sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Skol - Comercial "Profissa"...Uma ode ao alcoolismo!



Este blogueiro não bebe, mas não é moralista...

Inclusive para dizer que continua a achar estranho que a sociedade seja tão intolerante (hipócrita?) com algumas drogas, e tão violentamente passiva com outras, como é, neste caso, o álcool...

Mas este é um debate para depois...

Aqui eu chamo atenção para outra descarada propaganda de cerveja, veiculada inclusive nos horários mais "ingênuos", na hora do almoço, por exemplo...Depois do reclame onde idiotas se jogavam de aviões sem para-quedas e nadavam com tubarões para ter acesso a droga(cerveja), em uma alusão clara de incentivo ao consumo irresponsável e irrefreado, agora, a Inbev e suas agências de marketing nos brindam com outra estultice:

Cerveja para "profissionais"? O que são bebedores "profissionais"? Ora, bebedores nesta "condição" eu só conheço os alcoólatras...

E uma propaganda destas, quando o sistema público de saúde, os orçamentos, as autoridades de trânsito, as delegacias, as mulheres espancadas, enfim, todos que sofrem os resultados do abuso desta droga, discutem saídas para tratamento dos que não conseguem escapar a adicção, eu pergunto:

Não seria esta peça um sonoro tapa na cara de todos nós?

Responda com moderação, porque beber com moderação, sabemos ser impossível, pois as pessoas bebem para perdê-la...

5 comentários:

Anônimo disse...

A propaganda não tem nada "de mais". Há inúmeras com o mesmo objetivo. Ou a propaganda (deste tipo) não é para estimular o consumo de um produto? Não há meio termo, ou é isso ou é nada.

douglas da mata disse...

É esta a proposta do debate...

Então, seguindo sua lógica, fica a pergunta: como uma sociedade que admite esta (falsa)dicotomia se diz moralmente capaz de proibir outras drogas? Se pode alardear e incentivar o consumo, por que não libera outras drogas?

Você responderá, provavelmente: cada caso é um caso!

É isto.

Uma sociedade não pode se render a argumentos como o seu (tudo ou nada)...

A aceitação de uso de determinadas substâncias deve estar SEMPRE acompanhada da discussão dos efeitos e danos coletivos causados por este uso(e abuso).

Afinal, álcool não é um entorpecente inofensivo (nenhum é).

E se alguém lucra com esta atividade, e outros tantos morrem, e o Estado ainda paga por isto, é preciso rigoroso controle.

A propaganda de substância entorpecente não pode ser tratada como se fosse uma propaganda de cuecas ou de água mineral.

Há sempre vários meios termos, e se não houver, fiquemos então com a primeira opção, ou seja: não há propaganda.





Anônimo disse...

Entendi. Você quer que libera a marijuana né doidão?

Anônimo disse...

Não vou responder cada caso é um caso. Você tem razão. Tem que discutir todas as drogas, inclusive o álcool, com total desprendimento. O nosso modelo de combate às drogas está falido. Enquanto houver demanda vai haver a droga. Por exemplo, eu sou viciado, quero me tratar, não tenho dinheiro. Aonde me dirijo? Onde há clínicas pro meu tratamento? Será que os trilhões que são gastos pro combate não deveriam ser aplicados na prevenção e cura?

douglas da mata disse...

Comentarista das 11 horas e 12 minutos:

Eu acho que não há pior droga que a estupidez...veja seu caso...

Nem crack, mescalina, ópio, ecstasy, maconha, cocaína, lsd, ácido, etc, são tão lesivos e devastadores ao cérebro quanto esta sua auto-degradação intelectual...

Gente como você só com lobotomia...