terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fazendo as contas...

Bom texto do Janio de Freitas, que vem ao encontro ao que escrevemos aqui: Não há união possível entre quem deseja um país injusto e quem quer construir um país com mais justiça social.
Entre os que desejam rebaixar salários para manter metas e juros à banca, para os quais pessoas não passam de números, e os que, do outro lado, não abrem mão das pessoas!

Não há união entre os que usam a corrupção para um moralismo hipócrita, e os que mandam apurar, mesmo que tenham que cortar na própria carne...

Enfim, essa união nunca existiu, se não á força...

Conta de dividir, por Janio de Freitas

da Folha
Janio de Freitas
A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões; logo, o que está dividido são os votos, não o país
Entre as incontáveis confusões propaladas a respeito da eleição presidencial, já se tornou lugar-comum a afirmação de que o Brasil dividiu-se ao meio. Afirmação que vem de antes da votação, induzida pelas pesquisas, e dada como definitiva e comprovada pela proximidade dos 51,64% de votos em Dilma e 48,36% em Aécio, ou 54,5 milhões para ela e 51 milhões para ele. Mas o tal país dividido em dois não existe. Ao menos no Brasil.
A soma dos votos em Dilma e Aécio leva a 105,5 milhões de eleitores, equivalentes à metade da população, também em número redondo, de 200 milhões. Logo, o que está dividido ao meio, ou quase, são os votos, não o país. No qual os 51 milhões de Aécio correspondem a 1/4 da população. O mesmo se dando com Dilma. E, portanto, nenhum deles dividindo o país em dois. Cada um é apenas metade da metade dos brasileiros. Além dos totais de eleitores que se aproximam, sobra outro tanto na população do Brasil.
Mas a ideia do país dividido ao meio, rachado, metade contra metade, é necessária. Como diz o velho slogan, "a luta continua" --tão consagrado quanto seu companheiro de derrotas "o povo unido jamais será vencido". "Fora Lula", "Fora PT", "Fora Dilma" foram levados à urna por um símbolo físico, o símbolo que foi possível arranjar, nas circunstâncias ingratas. Não sucumbem, porém, no desastre do seu representante ocasional. São uma ideia de força. E, mal a contagem concluíra, já um dublê de blogueiro e colunista político lançava, altissonante e global, o brado da beligerância: "O país está dividido e a culpa é do PT". Beligerância ferida, sim, mas não de morte. Apenas no cotovelo.
Há que considerar ainda, na divisão do país, a quantidade imensa de eleitores que não se manifestaram por um nem por outro candidato. Os ausentes na votação foram 30,13 milhões. Os que anularam o voto, 5,21 milhões. Somados também os que deixaram o voto em branco, totalizam-se 37,27 milhões de eleitores. Ou 27,44% do eleitorado. Excluídos os possíveis ausentes por morte, não é imaginável que esse povaréu, quase um quinto da população, seja desprovido de toda preferência com sentido político. A propaganda de divisão meio a meio os elimina do cômputo, mas existem e são comprovantes, também, do país multifacetado --como sempre.
As referências de Dilma ao diálogo aproximativo com a oposição e, de outra parte, o espírito da propaganda de país dividido são conflitantes. E não por um instante de sensibilidades contrárias de vitoriosos e derrotados. As divergências são de fundo, na percepção das necessidades e na prospecção de futuros do Brasil. A meta dos derrotados na urna continua a mesma. Os meios de buscá-la, também, se todos os recém-usados continuarem possíveis. E se não vierem a contar com outros, não menos conhecidos.
União, nem em Minas, onde foi feito o julgamento de Aécio, derrotado duas vezes por seus ex-governados. União, só a de Marina, do nome Eduardo Campos, da viúva Campos, de Aécio e do PSB para o vexame presunçoso de perder para Dilma por 70% a 30%, o 7 x 1 em versão eleitoral.

6 comentários:

Anônimo disse...

De encontro? Ao encontro!

douglas da mata disse...

Ok...

Anônimo disse...

Pode piorar mais???

Se você achava que após a eleição da Dilma, as coisas não poderiam piorar ainda mais, veja a matéria de hoje sobre economia, postada abaixo e faça sua avaliação do que pode piorar no Brasil nesses próximos anos. Quando nós dizíamos aqui sobre a péssima situação das contas brasileiras e os riscos que corríamos ao reeleger a Dilma, não estava fazendo apologia ao Aécio. Pensava no País.

Extraido hoje do site G1, matéria do jornalista Alexandro Martello, em Brasília.

Resultado do setor público em R$ bilhões. Fonte: Banco Central

” Influenciadas pelo fraco resultado do governo, as contas de todo o setor público, que incluem o governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram em setembro o pior resultado de todos os meses, segundo números divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (31).

