sábado, 4 de julho de 2015

O caudilhismo ministerial.

Comum às análises da Sociologia, Ciências Políticas e outros ramos das Ciências Sociais, o caudilhismo, de forma superficial, sempre se caracterizou pelo protagonismo exacerbado de seus líderes, que substitui combalidas instituições e formalidades por sua vontade, funcionando como uma espécie de "pai" dos seus liderados...

Algumas vezes são responsáveis diretos pelo enfraquecimento do vigor político da sociedade...ou pelo seu aprisionamento em categorias "emocionais" de manifestação coletiva...

Como tais, os caudilhos não raro recorrem a violência física e simbólica para impor aquilo que acredita ser o "bem de todos"...

Podem ser eleitos ou não...

São populares, claro que são...

É mais ou menos como o Judiciário e o MP são vistos hoje...Diria, sem medo de errar, que trocamos o modelo clássico de caudilhos, aqueles que nos acostumamos a ver na segunda metade do século passado, pelos caudilhos de toga...

No texto anterior, Tempos estranhos, falamos mais ou menos nesse assunto...Replicou esse texto um comentarista com uma ótima piada, e resumiu tudo com grande bom humor.

Trago a piada a condição de texto da desta página:

Já virou piada: Um pastor de ovelhas estava cuidando de seu rebanho, quando surgiu pelo inóspito caminho uma Pajero 4×4 toda equipada.
Parou na frente do velhinho e desceu um cara de não mais que 30 anos, terno preto, camisa branca Hugo Boss, gravata italiana, sapatos moderníssimos bicolores, que disse:
– Senhor, se eu adivinhar quantas ovelhas o senhor tem, o senhor me dá uma?
– Sim, respondeu o velhinho meio desconfiado.
Então o cara volta pra Pajero, pega um notebook, se conecta, via celular, à internet, baixa uma base de dados, entra no site da NASA, identifica a área do rebanho por satélite, calcula a média histórica do tamanho de uma ovelha daquela raça, baixa uma tabela do Excel com execução de macros personalizadas, e depois de três horas, diz ao velho:
– O senhor tem 1.324 ovelhas, e quatro podem estar grávidas.
O velhinho admitiu que sim, estava certo, e como havia prometido, poderia levar a ovelha.
O cara pegou o bicho e carregou na sua Pajero.
Quando estava saindo, o velho perguntou:
– Desculpe, mas se eu adivinhar sua profissão, o senhor me devolve a ovelha?
Duvidando que acertasse, o cara concorda.
– O senhor é Promotor, diz o velhinho…
– Incrível! Como adivinhou?
– Quatro razões:
– Primeiro, pela frescura;
– Segundo, se meteu onde não devia;
– Terceiro, usou recursos, conhecimento e serviços de outros profissionais, para resolver um problema em benefício próprio.
– E quarto, nota-se que não entende merda nenhuma do que está falando: devolve já o meu cachorro!


15 comentários:

Anônimo disse...

Caro Douglas, assim que puder leia isso

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-grampo-capaz-de-abalar-as-investigacoes-da-lava-jato.html

O grampo capaz de abalar as investigações da Lava Jato

A ESPANTOSA HISTÓRIA DO GRAMPO NA CELA DE YOUSSEF

Denúncia de agente da Polícia Federal de Curitiba atinge pedra fundamental das investigações da Lava Jato: depoimentos iniciais de doleiro e Paulo Roberto Costa podem ter sido obtidos com auxílio de escuta ilegal

A CPI que apura a Operação Lava Jato ouviu um depoimento estarrecedor na tarde desta quinta-feira. Falando para os parlamentares reunidos numa sessão fechada, o agente da Polícia Federal Dalmey Fernando Werlang contou que:

a) no início do ano passado foi chamado por seus superiores, que determinaram que instalasse um grampo eletrônico numa cela da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, reservada para abrigar um determinado prisioneiro;

b) Werlang fez o serviço e, dias depois, apareceram dois prisioneiros: o doleiro Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras, os principais delatores da Lava Jato.

