quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Eike Batista: In memoriam.

O caso do ex-mega empresário senhor X é um apanhado de aprendizados, conseguirá absorver algo quem renunciar a certos cacoetes, vamos lá:

01- Se a mídia festeja, desconfie, SEMPRE...O comportamento cretino e hipócrita das empresas de comunicação em relação ao seu antigo financiador é clássico! De quebra, pretendem colar o ônus do fracasso no governo, como se a imprensa "especializada", e até as "colônias sociais" não tivessem grande parte de suas digitais no processo de endeusamento da farsa!

02- O capitalismo não é brincadeira de criança...Os rearranjos para expansão territorial das bases de transferência, acumulação e fluxo de capitais, a implantação das facilidades estruturais e logísticas são intrincadas, ainda mais se associadas a indústria de bens de capital, de base e energética...Muito diferente de especular com minas e venda de commodities...A maturação é bem diferente, e não comporta "apostas" de risco voláteis...

03- A promiscuidade entre poder político e poder econômico, embora não sejam inéditas, cobram um preço caríssimo quando uma das duas pontas da equação, ou ambas, afundam...No caso específico do Rio de Janeiro, a relação do senhor x com o ex-governador cabral ultrapassou os limites da tolerância até para o patrimonialismo atávico nacional e regional...

04- As plataformas de internet, principalmente os blogs, detêm hoje uma parcela considerável de produção, debate e disseminação de informação de boa qualidade, e que por sua parcialidade (baseada na pessoalidade do editor) possibilita antever, com rara antecipação, os movimentos de certos fenômenos, ao contrário das manadas tangidas pela grande mídia...

Há alguns anos, este blog recebeu sérias críticas (e até algumas ameaças, nunca divulgadas), quando, à sua maneira (com viés político, ideológico e até partidário) disse o que estava por vir...

Pois é...nada como ter razão!

Melhor ainda é ler nos blogs de coleira, PIG local e nacional, que antes "babavam os ovos" do super eike, se rendendo a realidade que se negavam a enxergar, ou pior, tentavam manipular para conseguir os trocados de sempre...

sábado, 26 de outubro de 2013

joaquim barbosa: quando os tubarões jantam a Democracia...

Mais um vez, Paulo Moreira Leite acerta uma flechada certeira na hipocrisia do presidente do supremo...O texto foi publicado no blog do Nassif e a gente traz para cá:

O jantar de Barbosa no contexto

Sugerido por Adamastor
 JANTARES DE JOAQUIM BARBOSA 

Como acontece com a biografia de todo mundo, existe uma diferença notável entre aquilo que a pessoa diz e aquilo que faz. Não por acaso, nos dias de hoje o Brasil debate a postura de biografados de prestígio que se acham no direito de romper a garantia constitucional que protege a liberdade de expressão para garantir o privilégio de proibir a divulgação de narrativas que não consideram convenientes.

Em seu esforço para firmar autoridade como um magistrado acima de toda suspeita, o presidente do STF Joaquim Barbosa é um crítico permanente do que chama de “conluio” entre juízes e advogados. É uma crítica que tem fundamento.

Nós sabemos que a Justiça brasileira é alvo frequente de escritórios de advogados poderosos, capazes de obter, em contatos diretos com o Judiciário, sentenças favoráveis que costumam ser negadas ao cidadão comum. Evitar esses contatos pode ser uma postura prudente e até razoável. 
O fato é que, no último fim de semana, o presidente do STF compareceu a um jantar, no Rio de Janeiro, promovido pelo advogado Carlos Siqueira Castro, um dos mais prestigiados da República, com várias causas no STF e grandes empresas em sua carteira de clientes. Não era um evento qualquer. Siqueira Castro homenageava Jean Louis Debré, presidente do Conselho Constitucional da República Francesa.

Consultada pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a assessoria do ministro admitiu o encontro mas ressalvou que o presidente do STF não julga casos de interesse de Siqueira Castro. Era informação de biografia autorizada, na verdade.

Como demonstrou o site Brasil247, há dezenas de casos do escritório de Siqueira Castro que foram examinados pelo presidente do STF. Há outra novidade -- e essa informação está sendo divulgada por aqui pela primeira vez.

Pelo menos num desses casos, o recurso extraordinário de número 703.889 Rio de Janeiro, Siqueira Castro recebeu uma sentença favorável de Joaquim. Não é um caso antigo. Joaquim Barbosa assinou a sentença em 16 de novembro de 2012.

Naquela época, o julgamento da ação penal 470 já era história. Os réus estavam condenados e os ministros debatiam se o STF teria o direito de determinar a cassação imediata dos parlamentares condenados – ou se era preciso respeitar o artigo 55 da Constituição, que define que a última palavra cabe ao Congresso.

Não tenho a menor condição de avaliar se a sentença de Joaquim para o recurso 703.889 Rio de Janeiro foi correta ou não. Nem é o caso.
Tampouco me cabe especular sobre a influência que sua relação próxima com Siqueira Castro, que vem dos tempos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, teria algo a ver com isso. Seria absurdo.

Mas pode-se discutir algumas questões. Primeiro, é curioso saber por que a assessoria de Joaquim disse a Folha que o presidente do STF não tinha casos de Siqueira Castro em seu gabinete. É um pouco mais grave quando se descobre que há menos de ano dali saiu uma sentença favorável ao advogado.
Não custa lembrar outro aspecto. Casos da história STF ensinam que, em qualquer época, sob qualquer gestão, as relações entre advogados e um presidente do STF também tem uma relevância particular. Além de dar ou não uma sentença favorável, o presidente da corte tem o poder de pautar um caso, definir a agenda e definir quando será levado a voto.

