sábado, 23 de maio de 2015

Irlanda: Casando gays e divorciando Igreja e Estado.

A Irlanda é, como todo e qualquer país, vítima e cúmplice dos estereótipos que a define...

Grandes levas de irlandeses empurradas pela fome, no fim do século XIX e início do século XX, aportaram nos EUA, compondo mais um elemento para aquele cenário multicultural de que são feitas grandes metrópoles daquele país (ou de qualquer outro), como Chicago e Nova York...

Como sempre, este relacioamento foi pontuado de preconceitos e tolerâncias, sucessos e fracassos...

Na década de 70, novamente a Irlanda despontou para a atenção mundial, onde seus fervorosos católicos desafiavam o poder britânico, com a violência o IRA (Irish Republican Army, ou Exército Republicano Irlandês), ou nas músicas pacifistas do U2...

A onda liberal pegou a Irlanda em cheio, em 2008...Como outros países que entraram na jogatina dos juros de títulos duvidosos, o pequeno país foi à lona...

Simultaneamente, mais infortúnio com a revelação dos crimes sexuais de padres, que na Irlanda assumiu contornos ainda mais dramáticos, considerando a ligação daquela população com a igreja do carpinteiro bastardo...

Agora a Irlanda novamente surpreende o mundo, e segue aprovando por quase 70% (os votos ainda não foram totalmente contados) o casamento homoafetivo...

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Um país não avança porque se torna menos religioso, mas certamente porque afasta suas leis e seu estamento normativo de qualquer tipo de fé....

Assim como cada um adota a fé que quer, cada um deve fazer o que quiser de seu corpo, e de suas escolhas sexuais...

O Estado só existe para garantir estas opções livres, desde que terceiros não sejam atingidos por elas...

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