c) orientado pelos superiores, todos os dias o agente recolhia um arquivo eletronico do equipamento, para entregar à chefia;

d) duas semanas depois, Alberto Yousseff fez um pequeno escândalo na carceragem: apareceu com o grampo na mão, dizendo que havia encontrado no teto da cela.

e) Yousseff disse , mais tarde, que começou a desconfiar do grampo durante os interrogatórios. Contou que tinha a impressão que os policiais perguntavam coisas que ele tinha conversado com Paulo Roberto Costa na cela.

O caso prometia permanecer como um pequeno segredo entre os agentes e delegados da Polícia Federal que investigam a Lava Jato até que a VEJA publicou uma reportagem a respeito do grampo. A revista não conhecia a história inteira mas a notícia obrigou a abertura de uma sindicância interna. O resultado, explicou Werlang, foi uma história de cobertura, falsa como uma nota de 3 reais. Foi a partir de então, contou o agente, que ele descobriu que havia sido convocado para cumprir uma ordem ilegal — e percebeu que não era a única vez. Na mesma época, lhe pediram para montar um grampo ambiental numa área de convivência da PF de Curitiba, conhecida como “fumódromo.”

A historinha de cobertura dizia que o grampo era muito antigo, e fora instalado quando a mesma cela abrigou outro prisioneiro célebre, o traficante Fernandinho Beira-Mar. Chegaram a dizer que era um equipamento anacrônico, imprestável para ouvir uma conversa entre prisioneiros.

Anônimo disse...

E quinto: inventou/forjou fatos alarmantes para servir sabe lá a quem.

Anônimo disse...

BBB

Não chegou a dar muito trabalho para o fascista Eduardo Cunha completar os votos que faltaram ontem (01/07) para a aprovação da emenda constitucional que reduz a maioridade penal, por apenas cinco votos o texto não foi aprovado embora tenha recebido apoio da maioria esmagadora da Câmara dos Deputados.

Com a mesma manobra que fez para aprovar o financiamento privado das campanhas eleitorais, Cunha recolocou no plenário a proposta derrotada em menos de 24h convicto que obteria a vitória. Não vamos falar aqui de quebra do regimento interno da Casa, seria uma ingenuidade própria de crédulos neste regime da democracia dos ricos, melhor analisar a ampla maioria construída pela bancada do "BBB" (bala, boi e bíblia) a qual Cunha é o regente maior. A votação da madrugada de hoje (02/07) revelou que a obtenção do quórum qualificado para modificar a Constituição não será problema para o presidente fascista prosseguir em sua escalada de ataques às liberdades democráticas e direitos fundamentais conquistados pela população oprimida. Na madrugada desta quinta-feira foram 323 votos pelo encarceramento de jovens que cometam delitos penais graves com menos de 18 anos (ampliando os 303 votos da madrugada anterior) e apenas 155 deputados contra.

Cunha consolidou sua hegemonia fascista em meio a uma turba de parlamentares hidrófobos que gritavam que ainda era muito pouco. A margem de 20 votos conseguida de um dia para outro já era esperada, muitos deputados ainda estavam retornando das tradicionais festas juninas e a ausência de manifestação nas galerias da Casa facilitou ainda mais o trabalho sujo da direita.

Anônimo disse...

