segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A 3ª Lei de Newton...

Imagem do Papa Leão XIII associada ao vinho Mariani, à base de cocaína.


Se denominamos nossa política pública principal de segurança pública de "guerra" (às drogas), se nos portamos como um país em conflito (matando 50 mil pessoas por ano, a maioria pretos, pobre e das periferias), e se declaramos os "outros" (estes pobres, pretos e periféricos) como inimigos, e lhes tomamos os seus locais de domicílio, ocupando-os militarmente, qual reação se esperava?
Paz?



Só idiotas, manipulados pelos mal intencionados de sempre (mídia), acreditaram na encenação novelesca das "pacificações"...

Este blog se orgulha, desde sempre, de ter denunciado esta farsa...

Uma pena que tantos companheiros das Polícias Militares ao redor do país, e outros tantos das Polícias Civis e agentes penitenciários, tenham sucumbido à toa, em nome de um conflito que não temos a menor chance de vitória...

Em luto a eles, e em homenagem às suas famílias, vamos a uma breve opinião sobre o tema...


Drogas lícitas ou não, sempre um bom negócio!


Não é novidade para ninguém, até para o mais obtuso, que nós, seres humanos, utilizamos substâncias psicoativas, sejam elas naturais ou farmacológicas, para alterar nosso estado de consciência desde que tivemos consciência de nós mesmos...

Seja para aplacar a dor, fome, ou qualquer outra forma de privação, emocional ou física, seja para celebrações religiosas, e enfim, para fins puramente recreativos e lúdicos...

Como todo ato social, o de usar drogas sempre foi regulado pela moral (lato sensu) vigente nos grupos sociais, ou seja, sempre se permitiu ou se proibiu o uso desta ou daquela substância sob algum argumento ou valor, seja ele de caráter científico, seja de caráter moral-religioso (strictu sensu)...

E sempre que houve tal normatização, sempre os grupos que utilizavam as substâncias proscritas foram marginalizados e estigmatizados, onde este processo (de estigmatização) servia sempre a legitimação de políticas de exclusão e segregação...

Mas em nenhum outro tempo da História, os efeitos e consequências das políticas de proibição de susbtâncais psicoativas alcançou um índice tão alto de letalidade, aprisionamento e fracasso como hoje...

Sim, porque ao longo de todos os tempos, ninguém deixou de experimentar tais substâncias em virtude do medo da proibição e das suas consequências legais...

Ao contrário, há quem defenda que esta condição (proibição) funciona como atrativo agregado a inclinação dos estratos juvenis à transgressão, própria aos seus ritos de passagem à vida adulta...



A escalada da proibição e da violência.



É sabido por todos que no início do século XX, as sociedades contavam com certa tolerância ao uso de substâncias pscicoativas...

O próprio papa, sumo pontífice dos católicos tinha sua imagem veiculada em um licor de cocaína e balas feitas deste mesmo produto...

Naquela época, é verdade, esta herança civilizatória ainda não havia se disseminado como um hábito capaz de movimentar as quantias de capitais que hoje movimentam...Digamos que este mercado ainda "engatinhava", assim como o mercado de consumo de massas...

Embora o ato de usar álcool fosse um costume transclassista internacional, é certo que os estratos mais pobres ainda experimentavam um modo produtivo quase artesanal (ainda mais em economias "tardias", como a dos países mais pobres), ficando o grosso do mercado industrial restrito às elites e setores médios, que por sua vez, ainda eram pequenos ou menos relevantes...

Estava em curso, no princípio do século passado (XX) o segundo fluxo da expansão territorial capitalista que mudaria todo este contexto..

Da primeira vez nos séculos XV e XVI, esta expansão trouxe ao velho mundo certas experiências no campo das drogas, mas que não despertaram (e nem poderiam) nenhum furor de consumo, haja vista as questões morais-religiosas vigentes...

A própria incipiência de um capitalismo afeito a trocas mercantis, totalmente fragmentado pelos longos prazos das viagens funcionou como inibidor, se compararmos com a instantaneidade proporcionada com a chegada de noavs tecnologias, como o vapor, a queima de carbono, o domínio dos céus, e agora, da virtualidade telemática...

