quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Eike Batista: In memoriam.

O caso do ex-mega empresário senhor X é um apanhado de aprendizados, conseguirá absorver algo quem renunciar a certos cacoetes, vamos lá:

01- Se a mídia festeja, desconfie, SEMPRE...O comportamento cretino e hipócrita das empresas de comunicação em relação ao seu antigo financiador é clássico! De quebra, pretendem colar o ônus do fracasso no governo, como se a imprensa "especializada", e até as "colônias sociais" não tivessem grande parte de suas digitais no processo de endeusamento da farsa!

02- O capitalismo não é brincadeira de criança...Os rearranjos para expansão territorial das bases de transferência, acumulação e fluxo de capitais, a implantação das facilidades estruturais e logísticas são intrincadas, ainda mais se associadas a indústria de bens de capital, de base e energética...Muito diferente de especular com minas e venda de commodities...A maturação é bem diferente, e não comporta "apostas" de risco voláteis...

03- A promiscuidade entre poder político e poder econômico, embora não sejam inéditas, cobram um preço caríssimo quando uma das duas pontas da equação, ou ambas, afundam...No caso específico do Rio de Janeiro, a relação do senhor x com o ex-governador cabral ultrapassou os limites da tolerância até para o patrimonialismo atávico nacional e regional...

04- As plataformas de internet, principalmente os blogs, detêm hoje uma parcela considerável de produção, debate e disseminação de informação de boa qualidade, e que por sua parcialidade (baseada na pessoalidade do editor) possibilita antever, com rara antecipação, os movimentos de certos fenômenos, ao contrário das manadas tangidas pela grande mídia...

Há alguns anos, este blog recebeu sérias críticas (e até algumas ameaças, nunca divulgadas), quando, à sua maneira (com viés político, ideológico e até partidário) disse o que estava por vir...

Pois é...nada como ter razão!

Melhor ainda é ler nos blogs de coleira, PIG local e nacional, que antes "babavam os ovos" do super eike, se rendendo a realidade que se negavam a enxergar, ou pior, tentavam manipular para conseguir os trocados de sempre...

7 comentários:

Anônimo disse...

A mídia gosta de dinheiro. Assim como quase todo mundo. A mídia local então, mais que gosta: idolatra.
O problema é que eles tem concessões públicas e responsabilidades.
Na planície, quando chega "carne fresca" com dinheiro para gastar e se promover, as aves de rapina pululam como cogumelos em árvores. Nada de novo.

douglas da mata disse...

Gostar de dinheiro não é pecado, ao contrário...

Mas o problema é que vale a pena ter dinheiro para usá-lo, e não o contrário.

Eu não enxergo que seja impossível ganhar dinheiro com mídia, sem se tornar uma prostituta de notícias!

Mas se esta for a opção (cafetinagem jornalística)seria muito mais honesto dizer que se trata de cafetinagem e prostituição!

Anônimo disse...

Você deveria, com toda sua sapiência e capacidade premonitória, ter avisado, também, a Lula (que aqui esteve em visita privada com Eike), ao BNDS que não diz, alegando sigilo bancário o valor do rombo,a CEF - mãe de todos, a Dilma que tratava Eike a pão-de-ló, etc, etc.
Ora, analise as coisas sem maniqueísmo. Mas não tem jeito: todos estão errados (e estão mesmo), menos, para você, o PT do "puder". Pronto, falei.

douglas da mata disse...

Meu filho, você reivindica uma "análise" sem maniqueísmo, mas nos inunda com o seu...

Este blog, em todas as suas abordagens falou do erro em apostar no senhor x, e já publicou vários textos, que você pode procurar, se quiser, falando do fenômeno senhor x e da atração que ele teve sobre os governantes, e da aposta equivocada ou arriscada que fizeram com ele...

Não há "sapiência premonitória", há leitura, estudo, anos e anos de alguma observação, e claro, posição política (que você distorce como "maniqueísmo").

o PT erra (muito), Lula erra (muito mais) e Dilma muito mais ainda, se considerarmos que agora ela erra governando...

O modelo de desenvolvimento que aposta em "campeões capitalistas" tem analogias ao redor do globo, como Ford, Lehman, Porsche, Sam Walton (Wal Mart), Rotschild, etc, etc, etc.

É da essência do capitalismo vincular a sua imagem a marcas-pessoas que simbolizem culturas, estilos de vida, e interesses estratégicos, misturando-os a própria noção de nacionalidade e sucesso de cidadãos e países...

Leia um pouco mais, e se informe...Eu também tinha uma visão equivocada sobre os recursos disponíveis as aventuras do senhor x, mas hoje vejo que as coisas são um pouco diferentes do que eu pensava, embora haja muitas dúvidas sobre o tema, que devem SIM, ser cobradas de governos(petistas ou não).

Trago para você um link sobre os empréstimos, quem sabe, desintoxicando um pouco da latrina do PIG onde você se "informa" você traga comentários mais qualificados:

http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-os-emprestimos-do-bndes-para-as-empresas-de-eike-com-atualizacao

PS: fique tranquilo, quando Lula me ligar, eu aviso a ele...

Anônimo disse...

Douglas, concordo com seus comentários sobretudo quando respondeu ao anônimo das 13:33.
Mas eu sempre achei que o Mr. X seria uma aposta nossa, brasileira e que mesmo ele sendo um fanfarrão, era melhor que deixar a oportunidade para algum gringo. Deu no que deu.
Não sei o que é melhor: ou aprendemos na marra a gerir nossos recursos impondo ao mundo nossa maneira, equivocada às vezes, de empreender ou deixamos que os sabidos façam por nós.
Não sei não, mas desconfio que sempre estamos debaixo do jugo dos bancos internacionais...

douglas da mata disse...

Você tem razão: ele foi uma aposta, para o bem ou para o mal, do governo brasileiro para alavancar a ideia de um capitalismo com sotaque nosso.

Se ele foi só isto, ou uma "distração", só a História dirá, não há uma distância segura para definir isto agora.

Sobre os bancos, não tenha dúvida: Todo o mundo está sob este jugo, e não somos apenas nós.

Claro que o nível de comprometimento das economias depende da escala de cada uma, mas é só ver o nó atual dos EEUU para ter certeza disto.

Um abraço.

Roberto Moraes disse...

Um bom debate.