quinta-feira, 21 de maio de 2015

A arte e a ciência: A arte falar o óbvio e a ciência da enganação.

Economistas são, a exceção dos jornalistas, a categoria de profissionais que mais mentem em próprio benefício.

Primeiro, mentem a si mesmos: Sabem que a Economia é ramo das Ciências Sociais, mas vomitam certezas como se matemáticas fossem, apenas por que, em alguns ramos, como em todas as Ciências Sociais, há uso de ferramentas numéricas...

Foi assim que economistas master-sêniores-blasters disseram em 2008 que tudo estava bem...

Boa parte do que diziam que estava bem, virou fumaça...

Depois eles mentem para todos nós, porque como cada profissão, eles precisam dizer a todo mundo que são indispensáveis, e que podem "prever" o futuro, ou dar a chave da revelação das causas do presente...

Não podem, o máximo que fazem é espancar a realidade até que caibam em suas previsões...

Como alguns jornalistas, alguns economistas ganham muito bem com essa empulhação....

A mais estúpida assertiva por quem desconhece totalmente a Política, é submetê-la a Economia, como se a execução de políticas econômicas (o que é diferente de Economia, como ciência), per si, não fosse sempre antecedida de decisões políticas, por mais que os imbecis do economês e seus neófitos, queiram dizer que há uma teleológica relação entre elas, ou seja, é a Economia que dita a Política.

O máximo que pode acontecer, enxergando a realidade sob prisma dialético (coisa impossível para economistas de coleira, ou de encomenda, desses que escrevem o que jornais gostam de publicar) é uma relação de causa efeito recíproca...

Dizendo assim para economistas entenderem: Em alguns casos, situações econômicas se impõem como cruciais no processo decisório, mas que no fim das contas sempre se orienta por saber quem vai ganhar ou quem vai perder com o resultado do que foi decidido (DECISÃO POLÍTICA)...

Em todas, eu digo, TODAS as eleições presidenciais brasileiras, a vitória dos mandatários se deu pelo seu legado político, pelo atrito e consenso de forças em disputa, com ingerência de interesses financeiros, é certo, mas sempre limitados dentro de um espectro mais ou menos definido, mas nunca exclusivo...

Getúlio não ganhou em 1954 por sua obra econômica, que aos olhos ortodoxos era um desastre...E nem caiu por esta obra...

JK quebrou o país, e foi morto não porque aumentou drasticamente nossa dívida pública com seus planos quinquenais, mais muito provavelmente (naquele "acidente") porque detinha capital político reunido fazendo POLÍTICA e não polindo seus números macroeconômicos...

Jânio tentou o golpe, e estava recuperando a economia destroçada, com medidas duras e acertadas (do ponto de vista liberal, e mesmo assim, ninguém do seu eleitorado moveu uma palha por ele...

Vieram os anos 90, e o determinismo econômico...

Claro, para os imbecis da obviedade é melhor imaginar o esqueminha: Economia vai bem, aprovação sobe, ao contrário, tudo desaba...

São uns débeis mentais mesmo:

Durante os anos 90, FHC quebrou o país três vezes, inclusive às vésperas de sua reeleição (comprada a peso de ouro), manteve a população embaixo de níveis de desemprego que nunca desceram dos dois dígitos, um PIB 4 vezes menor, salário mínimo 4 vezes menor, juros muito mais altos, e vários acordos com o FMI a cada espirro de uma bolsa de valores qualquer na Caralhásia, e ainda assim manteve capital eleitoral para levar a eleição ao segundo turno em 2002...

O país começava o seu exitoso processo de inclusão em 2006, e ainda assim Lula teve que enfrentar o segundo turno novamente, justamente contra os mesmos que quebraram o país...

2010, o povão com barriga cheia, vaga na Universidade, carro, viagem, e o caralho, e novamente Dilma teve que fazer POLÍTICA e ganhar no segundo turno...

As margens de diferença sempre parecidas, com ligeiras inflexões aqui e ali...

As taxas de popularidade sempre oscilando...

E como explicar?

Ora, caralho, política, guerra de informação, luta ideológica e claro, grana em jogo, disputa por hegemonia e o escambal...

Aí vem uma porra de um ex-prefeito banido, dublê de economista nos dizer que a Economia submete a Política...

Puta que pariu...

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