sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

No Rio de Janeiro, a Revolução Francesa ainda está distante...



Dentre todos os processos intrincados que desencadearam aquilo que ficou conhecido como Revolução Francesa, considerando a impropriedade acadêmica de resumir toda aquela complexidade em um evento datado, está a percepção de que as classes chamadas de Terceiro Estado não mais suportaram financiar as outras duas, justamente chamadas de Segundo (clero) e Primeiro Estados (nobreza)...

Daí, tendo essa insatisfação como premissa, os franceses imaginaram a criação de um estamento normativo estatal que, em linhas gerais, pode ser resumido da tripartição das atribuições do Estado (legislativo, judiciário e executivo)...

Erroneamente chamada de separação de poderes (ora, o poder de Estado é UNO, tais atribuições se completam em tarefas específicas, mas que, comumente, encontram convergências, quando o executivo "legisla", através de atos normativos, o legislativo assume papel administrativo ou de persecução, como nas CPI, ou o judiciário, quando "legisla" nos mandados de injunção, por exemplo)... 
No Estado do Rio de Janeiro, desgovernado pelo  embusteiro chamado de "pezão", não há sombra de que os princípios da Revolução Francesa tenham chegado por aqui...

Ausentes por ação, omissão, ou SUBMISSÃO, parlamentares e integrantes do Parquet e do Judiciário silenciam quanto ao roubo descarado praticado pelo desgovernador em relação aos servidores, enquanto recebem integralmente os seus vencimentos...

Com os bolsos cheios do "cala-boca" governamental, esses "poderes" fazem vista grossa para o óbvio:

Se falta algum dinheiro, é porque o desgovernador, de maneira improba, e porque não dizer, criminosa, deixou de cobrar os tributos a malta de empresários-sonegadores, acumulando perdas na ordem de 28 bilhões de reais, nas contas do próprio desgoverno...

Por muitíssimo menos, tribunais de contas e outros sicários querem cassar o mandato da Presidenta Dilma, enquanto por aqui, no RJ, não há sequer um reles questionamento pelos conselheiros de contas cevados a gordas subvenções, parlamentares cujas campanhas são bancadas pelos sonegadores, junto aos domesticados Promotores e Juízes (tão valentes e ciosos quando se trata de apurar as infrações dos não-governadores)...

E assim, estamos na pré-Revolução Francesa, onde servidores e contribuintes (3º Estado) são chamados a arcar com a festa dos poderosos do nosso 1º Estado e do 2º Estado, os sonegadores, parlamentares e funcionários do Legislativo e Judiciário, que mantêm intactos seus polpudos ganhos...

Ah, que falta faz um pouco do Terror, com sua afiada guilhotina e quem sabe, uma derrubada da Bastilha das Laranjeiras?

4 comentários:

Anônimo disse...

Concordo em parte com você Douglas!! Os aposentados e pensionistas do judiciário estão sem o Décimo terceiro RB e creio que os servidores ainda estão incólumes porque ,se adotasse a mesma medida, os magistrados TB seriam atingidos. Essa é uma luta de todos .

douglas da mata disse...

E mandam os manuais antigos da política que não se mexe com quem usa saia: mulher, padre e juiz.

Nós, da Polícia temos uma responsabilidade maior, afinal, nosso setor é um dos mais sensíveis, e por esse motivo, aquele que seria capaz de abalar a cara de pau do desgovernador.

Há rumores de uma greve no Ano Novo.

Anônimo disse...

Putz, seu blog é foda!
Sempre que leio ou te acho muito inteligente ou fico puto com suas idéias "radicais"! De qualquer forma gosto porque me faz pensar.
Continue, melhor se aborrer e pensar do qUE ler mais do mesmo por aí.
Sds!

douglas da mata disse...

É esse o propósito.