O governo itinerante de Dilma pareceu estar muito à vontade na casa do grande Amo do Norte, levando na comitiva o ministro "abre alas" do capital financeiro, saído de uma internação hospitalar direto para atender seus chefes rentistas de NY, passando pelo "comunista" Aldo e o "intelectual" Janine até os latifundiários e burgueses Katia e Armando todos muito dispostos a apresentarem "planos de cooperação" com os EUA.
Relações diplomáticas plenamente restabelecidas, com juras de amizade e fidelidade, vamos aos negócios...sentenciou Levy.
E Dilma não se fez de rogada apresentando aos empresários ianques seu projeto de abrir a economia do país, começando é claro pelo programa de privatizações no setor de infraestrutura.
O interesse da Casa Branca em frear as parcerias já estabelecidas com a China e Rússia é imenso, oferecendo de cara um pequeno "regalo" a Dilma: levantar o embargo na compra da carne brasileira.
Não é muita coisa, os EUA são grandes produtores e exportadores mundiais de carne bovina, porém para arrancar promessas de desregulamentação da economia brasileira para investimentos voláteis de Wall Street parece que a "isca" foi suficiente. Antes mesmo da chegada do governo itinerante aos EUA, o secretário de Energia de Obama, Ernest Moniz, elogiava a nova postura da Petrobras que prioriza a exploração e produção de óleo cru (incluso o Pré-Sal) em detrimento dos planos de fabricação de combustíveis e derivados. Trata-se do recente anúncio feito pela cúpula da estatal brasileira que reduzirá seus investimentos em quase 40%, eliminando a construção de refinarias.
O Brasil é grande importador de gasolina e diesel dos trustes petrolíferos do Tio Sam, gerando um enorme déficit na balança comercial do país. Obama ainda sonha em "melar" o acordo da compra dos caças suecos pelo Brasil, tratando nesta viagem de Dilma em celebrar minutas de cooperação binacional na área de segurança.
Mas o grande interesse mesmo da Casa Branca foi com o programa de privatizações, que deverá ser ampliado logo após a chegada do governo itinerante ao Brasil. Dilma participou de um Encontro Empresarial sobre Oportunidades de Investimento em Infraestrutura no Brasil, fórum no qual destacou que a parceria com os Estados Unidos "é fundamental para que o país dê um novo salto no investimento em logística".
Para não deixar dúvidas da gratidão do seu governo com os "generosos" empresários ianques, Dilma destacou que"3.000 empresas americanas atuam no Brasil em áreas mais diversas possíveis, como petróleo, gás, energia elétrica, bancos, telecomunicações, atividades imobiliárias, automóveis, metalurgia e agricultura". Com a mira na formação de uma área de livre comércio com o Brasil, no formato mexicano, Obama acenou com uma nova visita ao Brasil em 2016. Mas para quem afirma que Dilma apenas realizou uma " agenda econômica " nos EUA para tentar superar a recessão econômica que paralisa o país, deve explicar o encontro com o presidente-executivo do grupo de comunicação e entretenimento News Corporation, Rupert Murdoch, (o Roberto Marinho de lá) e a audiência com o facínora, Henry Kissinger, ex-secretário de Estado responsável entre outros "feitos" pelos covardes massacres no Vietnã, além de arquitetar o golpe militar no Chile.
Dilma, uma presa política da ditadura militar, não economizou elogios ao genocida Kissinger: "Pessoa fantástica com grande visão global". Uma vergonha para todos os combatentes que lutaram contra o regimes militares da América Latina que tombaram nas mãos de torturadores treinados como cães assassinos pelo Departamento de Estado do Tio Sam.

Anônimo disse...

Farsa de Moro

http://www.ocafezinho.com/2015/06/22/colunista-da-folha-desmonta-farsa-de-moro/

Anônimo disse...

FARSA DO JUIZ MORO TOTALMENTE DESMORALIZADA

Agora ficou mais interessante. As prisões dos presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez conferem uma melhor dimensão do apodrecimento do "pacto" que há séculos emperra o crescimento do Brasil.

Registre-se, a propósito, que a operação seguiu o roteiro agente 86 tão a gosto do juiz Sérgio Moro. Na exposição de motivos para encarcerar os milionários, pode-se ler frases como "não é possível afirmar, nem afastar" a possibilidade de que terceiros podem ter pago algo "que se constitui em pagamento de propinas". Alega, ainda, por antecipação, a possibilidade de delitos numa licitação que nem sequer aconteceu!

