domingo, 31 de agosto de 2014

marina, a candidata oca...

Vem do blog do Nassif o texto do Paulo Moreira Leite:

Conflitos banais da campanha confirmam a fragilidade política de Marina para falar de gays, juros, Chico Mendes, salário mínimo...
Por Paulo Moreira Leite
Denunciado por Jean Willys, o recuo dos quatro tuites na definição do preconceito contra homossexuais no plano do racismo foi a mais recente demonstração de um traço político marcante de Marina Silva: a imensa fragilidade política para defender seus pontos de vista e enfrentar contradições e conflitos. Quando isso acontece, ela prefere fingir que tudo não passou de um mal entendido.
Não vamos nos enganar: a defesa resoluta dos direitos dos homossexuais pode implicar na retirada do apoio do tristemente famoso deputado e pastor Feliciano, dono de uma retórica escandalosa que em 2013 provocou repúdio de vários setores da juventude e da consciência democrática do país – mas foi confortado por Marina, que na época enxergou “preconceito” nas críticas ao parlamentar.
Não foi o primeiro caso e é parte da personagem “Marina Silva” que se apresenta na campanha. A aura de predestinada pressupõe uma concorrente acima dos homens e das mulheres, das classes e dos interesses. A dificuldade é que essa postura tem pouco a ver com a realidade do país e com a história de resistência dos brasileiros.
Apresentando-se como destino final da história, Marina Silva incluiu a herdeira do Itau, Neca Setubal, e Chico Mendes no mesmo universo da “elite brasileira.” Ao praticar uma sociologia eleitoreira, que ajuda a passar uma borracha em diferenças e contradições fundamentais em proveito de uma mistificação, recebeu o repúdio dos dirigentes do Sindicato de Xapuri, no Acre, que Chico Mendes fundou.
É uma reação compreensível, já que a cooptação póstuma de Chico Mendes para o mundo dos banqueiros e grã-finos é particularmente grotesca.
Ao contrário do que acontece com a campanha de Marina, de aberta ambição privatizante, a luta dos seringueiros do Acre tinha uma vocação oposta. Nasceu da resistência dos trabalhadores aos programas de privatização das florestas, promovidas pelos governos estaduais, que leiloavam lotes de terra a fazendeiros e investidores. Mobilizados para defender seus campos de trabalho, os seringueiros enfrentavam tropas de jagunços e operações militares. Protegendo um sistema de propriedade comunitária, seu movimento nada tinha de privatizante, mas era tecnicamente anti-capitalista. Que diferença, não?
Até hoje os colegas de governo Lula não conseguem conter o riso quando recordam o depoimento de Marina Silva no Jornal Nacional. Questionada pela nomeação de um candidato a vice presidente que fez campanha aberta pela liberação dos transgênicos, Marina reescreveu a própria história. Disse que nunca foi contra os transgênicos. Apenas gostaria de um sistema que permitisse o convívio da soja transgênica com a soja natural.
“Ela simplesmente ameaçou pedir demissão do cargo,” recorda um ministro que seguiu o debate de perto. Um alto funcionário do ministério do Meio Ambiente recorda que aliados de Marina chegaram a homenagear a ministra com flores — uma forma de marcar publicamente seu descontentamento.
A Medida Provisória que liberava os transgênicos não proibia a soja natural — apenas autorizava o plantio e comercialização da versão modificada geneticamente. Marina simplesmente queria liberar os transgênicos numa parte do país e manter a proibição em outras.
Com a declaração ao JN, a candidata perdeu uma excelente oportunidade para reconhecer perante os brasileiros a quem pede seu voto que errou ao combater os transgênicos – ou que foi incoerente ao aceitar um vice que nunca escondeu que fazia campanha por eles e até recebeu apoio financeiro do setor interessado. Preferiu investir em seu personagem Mas não foi só. A mesma MP, que tratava de biossegurança de forma geral, foi alvo de Marina por outra razão: autorizava pesquisas com células-tronco, que ela condenava. A ironia, no caso, é que as pesquisas tinham apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia, cujo titular era Eduardo Campos, titular da chapa presidencial do PSB até a tragédia do Cessna.
O Valor Econômico de hoje registra que o mercado financeiro está abandonando Aécio Neves para apoiar Marina e explica: “o sonho de dez entre dez integrantes do mercado financeiro é ver a derrota da candidata do PT.”
Num esforço para não decepcionar nenhum dos dez entre dez, o programa de Marina Silva não faz menção a uma das grandes conquistas dos trabalhadores no governo Lula-Dilma — a legislação que garante reajustes automáticos do salário mínimo, sem necessidade de se promover conchavos anuais no Congresso em nas semanas anteriores ao 1. de maio. 
Outro ponto do programa vem dos bancos privados mas este já foi atendida e, a julgar pela desenvoltura da coordenadora do programa de governo Neca Setubal, herdeira do Itaú, não deve cair nem com um milhão de tuites.
O programa de governo defende a ampliação da participação dos bancos privados no mercado de crédito, diminuindo a participação dos estatais. É coerente com a ideologia privatizante de Marina. Também é prejudicial do ponto de vista do consumidor.
Os bancos privados perderam terreno no mercado de crédito, depois da crise de 2008, porque se recusaram a competir pelos clientes. Mantiveram seus juros nas alturas, mesmo depois que o Banco Central trouxe a taxa Selic para índices compatíveis com aquele momento econômico. O Banco do Brasil e a Caixa só cresceram, a partir de então, porque resgataram clientes que o setor privado decidira abandonar, ameaçando quebrar empresas pela falta de capital de giro e empréstimos que costumavam ser renovados automaticamente.
Atendendo a determinação de Lula — uma imperdoável intervenção aparelhista do Estado petista, certo? — os bancos privados se afastaram da política de mercado para atender ao interesse público.
Essa é a questão.Quando fala em ampliar o espaço dos privados, o programa de governo esconde principal. O mercado de crédito funciona — ou deveria funcionar — sob regime de livre concorrência, onde cada um explora a fatia do mercado que conquistou. Nessa situação, a única forma de mudar a posição de uns e outros é obrigar os bancos que cobram menos a elevar seus juros, permitindo que as instituições que tem taxas maiores ganhem novos clientes.
Em qualquer caso, é uma medida que, elevando o custo do dinheiro, contribui para esfriar ainda a economia, estimulando uma recessão de verdade. Para beneficiar bancos privados, prejudica-se o consumidor e o empresário.
Alguma surpresa? Nenhuma.
Proprietária de uma retórica de palavras fortes, Marina é fraca de conteúdo — situação típica de discursos estruturados mas vazios.

