terça-feira, 30 de setembro de 2014

A POLÍTICA voltou...estúpidos...!

Divertido olhar o panorama e os humores da mídia escrota nestes últimos dias...Passaram da euforia marinista e acabaram uma ressaca aeciana...

Como já haviam enterrado o governo de Dilma e o ciclo petista de poder, agora têm que justificar o fato de que o morto não quer morrer, e tome cretinice: Ora Lula (e o PT) vai controlar o segundo mandato, ora Dilma vai guinar à ultra-esquerda, ora isto, ora aquilo...

Tem até Nelson Motta de analista político...Virgem Cruz...

Parece a torcida o Botafogo e o bom e velho chorôrô...

Mas vamos ao que interessa...

Esta eleição há um fato a ser comemorado: A POLÍTICA voltou a ser o cerne principal das eleições...Não que ela também estivesse morta, mas estava entubada na CTI do economicismo neoliberal...

O domínio da agenda econômica ensaiou alguns passos, mas foi colocado de lado...A questão central foi: Estado para quê, Estado para quem...

O terrorismo fiscal e cambial não funcionou, a chantagem econômica contra Petrobrás e outras empresas estatais também não, a inflação não disparou, o mundo não acabou, enfim...

É certo que os extorquidores dos juros ganharam batalha significativa, diante do excesso de medo, justificado pelo diuturno lenga-lenga dos "analistas econômicos" sobre o binômio (falso) juro controla inflação, mas o fato é que o governo não se afastou um milímetro de suas propostas e programas sociais, e aponta um segundo mandato com algumas mudanças estruturais, tanto no campo interno, como na ação geopolítica...

A eleição está sendo uma aula de ciência política...

Mais uma vez a realidade parece se impor ao misticismo, e o eleitorado nacional parece estar avesso a qualquer espécie de messianismo, leia-se marinismo, pilotado pela joana d'arc da floresta...

Não me refiro aos números das pesquisas, este tipo de para-ciência (ou pseudo-ciência) estranha que conseguiu detectar uma oscilação de 20 pontos percentuais em pouco menos de 15 dias, para cima e para baixo...

Inacreditável, a não ser para os idiotas e outros tantos cínicos, que o eleitorado tenha mudado tanto de opinião em tão pouco tempo, levando Dilma do céu ao inferno, e novamente ao céu em menos de um mês...Também incrível que o mesmo tenha acontecido com a candidata acreana, porém com sinal invertido....

Ficou a realidade, onde até o anti-petismo obedece a uma lógica orgânica e histórica, cabendo ao senador mineiro a retomada deste campo político, o que para a Democracia é bem mais saudável que um tipo de lacerda de saias, pentecostal-verde radical...

As coisas voltam, aos poucos para seu lugar, ainda que a joana d'arc da floresta chegue ao segundo turno para levar um surra histórica, e possibilitar que o PT e Dilma consigam superar os 65% dos votos válidos na parte final do pleito... 

A divisão do eleitorado em anti-petistas viúvas de fhc, e neo-anti-petistas-coxinhas-marinistas acabou com a única chance destes idiotas: uma polarização plebiscitária sobre o governo, e forneceu a Dilma a possibilidade de bater nos dois fazendo um único discurso...

2018 é o desespero total, porque 2018 é Lula, e mais 08 anos...

Tá mais fácil que empurrar bêbado da ladeira...

É a política, estúpidos...

sábado, 27 de setembro de 2014

Encruzilhadas.

Cena 01.

Ele saiu do trabalho apressado. Ela esperava pelo seu telefonema havia dois dias inteiros. Ambos eram casados, e tudo indicava que não continuariam assim. Ela decidiu contar tudo ao seu marido, menos a identidade do seu novo amor, por óbvio.

Ela mal podia aguentar a aflição, e queria dividir com ele a notícia de que dera o passo fundamental em direção a ele, um novo destino, enfim...

Cena 03.

Ele não suportava o próprio peso com as pernas. Era como se alguém retirasse o chão debaixo de si. Depois de vinte e tantos anos de casado, ela lhe disse: "FIM"...

Saiu de casa desesperado, e bebeu todas as suas mágoas em algum lugar que não se lembra...

Como as mágoas eram muitas, resolveu mudar de lugar, como se pudesse deixar parte delas no copo do outro bar que abandonou...


Cena 03.

Ele atravessa a rua distraído, falando ao telefone com ela. Ele vem em alta velocidade, bêbado, com os olhos tão afogados em lágrimas que mal via o vidro do para-brisas a sua frente. Uma neblina de sofrimento e ressentimentos nublava sua visão.

Só percebeu o impacto do corpo contra seu carro pelo barulho.

Cena 04.