A mesma peça (no sentido amplo) faz referência a um email supostamente enviado ao presidente da Odebrecht. Não há notícia da resposta; em Londrina isso não faz diferença. Imagine a situação: um sujeito entra numa lan house, monta um perfil num portal qualquer e passa a disparar mensagens. Por exemplo: "Caro Sérgio, tudo acertado. Os pés de alface combinados serão entregues em breve. São tenros e verdes do jeito que você queria. Sempre na caixa, como encomendado. Não se preocupe que a plantação é grande. Lembranças ao Beto pelo bom trabalho."

O email acima é fictício. Até por isso inexiste reply do destinatário. Mas vaza propositalmente. Um investigador astuto da turma de intocáveis poderia dizer: Bingo! Sérgio é o juiz Moro, alfaces são dólares, o pagamento é em cash e há muito mais em estoque. Beto, claro, é aquele famoso doleiro premiado. Caso resolvido. Só falta mandar prender alguém.

Isso quer dizer que o pessoal do cimento é inocente? Jamais. Mostra apenas que a Justiça pode ser manipulada ao sabor do momento, como arma política em vez de instrumento de apuração da verdade.

Mais importante. As sucessivas acusações de envolvimento da plutocracia com o Estado expõem uma relação secular; variam os protagonistas. Marcelo Odebrecht, por exemplo, cerca de um mês antes de ser preso, era festejado em convescotes com Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff.

Vamos além: com o escândalo da Fifa, barões da mídia sobem ao palco de suspeitos de roubalheira generalizada e fingem que não têm nada a ver com isso. Quer mais? Grandes bancos, dia sim, outro também, aparecem na berlinda de malfeitos. Às vezes como escoadouros de sonegação internacional, outras como pagadores de propina a agentes da Receita para burlar o pagamento de impostos. Belos exemplos da nossa prezada elite.

A lista, na verdade, é interminável. A cada enxadada, uma minhoca. Erra, no entanto, quem pensa ser suficiente um Torquemada tabajara para debelar o assalto ao erário. Em questão está o sistema que propicia a proliferação da rapinagem. Má notícia: no fim deste túnel por enquanto surge apenas o breu, a escuridão.

PEGO NA MENTIRA

"O governo federal usa recursos da Caixa Econômica Federal para o pagamento de benefícios sociais desde o governo Fernando Henrique (1995-2002), mas foi no governo Dilma Rousseff que a prática aumentou de maneira mais acentuada". (texto de manchete da Folha, 26/04/2015).

Com base na série histórica, o Tribunal de Contas da União decidiu iniciar um movimento de pressão sobre o Planalto. Deduz-se que o problema não são as chamadas pedaladas fiscais, mas seu uso "mais acentuado". Ou então quem ocupa o cargo quando o expediente é utilizado.

Anônimo disse...

Sérgio Moro, um juiz a serviço da TV Globo e do PSDB

Os principais interessados na Operação Lava Jato são o PSDB e as multinacionais do petróleo. Ambos clientes da esposa de Sérgio Moro.
A esposa do juiz Sérgio Moro, que está à frente da Operação Lava Jato, advoga para o PSDB do Paraná e para multinacionais de petróleo. A denúncia foi publicada no Wikleaks.

O fato já seria suficiente para inviabilizar a participação do juiz Moro no processo que apura a corrupção na Petrobrás (Operação Lava Jato). O Código de Processo Civil, em seu artigo 134, manda arguir o impedimento e a suspeição do juiz: “ IV- Quando nele estiver como advogado da parte o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguínio ou afim, em linha reta: ou na linha colateral até o segundo grau”.

Mais claro impossível. Ora, quem são os principais interessados na Operação Lava Jato, que afeta diretamente a Petrobrás? O PSDB e as multinacionais do petróleo, clientes da mulher de Moro! São eles os grandes beneficiados com essa Operação.

