sábado, 19 de julho de 2014

Reflexões tangentes.

Já dizia "O Velho" (Karl Marx) que a História, nossa História pode ser comparada a de um rio. Mesmo que da nascente a foz sejam as águas deste rio, é impossível, em qualquer ponto de sua trajetória de banhar-se duas vezes na mesmas águas.

Daí vem a frase que a História se repete a primeira vez como farsa, e a outra como tragédia.

Eu prefiro simbolizar a vida como um espiral.

É possível enxergar os eventos passados mais de uma vez, mas sempre a partir de um ponto de vista mais amplo e a mais distante, que é dado justamente pelo passar dos anos.

Por isto temos a impressão que alguns destes eventos estão prestes a se repetir. Não estão.

Se pudéssemos aplicar alguma lei da física, e se traçássemos uma tangente entre o ponto mais interior da espirar (passado) e o ponto onde estamos (presente), poderíamos obter um vetor de força desconhecida.

Isto acontece, por exemplo, quando tentamos reeditar relações, sejam elas de amizade ou afetivas, tendo como parâmetro aquilo que houve no ponto mais interior da espiral.

As forças resultantes, por exemplo, da tangente entre amores, revoluções, ódios e outras disrupturas pretéritas e tardias podem ser devastadoras, para o bem e para o mal.

Mas a pergunta que move a Humanidade é: seguir inerte como um corpo solto no espaço, sujeito às leis incontroláveis da cinética ou forçar uma reação que altere os cursos, ainda que percamos o controle sobre eles?


Um comentário:

Anônimo disse...

Forçando ou não as ações, nunca teremos o controle sobre elas. O máximo que podemos conseguir é entender os motivos que nos levaram a agir daquela forma, mas sempre sem nenhum controle.