sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Da série como funciona...

Recentemente, o blog do Roberto Moraes replicou a entrada de um novo grupo de pesquisa de audiência, fato que deverá movimentar o (bilionário) setor publicitário brasileiro...

E o que isso mexe com você e comigo, solitário e persistente leitor deste cantinho de opinião?

Uai, os índices de audiência são os parâmetros utilizados para que as agências de publicidade formem seus preços para concorrer às contas oficiais de divulgação dos governos de todos os níveis...

É assim: quanto maior a audiência, maior o bônus concedido pela emissora, e se há a conjugação de interesses de um instituto de medição (nesse caso, o global e até agora absoluto IBOPE) com uma emissora, os números SEMPRE serão favoráveis...

Bem, mas aí você deve pensar: uai, mas quanto maior a audiência e o bônus, menor o preço, não?

Não, meu caro, não, porque o bônus é um estratagema artificial, que engessa a concorrência, que não consegue disputar esse mercado, logo, os preços ficam sempre no patamar determinado pela emissora, que age oligopolizando o mercado...

Então, bilhões e bilhões de reais foram tragados pela globo e suas repetidoras dos orçamentos públicos...Sim, senhor, nossos campeões da "moralidade" e de "audiência" não resistem a dois segundos de investigação...

Nem vamos relembrar o caso do DARF-CBF-Copa de 2002...

O volume roubado dos cofres públicos pela globo e seus cúmplices afiliados faria os mensalões e lava-jatos parecerem trocados...

Algo semelhante acontece com as publicações (jornais) e impressos semanais...

Revistas semanais inflam suas tiragens e circulação com números doados e comprados por governos para distribuição em escolas e bibliotecas públicas, e aumentam o preço de seus espaços de publicidade tendo como base de cálculo um alcance que não seria o mesmo se fossem contados apenas pos leitores que compram exemplares ou assinam...

É assim que a revista do esgoto "óia" sobrevive, com o compadrio do governo estadual tucanalha de SP...

Não vamos nem comentar o absurdo que é a renúncia fiscal dada às publicações, sob o argumento de que são "utilidade pública"...

Aqui nessa planície lamacenta não é diferente, e há no rádio e nos impressos todo tipo de calhorda falando deste ou daquele governo, mas que não solta a teta pública...

Funciona desse jeito...

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordei hoje. Do início ao fim.
É desse jeito mesmo. Vamos ver no que dá este "novo Ibope"...

Sem querer ser um pretenso erudito, até porque não sou e posso estar errado, faltou uma crase em "às contas oficiais". Facilita entender.
E "Ago semelhante" deve ser "Algo semelhante".

Bom fim de semana!