sexta-feira, 1 de maio de 2015

Algumas lições (de luta) para o 1º de maio.

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Primeira lição: A mídia corporativa é um antro de cretinos com raras exceções, destinados a lamber as botas dos seus patrões que (só no Brasil) são chamados de "colegas"...

Até que as redes sociais, na rede mundial de computadores, dessem conta à população do massacre promovido pela polícia paranaense contra professores em greve, os canalhas da mídia tratavam o episódio com preguiça e manipulação, e o motivo? 

Trata-se de um governador tucano, no estado da Federação que, graças a mais nova fogueira da Inquisição Nacional (a Operação Lava-Jato), converteu-se (junto com SP) em cidadela golpista contra o governo federal...

Temos assim no Paraná: Um juiz metido a Batman, e os Vingadores do MPF, todos reunidos na Sala da Justiça com um governador travestido de Robocop ou, em se tratando de descaso e violência contra educadores, um "Exterminador de Futuros"...

Por coincidência, coube aos professores do Paraná tornarem-se, tragicamente, símbolos da luta dos trabalhadores pela manutenção das parcas conquistas, e para tentar avançar na construção de um país mais justo, onde o filho do pobre receba dos orçamentos valores parecidos com os filhos da classe mé(r)dia e dos ricos, que gozam de fartas deduções fiscais para manterem seus rebentos em escolas privadas...

Segunda lição: A violência policial é igual em qualquer lugar do mundo, seja em Baltimore, seja em Curitiba, seja no Alemão, seja nas manifestações Ocuppy Wall Street...

A guarda pretoriana protege o rei, sua corte, e o patrimônio...Sempre foi assim, sempre será...

Lá, como aqui, os alvos são sempre os mais frágeis na estrutura social, sejam pobres, trabalhadores em protesto, sem teto, sem terra, etc...

Mas há exceções, honrosas e heroicas exceções, quando sabemos que, ao menos 17 policiais militares paranaenses foram presos por se recusarem a espancar professores...

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Terceira lição: No quesito descaso com a Educação, são poucos os governadores e/ou prefeitos que podem se orgulhar de terem agido diferente do Batbeto...

No Rio de Janeiro, a memória recente não nos mente: Tanto o clã dos garotinhos, como o playboy do Leblon, desceram a marreta nos professores...

Então, como ensinou "O Velho" (Marx), não há outra saída aos trabalhadores, a quem só resta vender sua força de trabalho,  senão a organização e luta...


Fica enfim a pergunta: se o Paraná fosse governado pelo PT, como vocês acham que seria a cobertura da mídia?

28 comentários:

Anônimo disse...


Vídeo da porrada tucana do Paraná

https://youtu.be/ZYYhpvM0bXM

Anônimo disse...

Ação da Petrobras salta
quase 50%.

Petroleira voltou a bater novo recorde de exploração

As ações da Petrobras tiveram alta acentuada em abril.

A ação ordinária da estatal, com direito a voto em assembleia (PETR3), passou de R$ 9,58, no fechamento de 31 de março, para R$ 14,25 nesta quinta-feira (30), numa valorização de 48,75%.

Já o papel preferencial da estatal, com prioridade na distribuição de dividendos (PETR4), avançou de R$ 9,73 para R$ 13,05 em abril, num avanço de 34,12%.

No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, acumulou alta de 9,93%.

Anônimo disse...

Greve dos professores e pautas conservadoras

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, fez duras críticas ao governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), pelas agressões sofridas por professores em manifestação na última quarta-feira (29).

“Deveríamos aplicar a Lei Maria da Penha no Paraná”, referiu-se Freitas à Polícia Militar do Paraná que usou bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e jatos de água contra os professores em greve no Estado.

Os líderes sindicais também mostraram preocupação com o avanço de pautas conservadoras, como a redução da maioridade penal e o projeto de terceirização.

“Não ousem mexer nos direitos da classe trabalhadora. O PL 4330 não foi pensado para regularizar os trabalhadores terceirizados. Se passar o projeto, quem tem carteira assinada será demitido”, discursou Freitas.

‘Esse 1 de maio é o aquecimento contra o PL 4330”, avisou o líder da CUT. “Se o PL passar pelo Senado, nós vamos fazer uma greve geral”.

Anônimo disse...

vcs petistas são risíveis e os argumentos ridículos. Incapazes de raciocinar que as infiltrações que aconteceram em outras manifestações não tenham ocorrido também no Paraná; Procura saber quem levou porrada e pergunta há quanto tempo não entram em uma sala de aula!

Anônimo disse...

Bem diferente, além do justo pedido de aumento, estariam cobrindo os protestos contra a corrupção!

douglas da mata disse...