Ele caiu mortalmente ferido pelo atropelamento, e ofegou as últimas palavras de amor ao telefone, enquanto ela desesperada, ouvia, sem entender, as vozes do seu novo amor em agonia, e a do se ex-amor em desespero, tentando salvar a vida do seu rival, sem saber de que ali jazia o motivo de todas as suas dores.

domingo, 21 de setembro de 2014

Vai para casa Padilha...?

Toda eleição é um marco épico, de certa forma...Tivemos a de 89, obviamente, uma ruptura entre o modelo representativo indireto de transição para o sufrágio direto, com todas as suas cargas simbólicas...

Já em 94, experimentamos o início da economicização da política, com a subordinação da pauta democrática aos critérios do mercado...

Em 98, veio a reeleição...e a reafirmação do mercado sobre as urnas...

2002 a eleição do Lula, e toda a incerteza e terrorismo manipulado pela mídia, que de um jeito ou de outro, sequestrou boa parte do capital político da escolha por um presidente oriundo das classes populares...Era o mercado dizendo quem é que mandava, ou afinal das contas, quem queria continuar mandando...

2006 foi a guinada, e adveio uma certa libertação de Lula dos aspectos economicistas, e melhor: Superando a chantagem midiática do mensalão, impôs sua agenda de governança...

2010 foi o resultado, a hora da colheita...Permitiu o bloco governista, não sem alguns sobressaltos, a eleição de uma presidenta, um quadro até então "virgem" eleitoralmente, mas que despontou como grata surpresa...

No aspecto partidário, as eleições também revelam ciclos, que se não podem ser cartesianamente delimitados, ao menos nos dão alguma referência dos movimentos e processos políticos...

O PMDB continua a ser o grande avalista da governabilidade, quer seja por sua capilaridade, quer seja por sua capacidade de focar sua ação nos parlamentos...Mas de fato, seu poder não é tanto quanto era antes...

É provável que o PMDB cresça sua representação parlamentar, muito por causa da completa desidratação dos demotucanalhas (DEM e PSDB), mas este crescimento também será percebido em setores mais à esquerda, como o PT e os partidos nanicos, como PC do B, PSOL, etc, que acabam por compor um panorama mais hostil as forças centristas representadas no PMDB...

O PT se firma como grande partido da centro-esquerda mundial, absorvendo para sua base de apoio, não só os partidos que organicamente pendem para o lado do poder, mas principalmente pela forte adesão que setores da sociedade têm garantido às políticas de governo, que não raro tornam-se políticas de Estado...

Os outros partidos seguem, mais ou menos dramaticamente estas linhas destes partidos (PT e PMDB)... 

Para este analista bocó que vos escreve, o grande senão desta eleição é o PSB...

Será o PSB uma espécie de PSD mais polido?

Um novo centro da política brasileira?

O certo (e óbvio) é que com a saída da joana d'arc da floresta, tão logo acabe o contrato de aluguel da sigla (sim, a candidata reclama da velha política, mas alugou um partido igualzinho aos demais), o PSB não será mais o mesmo...Como uma casa alugada por um inquilino porco e espaçoso, vai ter que se reformar...

Se houver crescimento de sua base parlamentar, ele terá ainda mais influência que antes, porém, terá responsabilidades e implicações diferentes de quando fazia parte da base aliada governista, inclusive se quiser voltar para lá...

Escrevo sobre isto de olho principalmente em SP...

Não está claro para mim os motivos da não decolagem da Alexandre Padilha, mas conhecendo pouco SP, e muito menos o candidato petista, arrisco o palpite de que seu "insucesso" é muito mais por motivos alheios a sua estratégia (e de Dilma)...

Por que raios Padilha não repete Haddad, me perguntam alguns? 

Santo deus, é claríssimo que esta pergunta é mais estúpida do que aqueles que a fazem...Padilha é Padilha, e eleição de governador não é de prefeito...2012 não é 2014...Lá, em 2012, a presidenta e Lula estavam "à disposição" da campanha do prefeito, enquanto agora, o candidato a governador tenha que se subordinar aos ditames federais...

Parece ser esta uma explicação-chave... 

Vejamos o caso de MG...Ali, desde o início dos anos 2000, uma aproximação PT e PSDB vem aos trancos e barrancos (justamente abortada pelo ciclo aecista e suas pretensões presidenciais), mas que teve no PSB uma forte referência de conexão...

Me parece que em SP a coisa começa a andar por aí...

Geraldo Alckmin já percebeu que o barco do PSDB afundou, e pior: Com Lula em 2018, há pouco espaço para cerrar fileiras no campo da oposição no segundo mandato de Dilma...

A saída é convergir para o centro, abandonando as hostes mais estreitas e radicais de combate ao PT e ao governo federal...

Talvez por este motivo, as intuições de Lula e Alckmin tenham arrefecido o embate deste ano, para evitar feridas incuráveis nos diálogos que estão por vir...

