quinta-feira, 11 de junho de 2015

Antecipações dos royalties, ou quem vai ficar com o mico?

Há boa dose de sabedoria nos ditos populares...Um dos que mais aprecio é: "não conte com o ovo no cú da galinha"...

É isso que aconteceu ontem na Câmara de Vereadores na cidade de Campos dos Goytacazes, a reboque do que o Senado já fez por iniciativas de senadores provocados pelo napoleão da lapa...

Como antecipar algo sobre o qual paira enorme dúvida de que será seu?

Sim, com o advento da votação da alteração do rateio dos royalties, onde os municípios e estados petrorrentistas terão suas receitas cortadas, não haverá o que restituir aos bancos como garantia...

Caso típico de fraude, ou estelionato...Dar em garantia algo sobre o que não se tem certeza líquida de que constará em seu patrimônio...Ou isso ou a improbidade, porque as taxas que serão praticadas pelos bancos para correr este risco serão draconianas, em outras palavras, não sobrará prega no ânus...

Alô Judiciário e Polícia, olho vivo, faro fino...!

Ora bolas, uma coisa são os royalties que já existiam, sobre os quais foram feitas amortizações das antecipações já contratadas...

Outra coisa bem diferente é o caso atual, onde há dúvida sobre os valores e o rateio, e mesmo assim querem gravá-los como garantia...

Porém, os patetas da oposição dormem...

E de quem é a culpa? Do diabo? Da oposição que não governa? Ou dessa dinheirama toda?

Uma coisa eu tenho certeza...ouvindo o napoleão da lapa você dirá que os administradores não têm culpa alguma...

Na ótica dos patetas da lapa, deve ser tudo obra do acaso, e já que temos o fato consumado (a quebradeira), colocamos em movimento a máquina da chantagem: Ou damos ou descemos...Nesse caso, nós damos e descemos...

Sobre o passado pouco há de se falar...Perdemos duas décadas, um ciclo que poderia significar um futuro melhor...

Não há nada, nenhum legado para que as novas gerações usufruam, nem materiais, nem imateriais...Aparelho urbano em ruínas, transporte público inexistente ou indigno desse nome, índices de aproveitamento escolar pífios, nenhuma memória ou patrimônio histórico, e por aí vamos...

Como disse Roberto Moraes (aqui), 16, 1 bilhões de reais pelo ralo...E outros tantos poucos mais pela frente...Vão roer a carne até os ossos...os nossos ossos...

E na cidade onde a rua da prefeitura é uma ficção (Coronel Ponciano de Azeredo Furtado, personagem mítico do livro "O Coronel e o Lobisomem"), vamos vivendo de ilusões e vendendo o que não temos...


2 comentários:

Anônimo disse...

Há tempo não comento aqui.
Concordo com a análise do nosso triste quadro.
E você acredita que tem gente, muita gente, achando que o Napô vai nos "salvar" neste momento de crise. Imaginam que ele está fazendo gestões políticas para "conseguir dinheiro" junto ao governo federal. Já ouvi gente boa dizer que o ex deputado teve "uma vitória conseguindo recursos para Campos". Como se fossem algo assim... externo.

Acho que não será o caso da galinha ter cú para aguentar isso. Temo pelo nosso.

anhnn, "petrorentista" saiu "pretorentista" no quarto parágrafo...
Um pouco de verdade porque vivemos também da exploração dos pretos.

abs

douglas da mata disse...

Sabemos todos que o trabalho de convencimento na práxis política exige um pouco de mistificação, e isso é normal...

O problema de caras como napô é que eles se contaminam e se deixam levar pelo personagem que eles criaram para si mesmos...esta desconexão com a realidade, embora boa parte da realidade seja construída por ele (é verdade, ao menos em Campos dos G.), é que o torna tão caricato, ainda que conte com grande apoio popular.

O triste é que o cara não enxergou (até hoje) que foi justamente este traço tragicômico que o impediu de ir mais adiante.

Não que tipos caricatos não tenham ido mais longe (vide Jânio Quadros, ou Berlusconi na Itália).

Mas nestes casos, é a História que os contextualiza e possibilita suas vitórias e nunca o contrário.

Ou seja: quando se apresentou como salvador do Brasil, o Brasil não queria aquele tipo de salvador. E agora, nem o RJ quer mais...