9 comentários:

Anônimo disse...

que medo,hein?

Anônimo disse...

Ela é igualzinha quinem você.
Isto é, nem tanto não parte para baixarias, explica e pronto.
PT vai falar bem de Marina????
Ora veja só!
Nassif??
Se for PT? Ele vem com saudações filosóficas abrindo "Debates"

Se não for? Esculhambações, abrindo: "Quem Bate?".

Na minha sala de aula, os próprios professores estão de saco cheio do PT e suas pseudos teorias de socialismo "meu primeiro".

Marcelo

douglas da mata disse...

Marcelo, eu poderia desfiar um rosário de respostas e desconstruir este tati-bi-tati que você nos enviou, mas atendendo às suas expectativas, lhe digo:

Vão você e seus professores tomar (o de vocês primeiro) no olho do centro do núcleo do buraco do cú...


Ao anônimo do "medo":

Fiote, eu tenho emprego garantido pelo resto da vida, ando armado em nome da lei, e uma vida patrimonial dentro das minhas ambições (quase nulas)...

Medo? De quê?

Se o país quiser andar para trás e embarcar nesta canoa ecopentecostal, fodam-se...

Quando o desemprego estiver em 15 a 20% e o salário mínimo em 90 dólares (como era na era ffhhcc, o mesmo ideário da joana d'arc da floresta e de neca setúbal) eu vou é dar risada...

Anônimo disse...


Douglas, e você acha que a Joana Darc da Floresta é diferente do PT, PV, PC e outras esquerdas anti tudo o que é direito?

A Dilma pelo menos diz.
A Joana disfarça que é meio pentecostal, mas não é. É esquerda

Bobo quem pensa que Marina é melhor que Dilma neste quesito: "esquerda da Floresta".
p
Outra coisa:
Você está muito pessimista...

Levanta, olha pra frente com mais alegria.
Deixa de rancor.

Pra mim, tanto faz tanto fez.
Pode ganhar quem ganhar.