Todos já perceberam que a marina silva caberá o papel (tristemente) feito por zé çerra, ou seja, uma lacerda verde-pentecostal...

Lideranças do PSB, mormente as mineiras, e outras do Sudeste, como o governador do ES, e outras pelo Nordeste (órfãs de Eduardo Campos), sabem que esta é a hora decisiva para recuperar o espaço do partido, que pode ficar preso em um paradoxo: Maior de tamanho, e menor em seu peso político...

Ao governo, PT, e base aliada, caberá a tarefa de pensar com habilidade o lento e gradual trabalho de reaproximação, e melhor, trazendo os despojos do PSDB para dentro da base aliada...

O PSB pode ser o grande herdeiro do butim do PSDB...

Aguardemos...Padilha, pode, por que não, surpreender?

Ou vai repetir o bordão?

sábado, 20 de setembro de 2014

Cadê o DARF?

A situação do grupo globo de comunicação é tão grave, que até um candidato com a "vida pregressa" como a do napoleão da lapa conseguiu "tirar uma casquinha", na verdade, uma lasca e tanto...

A cara da jornalista de coleira mariana gross(a) quando confrontada pelo napô foi impagável, desses eventos que se tornam épicos...

Divido com vocês o que repercutiu lá no Diário do Centro do Mundo:

Globo X Garotinho: quem acredita em Mariana Gross acredita em tudo



Postado em 19 set 2014
A alegria de Garotinho
A alegria de Garotinho
O bate-boca entre a Globo e Garotinho sobre o célebre caso de sonegação da emissora mostra uma coisa: esta história tem que ser esclarecida.
Já.
As explicações da Globo são absolutamente inconvincentes. São mais complexas do que a patética fala da apresentadora Mariana Gross em que ela garantiu, aos telespectadores, que a Globo paga o que deve.
Mas são igualmente insuficientes: mais confundem que esclarecem.
Garotinho se aproveitou de estar ao vivo numa entrevista para, sob a pressão de perguntas agressivas, devolver a acusação.
O vídeo em que isso ocorreu viralizou na internet. Foi dar no YouTube, e lá a Globo vem tentando tirá-lo sem sucesso. Alguém posta de novo.
Para encurtar, documentos vazados pelo site Cafezinho mostraram, há cerca de um ano, que a Receita Federal flagrou a Globo num delito fiscal na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.
A Globo tergiversou, e foi ajudada pelo silêncio da mídia e da própria Receita.
Agora, em resposta a Garotinho, ela afirma que acertou a dívida pelo Refis, um sistema de refinanciamento para devedores de impostos.
Mas um momento.
Por que o Refis para a Globo? Ela precisa? Não tem condições de pagar o que deve?
Dias atrás, foi noticiado que a Globo vendeu as cinco cotas do futebol de 2015 por cerca de 1,3 bilhão de reais.
Repito: 1,3 bilhão. Apenas isso é mais que todo o faturamento anual da Record, a emissora número dois.
Os três irmãos Marinhos são donos da maior fortuna do Brasil, combinado o que herdaram do pai.
Refinanciamento? Condições especiais?
Neste tipo de ação, a generosidade é feita com o dinheiro do contribuinte.
O devedor pode esticar o pagamento em demoradas parcelas. E as taxas de juros são maternais. Em 2014, elas são de 0,4167% ao ano.
A Selic, a taxa que norteia os juros no Brasil, está em 11%, quase 30 vezes mais que o que vigora no Refis.
É de interesse público saber por que a Globo foi beneficiada – esta a palavra – com as condições generosas do Refis.
Num mundo menos imperfeito, o Refis só seria concedido a devedores incapazes, realmente, de arcar com o que deixaram de pagar.
Melhor pegar parte do que nada do que é devido: esta a lógica.
É o caso da Globo?
Bem, invoco aqui o Duque de Wellington e sua frase definitiva: quem acredita nisso acredita em tudo.
Há muita pobreza no Brasil, muita desigualdade para que o dinheiro público seja tão camarada, tão complacente, tão permissivo com a bilionária Globo.
Dinheiro de imposto constrói escolas, hospitais, estradas, portos etc.
Mas a Globo parece ter outro entendimento.
Dinheiro de imposto, para ela, é para ser driblado – e com isso alimentar patrimônios pessoais.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

As reinações de um garotinho...ou a (sua) queda da Bastilha...

Dias desses, na cidade de Macaé (aquela fronteira de gente forasteira com pouca instrução e muito dinheiro), conversávamos eu e uns amigos no único pedaço de terra aprazível, a praia de Cavaleiros, quando surgiu o assunto eleições do RJ e o desempenho do ex-governador...

Entre nós um consenso: a situação dele não é boa, embora na política possamos morrer e renascer várias vezes, com disse Churchill...