Em suma, se não havia condições materiais para implantação de um amplo mercado de uso de drogas lícitas para além das já conhecidas formas de álcool, que mesmo assim ficavam restritas as limitações sócio-econômicas de então, muito menos para um mercado paralelo de escala mundial...

As coisas começam a mudar com a implantação da fase imperialista do capitalismo (primeira metade do século XX)...



As guerras, a tecnologia, os mercados...


Conflitos armados sempre foram molas propulsoras da inventividade humana...Com o advento das guerras de escala globais, que simbolizam dramaticamente os atritos decorrentes das disputas geopolíticas por novos territórios para expansão capitalista, a indústria bélico-química fortaleceu-se como epicentro da lucratividade e da vantagem competitiva entre países...

Sintetizar novos medicamentos era tão importante como desenvolver novos armamentos...Dentro desta noção farmacológica, criou-se a ideia de que era possível (como ficou provado) elaborar substâncias capazes de diminuir os desconfortos físicos e emocionais dos soldados, sem prejudiciar sua capacidade militar, já que o álcool tem efeito depressivo sobre o comportamento, se usado em larga escala e por tempo prolongado...

Assim, indústrias passaram a utilizar-se de processos ancestrais de outros povos, justamente aqueles que foram submetidos durante a primeira fase de expansão capitalista, e também naquela segunda fase, industrializando plantas e seus princípios ativos para fabricação de drogas em quantidades significativas...

Ao mesmo tempo, a rápida industralização das economias e o surgimento de enormes contingentes urbanos trouxeram a necessidade de disseminação de drogas de uso recreativo para "lazer" destas massas, já que não estava nos planos das elites fornecer alguma diversão que estimulasse a capacidade reflexiva destes estratos sociais considerados "inferiores"...

O nascimento de uma sociedade de consumo de massa implicava em substâncias de rápida assimilação...Porém, toda intervenção desta natureza traz efeitos colaterais...



Capitalismo, violência urbana e preconceito: Da  liberdade ao aprisionamento e morte!




Não há muita diferença entre o pensamento do homem médio de hoje, cultivado em sua maior parte pelo consumo de informação produzida pela grande mídia, e o homem dos anos 10  e 20 do século XX...

E isto é assustador...

Nos acostumamos, e não por acaso, a imaginar que o fenômeno da violência (urbana) obedece a causas estanques, e esta visão estilhaçada das coisas privilegia ambientes de reação irrefletida à estas causas, o que acaba por aumentar a percepção equivocada sobre o fenômeno, ou seja, quanto mais desconhecemos a causa, mais medo temos dele, e menos soluções duradouras somos capazes de apoiar, optando por paliativos e medidas de "emergência"...

O problema principal é que com o passar do tempo, aquilo que era uma crise, uma emergência excepcional se torna a regra, e tendemos a banalizar os costumes e gestos violentos como normais, até que cheguem perto demais dos nossos grupos sociais e nossas famílias...

Foi manipulando estes medos e estas limitações que os grupos empresariais tornaram algumas drogas ilegais, e mantiveram outras na legalidade, geralmente asssociando alguns aspectos mais drásticos da violência urbana com determinados grupos de pessoas (geralmente as mais pobres, que geralmente eram as negras), e que a determinados territórios urbanos (as periferias)...

No início do século passado (muito parecido com hoje), os setores de comunicação se especializavam em mostrar certos grupos sociais como principais atores da criminalidade, como se o fenômeno fosse restrito a esta condição, ou pior, tratando determinados crimes como "mais" repugnantes que outros...

É improvável que determinemos neste texto que as elites urbanas e os grupos empresariais se articularam intencionalmente para legitimar o discurso que associava a violência (urbana) com os mais pobres (e pretos), no entanto, é impossível desacreditar que estes grupos da elite foram os que mais se beneficiaram com este processo...

Porém, não foi por coincidência que o avanço dos mercados de capitais e das novas tecnologias industriais, quer seja na transformação secundária (manufaturas), quer seja na produção de bens imateriais (cultura, esporte e entretenimento) tenha se dado na mesma proporção do rápido alastramento dos mercados ilegais de drogas, tráficos de gente, armas e outros contrabandos...