Na véspera da eleição presidencial, a Revista Veja estampou uma foto da então candidata Dilma, afirmando: “Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras”. A TV Globo repercutiu no Jornal Nacional.

A capa da Veja – um panfleto pró-Aécio – e o noticiário da emissora de maior audiência (ainda que decadente) manipularam até o final e certamente conseguiram arrancar alguns milhões de votos da presidenta, embora não o suficiente para derrotá-la.

Depois do estrago causado, a farsa montada pela Veja e pela Globo foi desmentida. O próprio advogado do doleiro Alberto Youssef (suposto delator) assegurou que “o seu cliente não fez declaração alguma envolvendo os nomes de Lula e Dilma”. Quem provavelmente “sabia” da manipulação montada, era o juiz Sérgio Moro.

Parcialidade e blindagens se revelam como um novo escândalo
A sociedade não deve nenhum respeito a um juiz que extrapola suas funções e, sem nenhuma base jurídica, destrata a autoridade máxima do país. É o que aconteceu no segundo turno das eleições presidenciais, quando foram veiculadas as acusações – depois desmentidas. Por esse fato, o juiz Sérgio Moro deveria se desculpar publicamente.

Por mais que os brasileiros queiram ver na cadeia corruptos e corruptores - também me incluo entre os indignados - não é possível aceitar que a Justiça tenha dois pesos e duas medidas. O juiz Sérgio Moro mantém preso o tesoureiro do PT, mas não mandou prender os tesoureiros dos demais partidos citados em delação premiada, dentro da mesma operação, dentre os quais havia políticos do PSDB, PMDB, PP e outros. O tesoureiro do PSDB, Marcio Fortes, que foi tesoureiro de campanha de FHC e de José Serra, além do envolvido com o PSDB na Lava Jato é titular de conta para lavagem de dinheiro no HSBC da Suíça. Mas continua solto.

A parcialidade de muitos juízes se revela como um novo escândalo, tão grande quanto aqueles que apuram. Pior é a blindagem de personagens, como o atual presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha. Será ele refém ou artífice de um projeto conservador em andamento que pratica uma verdadeira devassa, derrubando conquistas históricas da sociedade civil e dos trabalhadores?

Anônimo disse...

Nem nos mais sombrios períodos da ditadura militar, ou mesmo no Estado Novo varguista, a Câmara dos Deputados foi presidida por um deputado tão flagrantemente desqualificado para o cargo como Eduardo Cunha. Desprovido do mínimo de consciência democrática e convicção republicana, sua presença no comando da Câmara só contribui para degenerar e desmoralizar ainda mais um poder já mal visto pela população.

Anônimo disse...

Hasta la vista, Constituição

Rufem os tambores, o Brasil deu um salto tecnológico gigantesco e o mundo inteiro precisa saber. Num piscar de olhos, inventou-se a famigerada máquina do tempo. É com ela que a Câmara dos Deputados vota quantas vezes quiser o mesmo assunto. Basta as pautas conservadoras serem rejeitadas regimentalmente que “volta-se no tempo” e vota de novo. E de novo. Até ganhar. Um perfeito e certeiro tiro na democracia.

Anônimo disse...

Os bastidores do golpe de Eduardo Cunha

Na madrugada de quarta-feira, 30 de junho, a Câmara dos Deputados rejeitou proposta de emenda constitucional que previa a imputabilidade de adolescentes a partir de dezesseis anos. A juventude que se mobilizou em todo país e tomou o gramado da Esplanada com seu acampamento, e a frente suprapartidária que lutou incansavelmente e disputou cada voto, tendo como principal arma o diálogo, conquistaram uma importante vitória cuja comemoração durou menos de 24 horas. Um golpe, nos moldes do que ocorreu na votação do financiamento empresarial de campanha, foi dado, transformando a Casa que deveria ser uma das guardiãs da democracia em sua principal inimiga.

