segunda-feira, 8 de junho de 2015

Agonia lenta e dolorosa...

Não se deixe levar pelo novo siége  promovido pela mídia cretina e pelas viúvas do garotismo em nossa cidade...

Os motivos são simples: Nenhum destes setores representa, verdadeiramente, inovação alguma nos métodos já praticados pelo modelo vigente há mais de vinte anos, ao contrário, todas as vezes que protagonizaram algum momento de gestão, executaram as mesmas estratégias...

Este é o principal motivo do sucesso e longevidade do garotismo, ou seja, é um fenômeno legitimado e que permeia as relações sócio-políticas de nossa gente, tanto faz se ricos ou pobres, o que se costumou chamar de garotismo transclassista...

O garotismo poderia se chamar por qualquer outro pré-nome, arnaldismo, mocaiberismo, renatobarbosismo, etc, claro, guardando as diferenças e contextualizações necessárias para cada personagem principal, para o mal ou para o bem...

Mas a essência seria a mesma: patrimonialismo, privatização do espaço público para favorecimento dos grupos privados, terceirização de mão-de-obra...

Como uma manifestação recorrente, o jogo representativo local e regional se orientam pelo aparecimento de "dinastias", onde, na maioria das vezes, grupos familiares ligados a interesses econômicos dominam a cena por longos anos...

De tempos em tempos há processos de ruptura alimentados pelo esgotamento destes ciclos de poder, que enfrentam fatores externos e internos, onde os subgrupos tendem a aumentar a pressão interna no campo sucessório, abrindo rachaduras para o fortalecimento dos rivais...

Não é um processo rápido, salvo raríssimas exceções...

No caso de Campos dos Goytacazes, como sabemos, a oligarquia rural local e seus aliados políticos viram seu capital político esvair junto com a debacle econômica, e logo depois, parte destas elites se reorganizou para pilhar as receitas dos royalties, associando-se ao garotismo que, justamente, havia lhes tolhido do poder local...

Porém, no horizonte atual, ainda que o financiamento de campanha seja mais importante que popularidade ou um projeto definido de poder, há um vácuo de alternativas, tanto no campo da situação (ainda mais pelas limitações legais), quanto no campo da oposição, pelas razões já conhecidas, e que se resumem em total inanição eleitoral...

A perspectiva mais palpável para a disputa, argumentam os patetas da oposição, é um suposto aporte financeiro-político do atual governador, interessado direto da extinção da dinastia garotista...

Ou seja, como sempre, esperam intervenções alheias...

Com a reorganização iminente do setor do petróleo, e a entrada para valer do complexo portuário de SJB no jogo geopolítico mundial, as chances da oposição local, principalmente as do PT, diminuem exponencialmente....

Não será jogo para amadores...

Ao que tudo indica, o legado garotista ainda vai se arrastar por muito e muito tempo... Ou com sua forma original, ou com suas cópias ressentidas...

6 comentários:

Anônimo disse...

Desculpe a ignorância, mas qual a relação do insucesso eleitoral do pt municipal ou outro partido que não esteja ligado aos grupos de Garotinho e Arnaldo, com “a reorganização iminente do setor do petróleo, e a entrada para valer do complexo portuário de SJB no jogo geopolítico mundial”?

Anônimo disse...

Garotinho é inteligente e estrategista. Aqui em Campos ele não perde eleição. Até porque a oposição aqui é muito ruim. Garotinho é povão e a oposição aqui é tudo elite. Quem são Arnaldo, Mocaiber, Roberto Henriques, Paulo César Martins, Nildo Cardoso, Marcão, Fernando Leite perto de um político como Garotinho? Garotinho é um líder nacional.

douglas da mata disse...

Ao primeiro comentarista:

A relação é óbvia: Esses grupos sempre mantiveram a expertise em lidar com esses arranjos produtivos para angariar fundos para financiar seus projetos políticos, logo, com a rearrumação do setor, é bem provável que surjam novas oportunidades para que essas facções renovem seus projetos de poder.

Já o PT e a oposição sempre claudicaram nesta relação e nunca se apresentaram como "confiáveis", além de não terem um projeto claro, salvo o denuncismo cretino ampliados pelos partidecos de mídia local.

Ao outro comentarista:

Parte do que você disse é verdade, outra parte não. O napoleão da lapa não é liderança nacional, e hoje sofre para manter seu espaço regional e local.

No entanto, reconheço, sua legitimação junto a população mais pobre é inequívoca, assim como na outra ponta, inversamente proporcional, é diminuta a relação dos opositores com esses setores da população.

Mas estes fenômenos não são permanentes, nem homogêneos. Não há aquilo que você (erroneamente) chama de "povão". Há vários "povos" dentro deste conceito, com múltiplos interesses.

Cabe a oposição identificá-los e seduzir esta parcela do eleitorado.

O problema é que a oposição se apresenta como uma colcha de retalhos puída. E aí, o "povão" fica com o cobertos curto dos garotistas.

Anônimo disse...

Mas a essência seria a mesma: patrimonialismo, privatização do espaço público para favorecimento dos grupos privados, terceirização de mão-de-obra...

Tudojuntoemisturado com todos os partidos. Tudo igual. Haja Mensalão, Petrolão, Dilmão....

Nesse quesito prefiro ainda os inhos que não apareceram nas falcatruas. Se eles tivessem um rabinho nessa causada estariam chafurdados na lama que você profetiza. E olha que nem sou os inhos. Mas sei pensar e ponderar.
Nos encontraremos mais tarde. "Cê tá apaixonado, camarada"? Vai com calma.

Anônimo disse...

Cobertor curto? Qui nada! Tudo de baixa estatura. Você é que insiste não ver. Tenho conversado por aí. Não é bem assim como você deseja.

Já sei que não vai publicar...rsrs

douglas da mata disse...

Ao comentarista das 10:27...

Estou disposto ao debate até certo ponto. Não mantenho interlocução com quem considera que partidos são desnecessários e parecidos. Este argumento de "quem sou os inhos" é velho e surrado. Defenda suas preferências de modo honesto. Se gosta do modelo implantado pela dinastia da lapa, paciência, é seu direito.

"Prefiro os inhos que não aparecem nas falcatruas"...Meu filho, a questão aqui proposta vai além das leituras moralistas cínicas.

E como já disse, não vou perder meu tempo...não vale à pena.

Ao comentarista das 10:29:

Bom saber que suas conversas simbolizam e representam TODO o pensamento e o senso de uma sociedade.

Agora seu dilema é interessante: será que o cobertor é curto ou a estatura política da sociedade campista que á baixa?