sábado, 15 de novembro de 2014

Os animais vestidos de branco...

Não se trata de generalizar, mas depois do Roger Abdelmassih, condenado a vários anos de prisão, e preso recentemente no Paraguai, não há como considerar que médicos estão acima de qualquer suspeita...

Aliás, nunca estiveram, mas nossa sociedade ocidental é profícua na construção de "mitos", e o "sacerdócio da Medicina é um deles"...

Infelizmente, em se tratando de sacerdócio, nem padres têm escapado ultimamente...que o digam os milhares de garotos e garotas molestados por esta corja...tudo sob o silêncio cúmplice das Dioceses e do Vaticano...

Bem, vem de SP, mais precisamente da USP, o novo escândalo dessa categoria, que deu mostras de seu fascismo durante a implantação do Programa Mais Médicos, e em várias pubilcações racistas e ofensiva nas redes sociais durante as eleiçoes...

Durante os famigerados trotes, ao menos 07 estudantes calouras foram estupradas, e as investigações foram emperradas pela "dedicação" dos diretores da Faculdade de Medicina da USP, talvez a mais tradicionais do país, cujos alunos, geralmente, saem dos "melhores berços" da elite nacional...

Animais...que ganhariam um diploma, milhares de reais e a confiança das pacientes ao redor do país...

Considerados os escândalos, a (im)postura dos fascistas sobre os médicos cubanos, e os Inquéritos Policiais que tramitam nas Delegacias de Polícia sobre abusos dessa natureza, o corporativismo atávico na apuração e punição dos erros e condutas anti-éticas, eu arrisco dizer que esse é um problema estrutural dessa categoria, de sua (de)formação, e de uma cultura de endeusamento destes vermes de branco...

Claro, há exceções, mas elas só confirmariam a regra...

Nessas horas, e em alguns outros poucos momentos eu lamento que não tenhamos a pena de morte nesse país...

A pergunta é: Será que a mídia não vai mostrar as caras do estupradores-veteranos da USP na TV, como faz com os estupradores pobres? Ninguém será linchado?

Bem, nos resta aguardar a "justiça" das cadeias, pois caso condenados, vão experimentar um pouco do horror que impuseram as suas vítimas...

Eu fico imaginando se os filhos da puta dos diretores que acobertaram tais crimes têm filhas em casa...

Leiam as últimas notícias replicadas do blog do Nassif:

Diretor de Medicina da USP teria pressionado deputados para não marcarem audiência

Jornal GGN - As denúncias das estudantes de medicina da USP que sofreram violações de direitos humanos em festas do Curso foram registradas na Assembleia Legislatica de São Paulo. O diretor da Faculdade, José Otávio Costa Auler Junior, teria pressionado diretamente os deputados da ALESP para que não fizessem a audiência. 
Sugerido por Miriam L
Da Rede Brasil Atual
Além de telefonemas do próprio diretor, José Otávio Costa Auler Junior, que temia pelo nome da faculdade na 'lama', houve manobras para esvaziar o quórum na Assembleia Legislativa
Por Cida de Oliveira
Os deputados da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo foram pressionados diretamente pelo diretor da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), José Otávio Costa Auler Junior, para que não realizassem a audiência pública da última terça-feira (11) sobre as violações aos direitos humanos na faculdade.
Durante as sete horas que durou a audiência, estudantes denunciaram estupros, assédio e outros tipos de violência durante festas e trotes na instituição. Alunos contaram, por exemplo, que os agressores filmavam os estupros que eram divulgados pela internet.
O presidente da comissão, deputado Adriano Diogo (PT), disse hoje (14) que, na última sexta-feira, Auler telefonou diversas vezes para os demais parlamentares e em seguida para o seu gabinete, pedindo a ele a suspensão da audiência.
“Exaltado, aos gritos, sem me deixar falar, ele dizia que a reunião não deveria ser realizada porque iria jogar na lama o nome da instituição e que ele iria tomar providências contra os abusos”, disse Diogo à RBA, ressaltando que não houve nenhum tipo de ameaça por parte do diretor. No entanto, ocorreram pressões e até manobras para esvaziar a reunião numa tentativa de inviabilizá-la por falta de quórum. “Mas a audiência acabou realizada na marra.”
Professor titular do Departamento de Cirurgia, Auler foi vice-diretor da FMUSP na gestão 2010-2014 e eleito diretor no último 26 de setembro. A assessoria de imprensa da direção da faculdade foi procurada pela reportagem, mas não atendeu às ligações.
O caso ganhou repercussão na imprensa. No dia seguinte à audiência, o médico patologista Paulo Saldiva, que presidia uma comissão interna que apura as denúncias na USP, pediu afastamento e disse que deixará o cargo de professor, que ocupa há 18 anos, por causa da falta de providências da direção da faculdade. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que o escândalo foi a "gota d`água" para sua saída, apesar de existirem outros motivos.
Na última quinta, o estudante do 3° ano da FMUSP, Felipe Scalisa publicou artigo em que diz, entre outras coisas, que a faculdade "precisa da ajuda da sociedade civil para conseguir se espelhar em ética, e que o isolamento da universidade é algo pernicioso".
Para o diretor da Associação dos Docentes da USP (Adusp), Francisco Miraglia, que participou da audiência, o caso é grave, e pior: não é novidade na Faculdade de Medicina, nem na USP como um todo e muito menos em outros cursos de outras universidades.
No entanto, segundo Miraglia, a novidade é que desta vez as pessoas resolveram falar, contando em detalhes. "Foi aberta uma 'caixa de pandora' em que o nome da faculdade parece ser mais importante que a dignidade humana", disse, elogiando a coragem de jovens de menos de 20 anos, futuras médicas, que contaram detalhes das agressões sofridas. "O caso exige ser tratado com firmeza."
As denúncias estão sendo investigadas pelo Ministério Público de São Paulo. Há dois meses, a promotora Paula de Figueiredo Silva, da Promotoria de Direitos Humanos, tomou conhecimento da situação quando foi procurada por um estudante que relatou violações constantes de direitos fundamentais, especialmente relacionadas a mulheres e homossexuais.

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