Dei meu pitaco, e divido com vocês, atendendo também ao pedido do comentarista do post Voto útil: o general inverno do napoleão da lapa...

01- É óbvio que o ex-governador chegou ao seu teto, mas isto não é o fim, pois os outros também ou alcançaram ou estão bem perto deste teto...

02- Como já disse, só um bem sucedido raid de votos úteis daria um desfecho estilo blitzkrieg, encerrando a eleição no primeiro turno...A recuperação lenta e tímida de Crivella parece solapar esta variável, ou seja, teremos segundo turno, restando saber se o pastor da Record vai ter fôlego para desbancar o ex-governador...Não acredito...assim como marina silva, celso russomano, e outros, o pastor da Record parece ser o tipo de candidato boneco de posto: chama atenção quando inflado, mas é oco e sem vida própria...

Então quais são as possibilidades do ex-governador:

Ele parece ter ouvido nossa conversa e começou ontem na entrevista com a rede globo...Partiu para ao ataque àquela rede de TV, recuperando várias imagens: 

a) O fluminense/carioca vê a globo mas detesta admitir que o faz, e adora quem a espanque em público, como fazia o velho Brizola...há um capital político inexplorado aí...até ontem...é uma relação de amor e ódio que só a pesquisa científica desvendará...Some-se a isto o ainda pulsante ódio manifestado nas ruas, que materializou esta psiquê carioca...

b) Este (contra) ataque dá consistência (nome e sobrenome) ao discurso de "vítima" do ex-governador, até agora vazio;

c) De quebra, associa o ex-governador cabral, o atual (seu concorrente) com o poder, representado pela ostentação, pelo fausto, pela ideia de desperdício e compadrio das elites, tudo isto representado nas fotos da RPG, República Parisiense dos Guardanapos de cabral, facilmente associado com a sonegação de impostos da rede de TV...
O ataque a globo, a sonegação e ao seu apoio a ditadura podem ser, com certo exagero, comparados a uma queda da Bastilha, pelo menos para o povo do ex-governador...

d) É preciso que o ex-governador insista em quebrar a mola mestra da estratégia do atual governador, ou seja, seu afastamento de seu criador, o que poderia ser assim explorado: é tão ruim que a "criatura morde o criador"...sabemos que neste nível (baixo) ninguém supera o ex-governador...

e) Enfim, disse a eles,  que nestes últimos dias o ex-governador deveria sair de cena do seu programa de TV, e colocar alguém ali que representasse o Rio de Janeiro, alguém adorado e cultuado pelos intelectuais, pela mídia, pelo povão, enfim, um Zeca Pagodinho ou algo do tipo...

Vai custar caro...e mais caro ainda à vaidade do ex-governador, pois os meus interlocutores de terça-feira última apostam que ele pode ganhar de todo mundo, menos de seu próprio ego...

Aí eu disse: "Talvez resida aí a diferença entre um estadista, um presidente e um político paroquiano estagnado no governo de um Estado, o que não é pouco, mas muito menos que ele deseja"...


domingo, 14 de setembro de 2014

Dias inesquecíveis...

Reproduzo para vocês o ótimo texto de Saul Leblon, reproduzido no Blog do Roberto Moraes:

"Uma semana para não esquecer" - uma análise da conjuntura política

O texto abaixo é o editorial do Carta Maior com Saul Leblon. Mais uma vez objetivo ele faz o diagnóstico da realidade atual a três semanas da realização do primeiro turno, sob o olhar do campo progressista e popular. Confiram:

"Uma semana para não ser esquecida"
"A eleição está longe de ser definida a favor de Dilma.Há flancos preocupantes. Mas quem relativiza o que aconteceu nos últimos 5 dias não entendeu o principal"

"A semana termina com uma inflexão na disputa presidencial que devolve a reeleição da Presidência Dilma ao topo das apostas.

A evidência mais óbvia está na convergência das pesquisas.

Mas são as decisões políticas que cavalgam os números.

A elas devem ser creditadas as lições de uma semana para não esquecer --seja para orientar o passo seguinte da atual disputa, ou o futuro que vier depois dela.

Em sete dias, a candidatura progressista passou a ditar o ritmo do jogo: todos os levantamentos apontam na direção de uma vantagem ascendente de Dilma no 1º turno, com liquefação da liderança de Marina na fase final do pleito.

O empate técnico no 2º turno --43% a 42%, com Marina à frente, sinalizado pelo Ibope desta 6ª feira, deixa no ar um leve aroma de virada.

No início do mês, o Datafolha buzinava a hipótese de uma vitória esmagadora de Marina, que àquela altura abria uma vantagem de 10 pontos sobre Dilma no returno da eleição (50% x 40%).

Há uma semana, o Ibope indicava que a vantagem caíra para ainda apreciáveis sete pontos (46% a 39%).

Agora ela foi comprimida em um.