Uai, imbecil das 21:49, então a corrupção foi banida do governo do bat beto, e das gestões do psdb?

Ah, sim, então tá explicado...

Já o outro asno das 20:17 é um primor:

Bem, se você já tem certeza das infiltrações, a e PM do Paraná não tinha, pois distribuiu porrada até em aleijado, devo presumir que Vossa Senhoria tenha que assumir (com urgência) um cargo na "iinteligença" da PM do psdb do Paraná.

Só um débil mental para justificar a truculência policial com um argumento destes.

Então tá: O governo infiltra gente na manifestação, desce a porrada em todo mundo, e a culpa é do professor, sob argumento de que ele não entra na sala de aula?

Uai, que governador é esse, tão tucanamente eficiente, que paga professor que não dá aula?

Anônimo disse...

A polícia nunca bate a marreta em professor. Bate a marreta numa minoria que acha que pode quebrar tudo, invadir tudo. Esses são bandidos. Aliás até matam repórter com bombinhas caseiras inofensivas e são absolvidos. Isso você propositalmente não fala.

Anônimo disse...

Ações da Petrobrás subiram porque caíram vertiginosamente. Uma análise séria tem que comparar o preço hoje com o preço antes do Petrolão. Isso é raciocínio básico. Qualquer idiota entende.

Anônimo disse...

Se professor não ultrapassasse o limite do direito de cada um. Se se manifestasse sem excessos não levava porrada. Polícia, em certas horas, não é pra alisar ninguém. Cacetete é pra que então? Bomba de gás lacrimogênio é usada quanto então? Se passar dos limites, se quiser depredar patrimônio público ou privado, se quiser invadir instalações públicas, se quiser levar risco à pessoas, tem que levar porrada sim. A políica tá lá pra isso e tem horas que é a única linguagem que baderneiro entende. Se não for assim é melhor a polícia ficar no quartel e deixar por conta do "bom senso" dos manifestantes, baderna geral. É uma minoria, mas tem que levar porrada sim, se é o único jeito.

douglas da mata disse...

Caralho, e eu que pensei que eu fosse o "puliça" truculento.

Tô bege...

Publiquei estas merdas só para que os leitores tenham a dimensão do tipo de cavalgadura que infesta a internet.

Bom, a julgar pelos inquéritos e processos (que já investigaram e julgaram todos os culpados), e pelos resultados da ação "sensata" dos gorilas da PM paranaense, a ação foi um sucesso.

Poucos baderneiros isolados e contidos, enquanto a maioria pacífica pode se manifestar livremente.

Ok, tudo bem então.

Puta que lhes pariu...


..........

Anônimo disse...

Lixo se ofende ao ser
comparado à Veja e à Época

Lixo: que mal fiz para ser comparado às revistas Veja e Época?

Anônimo disse...

A dor não se expressa

Com seus atos de violência, Beto Richa tirou a máscara do PSDB e mostrou de frente e de perfil a verdadeira face do partido.

E quem viu ficou horrorizado: é fascista. Os atos explicitaram o fascismo do PSDB. Não é á toa que passou a ser chamado por suas vítimas de Beto ‘Hitler’.

O título que poderia ter este artigo retrata muito bem um comportamento de intolerância, falta de diálogo, autismo político e mentira. E o resultado de tudo isso? Violência, violência, violência.

Todas estas características eram de Adolf Hitler, um dos principais líderes do fascismo no mundo e que tem como seguidor Beto Hitler e o secretário de segurança pública do Paraná, Fernando Francischini (Partido Solidariedade), que durantes as manifestações de fevereiro vinha sendo chamado por alguns dos educadores do Paraná de Fernando ‘Fascischini’.

Outra ironia, o partido do secretário de Segurança se chama ‘Solidariedade’, justamente o que faltou a ele e a Beto Hitler neste dia 29.

As fotos e vídeos que circulam pelas redes sociais são estarrecedores: são imagens de um campo de batalha. Pessoas feridas, caídas, sangrando, correndo e todas elas com o rosto de medo, dor, indignação e de desespero. O som dos vídeos são gritos e choros.

Enquanto o massacre ocorria no Centro Cívico, assessores do governo e, segundo informações que circulam na internet, o próprio governador, assistiam, riam e aplaudiam.

Anônimo disse...

Governador Beto Richa do PSDB diz que Policial não dever ter estudo, senão não obedece ordens.


https://www.youtube.com/watch?v=_LY-0dF_Rfo

Anônimo disse...

Palácio do governo do Paraná(PSDB) comemora ataque aos professores

https://www.youtube.com/watch?v=2A8F6X5maQw

Anônimo disse...

