quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

"pezão" e seus voluntários.

Bem, os policiais civis que cumprem seu dever, mas que foram impedidos de trabalhar por absoluta falta de meios para chegarem aos seus postos de trabalho, a partir desta semana se apresentarão a Delegacia de Polícia mais próxima de sua casa, e anotarão sua presença no registro próprio.

Esta é a mobilização que vem circulando na categoria.

Uma correção devida: os delegados também receberam seus vencimentos limitados a dois mil reais, ao contrário do veiculamos ontem.

Quanto ao Judiciário, MP e Legislativo a mesma coisa, ou seja, receberam salários integrais.

A mobilização dos servidores policiais civis não é greve ou insubordinação, até porque, não podemos chegar no posto de gasolina, no banco, no condomínio ou em outros credores e pedir serviços ou bens pela metade do preço, ficando a outra parte subordinada ao pagamento do resto dos salários.

Muito menos podemos sacrificar a sobrevivência (comida, escola dos filhos, etc) para custear as despesas para trabalhar.

A não ser que os empresários, justamente aqueles que receberam os favores fiscais do governo queiram. de forma voluntária, bancar as despesas dos servidores.

Quem mais mamou nas tetas dos subsídios e isenções deveria ser o primeiro a formar a fila dos voluntários, quem se habilita?

2 comentários:

Anônimo disse...

Douglas, te leio e gostaria que colocasse aqui o que acho justo.

http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=20203

douglas da mata disse...

Caro leitor, está publicado mas é bom dizer:

Por motivos semelhantes, a má gestão pode ser debitada na conta dos dois níveis de governo, porque o modus operandi é parecido:

Uso desmedido dos royalties durante anos, ausência de um fundo de emergência, concessão de benefícios e isenções fiscais, dilapidando a fonte originária de receita, inchaço da máquina com terceirizados, e contratos de licitações duvidosas e com viés dirigido.

A questão que a estrutura do Estado é muito mais atrelada a arrecadação de ICMS, que é retraído com a diminuição da atividade econômica, já a cidade vive dos repasses das verbas carimbadas (depois dos royalties, é claro).

Tanto um como o outro transferiram rios de dinheiro ao setor privado e agora ficaram só com o ônus nas mãos, já que estes setores são refratários a qualquer ajuste fiscal, e ameaçam com debandada onde pagarem mais (menos impostos).

Aqui é questão de tempo e há várias bombas para explodir, resta saber se daqui a pouco ou nas mãos do sucessor:

01- Previcampos;

02- Outro aumento no IPTU e talvez do ISS;

03- Colapso da cadeia de serviços terceirizados(veja o caso dos vigilantes, a dívida com a empresa é de cerca de 6 milhões);

04- Colapso do sistema de saúde, e etc, etc, etc...

Podemos dizer que veremos um efeito Orloff...