quinta-feira, 9 de julho de 2015

Gregos e patetas da lapa.

A sociedade grega deu uma bela resposta a banca, assim como antes já fizeram a Rússia e a Argentina em outros tempos...

Não há nenhum estúpido habitante da Economilândia que se arvore a dizer que se a Argentina ou Rússia tivessem seguido as receitas do FMI, há alguns anos atrás, estariam hoje em situação relativa melhor que estão, ainda que consideremos todos os problemas...

Pergunte a espanhois e portugueses o que custou seguir as regras do FMI...

Bem, os imbecis tupiniquins, sejam os bobocas do economês da mída local, ou os cretinos das pocilgas editoriais nacionais, como miriam pitonisa leitão, sabem o que nos custava rezar da cartilha do FMI na década de noventa do século passado...

Mas eles "esquecem"... 

Qualquer que seja a dificuldade da chamada economia real, a dúvida é sempre política, a saber: Quem vai pagar o pato? Banqueiros e a elite, ou os trabalhadores...

A partir desta escolha (POLÍTICA) é que se traçam as diretrizes da Economia, e claro, as "certezas econômicas", que justificam tudo...

Depois, é só espancar a realidade até que a versão, ou o wishfull thinking vire fato...

É assim que funciona a roleta financeira, girada em  conjunto pelos cafetões do capital, os "especialistas" e chantagistas da mídia...

Mais ou menos como querem nos fazer crer os patetas da lapa, que se a Prefeitura não vender os (nossos) fundilhos, e o que há dentro deles, estaremos condenados à bancarrota...

Pode até ser...

Mas o que eles não dizem, e nunca dirão, é que mesmo que entreguemos nossas almas a um mefisto agiota qualquer, ainda assim quebraremos...

Então, se é para quebrar, pelo menos salvemos os interesses de quem realmente interessa: os mais humildes...

Cada centavo de juro pago antecipadamente será um medicamento a menos nos hospitais, ou um prato de merenda a menos para os alunos da rede pública...

Se a Prefeitura não tem grana, chamem os maiores credores e falem assim: 

"Olha, sentimos muito, mas daqui para frente, o pagamento é parceladíssimo e sem juros"...
"Quem quiser bem, quem não quiser, amém...Vá à Justiça..." 

Para os serviços essenciais, é pagamento das dívidas aos poucos, sem interrupção dos contratos e serviços, porque se trata de interesse público relevante sobre os interesses privados e dos (des)equilíbrios contratuais...Como medida saneadora, todos os contratos de execução futura deverão ser pagos em dia, junto com pequena amortização dos contratos passados...

Esse é o risco de quem contrata com a Fazenda Pública, e a municipalidade tem que exercer esse poder de pressão antes de entregar o cú e as pregas para banqueiros...

Quem comeu a carne, agora tem que roer os ossos...

Se é emergência, por que é o Erário e a população que vão pagar a conta?

No entanto, eu tenho quase certeza que os "defensores dos pobres" vão miar como gatinhos na frente do pessoal que tem grana e créditos a receber, afinal, é de lá que vem a grana para doações de campanhas...


7 comentários:

Anônimo disse...

E parece que o Tsipras deu uma boa amostra de como se pode ignorar o resultado do referendum e aceitar um acordo ainda mais humilhante.

É evidente que o falastrão apostava numa derrota do Não, para poder deixar o governo com a 'dignidade' de ter querido fazer uma revolução que o povo não aceitou...

Mas o povo a aceitou. Aí o seu ministro-estrela Varoufakis foge no dia seguinte, e Tsipras (que como bom esquerdista só se importa com o poder) abaixa as calças e faz exatamente o contrário do que prometera.

Soa familiar?

douglas da mata disse...

Engraçado que os direitistas só se interessam pelo bem estar do povo, o poder é só detalhe...

Tirando isso, o comentário faz sentido e revela o impasse que as Democracias Representativas enfrentam em relação às imposições do mercado.

Seja na Grécia, no Brasil ou nos EUA, os mandatos acabam por se tornar apêndices e gerentes das crises do capital.

Tá vendo, até idiotas, quase sem querer, é verdade, acabam pro falar algo que pode ser aproveitado.

Anônimo disse...

Asim funciona o mundo, amigo. Os gênios da esquerda algum dia caem na real, e os idiotas dizem a eles como se deve governar.

douglas da mata disse...

Bem, agora que você parece à vontade, vamos a diferença entre os idiotas da direita e as pessoas de bem:

A fundamental diferença: Nós, da esquerda, compreendemos o mundo como processo, e admitimos que o capitalismo, ao se reinventar, é capaz de aprisionar os mandatos populares, atrasando sua superação e substituição por outro sistema que organize a produção.

Sabemos também que a aparência de que a Economia submete a tudo é só isso mesmo, aparência.

Já os bobocas como você entendem que esses dilemas econômicos são sentenças definitivas, havia até imbecis que diziam que a História havia acabado, vejam só...

Outro senão: governos são entes híbridos, e mesmo que a referência principal seja a "esquerda", é claro para qualquer criança de dois anos que tais organizações carregam complexidades e diversidades de forças em seus interiores, sendo quase impossível, em regimes democráticos, a definição "monolítica" da orientação ideológica.

Enfim, idiotas como você olham para esse quadro da Grécia, ou do Brasil, ou dos EUA e imaginam: não tem jeito, é a economia e pronto.