Professores com rosas recebem Bombas no Paraná(PSDB)

https://www.youtube.com/watch?v=q4NarTDo1Kc

Anônimo disse...

Beto Richa(PSDB) não quer que policial tenha curso superior.

https://www.youtube.com/watch?v=_LY-0dF_Rfo

Anônimo disse...

Da Chicago de 1886 a Curitiba de 2015

Trabalhadores entraram em greve para reivindicar direitos que consideravam justos. E, em uma das manifestações, a polícia abriu fogo contra a multidão.

Curitiba, 2015? Poderia ser. Mas estou falando da Chicago de 1886.

A greve geral que começou no dia Primeiro de Maio daquele ano, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas por dia, acabou em tragédia, com manifestantes e policiais mortos e sindicalistas condenados (injustamente) à morte.

Nos anos seguintes, a data foi escolhida para ser um dia de luta por condições melhores de trabalho. Menos nos Estados Unidos, em que o Labor Day é na primeira segunda-feira de setembro.

E 129 anos após os trabalhadores de Chicago irem às ruas exigirem jornada de oito horas, nós ainda não a conseguimos por aqui.

A última redução de jornada ocorreu há exatos 27 anos, na Constituição de 1988, quando caiu de 48 para 44 horas semanais.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calculou que uma jornada de 40 horas com manutenção de salário aumentaria os custos de produção em apenas 1,99%. O aumento na qualidade de vida do trabalhador, por outro lado, seria muito maior: mais tempo com a família, mais tempo para o lazer e o descanso, mais tempo para formação pessoal.

Ao mesmo tempo, o poder público – federal, estaduais e municipais – ainda trata trabalhadores que reivindicam por seus direitos como um caso de polícia, da mesma forma que a Chicago do século 19.

Seja em Curitiba ou em qualquer cidade grande brasileira, temos relatos de trabalhadores em greve que apanharam, levaram tiros e respiraram gás.

Manifestações que questionam a desigualdade e a injustiça social tendem a ser reprimidas pela força pública. São vistas como subversivas.

Há mais de 100 anos, buscava-se direitos trabalhistas e previdenciários. Agora, luta-se para mante-los.

Neste Primeiro de Maio, não esqueça: todos os direitos que você tem hoje não foram dados por alguém de forma milagrosa, mas são fruto de lutas brasileiras ou internacionais de gerações.

É função dos governantes fazer parecer que foram eles que, generosamente, concederam. E função da história dos vencedores registrar isso como fato.

Anônimo disse...

Richa é o modelo tucano em estado bruto

Até agora, os caciques tucanos e seus porta vozes acadêmicos e midiáticos, sempre tão falantes e inquisidores quando se trata de criticar o governo da presidente Dilma Rousseff, não se manifestaram para condenar a selvageria de Curitiba, que a grande imprensa chamou de confronto, mas na verdade terminou num massacre da PM contra os professores em greve.

Cadê Aécio? Cadê FHC? Cadê Serra? Cadê os seus juristas de plantão? Cadê a indignação cívica?

Anônimo disse...


Está ruim, mas poderia estar muito pior.


Aos que não se conformam até hoje com a reeleição de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais, o modelo adotado pelo governador tucano Beto Richa para enfrentar uma greve de professores no Paraná, na última quarta-feira, dá uma boa ideia do que poderia estar acontecendo no Brasil se Aécio Neves tivesse vencido as eleições de 2014.

Os mais de 200 feridos ao final do ataque desfechado pela Polícia Militar de Richa são o retrato em estado bruto de uma forma de governar tornada padrão pelo PSDB, que já vimos também aqui em São Paulo, durante os protestos de junho de 2013, contra o aumento das passagens de ônibus.

As imagens de balas de borracha, sprays de pimenta e jatos d´água usados contra cerca de 15 mil manifestantes durante mais de duas horas, enquanto o governador permanecia em seu gabinete e alguns colaboradores comemoravam os ataques dos policiais, poderiam refrescar a memória dos que querem voltar ao tempo em que protestar contra o governo era correr risco de vida.

Anônimo disse...

Luciana Genro sobre Jornal Nacional: “aprendizado, só se for em manipulação de eleições”

Ex-presidenciável diz que o "Jornal Nacional se superou" ao admitir erro, nessa semana, na divulgação do último debate entre Lula e Fernando Collor nas eleições presidenciais de 1989 e dizer que o episódio foi um "aprendizado"; "A edição pró Collor do debate com Lula em 89 virou 'aprendizado'! Só se for em manipulação de eleições!", rebateu Luciana Genro (Psol-RJ)

Anônimo disse...

