sexta-feira, 19 de setembro de 2014

As reinações de um garotinho...ou a (sua) queda da Bastilha...

Dias desses, na cidade de Macaé (aquela fronteira de gente forasteira com pouca instrução e muito dinheiro), conversávamos eu e uns amigos no único pedaço de terra aprazível, a praia de Cavaleiros, quando surgiu o assunto eleições do RJ e o desempenho do ex-governador...

Entre nós um consenso: a situação dele não é boa, embora na política possamos morrer e renascer várias vezes, com disse Churchill...

Dei meu pitaco, e divido com vocês, atendendo também ao pedido do comentarista do post Voto útil: o general inverno do napoleão da lapa...

01- É óbvio que o ex-governador chegou ao seu teto, mas isto não é o fim, pois os outros também ou alcançaram ou estão bem perto deste teto...

02- Como já disse, só um bem sucedido raid de votos úteis daria um desfecho estilo blitzkrieg, encerrando a eleição no primeiro turno...A recuperação lenta e tímida de Crivella parece solapar esta variável, ou seja, teremos segundo turno, restando saber se o pastor da Record vai ter fôlego para desbancar o ex-governador...Não acredito...assim como marina silva, celso russomano, e outros, o pastor da Record parece ser o tipo de candidato boneco de posto: chama atenção quando inflado, mas é oco e sem vida própria...

Então quais são as possibilidades do ex-governador:

Ele parece ter ouvido nossa conversa e começou ontem na entrevista com a rede globo...Partiu para ao ataque àquela rede de TV, recuperando várias imagens: 

a) O fluminense/carioca vê a globo mas detesta admitir que o faz, e adora quem a espanque em público, como fazia o velho Brizola...há um capital político inexplorado aí...até ontem...é uma relação de amor e ódio que só a pesquisa científica desvendará...Some-se a isto o ainda pulsante ódio manifestado nas ruas, que materializou esta psiquê carioca...

b) Este (contra) ataque dá consistência (nome e sobrenome) ao discurso de "vítima" do ex-governador, até agora vazio;

c) De quebra, associa o ex-governador cabral, o atual (seu concorrente) com o poder, representado pela ostentação, pelo fausto, pela ideia de desperdício e compadrio das elites, tudo isto representado nas fotos da RPG, República Parisiense dos Guardanapos de cabral, facilmente associado com a sonegação de impostos da rede de TV...
O ataque a globo, a sonegação e ao seu apoio a ditadura podem ser, com certo exagero, comparados a uma queda da Bastilha, pelo menos para o povo do ex-governador...

d) É preciso que o ex-governador insista em quebrar a mola mestra da estratégia do atual governador, ou seja, seu afastamento de seu criador, o que poderia ser assim explorado: é tão ruim que a "criatura morde o criador"...sabemos que neste nível (baixo) ninguém supera o ex-governador...

e) Enfim, disse a eles,  que nestes últimos dias o ex-governador deveria sair de cena do seu programa de TV, e colocar alguém ali que representasse o Rio de Janeiro, alguém adorado e cultuado pelos intelectuais, pela mídia, pelo povão, enfim, um Zeca Pagodinho ou algo do tipo...

Vai custar caro...e mais caro ainda à vaidade do ex-governador, pois os meus interlocutores de terça-feira última apostam que ele pode ganhar de todo mundo, menos de seu próprio ego...

Aí eu disse: "Talvez resida aí a diferença entre um estadista, um presidente e um político paroquiano estagnado no governo de um Estado, o que não é pouco, mas muito menos que ele deseja"...


Um comentário:

Anônimo disse...

É como disse o Zé Simão sobre o novo apelido do Garotinho:
JACARÉ.
Fora do Rio, não é nada!
Rarará...