As mudanças na superfície refletem correntezas que antecipam o rumo da marcha.

Por exemplo: a percepção positiva do governo melhorou.

Expressiva maioria dos brasileiros –cerca de 70% do eleitorado—considera a administração Dilma entre regular (33%) e ótimo/bom (38%).

O percentual de ótimo e bom cresceu sete pontos desde junho.

A candidata Dilma ainda enfrenta elevada taxa de rejeição (42%). Mas a Presidenta vê sua aprovação crescer lentamente: ganhou sete pontos para somar agora robustos 48% ( 41% em junho).

São nove pontos mais que a intenção de voto no 1º turno, registrada na última sondagem do Ibope.

O que falta para essa aprovação flutuante se traduzir em apoio efetivo à reeleição?

A pergunta é pertinente diante da mudança observada no humor do eleitorado, mas, sobretudo, das possibilidades abertas por novidades que vieram para ficar.

Os 11 minutos disponíveis pela coligação de Dilma no horário eleitoral abriram uma clareira em uma narrativa econômica articulada à especulação financeira, e determinada a materializar a profecia de um nação demolida, embora no limiar do pleno emprego.

Um exemplo desse intercurso pode ser constatado nesta sexta-feira.

O BC anunciou uma expansão do PIB de 1,5% em julho --a maior taxa dos últimos seis anos para o mês.

No mesmo dia a Bovespa desabou.

A queda acumulada na semana, da ordem de 6%, vem a ser a maior desde a crise mundial de 2008.

O que explica o paradoxo de uma Bolsa que esfarela quando a economia se expande, e isso é reportado pelo colunismo isento como sintoma de uma economia em estado terminal?

Explica-o a perda de densidade da candidatura ostensivamente simbiótica com os interesses do mercado financeiro.

Mal ou bem, dispõem-se agora de um contraponto ordenado e regular de crítica e esclarecimento das consequências antissociais e antinacionais subjacentes a essas investidas cinematográficas do dinheiro contra a vontade soberana da sociedade.

A lição de que a pluralidade informativa faz diferença no discernimento da sociedade e, portanto, na qualidade da democracia está marmorizada nas pesquisas que sugerem maior receptividade à reeleição da Presidenta Dilma.

A tese conservadora de que a mastigação diuturna do governo refletiria a virtude de uma mídia independente no papel de contrafogo ao poder de Estado, soa, portanto, risível.

Mesmo assim, o site Manchetômetro resolveu fazer a prova do pudim.

E comparou o tratamento dispensado à campanha pela reeleição de Dilma, com a cobertura dedicada a Fernando Henrique Cardoso, em 1998, quando o tucano tentava igualmente um segundo mandato contra Lula.

O resultado (leia nesta pág.) confirma a percepção de um sistema de comunicação que se fantasia de objetividade na tentativa de manter um poder tutelar indevido sobre Presidência, o Congresso, as urnas e o desenvolvimento do país.

A segunda lição da semana não é estranha a essa, mas reveste-a de maior abrangência.

O fato é que a reordenação das intenções de voto em direção à Dilma dificilmente teria ocorrido não fosse a determinação política de usar essa janela de informação para transmitir uma mensagem clara ao eleitor.

Ela foi formatada, como registrou Carta Maior (leia ‘A arca de Marina e o dilúvio antipetista’), depois que a direção do PT fez um balanço crítico da

campanha no último dia 5, em São Paulo. Foi também quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso à militância, encarou a perplexidade petista diante da desabalada liderança de Marina nas pesquisas até então.

Em duas frases, Lula esquadrejou a areia movediça ao redor e identificou um pedaço de chão firme onde instalar a alavanca para uma reação: ‘Nós ficamos economicistas; não nos faltam obras, mas política’, diagnosticou para prescrever o antídoto: ‘Temos que demarcar o campo de classe dessa disputa: é preciso levar a política à propaganda’.

A partir de então a essência radicalmente neoliberal embutida no programa de Marina Silva passou a ser floculada do espumoso caudal de 241 páginas .

O extrato obtido foi exposto à luz do sol em uma narrativa pedagógica, determinada a tipificar um a um seus riscos estratégicos e sociais.

Na mesma chave narrativa, a Presidenta Dilma passou a dar nomes aos bois. E ao berrante, que alguns preferem chamar de educadora, embora funcione como um agregador da boiada e de tudo o mais que acompanha o tropel.

A eleição está longe de ser definida a favor do campo progressista.

Há flancos preocupantes.

O Nordeste não é mais uma trincheira coesa; Dilma não terá palanques em estados onde candidatos a governo do PT estarão fora do 2º turno; a mídia e o dinheiro grosso não vão desperdiçar a chance real de vitória à bordo da desfrutável candidata que lhes oferece o carisma que nunca tiveram. Num 2º turno, a vantagem do tempo de televisão desaparece.

