quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A Imperatriz e as "imperatrizes" e outros personagens menos nobres...

Este blog será sempre um incansável opositor da exacerbação do moralismo vesgo e hipócrita que inunda nossa mídia nacional e local...

Achamos pouco que a régua da política seja o caráter individual de cada personagem, o que a História tem nos mostrado o quão inútil é esta medida...

Abaixo o denuncismo...Abaixo a judicialização da política, e da cruzada seletiva daqueles que detêm o poder de investigar...

São projetos coletivos, ainda que haja defecções ali, decepções acolá, que movem a Humanidade, são escolhas políticas, e não morais...É o mandato e a representatividade que estruturam a Democracia, não o verbo de quem se vende por qualquer verba...

Não raro somos colocados a frente a frente com eventos dramáticos, chamados que somos a escolher não entre bem e mal (dilema fácil na agenda cretina dos maniqueístas), mas entre um mal maior e um menor...

A História recente desta cidade é profícua em nos dotar de exemplos, afinal, se temos que derrubar a dinastia da lapa, como pretender fazê-lo tendo o que há de muito pior colocando-se como alternativa?

Quem já se esqueceu da "imperatriz-última-dama" e seus milionários devaneios de grandeza momesca a desfilar na Imperatriz (Leopoldinense), ao custo de vários milhões jogados pelo ralo (e deus sabe mais aonde?).

Nossa escolha é fazer política...por pior que ela nos pareça...Sigamos então...

Mas como cerrar fileiras em um partido que até bem pouco tempo tinha um médico-coxinha como presidente, que atacava os programas (de saúde pública) de seu próprio partido e da presidenta, não por crítica consistente e democrática, mas por despeito corporativista?

De outro lado, uma plêiade de ressentidos, jogados da nau da lapa, rejeitados por imprestáveis que se tornaram, ávidos por nada mais que uma vingança que lhes motive um fim de vida condenado ao ostracismo...

Quem se lembrará do prefeito-poste?

Quem se lembrará dos que vociferam contra os métodos da lapa, mas reproduzem-nos em sua ação cotidiana, com o ônus de serem sempre a cópia mal ajambrada? Ex-deputados eternos e eternos deputados que agem como se já fossem ex...

A única esperança que temos nesta cidade, é que em breve não precisaremos esperar mais nada...




3 comentários:

Anônimo disse...

O maior perigo que nos ronda é o que escreveu Delfim Netto no mesmo dia que você publicou este post.

Para o ex-ministro o perigo que dá título ao seu artigo na Folha de SP é a generalização da recusa à política que está se apropriando da juventude brasileira.

É uma pena.

P.S. Desculpe mas não entendi a última frase.

douglas da mata disse...

É só uma digressão/brincadeira sobre o tempo e o fim que nos iguala a todos...

Em outras palavras, a certeza da morte é a única coisa que pode nos redimir e dar esperança.

Anônimo disse...

Putz, antes de morrer queria ver uma cidade mais leve, menos individualista e mais harmônica. Onde um prefeito se preocupe mais com o meio-fio do que com o financiamento da sua próxima campanha...

Um pouco da alegria e da sensação que tive ontem em Santo Amaro que visitei pela primeira vez.

Não me refiro especificamente à devoção em si, mas a energia e vibração de uma gente simples que faz da sua caminhada um ato de integração e fraternidade.

abs.