Na verdade até prefiro Dilma, pois até onde sei ela é mais "FAMÍLIA" e "coisas direitas" que outro qualquer candidato. Recebeu mulheres( vi no Yo tube)da Igreja que ficaram 2 horas com ela no Palácio do Planalto. Ficou empolgada com os textos bíblicos sobre a Nação.

O povo? "sabe nada, inocente!"

Anônimo disse...

Que isso?

FHC foi quem acabou com a inflação que Lula criticava e hoje copia.

Somos tão bobos assim, não, da Matta.
Taí, até que Joana da Floresta combina com "da matta".

Chinga não!

Respira fundo. Respira.


Marcel

douglas da mata disse...

Marcel, eu não vou continuar a "chingar" você...

Na verdade, você é um deficiente mental que merece respeito por sua incapacidade...

Resta saber se temporária ou permanente...

Mas vamos lá:

Quem instituiu o plano Real foi Itamar, que teria ganho a eleição caso houvesse a reeleição em 94...

ffhhcc recebe o país em 94 estabilizado, como inflação de cerca de 7% ao ano...

Entregou ao Lula em 12 a 15% ao ano (dependendo do índice, IPC-A, INPC, etc)...

A inflação acumulada em ffhhcc 94 até 2002 é quase o triplo do período 2003 até 2010(Lula)...

Então, falar de cópia é piada para idiotas como você...

Até porque, os outros índices são totalmente diferentes:[

SM de 90 dólares em ffhhcc e mais de 300 em Lula, desemprego muito menor em Lula, crescimento médio do PIB, aumento do gasto social per capita com Lula, Universidades (200 com Lula e zero em ffhhcc), sem mencionar a mobilização de 40 milhões de pessoas da extrema pobreza para um lugar menos indecente na pirâmide social com Lula...

Então, fiote, vá se tratar desta burrice imensa (tem cura, acredite), depois volte aqui....

douglas da mata disse...

Ao outro crente-cretino,

Chamar PV de esquerda é prova de que você nem merece que percamos tempo discutindo...

Juntando com a questão "moral-pentecostal" fica ainda mais difícil...

Comparar marina com Dilma é sinal de que você anda tomando santo daime ou coisa pior...mizifio...

êh, êh mizifio...

Anônimo disse...

Você é o imbecil completo. Xinga todo mundo que discorda de você. E quando ve que pode perder, finge que não tá ligando. E que coisa ridícula essa de...quando o salario...bla bla...quando o desemprego...bla bla. Porra e que interpretação da influencia de FHC no sucesso do real...caralho...imbecil por completo!

douglas da mata disse...

Cretino de 05/09 às 16 horas e 18 minutos,

blá, blá o desemprego?

salário mínimo é blá, blá, blá...?

Então tá, vamos a uma proposta:

Se você conseguir dentre os índices abaixo encontrar um único que o governo ffhhcc tenha apresentado números melhores que os governos Lula e Dilma, você pode me passar o número de sua conta que eu deposito 500 reais...

- salário mínimo (em dólares);
- inflação média acumulada no período (1994 até 2002 e 2003 até 2010);
- gasto social per capita;
- emprego;
- crescimento médio do PIB;
- juros;
- criação de universidades;
- criação de cursos técnicos;
- aumento da participação dos salários na renda nacional;
- reservas cambiais.

e pode escolher outros...

Em relação a ffhhcc e ao plano Real, eu só posso dizer o que a História conta e não a propaganda que intoxica debéis mentais como você...

Em 1993, Itamar assume o Brasil com inflação nos píncaros, e entrega a ffhhhcc (beneficiado pelo plano Real e pela impossibilidade de reeleição na época) um país com estrutura monetária estabilizada e inflação sob controle...

Em 2002, ffhhcc entrega a Lula um país com 12 a 15% de inflação ao ano (o dobro da taxa de hoje que a mídia diz que está insuportável) e pior: salários achatados, 17 bilhões de dólares de reservas cambiais (hoje são U$ 400 bi), pendurado em um papagaio do FMI (que mandava e desmandava na economia), desemprego nas picas, enfim, dólar disparado a quatro reais, enfim, um caos...

Então, fiote, não é só xingar...tem que inserir o xingamento dentro de um contexto lógico, que faça sentido...

Quando eu xingo idiotas como você é só para dar "um realce" na burrice e falta de argumentos que vocês ostentam...

Então, como sempre eu lhe digo: pode xingar à vontade, mas traga argumentos...

Falta de argumentos para mim é uma ofensa muito maior...