É tudo verdade. Mas quem relativiza o que aconteceu nos últimos cinco dias não entendeu o principal.

As adversidades já estavam postas antes. O que mudou e sacudiu as placas tectônicas que pareciam cristalizadas foi uma nova dinâmica política impulsionada por motores que vieram para ficar. Espera-se que fiquem definitivamente no aggiornamento político reclamado por Lula.

O PT e sua propaganda redescobriram que não se faz política sem definir o adversário, dizer o que ele representa, por que deve ser derrotado, as perdas e danos de se entregar o país ao seu corolário de poder.

Isso não é pouco.

Não apenas pelo efeito esclarecedor que exerce na opinião pública, hipnotizada pelo jogral do Brasil aos cacos.

Mas, sobretudo, pelo papel reordenador que tem no discurso progressista, adicionando-lhe clareza, coerência, prumo e um alvo imenso, despudoradamente marcado por metas de natureza anti-popular e antinacional.

Em dúvida, recomenda-se rever a sabatina de Dilma à equipe de colunistas do Globo, realizada na última sexta-feira.

Estava todos lá, as mais ostensivas cepas do conservadorismo midiático, em sua gordurosa peroração de sempre: o Brasil é uma cloaca entupida de corrupção e desgoverno.

Dilma deu-lhes um banho com o sabonete desfolhante da clareza técnica esfregada com a bucha da argúcia política.

Tirou o couro. E expôs a matéria bruta dos interesses por trás da santa inquisição, reduzida a um auditório gaguejante, diante da consistência e desenvoltura da entrevistada.

Confira abaixo. É o corolário encorajador de uma semana para não esquecer:http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/sabatinas-o-globo-com-os-candidatos-a-presidente-1.html"

Vespertinas tolices dominicais...

As viúvas...

Referências:

- Triângulo.
- Posse compartilhada.
- Coisas incomuns.
- Inventários silenciosos.

Já havia alguns anos, tantos quantos não eram mais capazes de recordar quando começaram aquele velho hábito...
Alguém disse, dias desses, em um roteiro de filme, daqueles que passam na Sessão Coruja, que: "deus nos faz esquecidos, porque não suportaríamos o peso de todas as lembranças"...

Mas o certo é que toda a tarde de domingo, ele as duas se reuniam em um café qualquer, e sentavam-se juntos, e ali permaneciam quietos...inventariando passagens, aniversários, velórios, dívidas, projetos, gestos, fluídos corpóreos, beijos, lágrimas, gozos...

Como sempre foi a relação triangular, cada vez ele chegava na companhia de uma delas, e poucas vezes ele chegava só, elas vinham cada uma de um canto...Pediam sempre o mesmo pedido, e ali contemplavam o martelar dos minutos, impassíveis e silenciosos, inventariando cada memória que compartilharam por anos e anos de triângulo amoroso...

Elas nunca se falaram...Ele nunca ouviu a voz delas ao mesmo tempo...

Um triângulo incomum, que por muito tempo aconteceu sob estranho consenso...Ela, a mais velha, e a primeira a conhecê-lo, fazia as vezes de titular, e fingiu um bom tempo nada saber sobre a existência da outra, que por sua vez, resignava-se (nem sempre) com o papel de ser "a outra"...

Estranha mistura de ciúmes e devassidão alimentavam um "quê" de erotismo, uma autoflagelação dos laços culturais conhecidos de fidelidade...

Ele não sabia se elas mantinham outros casos..,elas nunca disseram, apesar de que pudesse ser uma "vingança" saborosa...Pensando bem, elas imaginavam que a mera especulação já era vingança suficiente, que por sua vez, alimentava nele também uma ameaçadora excitação...

Eram pessoas comuns, vivendo de forma incomum...Não...talvez vivessem às claras o que todos vivem de forma mais hipócrita, aí residia a especialidade daquele encontro...

Os amigos em comum de cada casal, de quando em vez, encontravam os três na tarde de domingo, e se divertiam ao conversar com uma e com outra versão do casal, sem que o assunto fosse compartilhado por todos deles...

Havia amigos, casais e/ou sozinhos que também imaginavam, também eriçados pelo tesão, a possibilidade de penetrar, de algum forma naquele mundinho esquisito...Não conseguiam, mas também obtinham resultados da simples tentativa, e reforçavam seus laços com coisas que tinham esquecido em suas vidinhas medíocres...


Houve quem dissesse que alguns amigos conseguiram mais, e foram convidados a participar com terceiro vértice de relações que ele mantinha com alguma delas, mas ninguém sabia afirmar ao certo...

Ninguém soube quem delas era a mais devassa, além dele, óbvio...