Se o advogado tem interesse em manter tudo como está, o assunto não entra em debate e a sentença pode levar anos. Se há interesse em abrir uma discussão que pode ter desfecho favorável, cabe ao presidente colocar o tema no plenário. Neste caso, a interferência do presidente é muito eficaz mas nem um pouco visível.

É possível também discutir o papel dos jantares na ação penal 470, que transformou Joaquim Barbosa na personalidade pública que é hoje.

Quem se recorda do julgamento da ação penal 470 sabe da importância adquirida por um jantar num hotel de Belo Horizonte, que reuniu o então ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu e Kátia Rabello, presidente do Banco Rural. 
No esforço para sustentar que Dirceu estava envolvido diretamente em tratativas de interesse de Marcos Valério e do Banco Rural, dado importante para sustentar a tese de que era o “chefe de quadrilha”, este jantar serviu como um momento-chave da denuncia do ministério público. 
Jamais surgiram testemunhas de primeira mão do encontro. Nunca se esclareceu o que foi dito ou discutido naquela noite. Ficaram suspeitas, insinuações, diálogos imaginados mas jamais explicados nem confirmados. Ainda assim, o jantar foi um elemento importante para acusar e condenar Dirceu. Referindo-se ao encontro dos dois, 
Joaquim Barbosa declarou: "Embora Kátia Rabello e José Dirceu admitiram não ter tratado do esquema, é imprescindível atentar para que não se trata de fato isolado, de meras reuniões entre dirigentes do banco e ministro da Casa Civil, mas de encontros ocorridos no mesmo contexto a que se dedicava a lavagem de dinheiro o grupo criminoso apontado na denúncia, com utilização de mecanismos fraudulentos para encobrir o caráter desses mútuos [empréstimos] fictícios", disse o relator. 
Resumindo: não havia provas contra Dirceu nem contra Katia Kabello. Mas Joaquim Barbosa disse que era preciso colocar o jantar no “contexto.”

Curioso, não?  Paulo Moreira Leite no Facebook

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A cidade dos carros!

Eu apenas soube dos incêndios esta semana em Campos dos Goytacazes por meio de terceiros, quando estava fora.

Já na noite de ontem e na manhã de hoje, pude atualizar a leitura e no blog do Roberto Moraes li algo a respeito, em abordagem muito boa, sobre riscos e prevenção.

Mas há outras questões que gostaria de ponderar, sob o aspecto das políticas públicas de segurança, neste caso associadas ao atendimento a sinistros, desastres e outras tragédias.

Com a agudização do fenômeno da concentração imobiliária urbana, a verticalização das moradias, há um cenário preocupante no ar, que só vem à tona em casos como este, que felizmente, são raros.

Nem vou abordar a prevenção, haja vista que tanto sociedade (empresas e pessoas) quando Estado parecem adorar andar no fio da navalha.

Falo do combate aos incêndios em si.

A pessoa que me disse dos incêndios relatou que, em determinado momento, faltou água e os bombeiros tiveram que retornar ao manancial para encher os caminhões, e foram ajudados por um caminhão enviado pelo prefeitura ou pela concessionária (não sei ao certo), manobra que durou quase uma hora.

Detalhe: não havia pressão nos hidrantes, isto é, se houver hidrantes no local.

Bom, e o que isto tem a ver com carros, automóveis, como propõe o título deste texto?

A sociedade, na maioria das vezes, não consegue (e isto não é acidente) enxergar o óbvio, neste caso:

Nossos bombeiros, com a explosão de veículos em circulação e dos acidentes, tornaram-se exímios socorristas e suas intervenções têm se tornado cada vez mais sofisticadas em relação a estes eventos (acidentes), enquanto no quesito combate a sinistros (incêndios) em residências e prédios (principalmente, os mais altos) nos pareça que estamos em 1915 ou 1923.

De certo que o volume de uma ocorrência em relação a outra torne a atuação dos bombeiros muito mais direcionada ao trânsito, mas a questão é que no caso de tragédias, a lógica não pode ser apenas a da quantidade.

Como um seguro, a capacidade dos bombeiros em combater o fogo em casas e prédios cada vez mais altos deve estar à postos, SEMPRE, embora ninguém, como no caso do seguro, queira usá-la.

E o que acontece: pagamos uma TAXA DE INCÊNDIO INCONSTITUCIONAL sob a justificativa de preservar nossos imóveis, e o dinheiro acaba indo para os acidentes de trânsito!

Bom que se diga que as vítimas de acidente são tão importantes quanto as vítimas de incêndios residenciais, mas o problema é que a justificativa, isto é, o fato gerador da INCONSTITUCIONAL TAXA DE INCÊNDIO, é a propriedade imobiliária para remunerar o serviço que deveria estar a disposição destes objetos e as pessoas que estão ali dentro(moradores, ocupantes).

O incêndio das lojas provou que é impossível determinar e dividir o serviço(combate ao fogo) para cada unidade (imóvel), e a falta d'água foi o dado mais dramático desta impossibilidade...

