segunda-feira, 4 de agosto de 2014

E assim rasteja a Humanidade...

Nos EUA (e no Brasil?), a melhor forma de erradicar a pobreza é sumindo com os pobres...


Tenha esperança, alguém lhe diz...Eu não sei se é esperança ou desespero...Afinal, para se ter alguma expectativa razoável, é preciso algum sinal concreto de que há coisas boas no horizonte...Senão é loucura...

Olhando os jornais, eu chego a conclusão que tinha razão uma velha amiga, professora de História, quando ela me dizia: "Douglas, a Humanidade não é viável".

The Independent traz uma interessante notícia sobre o american way of life, o padrão que nossa classe média busca desesperadamente copiar.

Claro que alguns cretinos logo se adiantarão em dizer: "ué, você não gosta de mordomias e conforto?".

Mas é claro, no entanto, não é esta a questão, e sim o fato de que a manutenção deste direito (ter conforto econômico) no patamar de privilégio de poucos (a elite e as classes médias), acaba por levar as sociedades a adoção dos seus instintos mais selvagens, e o que é pior, revestidos da "aura" de legitimidade ou institucionalidade, conferidos por uma estrutura poderosa de convencimento ideológico, que se apresenta, justamente, como não-ideológica, SEMPRE.

Leiam aqui a matéria (se desejarem).

Adiantamos o principal: Cidades estadunidenses, com o aumento da miséria de suas populações, começam uma escalada de higienização, instituindo regimes legais draconianos e incentivando o endurecimento policial com as populações de rua.

Vejam o absurdo: Em Fort Lauderdale, Broward County, Flórida, um sem-teto foi multado porque estava sentado no meio-fio, com os pés tocando a via, o que é considerado uma violação de tráfego. 

Há outras leis em estudo, em outros lugares, como nos informa a matéria de David Usborne, como aquelas que apontam para dificultar as organização humanitárias na tarefa de distribuição de refeições aos sem-teto e outros carentes.

Bem, que se lembra da Sandra Cavalcanti, que na década de 70 mandava quebrar as pernas do mendigos da capital do então estado da Guanabara, para jogá-los no rio da Guarda, ou das recentes medidas do tucanos paulistas e seu "general geraldo (alckmin)" na cracolândia, ou da reação da "tribo branca dos shoppings" aos rolezinhos, saberá dizer que esta "tecnologia" social não é exclusividade estadunidense...





Israel, a trégua parcial, assassinato completo, ou: Os nazissionistas recarregam suas baterias!

Os cães de guerra de David foram recolhidos por sete horas, a partir das 10 horas (horário local de Gaza). É o que nos diz o The Guardian.

Acredite quem quiser.

Eu não acreditei e fui verificar.

A Rede Al Jazerra revela que o cessar fogo foi imediatamente violado por Israel logo após sua decretação unilateral pelo comando assassino nazissionista.

Diante da inevitabilidade do fato, a pergunta: para que dizer que vai parar de atirar, enquanto continua atirando? Seguem minhas hipóteses que não se excluem:

- Cessar fogo apenas para distrair a atenção da comunidade internacional, que hipócrita, lamenta: "matem, mas tenham classe".

- Enganar suas vítimas, que iludidas com o "intervalo" do "jogo mortal" tentam retomar algo parecido com a rotina (juntar pedaços de corpos, enterrar crianças, lavar feridas, catar restos de comida, etc), e acabam se descuidando e virando alvos mais fáceis...Algo como matar alguém que já se rendeu...

Dizem que ninguém é tão ruim que nunca se possa concordar com ele...Vendo no que se transformaram os judeus-sionistas, eu tenho medo de pensar que Hitler, enfim, poderia estar certo...
                                                                                                                           

Não tenha esperança, não espere...Faça!


4 comentários:

Anônimo disse...

Eu não li isso sobre Hitler...

douglas da mata disse...

Leu sim, e é fácil compreender:

Eu tenho ódio dos alemães que silenciaram e promoveram as condições para que Hitler dizimasse judeus, inclusive com a omissão dos aliados, que deixaram a questão judia para o fim da guerra...

Eu tenho ódio dos judeus assassinos de palestinos...

Logo, tenho ódio dos dois (nazistas e nazissionistas), e como vejo as coisas como causa e efeito, por mais cruel que seja, se Hitler tivesse terminado o serviço, o genocídio palestino não estaria acontecendo...

Anônimo disse...

Putz...e podia piorar...

douglas da mata disse...

Sempre pode, não tenha dúvidas disto...

Eu fico triste em saber que em pleno século XXI, com tanta informação disponível, há gente que ainda enxergue a História como um amontoado de personagens, uns chamados de heróis, e outros de vilões, ou outras divisões maniqueísticas, como "eixo do mal" (eles) e países do bem (nós)....

Olhando bem de perto, cada país e suas sociedades experimentaram regimes odiosos, com uso da violência como instrumento de coesão nacional e de "convencimento político", com eliminação de opositores e escolha de bodes expiatórios...

Temos Vargas no Brasil, os genocídios promovidos pelos impérios colonialistas (século XV e XVI) e depois os neocolonialistas (século XIX e XX), a "ditadura branca estadunidense" sobre os negros até 1965, etc, etc, etc...

Todo povo tem os seus "judeus" para expiar culpas e depositar rancores:

- Os EUA com seus negros, nós com as nossas chagas não curadas desde a abolição, a França com os argelinos, a Grã-Bretanha com a Índia, o Japão e seu pequeno holocausto na ocupação da Mandchúria (China) em 1936, a Holanda e a África do Sul e o Apartheid como herança colonial, a Turquia e o genocídio armênio (governo dos jovens turcos), etc, etc, etc, etc...

E claro, cada um destes períodos históricos foi possível com maior ou menor adesão de largos setores de cada sociedade, que se omitiu em troca de alguns privilégios, como nosso caso em 64.

Mas nos faz bem imaginar que haja só "culpados" como Hitler, Mussolini, Stalin, etc...

Filho, aqui vai um conselho, vá estudar...leia...

Participe do debate com argumentos, se poupe de ficar rosnando lugares comuns pelos cantos do blog...