Nós gostamos de pensar diferente, que há saídas (POLÍTICAS), e que dependem da mobilização da sociedade, ainda que os governos chamados de esquerda insistam em pensar como idiotas como você.

Em tempo: todas as grandes crises cíclicas do capitalismo, e todas as demais, tiveram como causa governos conservadores e sua crença cega de que os mercados resolveriam tudo, desde que os mais pobres sempre se fudessem.

Assim como todas as grandes guerras e conflitos mais sangrentos ou foram em nome do capital, religião ou da propriedade.

Passar bem, débil mental.

Anônimo disse...

Quando fala "nós da esquerda" está falando de pessoas como Dilma e Tsipras, que realmente estão fazendo alguma coisa concreta (embora não de esquerda) ou de charlatães que ainda não chegaram ao poder, como você e os delirantes de Podemos?

O capitalismo teve crises, é verdade. Mas as superou e as continua a superar (Tsipras e o povo grego perceberam isso e aceitaram continuar no sistema). A sua vetusta ideologia, por sua vez, ora colapsou ora se transformou em ditaduras vergonhosas.

Continue insultando, se isso lhe da algum tipo de consolo.

douglas da mata disse...

Uai, eu vou republicar porque juro que não entendi, abro aspas:

"E parece que o Tsipras deu uma boa amostra de como se pode ignorar o resultado do referendum e aceitar um acordo ainda mais humilhante.

É evidente que o falastrão apostava numa derrota do Não, para poder deixar o governo com a 'dignidade' de ter querido fazer uma revolução que o povo não aceitou...

Mas o povo a aceitou. Aí o seu ministro-estrela Varoufakis foge no dia seguinte, e Tsipras (que como bom esquerdista só se importa com o poder) abaixa as calças e faz exatamente o contrário do que prometera.

Soa familiar?"


Ué, no começo o Tsipras e Dilma eram traidores e o governo grego foi colocado como uma contrafação, agora eles "estão fazendo alguma coisa"?

Depois afirmou que eram de esquerda, pois: "Asim funciona o mundo, amigo. Os gênios da esquerda algum dia caem na real, e os idiotas dizem a eles como se deve governar."

O trecho acima nos autoriza a concluir que os "gênios da esquerda" que aprenderam a governar são Dilma e Tsipras, e agora eles não são mais de esquerda? Como assim?

Que tipo de idiota esquizofrênico é esse?

Com qual dos dois devo debater? O que acha que Dilma e Tsipras são de esquerda e que aprenderam a governar pela direita, traindo suas bases, ou o que acham que eles são de direita? Ih, troço maluco, não?

Tem razão, vou parar de te insultar, não fica bem sacanear pessoas portadoras de problemas mentais.


Bem, débil mental, vamos ao meu comnetário final com você, porque depois desse, eu acho que não temos mais o que debater:

01- O fato das tentativas históricas de mudança de gestão do sistema de produção capitalista para o de economias planificadas terem dado errado, dependendo do ponto de vista, porque temos o legado russo (uma das maiores potências militares-econômicas-tecnológicas do planeta, saindo de uma economia pré-capitalista e semi-feudal em 1917). ou da China, a potência que irá substituir os EUA na hegemonia mundial, não significa o sucesso do capitalismo. E muito menos que os equívocos graves no aspecto dos direitos humanos (eu disse GRAVÍSSIMOS) naqueles países do socialismo real tenham apagado as ENORMES conquistas no campo da educação, saúde, inovação e tecnologia que alcançaram.

Você sabia, cavalgadura, que as missões espaciais dos EUA andam em veículos espaciais da ex-URSS da década de 60, desbancando os caros e mortais "ônibus espaciais" da Nasa? Pois é, o capitalismo inventa mitos e os cretinos como você acreditam e zurram pelo mundo...

02- Se o seu viés de análise é a geração concentrada de riqueza, aí sem o capitalismo é um sucesso, mas você já deve ter aprendido aqui que a visão determinista econômica não nos comove.

De fato, nunca houve tanta riqueza, porém nunca ela foi tão concentrada, e a cada crise (que você diz que o capitalismo supera, e isso é falso, porque ele só relança as bases da próxima crise, essa é a NATUREZA deste sistema), mais e mais gente é jogada na sarjeta, ao redor do planeta;

03- Quanto às ditaduras, eu vou refrescar sua memória de asno: Hitler (capitalismo de Estado até a medula, usando até trabalho judeu escravo na Hoescht, Daimler-Benz, Bosch, Siemens, e outras, maravilha, não?), Brasil e América Latina e Central na década de 60/70 do Século XX, África, e agora as maravilhosas "democracias" do Iraque e do Afeganistão e arredores, tudo em nome do capitalismo extrativista do petróleo.


E para você já chega, já me diverti bastante com sua hipossuficiência intelectual.

douglas da mata disse...

PS:

Ah, e só uma últim a coisa: não confunda governo e poder, são instâncias que às vezes se confundem, geralmente quando a direita está no governo (e detém o poder), mas no caso da esquerda, o governo geralmente está divorciado dele (do poder).

Logo, é fácil, até para um estúpido de quatro costados como você, imaginar porque governos de esquerda, ou chamados progressistas têm tanta dificuldade de impor sua agenda, apesar desta agenda ter sido consagrada nas urnas e outorgadas nos mandatos.

Mas isso é uma conversa para gente um pouquinho mais inteligente que você...