sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rei morto, rei posto...

Saudi Arabia's King Abdullah has died, aged 90
(foto de Brenda Smialowsky/AFP/Getty Images)


Rei Abdullah, monarca absolutista da Arábia Saudita, tirano-amigo do ocidente faleceu...

O mercado que adora solvancos, reagiu e disparou o preço do petróleo, diante das chamadas "futuras incertezas"(desculpem o pleonasmo).

Mas na terra da Rainha, o que tem movimentado mesmo é a reação de Louise Mensch, ativista feminista, colunista, ex-parlamentar pelo Partido Conservador, região de Corby, que "tuitou" vários impropérios aos líderes ingleses, ao Parlamento, e a outros líderes mundiais, que pagaram condolências ao rei saudita morto, Obama incluído, que manifestou pesar e a enorme amizade entre ele o rei morto.

O governo britânico mandou hastear bandeiras a meio mastro, enquanto o Charles, o príncipe, voou para a Arábia Saudita para participar dos funerais...

Dentre as mensagens da ativista está: "É inaceitável prestrar condolências a quem açoita mulheres..."

Outras menos elegantes, mandou FODA-SE para as condolências emitidas pelo Primeiro Ministro Cameron...

A bem da verdade, todos sabemos que a argumentação sobre Direitos Humanos é a mais canalha e hipócrita disponível para a imposição de interesses geopolíticos do Ocidente.

Alguém diria: "É o petróleo, estúpido".

Mas são eventos como esses que colocam as coisas à tona, em cores mais vivas...

Anotem: Abdullah ficou 20 anos no poder, exercido com requintes de crueldade e fiel a Sharia (lei islâmica sobre comportamento e convívio social)...

A diferença entre eles (monarcas sauditas) e o ISIS é que os primeiros controlam as maiores (e talvez as últimas) jazidas de petróleo de baixo custo de extração no mundo...

E isso faz toda diferença...Por isso a monarquia saudita segue decapitando seus reús, proibindo mulheres de dirigir, etc, embaixo dos narizes dos "campeões da democracia"...

Se quiser ler mais sobre o tema, veja aqui, no The Independent ou no The Guardian...

Um comentário:

Anônimo disse...

Não só embaixo dos narizes dos estadunidenses. Mas sob o beneplácito e apoio incondicional deles.

E o ponto comum com o ISIS é justamente este. Os ianques...