Desde sua eleição no início deste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, deixou nítido que cumpriria seus compromissos de campanha com as bancadas mais conservadoras do Parlamento, que atenderia aos anseios dos ruralistas, dos que defendem as restrições dos direitos civis e sexuais, e dos arautos do populismo-penal.

Assim, de maneira intimamente articulada, Cunha já aprovou em primeiro turno praticamente toda a sua contrarreforma política; trabalha firmemente para a aprovação da PEC 215, que inclui dentre as competências exclusivas do Congresso Nacional a demarcação das terras indígenas, bem como a PEC 1610/96 que dispõe sobre a exploração e o aproveitamento de recursos minerais em terras indígenas; apoia e dá andamento ao Estatuto da Família, que constitucionaliza um formato excludente de família; a revisão do Estatuto do Desarmamento; a permissão para que associações religiosas tornem-se proponentes de Ações Diretas de Inconstitucionalidade; e a redução da idade mínima para o trabalho de adolescentes. De outro lado, a direção da Mesa fecha as portas para quaisquer proposições que vise à promoção e defesa dos direitos humanos.

Anônimo disse...

ABISMO ENTRE PODERES SE ESCANCARA APÓS GOLPE DE EDUARDO CUNHA

Acontece muita coisa no Brasil, principalmente nas horas mortas da madrugada. Na calada da noite, o Congresso Nacional, liderado pelo inescrupuloso Eduardo Cunha, votou a redução da maioridade penal um dia após a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 ter sido derrotada em plenário.

Ao todo, 513 deputados, em sua imensa maioria homens, brancos, com mais de cinquenta anos, protagonizaram um golpe na democracia e no futuro da já tão vulnerável juventude brasileira.

Com o acelerado aprofundamento da crise institucional brasileira, que caminha para um impasse político de consequências imprevisíveis, os petistas do Poder Legislativo ameaçaram recorrer ao órgão máximo do Judiciário contra atos do presidente da Câmara.

Eduardo Cunha recomendou que o vice-presidente Michel Temer, deixe a articulação do governo. E o ministro Marco Aurélio, mesmo sem ser oficialmente acionado, resolveu proclamar que a Câmara estaria votando de maneira inconstitucional. No meio deste conflituoso caos, nossa “gerentona” Dilma Rousseff luta para se manter como inquilina do Alvorada.

A PEC 171 ainda tem que passar por mais uma votação na Câmara, ao sabor da volatilidade e conveniência dos deputados, e pelo Senado Federal. A emenda constitucional, então, será submetida ao Superior Tribunal Federal.

E se depender de Eduardo Cunha, tudo seguirá na toada de sempre de arrasar com o PT e o governo do qual é "aliado": "Não é à toa que o governo está indo para 9% de popularidade. Está no mesmo tamanho de quem apoia a manutenção da idade penal. O líder do governo e o governo desarticulados aqui nessa Casa, a articulação política está, cada hora, indo por um caminho equivocado".

Cunha ainda disse que: "O PT tem esse hábito de querer judicializar os processos. Entraram contra a terceirização, contra o financiamento e não obtiveram êxito. Quando tomei decisões nas MPs do ajuste fiscal ou nas desonerações, eles não reclamaram. Só reclamam quando vai na pauta ideológica deles. Não tenho dúvida que não tomei, nem tomarei decisões contra o regimento. É choro de quem não tem voto, que está entrando na agenda que não é da sociedade”.

Essa peleja entre os figurões dos três poderes está aprofundando o caos social, com alto risco de uma confusão tamanha que possa nos levar a mais violência, repressão, criminalização, radicalismo e até a uma secessão.

O que precisamos é de um Brasil coerente com os avanços obtidos até aqui na promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes, e não de retrocesso e fascismo. A explosão social está se aproximando, Marx tinha razão.

Anônimo disse...


No que depender das Organizações Globo, o juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, terá carta branca para prosseguir com sua caçada contra o PT e o ex-presidente Lula.

