quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Mercado Municipal de Campos dos Goytacazes: Entre patetas e palermas...






O mais novo fetiche da oposição-coxinha campista é o Mercado Municipal.

Não que aquele nosso patrimônio não mereça a atenção de todos, mas de fato, se olharmos a nossa História recente, pouquíssima gente, com pouquíssima repercussão, se ocupou do problema enquanto ele se acumulava, ou seja, enquanto o Mercado Municipal se deteriorava, a esmagadora maioria dos que hoje reclamam das intervenções, raramente colocou os pés por lá...ou sequer sabe onde fica...

Vem o Inepac e decreta sua "sentença"... Vêm os jornalistas e blogueiros de coleira e fazem coro...Arquitetos exultam, "urbanistas" vociferam...O governo reage, "intelectuais" se assanham...

Mas e o povo do Mercado? Alguém já ouviu a opinião deles? Alguém já perguntou a Dona Dora (e Seu Lenilson e filhos Luciano e Leandro), ou aos filhos da finada Dona Odete (pastelarias renomadas), ou ao pessoal d' A Pioneira, da Casa da Pipoca, ou o pessoal dos açougues (salve, meu amigo "Neguinho"!), das rosquinhas e "poquinhas de polvilho", dos queijos e do aipim, das peixarias...?

Enfim, alguém procurou pelos humores do público consumidor, que ainda resiste às comodidades dos hortifrutis, e insiste em se acotovelar em um ambiente de cheiros nem sempre agradáveis, e faz da sua ida àquele local quase um evento cultural?

De certo a resposta não estará com os patetas da Lapa...Mas tampouco com os palermas da oposição, porque, simplesmente, nos "planos" desse pessoal a opinião dos principais envolvidos é mero detalhe...

Então, entre a fossilização do preservacionismo estéril, e a "vanguarda" da pasteurização "hortifrutinizada" do espaço público, a vida em sociedade definha...o coletivo se desfaz...o privado engole o público, e nossa memória será somente ressentimento... 


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