Naquela tarde, porém, tudo mudou...Para seu espanto, elas chegaram mais cedo que o habitual, e estavam a conversar, animadamente...Sua mente conjecturou um certo frisson, como se dali todos fossem seguir a mesma cama, ou pior, como se elas fossem para a mesma cama...sem ele...

Seu café já estava na mesa...

Elas conversavam como se ele não existisse...Não entendeu bem, no entanto, decidiu participar daquele novo jogo...

Elas levantaram e por uma única vez dirigiram a palavra a ele: "Vamos ao banheiro"...e beijaram-se demoradamente...

Ele sorveu o café que ainda estava quente...

Foi a última coisa que bebeu, quente, lentamente...uma morte digna, para uma vida incomum, pensou ele...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Voto útil: O general inverno do napoleão da lapa...

Conta a História que o inverno russo alterou por duas vezes o seu curso, quando soldados franceses e alemães, respectivamente, foram parados em meio ao rigorosíssimo ambiente de batalha que se criou com a queda vertiginosa das temperaturas, que pegou de "calças curtas" Napoleão e Hitler...

Não foi só isto...

Na verdade, como sabemos, a História não é feita de causas e efeitos únicos...Os fenômenos e eventos são sempre multifacetados...

Em ambos os casos, não só o clima, aspecto que tornou-se causa preponderante, mas também a própria dificuldade de manter alimentadas as linhas logísticas em uma frente tão ampla (larga) e aprofundada em solo inimigo, somada ao fato de ter que combater em frente ocidental (Europa, no caso do Napoleão, e Europa e Norte da África, no caso alemão) e uma frente oriental, contribuíram para o ocaso de tropas até então invencíveis...

Para o nosso napoleão da lapa, o general inverno pode assumir a figura do voto útil...

O perfil consolidado do eleitor do napoleão da lapa parece estável, assim como o contingente eleitoral de seu principal adversário, pezão...

No entanto, uma olhada rápida no espectro das preferências por Lindberg e Crivella acenam com a possibilidade de uma migração de preferências destes para a campanha peemedebista, caminho aparentemente natural em um provável segundo turno...

Os eleitores de Crivella e Lindberg, nem tão distantes de pezão, mas avessos de todo jeito ao napoleão da lapa, poderiam antecipar uma tendência...

Dado o clima morno entre os contendores, neste caso Lindberg, Crivella e Pezão, esta variável pode estar na pauta dos estrategistas do atual governador e candidato a reeleição, que o colocariam como o único capaz de derrotar de "vez" o "mal maior", ou seja, o napoleão da lapa...

Basta para tanto conclamar o eleitor a manter o clima de estabilidade proporcionada pela continuação da ampla aliança que governou o RJ até bem pouco tempo, com os frutos óbvios do trânsito com o Planalto...

Não é uma jogada simples, pois o seu fracasso pode trazer um trauma irreversível a campanha que, mesmo vitoriosa no segundo turno, seria vista como derrotada por propor, e falhar, em liquidar a fatura, dando ânimo extra aos "soldados napoleônicos", ou para os íntimos, os "patetas da lapa"....

Parece óbvio que pezão não deu ao napoleão o campo que ele pretendia, ignorando-o completamente, impedindo que a disputa seguisse um roteiro que mais favorece ao napoleão da lapa, a baixaria e os ataques pessoais...

Todos conhecemos o final de Hitler e do Bonaparte...resta saber se o genérico da lapa seguirá o mesmo caminho...

domingo, 7 de setembro de 2014

A nossa esperança de ver o DARF...

Se pagasse seus impostos como todo cidadão faz, o a famiglia "grobo", não precisaria fazer caridade com dinheiro alheio...

Aliás, só a "grobo" mesmo para ter tamanha cara de pau: Sonega bilhões de impostos que serviriam aos mais pobres, e depois pede mais dinheiro em nome deles...

O valor sonegado pela famiglia durante as transações de compra de direitos de transmissão da Copa de 2002, se atualizados monetariamente, dariam para pagar todos os anos da famigerada campanha, e ainda sobraria troco para dez ou quinze anos...

A Inglaterra, uma terra de ditadores e bugres...

O bardo Shakspeare deve estar se revolvendo na tumba, afinal, depois de inaugurar a própria noção de literatura ocidental (séculos depois das culturas orientais e islâmicas, é verdade), o poeta inglês assiste de seu túmulo o ocaso da sociedade britânica...

Eis que os súditos da Rainha foram convertidos em vassalos de uma monarca absolutista...Ou será que sobrevive na Ilha o espírito de Cromwell (Oliver)?

Loucura?

É que diriam (ou deveriam dizer) os cretinos da mídia local e nacional sobre a postura dos ingleses com a chamada "liberdade de imprensa"..

O jornal The Guardian (isto mesmo, um jornal comercial e não um órgão oficial de um partido ou governo) traz em sua página eletrônica as notícias sobre um documento público (carta) assinada por 30 vítimas da ação irresponsável da mídia na cobertura espetaculosa de vários eventos...