A violência (urbana) então, podemos facilmente concluir, é resultado direto da hegemonia capitalista...logo, a maneira de enfrentar a criminalidade também deriva desta noção classista, onde os mais ricos prevalecem sobre os mais pobres...

Mal comparando, a combate ao crime atende, mais ou menos, a mesma "racionalidade" dos mercados, hoje em dia, quando na iminência da quebra ou durante as crises financeiras causadas pelos mercados, estes setores querem mais e mais dinheiro para alimentá-los...

Paralelamente, o mercado para combater a violência, pede mais e mais violência...

É como se o mercado ministrasse mais análgésicos a uma febre, enquanto esconde da sociedade que é este mercado a causa da infecção...

Diante deste paradoxo, a questão era encontrar bodes expiatórios, ao invés de assumir este mal estar e buscar soluções que atingissem o sistema de produção em sua essência ideológica mais cara: O capitalismo quer menos e menos regulação, assim como seu primo mais rico, o crime, que nada mais é que atividade econômica em seu estado mais bruto (no sentido metafórico) e brutalizado (em seu sentido literal)....

Ao mesmo tempo, o combate ao "crime" feito nestes moldes possibilita uma escalada negocial jamais vista, já que não há compromisso algum com uma suposta eifciência, mas somente "enxugar gelo"...

Fabricantes de armas adoram imaginar que podem vender seus produtos aos dois lados da questão...Também "raciocinam" assim os produtores de insumos farmacológicos, que tanto vendem para a indústria legal de medicamentos, quanto para o refino de substâncias proscritas sem que seja necessária uma alteração sequer nas suas plantas...

E por último, e talvez o mais importante, os sistemas financeiros altamente informatizados, que lavam proporções tão grandes de recursos ilícitos, que já se formou um consenso que a interrupção destes fluxos pode causar uma catástrofe tão grande na economia mundial quanto a última crise subprime...Aliás, nesta última crise foi este dinheiro "sujo" que "salvou" vários países e amenizou certos efeitos... 

Frente a estas variáveis, é difícil supor que comunidades pobres ao redor do planeta pudessem resistir ao impacto da expansão dos negócios das substâncias psicoativas...

Se populações inteiras de países se entregam ao esforço capitalista que instala indústrias para remunerar trabalhadores com menos de 2 dólares por dia, recebidos com as loas do "desenvolvimento" e com favores fiscais, como esperar que parte destas populações consiga dizer não a atividades que remuneram dez ou cem vezes mais, ainda que com mais risco?

Além de funcionarem como permanente fonte de mão-de-obra barata (como em todas as outras modalidades negociais, legais ou não), estas populações não assumiram o papel de vilãs no imaginário das classes mais ricas de suas cidades por uma questão de escolha, mas simplesmente porque não tinham alternativa alguma...
Deste modo, da mesma forma que movimentam uma das maiores atividades econômicas do planeta (o comércio de substâncias proscritas e armas), recebem a menor parte do lucro e a maior parte da repressão e mortes...

Em alguns países estas populações incham as estatísticas de aprisionamento, como nos EUA, e em outras, com menor maturidade institucional, o resultado é fatal...


A militarização, a escalada das mortes...



Montada a estratégia de enfrentamento pelo viés da "guerra", demarcado os territórios (periferia e centros urbanos, e identificados os "inimigos" (os mais pobres e pretos), não é errado supor que as cidades do planeta experimentassem uma explosão das populações carcerárias e nos índices de letalidade violenta...

É certo, porém, que estes números não se distribuíram de forma equânime, e tanto os sistemas jurídicos-penais, quanto a formatação dos aparatos policiais, determinaram a rapidez, intensidade e "qualidade" desta cruel caçada...

Mas seja na Itália, na Rússia, China ou América Latina, os negócios ilícitos, tendo como eixo principal o comércio de drogas, alteraram paisagens e curvas demográficas...

Depois de tanto tempo, parece normal que uma viatura de polícia saia ao patrulhamento com dois ou três integrantes armados com M-16, FAL 7.62, AK 47, ou um Rugger 5.56...ou que outra equipe só consiga acessar determinadas frações dos bairros a bordo de um blindado, que não à toa tem como insígnia uma caveira com uma faca cravada...