Incêndios em acidentes de carro demandam pouca água, salvo os casos com caminhões tanque e outros veículos de carga de combustíveis de alta combustão.

Incêndios em imóveis, dependendo das proporções, ao contrário, exigem enormes quantidades de água...

Logo...caminhões de água e hidrantes não são prioridade para quem só enxerga carros, embora a arrecadação extra seja justificada pela propriedade de imóveis.

Em suma: onde está indo o dinheiro da INCONSTITUCIONAL TAXA DE INCÊNDIO?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Leilão de Libra...

Como este blogueiro anda meio sem tempo, e sem paciência, vamos replicando o que há de melhor na rede...

Sobre o Leilão de Libra vamos escrever algo até o fim da semana, mas como aperitivo, trago um texto do Tijolaço, do Fernando Brito, que o Miguel do Rosário publicou em seu blog O Cafezinho:

Libra: vitória política completa. Econômica, um pouco menos que o possível
21 de outubro de 2013 | 17:57
Por Fernando Brito, no Tijolaço.
Politicamente, a vitória obtida pelo Brasil no leilão não poderia ter sido maior.
A presença minoritária da Shell no consórcio da Petrobras jogou por terra todo o blá-blá-blá de que as regras eram inviáveis, que as empresas comerciais temiam a ingerência do governo, que a partilha era um modelo fadado ao fracasso.
A outra empresa privada, a Total, é muito ligada ao governo francês, que tem participação acionária e já se esperava que pudesse entrar no consórcio por razões estratégicas de abastecimento. Mas não a Shell.
Deixou de queixo caído todos os “mercadistas” que não entenderam que as americanas e inglesas caíram fora por conta da espionagem e a “dupla cidadania” da Shell – também holandesa – a deixou menos exposta ao escândalo.
Nem a Miriam Leitão tem o que falar sobre isso, agora.
Do ponto de vista do resultado econômico do leilão, todos viram que o representante do consóricio esperou até os últimos segundos para entregar aquele envelope.
Claro, porque havia outro, com um lance maior, para o caso de haver outros na disputa.
Se não há, vai a proposta mínima, até porque a Petrobras não tem como forçar seu aumento se não há licitantes a vencer.
Poderíamos ter alcançado os 80% de participação estatal, mas acabamos ficando, como mostrou o post anterior, em 75,73%.
Duas razões nos impediram:
A primeira, o alto bônus de assinatura, que criou dificuldades de desembolso imediato para a Petrobras. E isso, com todo apoio que este blog deu ao leilão, jamais deixou de ser objeto de crítica, sobretuso porque derivou das necessidades imediatas de caixa do Governo para alcançar a meta de superávit primário, aquele do maldito tripé que a direita e, agora, Marina Silva, endeusam.
A segunda, a pressão política.
Não a das poucas dezenas de manifestantes ali fora do leilão que, tirando meia-dúzia de provocadores black blocs – são gente nacionalista.
A pressão vem de outros black blocs, os mascarados do mercado, que vêm vandalizando as ações da Petrobras faz tempo, sob a música de desastre que a mídia incessantemente toca para a empresa com mais reservas novas a explorar neste momento no mundo.
Nada isso, entretanto, diminui meu otimismo com a exploração de Libra. Até porque, fora da parcela de lucro embolsada pela União, pela Petrobras e pelas outras empresas do consórcio, existe uma parcela imensa, de algo perto de US$ 300 bilhões, que vai ser apropriada pelo país na forma de salários, compras de insumos e de encomendas com o máximo possível de conteúdo nacional, como é tradição da Petrobras, e que, por isso, vai irrigar nossa economia com impostos e salários.
Nem falo, também, no horizonte de cooperação que ela abre com a China, que lentamente vai assumindo o seu papel de parceiro estratégico do nosso país.
O Brasil está de parabéns. Provamos que é possível juntar a defesa dos interesses nacionais, o controle de nossas matérias primas estratégicas, a eficiência tecnológica e operacional com a necessária captação de recursos para o desenvolvimento de nossa indústria petroleira.
O petróleo teve três fases neste país.
A primeira, a de acreditar que ele existia e encontrá-lo.
A segunda, a de sermos capazes tecnologicamente de extraí-lo, nas difíceis condições onde ele surgiu.
A terceira, agora, a de sermos capazes de mobilizar, sem perder a soberania sobre ele, os recursos necessários a realizar essa imensa riqueza potencial.
Demos um passo gigantesco e seria tolice deixar de reconhecê-lo por acharmos que se poderia ir alguns centímetros além.
E, depois dos retrocessos que a década neoliberal nos obrigou, estamos mais longe do que qualquer um de nós poderia pensar naqueles anos amargos.
Esta caminhada jamais foi fácil, jamais foi simples.
Mas não há de parar nunca.
Por: Fernando Brito
n62
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/10/21/libra-uma-vitoria-do-brasil/#sthash.MUJXBBTB.dpuf

sábado, 19 de outubro de 2013

Atentados e o Incêndio do Reichstag!

Quase todo mundo se lembra do exemplo do Reichstag, o parlamento alemão incendiado na década de 30.
Ele foi o estopim para que Hitler endurecesse de vez o regime,  e que anunciava o que estaria por vir...Como sabemos, foi o próprio Hitler que mandou incendiar o prédio, para usar o evento para culpar seus adversários...

Pois é...

