domingo, 15 de junho de 2014

As hienas e os jornais: comem merda e dão risada!

Há um fenômeno irreversível que assola as plataformas de mídias desde que o capitalismo colocou para andar a máquina da internet.

De certo que a credibilidade dos veículos de mídia, principalmente os jornais, já vinha ladeira abaixo. Mas a aceleração deste processo é diretamente proporcional a virulência que assistimos contra o poder constituído e a ação política, e não só resultado da diluição que a rede mundial proporcionou.

Talvez estejam relacionadas como causa-e-efeito.

Cada vez menos capazes de influenciar o eleitor, mais e mais agressivos se tornam nossos editoriais!

Impensável até na era pré-suicídio de Vargas (talvez nosso momento mais dramático e violento da disputa política), que jornais e TV difundissem ou se omitissem frente ao ataque escatológico contra a presidenta Dilma.

Nem Jango na véspera do golpe mereceu tamanho desrespeito.

O comportamento da mídia é o reflexo de como andam suas vísceras...apodrecidas.

No Brasil, que mantinha um número baixíssimo de leitores assíduos, cerca de 6 a 7% da população, signo de um projeto de país que produzia informação apenas para "um círculo íntimo" de formadores ou replicadores de conteúdo, não é errado dizer que os meios escritos nunca tiveram a densidade que arvoravam ter, e repercutiam muito mais como uma complementação dos canais áudio-visuais, antes o rádio, depois as TVs.

Com este esquema de "pirâmide da informação", faziam e desfaziam, criavam e destruíam carreiras políticas. 
Elaboraram um sofisticado caldo de cultura que reúne um individualismo cretino, violência covarde contra pretos, pobres, mulheres e outras camadas mais frágeis, ódio a ação coletiva e a política, moralismo hipócrita, estéril e histérico, etc.

Ao contrário de sua matriz ideológica e operacional (o jornalismo estadunidense), nossos jornais nunca alcançaram mais que a classe média e a elite brasileira. Porém esta faixa de alcance lhes permitiu funcionar como esteio de estruturas de poder baseadas na desigualdade.

Por este motivo, nos EUA a derrocada da mídia chamada de tradicional tem sido mais lenta, enquanto por aqui, jornais e TVs diminuem seu público na velocidade da luz.

Lá, como na Europa, ainda que a credibilidade da mídia tenha sido leiloada pelos tostões da hegemonia neoliberal, que tragou a tudo e a todos no fim do século passado, o processo foi contido pela enorme popularidade que estes veículos contavam junto a maioria da população, que justamente funcionou como uma espécie de controle, ou autocensura para editores e barões da mídia.

A chegada de canalhas como Murdoch solapou de vez este sistema freios e contrapesos na indústria da mídia mundial.

No Brasil a murdochinização na mídia foi devastadora, assim como o neoliberalismo foi para a economia, e não por acidente os dois são contemporâneos.

A mudança de humores do eleitorado dos países periféricos, cansado de chafurdar em pobreza para sustentar a riqueza dos países centrais, alterou o olhar sobre a mídia, e pasmem: Uma maior alfabetização e escolarização (o tempo médio de escola subiu de 4 para 9, 10 anos desde 2002) não significou mais leitores ou espectadores fieis, ao contrário!

A transmissão da Copa pelos canais abertos experimentou a pior audiência da História.

O todo-poderoso jornal nacional não consegue mais chegar a 30% de audiência!

Jornais são usados cada vez mais para embrulhar peixes podres e outros dejetos menos nobres.

E não se trata apenas de recrutamento de gente ruim, embora seja verdade que o nível atual dos jornalistas (ou serão porcalistas?) seja sofrível, da chefia de edição até o mais foca dos focas.

Quem convive com este pessoal, seja lá o motivo, sabe que há pouquíssimo cérebro naquelas cabeças, e muita vontade de repetir discursos que agradem ao patrão.

Porém, há gente do calibre de jabour, dentre outros, que temos que reconhecer, possuem conteúdo cultural que só agrava suas escolhas pela burrice simplista!