Estes gestos, per si, já denunciam o fracasso da noção preventiva ou "inteligente" da ação policial, nivelando todos os envolvidos, sejam policiais ou criminosos, na mesma vala comum do enfrentamento militar, onde o que resta é eliminar fisicamente o outro...

Olhando rapidamente, os mais desavisados poderiam supor que a tentativa de superioridade das polícias é uma reação a mesma ação de sentido contrário dos criminosos...

Não é simples assim...

Se o número de mortes, incluídas as de policiais, o número de material e armas apreendidas, e outros índices de criminalidade não parecem arrefecer, ao contrário, revelem que a atividade encontra-se em franca ascensão, agir da mesma forma esperando resultados diferentes é uma estupidez anti-humana...

Há, por certo, uma causa paralela e importatíssima que concorre para esta inistência em manter a escalada de militarização ostensiva do aparato policial brasileiro...e mundial...

Manipulada por seus medos e preconceitos, encurralada em grotões de desigualdade que ela mesmo ajudou a construir e legitimar, as classes médias e dirigentes, que se privilegiam da manutenção destes privilégios resultantes das desigualdades sociais, reproduzem a demanda por mais e mais força policial nas ruas, armadas até os dentes, como forma de se proteger dos efeitos de uma urbanização excludente, que, como já dissemos, tem ganhadores e perdedores bem visíveis...

Não é à toa que os bairros mais nobres detêm índices de violência letal (homicídios e latrocínios) mais próximos aos dos países mais ricos que os bairros mais pobres das cidades...Isto não é acidente, é uma escolha...

Toda vez que há algum crime que altere esta noção, isto é, que morre alguém "de bem", ou há algum assalto violento à tranquilidade destes bairros, a mobilização é imediata, e repercute de cima à baixo nas sociedade, juntando até os mais pobres nas "cruzadas pela paz"... 

Infelizmente, todo o "espírito" e "boas intenções" não bastam...

Retomemos a Lei de Newton, a 3ª: 

"A toda ação corresponde uma reação de sentido contrário e igual intensidade"...

9 comentários:

Anônimo disse...

Cara, você não ta falando nada das investigações da Petrobrás que estão expondo um esquema de corrupção profundo e sistematizado do PT. Tenho certeza que você tem uma análise bem peculiar dos acontecimentos. Estou curioso.

douglas da mata disse...

Caro cretino,

Eu tenho certeza de que nada do que eu fale vá demovê-lo das suas "certezas" construídas a base de overdose de PIG.

Só a sua afirmação de que se trata de um "esquema do PT" já revela sua idiotice.

Só tolos imaginam que foi o PT que inventou o financiamento paralelo dos sistemas eleitorais via superfaturamento e comissões das obras públicas.

Tais "esquemas" nas compras públicas estão aí faz anos, e o próprio Paulo Roberto Costa construiu sua "expertise" nos tempos que queriam a "Petrobrax", onde o apetite terceirizador da estatal atacou com fome pantagruélica.

É claro que cada irregularidade tem que ser apurada, e neste quesito, o comportamento do PT é inédito, cortando a própria carne e se expondo até a manipulações escrotas como a sua.

Veja que nunca ouvimos (e nem ouviremos, é possível) nada parecido relacionado aos paladinos "da moral" tucana.

Eu gostaria de ouvir, ver ou ler uma análise do trensalão (cuidadosamente abafado), do esquema mineiro, que inclusive deu vida a personagens como Marcos Valério & Cia.

Gostaria de ler ou ouvir a mídia falar da compra de votos de reeleição de FHC, ou da privataria.

Ou seria ótimo para a Democracia que nas eleições últimas, tivéssemos na mídia uma rigorosa apuração da mídia sobre o caso do aeroporto do tio do áecio, para além dos heróicos blogueiros "sujos".

E não lemos, não ouvimos, não ou assistimos...

Bem, você deve ter razão, deve ter sido o PT que inventou a corrupção.

Fiote, vai um conselho...vá tomar no seu cú e não enche...

Anônimo disse...

É verdade: o PT corta na própria carne, e forma um ministério neo conservador para continuar a revolução fantástica que só existe na cabeça de esquizoides como Da Mata .

douglas da mata disse...