No mês passado, as contas públicas registraram um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros) de R$ 25,5 bilhões. Até o momento, o pior resultado para todos os meses havia sido registrado em dezembro de 2008 (déficit de R$ 20,95 bihões). A série histórica do Banco Central tem início em dezembro de 2001.

Governo central
Mais cedo, também nesta sexta, o Tesouro Nacional divulgou que as contas do governo central ficaram fortemente no vermelho. Houve déficit primário (despesas maiores que receitas, sem a inclusão de juros) de R$ 20,39 bilhões no mês passado – o pior resultado para todos os meses.

saiba mais

Em ano de eleições, contas do governo têm pior resultado da história
Parcial até setembro
Já nos nove primeiros meses deste ano, as contas do setor público registraram um déficit primário – receitas ficaram abaixo das despesas, mesmo sem contar juros da dívida – de R$ 15,28 bilhões, ainda segundo números divulgados pelo BC.

Foi a primeira vez desde o início da série histórica do BC, em 2002 para anos fechados, que as contas do setor público registraram um déficit nos nove primeiros meses de um ano. Até o momento, o pior resultado havia ocorrido em 2009, com um superávit primário de R$ 38,57 bilhões. Naquele ano, o governo baixou o superávit primário para combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Em igual período do ano passado, o superávit totalizou R$ 44,96 bilhões.

A queda do superávit primário do setor público acontece em um momento de fraca atividade econômica – resultado do cenário internacional mais vagaroso, da baixa confiança do empresariado e das famílias, do aumento da inflação e da alta dos juros implementada pelo Banco Central.
Meta fiscal de 2014
Ao anunciar em fevereiro o corte de R$ 44 bilhões no orçamento deste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o objetivo fiscal de todo o setor público, neste ano, é de R$ 99 bilhões – o equivalente a 1,9% do PIB, o mesmo percentual registrado em 2013.

Deste modo, o resultado até setembro revela que o valor não será atingido. O próprio secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, informou que o goerno enviará ao Congresso Nacional alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano para mudar a meta, mas ainda não informou qual será o novo objetivo fiscal.

Juros da dívida pública e resultado nominal
Segundo o Banco Central, apenas para pagar os juros da dívida pública, foram gastos R$ 209 bilhões (5,94% do PIB) nos nove primeiros meses deste ano, contra R$ 177 bilhões (4,99% do PIB) no mesmo período de 2013.

Após as despesas com juros, as contas públicas registraram um déficit de R$ 224 bilhões de janeiro a setembro deste ano, o equivalente a 5,94% do PIB. Em igual período do ano passado, o déficit nominal somou R$ 132 bilhões, ou 3,72% do PIB. Em 12 meses até setembro, o déficit nominal totalizou R$ 249 bilhões – 4,92% do PIB

Anônimo disse...

Dívida do setor público
A dívida líquida do setor público, indicador que fornece uma pista sobre o nível de solvência (capacidade de pagamento) de um país, somou R$ 1,82 trilhão (35,9% do PIB) em setembro deste ano, contra R$ 1,81 trilhão, ou 35,9% do PIB, em agosto. No fechamento de 2013, estava em R$ 1,61 trilhão, ou 33,6% do PIB.”

douglas da mata disse...

Seu boçal, pare de ficar replicando aqui essas asneiras do PIG, meu fio...

Olhe só, dentre os 20 maiores países do planeta, a dívida bruta (ou líquida, tanto faz) medida em relação ao PIB do Brasil é uma das menores.

O que determina a capacidade de solvência é a qualidade da dívida (prazo dos títulos e capacidade de captação e renovação).

Você precisa dizer (e você não diz, é claro) que boa parte dessa conta (dívida) é provocada pelo terrorismo feito pelos porcalistas que você lê e pela banca, que empurra os juros para cima, sob o (falso) argumento de combate da inflação, mas que só servem para cevar os porcos da banca...

E claro, como resultado, apreciam a moeda e depreciam os resultados da balança comercial, que por sua vez atinge as contas correntes e, por fim, o balanço de pagamentos...

Se Dilma não tivesse enfrentado e baixado os juros a 7,5% ano passado, e poupado bilhões de reais, nosso resultado seria bem pior...

O anúncio de "cortes" no Orçamento são pura pirotecnia para agradar porcalistas imbecis e seus leitores cretinos (como você), fiote...

Primeiro, porque estatisticamente não tem peso relativo algum, segundo porque são compensados em outras rubricas da execução orçamentária, bestaloide...

Pare de ficar repetindo as asneiras e estude um pouco, interprete o que lê, pense...no começo dói, ainda mais para quem, como você, não está acostumado, mas é libertador...ó boçal...

douglas da mata disse...

PS: É Dilma agora e Lula em 2018...

Acho bom vocês pegando carona no avião do lobão, podem usar o aeroporto do tio do écinho em Cláudio/MG.