Na capa desta semana, Época afirma que nada será capaz de deter o magistrado paranaense.

A revista também garante saber todos os próximos passos da Lava Jato.

Segundo a revista, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, será preso nos próximos dias.

Além disso, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró fará uma delação premiada contra o ex-presidente Lula, a quem a revista chama de 'Brahma'. A delação também envolveria o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai, tido como um dos melhores amigos de Lula.

Anônimo disse...

A negação dos partidos e o fascismo


O jornal O Globo divulgou na semana passada uma compilação de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirma o descrédito dos jovens com os partidos políticos. Segundo a pesquisa, o número de filiados entre 16 e 24 anos em cinco siglas (PT, PMDB, PSDB, PDT e PP) caiu 56% nos últimos sete anos. Os jovens nessa faixa etária somam hoje 132.292 filiados. Em 2009, eram cerca de 300 mil. "Dos governistas à oposição, os principais partidos brasileiros estão envelhecendo", conclui a matéria. Para o jornal da famiglia Marinho, que diariamente promove a escandalização da política e a negação da ação coletiva, o PT é a principal vítima deste crescente descrédito dos partidos.

Anônimo disse...

Caro Douglas, assim que puder leia isso


http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/07/11/coimbra-quem-disse-que-todo-mundo-odeia-o-pt/

Anônimo disse...

José Serra e a Veja aparecem nas anotações de Marcelo Odebrecht

Jornal GGN - Dica do leitor André Nunes, pelo Twitter, permitiu identificar nomes escondidos por tarja preta, no relatório da Polícia Federal sobre as anotações encontradas no telefone de Marcelo Odebrecht.

Algumas iniciais eram facilmente identificáveis, como FP (Fernando Pimentel), JEC (José Eduardo Cardozo) ou GA (Geraldo Alckmin).

A mais polêmica, no entanto, foi a de JS.

Seguindo as instruções do twitteiro, no entanto, bastou copiar a tarja (CTRL C) e colar (CTCRL V) para aparecer o nome por trás da tarja.

Copiando e colando aparece o seguinte texto:

"Identificação de Jose Serra (JS) o telefone da secretária (11) 3087.1450 está registrado em nome de Jose Serra, o endereço da Joaquim Antunes, possui telefone (11) 2157.2104 registrado em nome de Jose Serra".

Constavam da agenda de Marcelo telefones e endereço do escritório particular de Serra.

Não foi possível aplicar o mesmo método no retângulo coberto pela tarja.

A sigla JS aparece em outro trecho do relatório.

Novamente aparece o nome José Serra debaixo da tarja.

As menções a Serra, André Esteves (dono do BTG Pactual), a revista Veja e as siglas RA e EA (possivelmente Reinaldo Azevedo e Eurípides Alcântara), e Blairo Maggi, Michel Temer, Fernando Pimentel, entre outros, permitem supor uma estratégia similar ao relatório Bisol, na CPI das Empreiteiras.

Na época, Bisol e Aluizio Mercadnte tiveram acesso a dez caixas de documentos da Odebrecht. Acabaram se enrolando na apuração e relacionando organograma da diretoria com estruturas de corrupção. De qualquer modo, a expectativa de existência de centenas de nomes inibiu os trabalhos da CPI e a própria cobertura da mídia.

Veja não foi a única publicação visitada por executivos da Odebrecht após o estouro da Lava Jato.

Há dúvidas também em relação às iniciais GM, em trecho relacionado com tributos. Pode ser Guido Mantega, conforme apontado no relatório. Mas também são as iniciais do Ministro Gilmar Mendes, do STF.

De qualquer modo, o impacto do relatório, ao menos no primeiro dia deixou a mídia sem ação. Sequer houve a exploração às menções do ex-presidente Lula no relatório da PF.


http://jornalggn.com.br/noticia/jose-serra-e-a-veja-aparecem-nas-anotacoes-de-marcelo-odebrecht