Ontem, após um enorme período de preguiça virtual, que aliás, foi ótimo, pois permitiu colocar a leitura e outras pendências em dia, deparei-me com a notícia do blog do Roberto, aqui, sobre um suposto atentado à tiros nas bandas do Açu.

Primeiro é muito difícil falar sobre circunstâncias que estão ainda muito frescas, e sobre as quais não temos todas as informações...

Mas pelo que observo, a suposta vítima não me parece uma pessoa que seria capaz de inventar fatos com esta gravidade, ainda mais sabendo o que está em jogo...De fato, a Srª Noemia deve ter ouvido algo que se assemelha a disparos, e ao que tudo indica, devem ter sido disparos de arma de fogo...

Também é quase certo que este episódio esteja vinculado a disputa que se trava ali, embora seja possível, com muito menos probabilidade, que seja um débil mental qualquer disparando à esmo...ou ainda um indivíduo isolado manifestando sua insatisfação com a falência do porto, que pode ter-lhe retirado o emprego ou o comércio...

No entanto, toda vez que ouço este assunto de disparos de arma de fogo, me recordo de outro caso, onde um político da região sofreu um "atentado", ficando seu veículo com as perfurações dos projetis estampadas, justamente em um momento que a tensão política local o espremia contra as paredes judiciais...

A estratégia da greve de fome já havia sido esgotada antes...

Sabedores que somos que o grupo de agricultores que resiste a ocupação das terras pelos empreendimentos ligados ao porto estão (ou estavam) sob a tutela do grupo deste político, inclusive com apoio jurídico, eu me lembro do incêndio do Reichstag.

Não que eu demonize a política, os representantes, e as alianças táticas...Eu sei que os agricultores, pelo menos a maioria, têm se agarrado ao que aparece para salvar suas terras e sua dignidade...e concordo que assim seja, embora lamente que as forças progressistas tenham deixado este vácuo.

Enfim, não há nada demais que este ou aquele grupo procure aumentar o desgaste dos adversários que, justamente, mais lucraram quando o porto era vendido como a 9ª maravilha do universo.

Mas é bom ter cuidado...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Antes nunca do que tarde...

Talvez para tentar preservar o que resta de dignidade sobre o tribunal supremo brasileiro (tarefa impossível), talvez (mais provável) para impor um novo "viés" aos novos julgamentos que vêm por aí(o trensalão paulista e o mensalão mineiro), o PIG, desta vez foi a folha de sp (a camarilha da ditabranda) que publicou uma revisão das "teorias" que, há um ano atrás, utilizaram para manipular e distorcer o desfecho da ação 470, em um dos episódios mais sórdidos da História brasileira...

Leiam o texto publicado no site do Nassif, que traz trechos das alegações de dois discípulos de Claus Roxin, o formulador da teoria que todo mundo falou sobre, mas ao que parece, ninguém sabe o que é direito:

Ministros do STF agiram com má fé no uso do domínio do fato

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Wanderley Guilherme dos Santos revela marina!

Sim, a ex-senadora e ex-ministra marina, joana d'arc da floresta, silva está nua! Despiu-se de sua biografia, de sua integridade e até de sua calculada imagem de fragilidade para virar uma espécie de corvo verde, uma ave de rapina, de mau agouro, cujo canto monocórdio é a desesperança...

Wanderley Guilherme dos Santos, replicado no blog do Nassif, apenas jogou luz sobre a triste figura:

Marina, você se pintou, por Wanderley Guilherme dos Santos

Em 48 horas de fulminante trajetória a ex-senadora Marina Silva provocou inesperados solavancos no panorama das eleições em 2014. Renegando o que há meses dizia professar aderiu ao sistema partidário que está aí, mencionou haver abrigado o PSB como Plano C, sem mencioná-lo a desapontados seguidores, e declarou guerra a um suposto chavismo petista. De quebra, prometeu enterrar a aniversariante república criada pela Constituição de 88, desprezando-a por ser “velha”. Haja água benta para tanta presunção.
Marina e seguidores não consideravam incoerente denunciar o excessivo número de legendas partidárias e ao mesmo tempo propor a criação de mais uma. Ademais, personalizada. O “Rede” sempre foi, e é, uma espécie de grife monopolizada pela ex-senadora. Faltando o registro legal, cada um tratou de si, segundo o depoimento de Alfredo Sirkis. Inclusive a própria Marina. Disse que informou por telefone ao governador Eduardo Campos que ingressaria no Partido Socialista Brasileiro para ser sua candidata a vice- presidente. Ainda segundo declaração de Marina, o governador ficou, inicialmente, mudo. Não era para menos. Em sua estratégia pública, Eduardo Campos nunca admitiu ser um potencial candidato à Presidência, deixando caminhos abertos a composições. Eis que, não mais que de repente, o governador é declarado candidato por sua auto-indicada companheira de chapa. Sorrindo embora, custa acreditar que Eduardo Campos esteja feliz com o papel subordinado que lhe coube no espetáculo precipitado pela ex-senadora.
Há mais. Não obstante a crítica às infidelidades de que padecem os partidos
que aí estão, Marina confessou sem meias palavras que ingressava no PSB, mas não era PSB, era “Rede”, e seria “Rede” dentro do PSB. Plagiando o estranho humor da ex-senadora, o “Rede” passava a ser, dali em diante, não o primeira partido clandestino da democracia, mas o primeiro clandestino confesso do Partido Socialista Brasileiro. Não deixa de ser compatível com a sutil ordem de preferência de Marina Silva. Em primeiro lugar vinha a criação da Rede, depois a pressão para que a legenda fosse isenta de exigências fundamentais para a constituição de um partido conforme manda a lei e, por fim, aceitar uma das legendas declaradamente à disposição.
Decidiu-se por uma quarta opção e impor-se a uma legenda que não é de conhecimento público lhe tenha sido oferecida. Enquanto políticos trocam de legenda para não se comprometerem com facções, a ex-senadora fez aberta propaganda de como se desmoraliza um partido: ingressar nele para criar uma facção. Deslealdade com companheiros de percurso, ultimatos e sabotagem de instituições estabelecidas (no caso, o PSB), não parecem comportamentos recomendáveis a quem se apresenta como regeneradora dos hábitos políticos.
O campo das oposições vai enfrentar momentosas batalhas. Adotando o reconhecido mote da direita de que o Partido dos Trabalhadores constitui uma ameaça “chavista”, Marina pintou-se com as cores da reação, as mesmas que usa em suas preferências sociais: contra o aborto legal, contra o reconhecimento das relações homoafetivas, contra as pesquisas com células tronco, enfim, contra todos os movimentos de progresso ou de remoção de preconceitos. Abandonando a retórica melíflua a ex-senadora revela afinal a coerência entre suas posições políticas e as sociais. Empurrou o PSB para a direita de Aécio Neves, a um passo de José Serra. É onde Eduardo Campos vai estar, queira ou não, liderado por Marina Silva. As oposições marcham para explosivo confronto interno pelo privilégio de representar o conservadorismo obscurantista.
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/10/10/marina-empurrou-o-psb-para-a-direita/#sthash.yRRM5pm7.dpuf
Sugerido por Flavio F
Do blog O Cafezinho
Marina, você se pintou

