segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Está decretada a situação de emergência moral.

Decretos de emergência são o sonho de consumo de 11 entre 10 governantes...Afinal, quem não quer um cheque em branco?

Esses atos administrativos são algo parecido com a suspensão de direitos e garantias em estados de sítio ou outros períodos de exceção...

Durante a vigência, o Príncipe tudo pode...

Aqui na planície lamacenta, a prefeita acaba de nos colocar em estado pré-falimentar...

E tudo isso por quê?

Ora, bolas, a emergência afrouxa os controles (já tão lenientes), faz tudo parecer para ontem, justificam a tesourada seletiva, que poupa "amigos" e pune os "infieis" com o calote contratual, cria um estado de comoção que vitimiza os péssimos gestores, dando o nome de crise ao desperdício dirigido do dinheiro público...

Sim, senhores, não achem que o esbanjamento de bilhões pela dinastia da Lapa foi "acidental", ou engedrada sem um método...

Houve uma sistemática transferência de recursos para setores específicos, enriquecimento de uma casta, com correspondente retorno em forma de "apoio" eleitoral...

É fato que todo o sistema eleitoral brasileiro funciona mais ou menos assim, mas por aqui, o assustador é o volume dos orçamentos, e o pouco que se fez, ainda que contabilizemos a inevitabilidade do caixa dois...

Era tanto tutu que poderiam ter algum escrúpulo e fazer algo...

Nada fizeram...

E agora que a bufunfa se foi, não sobrou nada digno de nota...bem, não sejamos tão rígidos, tem o valão de cocô, o super utilizado CEPOP, os buffets, os seminários que ninguém lembra mesmo sobre o que foram, as consultorias que não aconselham nada, etc, etc...

4 comentários:

Anônimo disse...

Estado de emergência é cacoete dos populistas. Maduro (demais, vai cair de podre) decretou Estado de Emergência na Venezuela. Lá tal como cá.

douglas da mata disse...

Bem, é um cacoete melhor que os dos golpistas, tanto de lá como cá...

Se os eleitores rejeitarem (nas urnas) esses cacoetes emergenciais, ótimo...O problema é a boca torta pelo uso do cachimbo do autoritarismo conservador e direitista...

Para os cacoetes dos "populistas" (termo inventado pelos conservadores para atacar as escolhas populares que lhes desagradam) há jeito.

Para os cacoetes dos sicários amantes da ditadura, para esse não há remédio, só fuzilando-os.

Anônimo disse...

O Cepop e a Cidade da Criança são duas obras muito criticadas por um jornal local e pela elite campista, mas são indiscutivelmente do interesse, e para necessidade do povão. Portanto, acho que isso é puro preconceito. Aliás, deve ser por isso que essas obras são tão criticadas pelo pessoal da Pelinca e pelos moradores dos condomínios de luxo da cidade. Douglas, até vale a sua crítica, no caso do Cepop, pela sua pouca utilização. Mas esses dois projetos, pelo fim que eles buscam, entendo que valeu os investimentos realizados.

douglas da mata disse...

Amigo, não utilizei a crítica pela crítica, nem citei a Cidade da Criança, que aliás rendeu textos aqui do blog onde apontei os erros graves do protagonismo judiciário quando citou a tal obra em "sentença" recente no caso Santa Casa, dizendo-a "horrível".

Vamos ao que interessa:

Nem de um lado o elitismo conservador golpista anti-popular, que critica obras e ferramentas públicas destinadas aos mais necessitados, nem o argumento chantagista de que se foi feito para o "povão" deve servir para afastar qualquer questionamento.

Eu falo de prioridade.

Sei que o "povão" precisa de lazer, e isso também está no rol dos direitos fundamentais, e no campo das boas políticas públicas d planejamento e inclusão urbana.

Mas em uma cidade na qual os serviços mais urgentes andam capengas, a existência do CEPOP é um monumento ao desperdício, e pior: Reforça o discurso preconceituoso e anti-povo, que inclusive é repetido por essas mesmas camadas mais pobres.

Um abraço.