Dentre eles estão os pais da menina inglesa desaparecida enquanto a família passava as férias em um balneário português, Madeleine MaCcan...

A matéria você pode ler aqui...

Estes parentes e vítimas declararam que o IPSO, sigla em inglês para Organização Independente dos Padrões de Mídia, é tão inócuo e falso quanto o organismo que substitui, o PCC, Comissão de Reclamações contra a Mídia...

Este grupo de 30 pessoas aponta que enquanto as recomendações do Inquérito Levenson (Inquérito Especial) não forem adotadas, tudo continuará como antes, ou seja, as empresas de mídia abusando da liberdade de expressão que é um bem público e de toda coletividade...

Estas alegações se devem ao fato de que a investigação Levenson apurou diversas irregularidades (como quebra de sigilo das vítimas e envolvidos, promiscuidade com órgãos policiais, manipulação de informações, propinas, etc), prendeu diretores e mandou fechar publicações, como o News of the World (do mega empresário australiano Rudolph Murdoch, dono da Fox, dos EUA)...

Suas recomendações foram consideradas cruciais para o resgate da credibilidade da imprensa britânica...

Meus deus, mas que inveja, mesmo falso, eles têm um órgão de controle e fiscalização da mídia...

Claro que estes ingleses ainda militam no campo da ingenuidade se acreditam que em algum tempo, o grosso da indústria de mídia pode oferecer um jornalismo longe de ser neutro, mas equilibrado...

No entanto, será que estamos melhores ao não acreditarmos em nada disto, e por isto mesmo permaneçamos inertes frente a tantos abusos?

Uma olhada histórica rápida nos revelará que a indústria do jornalismo, em todas as suas plataformas, sempre esteve associada com o establishment financeiro, e na construção de uma realidade onde determinada classe (os mais ricos) prevaleçam sobre todos os demais...

Quanto mais Democracia for desejada, mais controle sobre a mídia é necessário, por mais paradoxal que pareça...

Os ingleses aprenderam às duras penas...

Os estadunidenses ainda estão empacados nesta ilusão... Não é à toa que sua decadência de sua sociedade rime tanto com o aumento de sua violência e agressividade...

A Europa parece ter estabelecido certas regras...

Você imaginaria um editor-chefe da "grobo" sentado no banco dos réus e preso? Pois é, os ingleses não só imaginaram como fizeram...

Você imaginaria o jornal Extra fechado por ordem de um Inquérito? Pois é...lá também teve esta "aberração ditatorial"...

Mais engraçado ainda é que quando tentamos, ou sonhamos "copiar" estes bons exemplos, os ingleses e os patrões da mídia de lá correm para auxiliar os (tu)barões de mídia daqui para alardearem que estamos às portas de um terrível regime nazicomunista...

God save the Queen...




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Albert Camus tem razão...

É atribuída a Camus a célebre frase: "O suicídio é o único problema filosoficamente sério"...

Desde que ouvi esta sentença, nunca mais conseguir enxergar outro problema que merecesse uma reflexão filosófica mais apurada...

Parece que nos dias atuais, mais e mais gente se inclina a decidir: "vale ou não vale à pena esperar"...

Sim, porque viver é só esperar algo que é certo, e aparentemente não tem data, ou melhor, não tem uma data que possa ser prevista...

O paradoxo: Ao mesmo tempo que esta incerteza inspira esperança, pode ao mesmo tempo, inspirar descrença...

A inevitabilidade é benção e maldição...

Sistemas filosóficos, religiosos, crenças políticas, seitas e outras formas de abstração procuram nos convencer que vale o esforço de esperar, definhando aos poucos, com as formas e faculdades subtraídas pela ação do tempo...

Mercados se ouriçam para prover fármacos e intervenções cirúrgicas capazes de modificar aparências, dando a (falsa) impressão de que o corpo resistirá a infantilidade de negar a fatalidade e precariedade da vida...

E ainda assim, mais e mais gente se mata...Ou será que de tanto consumir, acabamos nos consumindo...?

Sei lá...não sou chegado a espiritualizações, ateu que sou...

Duas matérias trazem alerta da OMS sobre uma pandemia de suicídio pelo mundo...Uma pessoa a cada 40 segundos toma a última e mais importante decisão de sua vida...


Ontem mesmo, em conversa com um amigo do trabalho, ele me disse outra frase instigante: "Caramba, a busca da felicidade se tornou uma doença fatal..."

É fato...nunca tanta gente se matou e morreu acreditando que falho em buscar um rótulo...que muda a cada exigência das demandas de mercado...pobres sísifos que somos...

Enfim, para nosso consolo, tenho quase certeza de que se deus existisse, ele também já teria se matado...