Por Wanderley Guilherme dos Santos
Em 48 horas de fulminante trajetória a ex-senadora Marina Silva provocou inesperados solavancos no panorama das eleições em 2014. Renegando o que há meses dizia professar aderiu ao sistema partidário que está aí, mencionou haver abrigado o PSB como Plano C, sem mencioná-lo a desapontados seguidores, e declarou guerra a um suposto chavismo petista. De quebra, prometeu enterrar a aniversariante república criada pela Constituição de 88, desprezando-a por ser “velha”. Haja água benta para tanta presunção.

Marina e seguidores não consideravam incoerente denunciar o excessivo número de legendas partidárias e ao mesmo tempo propor a criação de mais uma. Ademais, personalizada. O “Rede” sempre foi, e é, uma espécie de grife monopolizada pela ex-senadora. Faltando o registro legal, cada um tratou de si, segundo o depoimento de Alfredo Sirkis. Inclusive a própria Marina. Disse que informou por telefone ao governador Eduardo Campos que ingressaria no Partido Socialista Brasileiro para ser sua candidata a vice- presidente. Ainda segundo declaração de Marina, o governador ficou, inicialmente, mudo. Não era para menos. Em sua estratégia pública, Eduardo Campos nunca admitiu ser um potencial candidato à Presidência, deixando caminhos abertos a composições. Eis que, não mais que de repente, o governador é declarado candidato por sua auto-indicada companheira de chapa. Sorrindo embora, custa acreditar que Eduardo Campos esteja feliz com o papel subordinado que lhe coube no espetáculo precipitado pela ex-senadora.

Há mais. Não obstante a crítica às infidelidades de que padecem os partidos que aí estão, Marina confessou sem meias palavras que ingressava no PSB, mas não era PSB, era “Rede”, e seria “Rede” dentro do PSB. Plagiando o estranho humor da ex-senadora, o “Rede” passava a ser, dali em diante, não o primeira partido clandestino da democracia, mas o primeiro clandestino confesso do Partido Socialista Brasileiro. Não deixa de ser compatível com a sutil ordem de preferência de Marina Silva. Em primeiro lugar vinha a criação da Rede, depois a pressão para que a legenda fosse isenta de exigências fundamentais para a constituição de um partido conforme manda a lei e, por fim, aceitar uma das legendas declaradamente à disposição.

Decidiu-se por uma quarta opção e impor-se a uma legenda que não é de conhecimento público lhe tenha sido oferecida. Enquanto políticos trocam de legenda para não se comprometerem com facções, a ex-senadora fez aberta propaganda de como se desmoraliza um partido: ingressar nele para criar uma facção. Deslealdade com companheiros de percurso, ultimatos e sabotagem de instituições estabelecidas (no caso, o PSB), não parecem comportamentos recomendáveis a quem se apresenta como regeneradora dos hábitos políticos.

O campo das oposições vai enfrentar momentosas batalhas. Adotando o reconhecido mote da direita de que o Partido dos Trabalhadores constitui uma ameaça “chavista”, Marina pintou-se com as cores da reação, as mesmas que usa em suas preferências sociais: contra o aborto legal, contra o reconhecimento das relações homoafetivas, contra as pesquisas com células tronco, enfim, contra todos os movimentos de progresso ou de remoção de preconceitos. Abandonando a retórica melíflua a ex-senadora revela afinal a coerência entre suas posições políticas e as sociais. Empurrou o PSB para a direita de Aécio Neves, a um passo de José Serra. É onde Eduardo Campos vai estar, queira ou não, liderado por Marina Silva. As oposições marcham para explosivo confronto interno pelo privilégio de representar o conservadorismo obscurantista.