Fazer oposição a um governo popular, que beneficia a maioria da população é coisa complicada, e deve bater um baita desespero que após 3 anos de disparos diários, a presidenta ainda consiga se manter a frente da soma de todos seus concorrentes.

Fosse outra época, ela já estaria devendo votos, ou pior, já teria sofrido um impeachment, talvez porque sua neta quebrou uma louça do palácio, ou sua filha estacionou em local proibido.

Agora as coisas são diferentes...

Como inventar uma realidade?

Como dizer para o povo que o país vai mal, se o povo vai tão bem? 

Emprego? Tem. Escola, vaga na Universidade? Tem também. Comida na mesa, consumo, salário maior? Tem muito mais que antes, talvez como nunca tenha sido.

Uma copa que só aconteceu de novo por aqui 64 anos depois...

Onde estão os aeroportos em chamas, entupidos por turistas furiosos, estádios que não ficariam prontos (ou ficariam em 2024, de acordo com a "previsão matemática" da capa da veja, que já entrou para o anedotário, junto com o "boimate")?

Obras de infraestrutura que há 40 anos não aconteciam, e que em regime democrático só aconteceram com JK estão aí, em andamento...

Redistribuição de renda, autossuficiência energética, território, bônus demográfico à vista (com maioria das pessoas no auge da idade produtiva, 18 a 45 anos).

É contra isto que este pessoal luta. É contra isto que este pessoal tem que vomitar impropérios todos os dias, para devolver o país a um pequeno grupo que lucra com a miséria da maioria, enquanto sustenta a posição de mando de seus patrões internacionais.

Lula tem plena razão. O jogo vai ser bem mais pesado! O Brasil não pode dar certo do jeito que vem dando, porque vai se transformar em péssimo exemplo para os demais.

Olhem o exemplo de Michelle Bachelet do Chile, que já abandonou a tolice de "aliança do pacífico" para cerrar fileiras com seu maior parceiro estratégico, o Brasil.

Os donos do mundo, e seus lacaios espalhados por ele, estão desesperados...

Bem, enquanto estiveram só latindo, ou rindo da merda que comem, tudo bem...


3 comentários:

Anônimo disse...

Douglas
Já parou para pensar porque as manifestações pararam? Eu acho que foi pelas vaias que Dilma recebeu. Eu acho que eles querem protestar, mas não querem dar força a elite, embora eles se misturem.

Anônimo disse...

meu camarada,

violência covarde contra pretos, pobres, mulheres e outras camadas mais frágeis,

Sei que na época torci por você, apesar de alguns mesmo dos seus "nossos", estarem torcendo para a saída daquela tal jumenta insensata justo para que você não se entregasse tanto.
Tudo bem, mas hoje, depois de alguns momentos de bar nem tanto contigo, vejo que aquilo foi meio também violento, não foi?
Ta diferente do que fizeram com nossa presidenta?

ahh, quero dizer também que acabei fazendo uma leitura sociológica do fato antes e depois e vejo que o ser evangélico faz os de nossa ala, esquerda mais para o esquerdo, não ir muito com as caras e cérebros desses bíblias.
Mas sabe, tô lendo e a coisa não é bem como nos contam.
O livro é fantástico e explica alguns momentos que estamos vivendo, meu cara.
Os que leem estão bem mais a frente do momento apocalíptico.
Até uma hora por aí.

admirador.

Anônimo disse...

Agora escancarou de vez!
O jornal folha da manhã está literalmente contra a seleção brasileira e torcendo de forma descarada pelo insucesso da Copa do Mundo no Brasil.
São destaques nos blogs hospedados lá no sitio eletrônico do jornal apenas matérias sobre supostas falhas na organização do evento – que eles de má-fé direcionam a crítica para o governo do PT – supostas manipulações de resultado para favorecer o Brasil; opiniões de colunistas comprados pela grande mídia que são contrários a Copa e de oposição ao governo; e publicações exaltando os xingamentos contra a presidenta.
É uma vergonha este tipo de imprensa!