Jô Soares, que defende Dilma, vira sessão coruja na Globo

Apresentador da Rede Globo que saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff duas vezes nos últimos cinco meses, Jô Soares está sendo deslocado para a madrugada na programação da TV; para se ter uma ideia, nesta quinta (23), o Programa do Jô será exibido às 2h22; na semana passada, Jô protagonizou um debate político contra o impeachment de Dilma; ele rebateu declarações da jornalista Ana Maria Tahan; "Tenho muito medo dessa vitimização da presidente. Eu acho isso meio inconcebível no sentido de que estão fazendo dela uma vítima de uma eleição que foi absolutamente legítima", afirmou; já em dezembro de 2014, ele rechaçou uma comparação entre Dilma e Collor; "O Brasil vivia um outro momento, era uma coisa inteiramente nova no Brasil acontecer isso, os caras pintadas na rua. Mas um impeachment, hoje, da nossa presidente, que acabou de ser reeleita, é golpe", disse

Anônimo disse...

Richa, o valentão, supera Álvaro Dias como espancador de professores.

O jornal Gazeta do Povo, do Paraná, traz uma triste comparação, feita pelo cientista político Luís Domingos Costa.

A maior agressão contra professores daquele estado era a de 1988, quando o hoje senador Álvaro Dias, mandou a polícia contra a categoria: naquela ocasião, foram registrados apenas 10 feridos e cinco pessoas presas.

Hoje, Beto Richa passou muito à frente de seu colega tucano.

Há dez presos e colossais 150 feridos depois da selvageria de hoje à tarde, para garantir, manu militari, autorização para socorrer o caixa do Governo com os recursos da previdência paranaense.

Anônimo disse...

Jurista frustra expectativas golpistas de Aécio Neves, que não se conforma com a derrota

A análise pedida pelo PSDB ao jurista Miguel Reale Júnior sobre a admissibilidade de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff não atendeu às expectativas dos que sonhavam com o golpe; segundo Reale, fatos ocorridos no mandato anterior não podem servir como pretexto para a derrubada de um governo

Anônimo disse...

Então tá. Depois de tanto Control C e Control D, haverá algum debate aproveitável aqui?

Pô Douglas, comentário é isso? Então mudou...

douglas da mata disse...

Também não gosto, mas diante da desproporção entre o massacre da mídia, e a comunicação do governo, resolvi considerar esta forma de ocupar espaços nas mídias alternativas.

Anônimo disse...

Queria ver se tentassem invadir o Palácio do Planalto...Ai a polícia ia dizer. "Com licença cidadão, o senhor poderia se retirar?"...Brincou meu, melhor extinguir a polícia. Ou mandar a guarda municipal pra levar porrada! A violência e a extrapolação de limites de uma multidão só podem ser rebatidas com violência. Verdade nua e crua. Se tiver que ser, usem o cacetete e o gás lacrimogênio. Professores ou qualquer classe que se manifeste com desrespeito à segurança pública ou violência tem que levar porrada. Se se manifestarem como deve ser, não levam. Simples assim.

Anônimo disse...

Alguém pesquisou o valor das ações da Petrobrás antes do Petrolão e hoje?

douglas da mata disse...

Ao asno das 19:10,

Eu não queria fazer desta discussão alguma auto-referência, mas com tanta asneira dita, é impossível.

A ação da polícia militar do Paraná, assim como a do RJ, e de tantas outras Unidades da Federação, não é pautada pela preservação da vida, nem da integridade física dos que consideram "inimigos do Estado".

Assim, matam aos milhares os mesmos de sempre: pretos e pobres, e quando enfrentam manifestações de determinados atores sociais (geralmente, sindicalistas, movimentos sociais, etc) agem, a priori, com violência.

Qualquer imbecil sabe que um grupo coeso de policiais, bem treinados, é capaz de isolar e conter distúrbios sem provocar um massacre, como foi feito em Curitiba.

É possível? Sim.

É fácil? Não.

Então opta-se pelo "mais fácil", inclusive porque há uma legitimação social desta violência policial, desde que não atinja o asno do comentarista ou um dos seus, porque aí ele chora, berra e esperneia contra a violência dos policiais.

Já estive, frente a frente, com situações de confronto com pequenas multidões, talvez 500 ou 700 pessoas, e junto com apenas um colega conseguimos isolar o foco do tumulto e garantir que os outros policiais que estavam sob o cerco da multidão enfurecida fossem embora, levando a pessoa presa.

Esse fato se deu em Atafona (uma pequena escola onde funcionava uma Zona Eleitoral, nas eleições que elegeram pela primeira vez a ex-prefeita Carla Machado.

Mas para isso é preciso, antes, estar determinado a negociar e entender o que se passa, e então agir.

Polícia só usa a força quando já perdeu o controle da situação.