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Eike já está na lona, só falta abrir a contagem...

Texto que circulou na rede no dia de hoje, e que repercutimos do blog do Nassif:

Ex-diretor da Petrobras fala em 'incompetência muito grande' da OGX

TAGS

   
Sugerido por Mário de Oliveira
Do iG
Ildo Sauer questiona: "quem será o responsável por todo este espetáculo?". E compara a derrocada da petroleira do empresário a do banco Halles na década de 1970
Marília Almeida
Para Ildo Sauer, ex-diretor de energia e gás da Petrobras, o dinheiro já sumiu. "O gato levou"
"Não esperava que a incompetência fosse tão grande". Essa é a opinião do ex-diretor de energia e gás da Petrobras, Ildo Sauer, sobre a situação da petroleira controlada pelo empresário Eike Batista, a OGX, após anunciar um calote de sua dívida esta semana.
Hoje diretor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), Sauer trabalhou na maior empresa de petróleo do País entre 2003 e 2007.
Sauer lembra que, em 2007, OGX e Petrobras disputaram de forma acirrada blocos de óleo, mesmo considerando que a petroleira de Eike tinha apenas "alguns meses" de existência. "A empresa já se sentiu habilitada", opina.
Criada em julho daquele ano, a OGX arrematou poucos meses depois, em novembro, 21 blocos na 9ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para Sauer, há suspeitas de atos ilícitos. "A empresa pode ter tido acesso à informação privilegiada sobre modelo geológico e reservas potenciais nos blocos, já que muitos gestores da Petrobras foram recrutados progressivamente pela OGX", diz.
No momento em que a OGX começou a perfurar os poços para produzir óleo, não contava com dois problemas, na visão do engenheiro: petróleo pesado, muito viscoso, e um reservatório com matriz fechada, que dificultam a exploração. "A empresa deveria ter uma equipe específica para tecer estas considerações. Parece que não tinha, bem como a tecnologia necessária".
Para Sauer, o sucesso de Eike em festas e eventos criou expectativa, junto com a publicação sucessiva de comunicados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Aonde estavam os órgãos reguladores para fiscalizar estes anúncios?", questiona Sauer. "Me surpreende a incompetência de todos. A expectativa gerada especialmente no mercado de capitais deu a impressão de que tudo fosse um passeio".
Ele ressalta que a auditoria das reservas de óleo, realizada pela Degolyer Macnaughton, se limitavam à quantidade de óleo que poderia ser explorado. "Sabemos que tem muito nos blocos. Mas é difícil produzir, exige tecnologia especial para conseguir recuperar o óleo, retirá-lo".
Sauer lembra que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) declarou a comercialidade do campo. Segundo a própria ANP, declaração de comercialidade é unilateral da empresa. "Se for assim, não precisamos da ANP. Cada um declara o que quer", opina.
E agora?
Sauer decreta: a incompetência superou o otimismo e oportunismo. "Resta saber: quem é o maior responsável por este espetáculo todo? Foi uma aventura que abalou a confiança no sistema regulatório de petróleo e no mercado de capitais. É uma situação constrangedora, para dizer o mínimo, que deve passar por investigação do Senado, Ministério Público e até da polícia".
Na sua opinião, o "dinheiro já sumiu". "O gato levou. Foi distribuído no IPO (Oferta Pública Inicial de Ações) da empresa. Tenho conhecidos que apostaram tudo na OGX. O caso me lembra o do Banco Halles. Até a professorinha de Campinas (interior de São Paulo) investiu no seu fundo, e viu o dinheiro evaporar", conclui.
O Banco Halles, conta Sauer, era conhecido por sua propaganda intensa feita por agentes autônomos, com promessa de altos ganhos. Os preços de suas cotas aumentavam até que o banco foi à falência, levando a poupança de muitos aplicadores. "A lógica era a mesma das empresas de Eike Batista: especulativa. O produto de investimento era visto como miraculoso".

domingo, 6 de outubro de 2013

Esperando marina...

Açaí com estrogonofe de jabá...

A mistura do eco-pentecostalismo, com a novo oligarquismo-playboy, junto ao nazifascismo dos bornhausen não engana ninguém, só os midiotas é claro!

Vem do blog do Nassif este bom texto que compartilhamos com vocês:

