sexta-feira, 4 de outubro de 2013

marina e o papa chico: duas bostas da mesma cloaca!

blair
Um olhar um pouco mais atento lançará sobre marina silva, a joana d'arc da floresta, e o papa chico, o pobre-mas-limpinho,  a certeza de que são instâncias diferentes de um discurso que vem tomando conta de setores de várias camadas de sociedades ao redor do planeta.

E como tais, marina e chico estão encurralados.

Esta semana, dois eventos demarcaram bem os contornos das contradições graves em cima das quais estes personagens tentam se sustentar publicamente, à frente de movimentos políticos bem característicos.

Um religioso que se encontra preso, por ter sido flagrado ao transportar milhões de euros, da Suíça para Roma, no esquema de lavagem e evasão de divisas que parece ser a própria natureza da igreja do carpinteiro bastardo, continuou a abrir o "bico", e revelou mais "segredos" intrigantes da conduta dos maiorais do Vaticano, que compõem o mesmo roteiro: regalias, contratos superfaturados, desvios, paparicos, etc.

Já no campo político nacional, o tse triturou as pretensões da joana d'arc da floresta.

O problema é: o papa e marina se apresentam como forças "moralizantes", capazes de se postarem acima destes interesses, e prometem o saneamento aquilo que parece mais ser uma ratoeira episcopal ou, em nosso caso, uma pocilga eleitoral.

A contradição: o papa é fruto deste mesmo esquema político que indica e "elege" papas, logo, é improvável que consiga dar um golpe em seus pares...marina, a seu lado, também é fruto acabado do sistema que agora rejeita...

Não haveria nada demais nisto, senão fosse um único detalhe(justamente, onde o diabo reside): O papa, ao se colocar como uma força ex machina, arrecada a simpatia dos ingênuos (e dos cínicos) que imaginam ser possível um "milagre moral" a consertar defeitos em processos e disputas que são tipicamente humanos...tal e qual a ex-senadora...

Por mais que haja a tentação de acreditar nesta condição "sobrenatural" de um chefe religioso, o fato é que cada porretada que leva da "realidade terrena", ele acaba por se isolar ainda mais, e desperdiça pouco a pouco o capital político dos que o apoiam como solução original do conflito.

Caso parecido é o da joana d'arc da floresta, a bláblárina...

Interessante vê-la dizer, ao ser entrevistada na saída do tse, que detinha o julgamento (monopólio) da moral (sempre privada) sobre o julgamento legal(sempre público), mostrando toda sua face autoritária e fascista: Ora, se uma das reclamações da classe mé(r)dia e dos setores da elite que ela representa e vocaliza é o constante espezinhar das leis (o tal combate a impunidade e corrupção), como imaginar que ela imaginasse ser possível a formação de uma legenda a partir de uma exceção (jeitinho) destas mesmas leis?

Como fazer reinar a moral ao arrepio da lei e dos direitos? Resposta só os tiranos têm...

Nem é preciso dizer que os cartórios não poderiam ser responsabilizados nesta chantagem da ex-ministra.

Várias assinaturas foram rejeitadas por suspeitas de fraude, outras porque, de fato, não houve tempo disponível, justamente porque os marinistas entupiram os cartórios nestes últimos seis meses, como se tentassem criar uma dificuldade intransponível, que por sua vez, justificasse o contrabando de assinaturas com o referendo da justiça eleitoral.

Agora, refém do próprio discurso que rejeita o sistema partidário atual, bláblárina hesita para se filiar a um partido que antes detratou...Está no mato e sem cachorro..

Nem vamos apontar as outras contradições, como suas relações com o banco Itaú, por exemplo...

Por isto, não há como negar: tanto os religiosos da política, quanto a política dos religiosos são merdas da mesma bunda.




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