...





Engraçado, lembra a sonoridade do Planet Hemp (álbum: Usuário) quando Marcelo D2 se dizia o pesadelo do pop...Agora ele virou a cachorrinha da grôbo...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O alimento.

Injustificável
Indesculpável
Inescrutável
Indefinível
Inexplicável
Indispensável

O Essencial
É Invisível aos olhos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Deus-mercado e seus sacerdotes: A religião das finanças não tolera livre-arbítrio!

Um pouco de luz sobre a lenga-lenga repetida pelos cretinos da mídia sobre gastos públicos e arrecadação...

Do blog do Luis Nassif:

De como o Estado prudente deve gastar mais do que arrecada, por J. Carlos de Assis

Aliança pelo Brasil
De como o Estado prudente deve gastar mais do que arrecada
por J. Carlos de Assis
O massacre conceitual que instituições como Rede Globo e Veja fazem recorrentemente com o aberto propósito de manipular a opinião pública constitui uma das principais amarras da economia brasileira em razão de seu efeito prático sobre corações e mentes dos desinformados. Tome-se, por exemplo, a questão do déficit público. É recorrente, na Globo, o comentário do apresentador repetindo o mantra segundo o qual o Estado não deve gastar mais do que arrecada, independentemente das circunstâncias.
Se estivéssemos diante de um teste acadêmico, diríamos simplesmente que, numa recessão ou depressão, como é nosso caso, é virtualmente impossível sair da crise sem que o Estado recorra ao déficit orçamentário. Além disso, dadas as especificidades brasileiras, impor à sociedade superávits primários é uma forma de jogar gasolina na fogueira da recessão. Mas, naturalmente, não estamos diante de um teste acadêmico. Estamos num jogo de poder. Vamos procurar ver as entranhas desse jogo, e quais são seus beneficiários.
Primeiro é preciso distinguir déficit nominal de superávit primário. Déficit nominal é o que o Estado gasta num determinado período acima de suas receitas, incluindo os fluxos financeiros (juros e amortizações da dívida pública). Como qualquer família que gasta mais do que recebe, o Estado tem que financiar a diferença. Mas, diferente de uma família, o Estado pode emitir dívida pública para realizar esse financiamento atuando diretamente no crescimento econômico. Pode também, em tese, criar moeda para financiar o déficit.
O superávit primário ocorre quando o Estado  gasta em despesas correntes, fora juros, menos do que arrecada em impostos . Esse dinheiro excedente, que a Rede Globo chama de poupança do Estado, é usado integralmente para pagar juros. Agora vamos abrir essa caixa preta para entender o que acontece realmente dentro dela. Suponhamos que os felizes financistas que recebem o superávit na forma de juros de suas carteiras de títulos públicos decidem investir esse dinheiro na economia produtiva.
Nesse caso, o  dinheiro resultante do superávit primário poria a economia para funcionar, e nós todos, cidadãos e trabalhadores que buscam empregos, ficaríamos felizes. Acontece que os financistas não querem saber de investimento físico. Querem especular. Transformam os juros recebidos em mais títulos remunerados com a generosíssima taxa Selic. Assim, o dinheiro retirado da economia sob a forma de superávit primário não volta para ela sob forma de investimentos. Em termos técnicos, trata-se de um processo contracionista.
Voltemos ao déficit nominal. Numa economia convencional, o déficit é expansivo. Ou seja, através dele o Estado fornece à sociedade, em tese, mais investimentos e gastos públicos do que lhe retira sob a forma de impostos. Para financiá-lo, mais uma vez, é preciso que o Estado recorra ao endividamento. Entretanto, assim como no caso do superávit primário, o que o Estado paga aos titulares da dívida pública não volta para a economia. Fica na especulação financeira, às taxas pornográficas da Selic.
Tudo isso torna muito difícil aplicar uma política keynesiana no Brasil. Seria necessário, antes de mais nada, uma redução drástica da taxa Selic, a fim de que os barões da dívida pública se interessassem por investimento físico e não só especulação financeira. Em segundo lugar, seria preciso que também o Governo usasse pelo menos parte do dinheiro do déficit para investimentos e gastos efetivos de tal forma que devolvesse à sociedade mais recursos do que retira, facilitando a circulação da economia.
Finalmente, um dado técnico de política monetária: quando o Governo decide aumentar a dívida pública para financiar seus déficits, é preciso que alguém do setor privado compre os títulos. O setor privado pode chantagear o Governo exigindo taxas de juros mais elevadas do que ele está disposto a pagar. Nessa situação, o Banco Central deve emitir moeda e com isso forçar a redução da taxa de juros. É assim que funciona nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Japão. Aqui a Globo, com seus consultores do mercado financeiro, não deixa. O que nos anima a contestar esse quase monopólio de consciências com a Agenda pelo Brasil!
J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