O caminho “Coerente” de Marina Kaiowá de Calcutá SA

Do Blog de Arnóbio Rocha
O Sonho: Marina e a decepção da Rede, agora o que a espera…
O Mundo Real: Eduardo Campos e a Família Bornhausen à espera de Marina
De vez em quando, principalmente na época de eleições presidenciais, ouvimos falar na terceira via, na verdade candidaturas personalistas, erroneamente identificadas como terceira via, que aparecem desde 2002, como força para dividir, desde quando o PT se efetivou como a alternativa viável ao projeto Hegemônico do Kapital(PSDB). Em 2002 foi Ciro Gomes (na época no PPS), em 2006, Heloísa Helena (PSOL, na época). Em 2010 Marina Silva (PV na época). Mas por que não se trata de uma terceira via?
Simples, todos estes candidatos foram de projetos personalistas, figuras públicas que galvanizam votos descontentes com a polarização e/ou por circunstâncias específicas do jogo eleitoral. Heloísa Helena, por exemplo, foi catapultada pela CPI do Mensalão em que deu seu show. Ou Marina Silva, que pegou o vácuo das baixarias da campanha passada e se beneficiou das denúncias contra casa civil, ajudou, objetivamente Serra a chegar no improvável segundo turno. Porém, em nenhum caso, de 2002 até agora, estes personagens  ajudaram a criar nenhum partido viável e perene que se consolide como alternativa e projeto de governo frente aos projetos definidos que, gostemos ou não, são os do PT e do PSDB. A polarização é salutar e real, refletindo as experiências e acúmulos históricos da Esquerda ( diria centro-esquerda) do PT e da Direita(Centr0-Direita) do PSDB.
O Caso de Marina parece ser mais o importante de analisar, Ciro Gomes é uma liderança regional com características e rompantes que pouco agrega ao diálogo nacional, pulou de galho em galho num movimento errático desde seu melhor momento, em 2002. Enquanto Heloísa Helena, com o PSOL cujo centro é apenas o ódio ao PT, nada conseguiu posteriormente, inclusive rompeu com o seu partido para seguir Marina, já em 2010. Marina se constitui como nome nacional, não tem história de enfrentamentos raivosos com os adversários, comedida e mais afável, não causa estragos nas relações e sua imagem não ficou ligada negativamente como HH e Ciro.
Entretanto Marina trilhou o mesmo caminho dos dois, de rupturas com partidos, primeiro com o PT, depois a ponte via PV para se viabilizar em 2010, logo depois saiu para construir um “Não- Partido”, tentando captar um sentimento, reacionário, contra os partidos. Muitos se iludiram achando que Marina seria o “Novo” ou que as manifestações de junho seriam capturada pela “Rede”, não se deram conta de que, ao mesmo tempo em que Marina reuniu ex-esquerdistas ao redor de si, como Martiniano e Heloísa Helena que vieram do PSOL, Domingos Dutra , Pedro Ivo do PT, também se juntou a ela, Walter Feldman uma espécie de faz-tudo do Serra. Além dos vínculos orgânicos de Itaú e Natura.
Mesmo com os 20 milhões de votos, uma subida enorme nas pesquisas entre junho e julho de 2013, a tal Rede, não conseguiu míseras 500 mil adesões, logo eles tão acostumados com petições online ou “curtir” no Facebook, não transformaram em números viáveis para se legalizar um “partido” Não-Partido para chamar de seu, uma máquina para seu projeto, não uma terceira via. Aqui entra uma segunda ilusão, pois muitos engoliram a enrolação de que Marina, seus asseclas questionavam os Partidos. Porém ela não tem vontade própria, o Kapital(Itau, Natura e Globo) definiu o que ela tem que ser MULETA da Direita contra os governos do PT, assim descrito no Estadão que “Marina foi pressionada por empresários que têm financiado seu projeto político de criar um partido a sair candidata. Foi dito a ela que não seria possível ela abandonar um projeto que contou com tantos apoios, inclusive financeiros na sua trajetória para criar a Rede.”
A Direita alimenta e afaga o Ego de Marina, como se fosse uma proeminente liderança, o que não é, tem pesadas limitações políticas e de compreensão da sociedade, vive de um messianismo de uma bandeira única, o verde (??). Marina é útil demais à Direita, segundo o raciocínio binário, ela pode repetir os votos de 2010, abrindo a possibilidade de um segundo turno, além de jogar força para derrotar o governo do PT, em último caso sendo alternativa ao próprio Aécio, se este não decolar.
Sua filiação ao PSB é apenas parte deste triste enredo, recentemente também tinham se filiado ao partido a Família Fascista Bornhausen e Heráclito Fortes , todos da extrema-direta do DEM, quer dizer que a pessoa que dizia fazer “política diferente” contra os conchavos e acordos espúrios, Marina Kaiowá de Calcutá SA, por pressão dos seus ricos apoiadores, segundo o Estadão, Itaú e Natura, acaba nos braços,  olha que irônico da Família Bornhausen, Heráclito sapo-boi Fortes, e todo o conjunto de direitistas raivosos, desmatadores juntos com a “rainha” verde, bem, Evangeverde criacionista.
É esta a Novidade Nova da tal Rede? Antipartidos ir se filiar como tendência no meio de reaças, mais ainda correndo o risco de não ser candidata. Minha leitura, Marina será a candidata, vice é muito pouco e não acredito que vitamine tanto a alternativa Eduardo Campos, o Arraes III. A jogada só será eficaz se Campos abrir mão da candidatura, se tornando vice, aí sim fará todo o sentido, o contrário, nada acrescenta, é o que penso.
Por fim, seria cômico se não fosse trágico, o PPS, o grupo de aluguel, que implorou por Serra e seu #Tremsalao não veio. Então esta capitânia hereditária do coronel Antônio Bento, digo, Bob Freire, aquele ex-comunista que nunca foi comunista, só curtia o “ouro de Moscou”, procura Marina Kaiowá de Calcutá SA e suas divisas do Itau, Globo e Natura, que também lhe negou.

2014, chegou.

sábado, 5 de outubro de 2013

marina e uma perguntinha simples...

Se não consegue viabilizar e organizar um partido, como marina, a joana d'arc da floresta quer governar um país?

marina silva, a joana d'arc da floresta desembarca no psb!

Depois de desancar o sistema partidária, as oligarquias, e o escambal, a ex-senadora "assinou contrato com o psb"...Só falta "beijar a camisa"...