Bem, ilustríssimo beócio, posso suportar ser esquizoide, mas já teria me matado se fosse burro como você...

É bom lembrar que o PT, ainda que seja o partido com maior densidade da coalisão governista, não é O governo, ou seja, desenhando para estúpidos como você:

Se nas últimas eleições, o retrocesso conservador quase conseguiu seu intento, o que nos autoriza a imaginar que a presidenta e o PT poderiam "radicalizar" e propor uma equipe "revolucionária"?

Bem, você precisa escolher o que deseja criticar no PT, mas o faça pelos motivos certos.

Eu te desafiaria a mostrar em qualquer texto deste blog (e lhe pago 1000 reais para cada texto revelado), onde mencionei que os governos Lula e Dilma apontam para "revolução fanstástica"...

Ao contrário, todos aqui sabemos que se trata de uma remodelação (bastante comedida e conservadora) do sistema capitalista arcaico que se instalou por aqui desde 1500, e que foi mantido a ferro e fogo desde então, com massacre dos mais pobres.

E mesmo assim, idiotas como você urram porque os mais pobres conseguiram ter acesso ao básico do básico do básico...

Siga meu conselho, fiote, por aqui você não passa, então, ratificando: vá dar este brioco em outras bandas...

Falta-lhe estudo, argumento e capacidade de expô-los...

Anônimo disse...

É um gênio...da desculpa. Nada atinge o PT no seu mundo de fantasia. O PT não inventou realmente o superfaturamento. Só diz que é inocente e não faz nada de errado. O PT não...putz! Partido PROFISSIONAL. Ai você tem razão. De norte a sul do Brasil, desde 1500. Mas não tenta inocentar o PTzinho. Tá sujo até os ovos. Ah o PT inventou uma coisa sim. A era do bilhão. Antes o roubo era na casa dos milhões. Agora a gente fala em bilhão...

douglas da mata disse...

Caríssimo cretino,

Vou d-e-s-e-n-h-a-r:

01- Eu não tento "inocentar" ninguém, até não acredito na ingenuidade de ninguém, e muito menos que haja algum partido que consiga escapar do assédio do capital sobre as agendas políticas.

Aliás, se observar (você sabe ler, não?) os textos daqui verá que esta é uma crítica permanente a hipocrisia do sistema representativo no modo de produção capitalista, isto é: O dinheiro privado que corrompe e altera a vontade popular!

Em suma: o capital compra e depois fala mal de quem se vende...

O que você não quer enxergar (por questões ideológicas que são só suas) é que não dá para medir a política pelo "moralismo", porque neste quesito, estamos todos nós implicados até a medula, uns mais outros menos...

Você com seu recibos falsos dos médicos e dentistas para escapar do IRPF, com o carro emplacado no ES para driblar o IPVA do RJ, embora use toda a estrutura pública deste estado, e não de lá, e por aí vai...

Nossos representantes reproduzem práticas legitimadas pelos hábitos da sociedade... daí a palavra representação, cavalgadura...

02- Quanto aos números envolvidos, eu tenho a lhe dizer uma coisa: idiotas como você nunca poderão dizer que os números de agora são maiores ou menores que antes, até porque, antes não houve apuração rigorosa como se vê agora, que possibilita, como já disse, que cretinos como você se manifestem, ainda que vomitando asneiras...

Mas eu e você sabemos que o PT é achincalhado não por questões de corrpução, porque se fosse assim a mídia teria que bater com a mesma força nos outros...

O PT apanha porque ousou governar para os mais pobres...

E o capital não perdoa: pode roubar, desde que não seja para redistribuir renda...

Só os molóides como você é que caem nesta esparrela da cruzada moral...

Pobre diabo...

Anônimo disse...

"O PT apanha porque ousou governar para os mais pobres..."

Está ficando sem argumentos, meu caro.

Anônimo disse...

Makhoul deixa presidência e pede desfiliação ao PT

douglas da mata disse...

Digníssima cavalgadura, que bom que você os tem (argumentos) de sobra...

Mas devem ser como cabeça de bacalhau: até existem, mas ninguém os viu...


Quanto a makhoul, eu me reservo do direito de rir em silêncio...