Resta saber se a jogada do cartola eduardo campos vai dar o resultado esperado, e fortalecer o time dos neoconservadores, ou se este pessoal vai continuar onde merece: na segunda divisão da política brasileira

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Skol - Comercial "Profissa"...Uma ode ao alcoolismo!



Este blogueiro não bebe, mas não é moralista...

Inclusive para dizer que continua a achar estranho que a sociedade seja tão intolerante (hipócrita?) com algumas drogas, e tão violentamente passiva com outras, como é, neste caso, o álcool...

Mas este é um debate para depois...

Aqui eu chamo atenção para outra descarada propaganda de cerveja, veiculada inclusive nos horários mais "ingênuos", na hora do almoço, por exemplo...Depois do reclame onde idiotas se jogavam de aviões sem para-quedas e nadavam com tubarões para ter acesso a droga(cerveja), em uma alusão clara de incentivo ao consumo irresponsável e irrefreado, agora, a Inbev e suas agências de marketing nos brindam com outra estultice:

Cerveja para "profissionais"? O que são bebedores "profissionais"? Ora, bebedores nesta "condição" eu só conheço os alcoólatras...

E uma propaganda destas, quando o sistema público de saúde, os orçamentos, as autoridades de trânsito, as delegacias, as mulheres espancadas, enfim, todos que sofrem os resultados do abuso desta droga, discutem saídas para tratamento dos que não conseguem escapar a adicção, eu pergunto:

Não seria esta peça um sonoro tapa na cara de todos nós?

Responda com moderação, porque beber com moderação, sabemos ser impossível, pois as pessoas bebem para perdê-la...

marina e o papa chico: duas bostas da mesma cloaca!

blair
Um olhar um pouco mais atento lançará sobre marina silva, a joana d'arc da floresta, e o papa chico, o pobre-mas-limpinho,  a certeza de que são instâncias diferentes de um discurso que vem tomando conta de setores de várias camadas de sociedades ao redor do planeta.

E como tais, marina e chico estão encurralados.

Esta semana, dois eventos demarcaram bem os contornos das contradições graves em cima das quais estes personagens tentam se sustentar publicamente, à frente de movimentos políticos bem característicos.

Um religioso que se encontra preso, por ter sido flagrado ao transportar milhões de euros, da Suíça para Roma, no esquema de lavagem e evasão de divisas que parece ser a própria natureza da igreja do carpinteiro bastardo, continuou a abrir o "bico", e revelou mais "segredos" intrigantes da conduta dos maiorais do Vaticano, que compõem o mesmo roteiro: regalias, contratos superfaturados, desvios, paparicos, etc.

Já no campo político nacional, o tse triturou as pretensões da joana d'arc da floresta.

O problema é: o papa e marina se apresentam como forças "moralizantes", capazes de se postarem acima destes interesses, e prometem o saneamento aquilo que parece mais ser uma ratoeira episcopal ou, em nosso caso, uma pocilga eleitoral.

A contradição: o papa é fruto deste mesmo esquema político que indica e "elege" papas, logo, é improvável que consiga dar um golpe em seus pares...marina, a seu lado, também é fruto acabado do sistema que agora rejeita...

Não haveria nada demais nisto, senão fosse um único detalhe(justamente, onde o diabo reside): O papa, ao se colocar como uma força ex machina, arrecada a simpatia dos ingênuos (e dos cínicos) que imaginam ser possível um "milagre moral" a consertar defeitos em processos e disputas que são tipicamente humanos...tal e qual a ex-senadora...

Por mais que haja a tentação de acreditar nesta condição "sobrenatural" de um chefe religioso, o fato é que cada porretada que leva da "realidade terrena", ele acaba por se isolar ainda mais, e desperdiça pouco a pouco o capital político dos que o apoiam como solução original do conflito.

Caso parecido é o da joana d'arc da floresta, a bláblárina...

Interessante vê-la dizer, ao ser entrevistada na saída do tse, que detinha o julgamento (monopólio) da moral (sempre privada) sobre o julgamento legal(sempre público), mostrando toda sua face autoritária e fascista: Ora, se uma das reclamações da classe mé(r)dia e dos setores da elite que ela representa e vocaliza é o constante espezinhar das leis (o tal combate a impunidade e corrupção), como imaginar que ela imaginasse ser possível a formação de uma legenda a partir de uma exceção (jeitinho) destas mesmas leis?

Como fazer reinar a moral ao arrepio da lei e dos direitos? Resposta só os tiranos têm...

Nem é preciso dizer que os cartórios não poderiam ser responsabilizados nesta chantagem da ex-ministra.

Várias assinaturas foram rejeitadas por suspeitas de fraude, outras porque, de fato, não houve tempo disponível, justamente porque os marinistas entupiram os cartórios nestes últimos seis meses, como se tentassem criar uma dificuldade intransponível, que por sua vez, justificasse o contrabando de assinaturas com o referendo da justiça eleitoral.

Agora, refém do próprio discurso que rejeita o sistema partidário atual, bláblárina hesita para se filiar a um partido que antes detratou...Está no mato e sem cachorro..

Nem vamos apontar as outras contradições, como suas relações com o banco Itaú, por exemplo...

Por isto, não há como negar: tanto os religiosos da política, quanto a política dos religiosos são merdas da mesma bunda.